sexta-feira, 12 de março de 2021

Covid-19 e obesidade: conhecendo o risco

 


Muito se fala sobre quais seriam e quais deixariam de ser os fatores de risco para a covid-19. Pois recentemente essa história ficou mais clara com a publicação de dados do estudo OpenSAFELY, realizado a partir de uma colaboração entre o DataLab da Universidade de Oxford e a London Schooll of Hygiene and Tropical Medicine, na Inglaterra. Os pesquisadores examinaram os registros médicos de 17.278.392 adultos e 10.926 mortes provocadas pela infecção pelo Sars-CoV 2, o novo coronavírus.




O objetivo era esclarecer quais entre inúmeros fatores acusados de agravarem o risco de covid-19, muitas vezes sem tanta evidência, seriam realmente relevantes para apontar quem poderia ter quadros severos da doença e desfechos fatais.

Os objetivos do trabalho

Segundo os autores, ao longo da realização do estudo OpenSAFELY, eles se preocuparam em encontrar respostas para algumas questões cruciais tanto para a determinação de protocolos clínicos quanto para o estabelecimento de políticas públicas para o enfrentamento da pandemia. São elas:

  1. No momento da admissão no hospital, como reconhecer quem tem maior probabilidade de precisar de ventilação mecânica ou morrer?
    Os cientistas partiram da premissa de que poderiam existir condições médicas pré-existentes capazes de aumentar o risco de complicações no curso da covid-19 e que ainda não teriam sido identificadas.
  2. Ter informações para embasando algumas hipóteses envolvendo o tratamento: por exemplo, quais os possíveis benefícios de medicamentos que estão sendo usados off-label ou quais efeitos adversos de determinadas medicações em grupos específicos de pacientes, como os hipertensos ou os diabéticos?
  3. Algumas doenças podem não apenas deixar o paciente mais vulnerável à covid-19, como elas próprias se agravarem perigosamente durante a convalescência dessa infecção respiratória. Portanto, uma boa questão é: daria para medir e posteriormente mitigar o impacto da covid-19 em outras doenças, como o câncer?
  4. Qual seria o efeito de intervenções de políticas públicas, como estender o isolamento social para grupos específicos de pacientes? Isso ajudaria?

Em uma outra etapa

Depois de identificar, em uma primeira fase de análises — esta que foi publicada agora —, quais seriam as pessoas com maior probabilidade de quadros graves e de morte, os cientistas estão empenhados em descobrir que tratamentos poderiam aumentar ou diminuir esse risco.

Finalmente, conhecer os fatores de risco são um caminho para criar modelos que tentem predizer como a doença poderá continuar se espalhando.

Obesidade e diabetes

De acordo com o estudo, a idade é de longe o maior fator de risco. Quem está acima dos 60 anos tem 2,8 vezes mais probabilidade de desenvolver quadros severos da infecção pelo novo coronavírus.

Em relação à obesidade, quanto maior o IMC, maior parece ser a ameaça de o quadro de covid-19 se complicar. Quem tem um IMC entre 30 e 35 kg/m2 apresenta um risco 1,4 vez maior, enquanto indivíduos com IMC entre 35 e 40 kg/m2 têm 1,8 vez mais risco.

Um IMC maior de 40 kg/m2, aí sim, praticamente empata com o fator idade, porque o risco passa ser 2,6 vezes maior. Vale observar, porém, que a obesidade foi menos encontrada em pessoas mais velhas que foram incluídas nessa conta. Portanto, talvez se fizessem um corte só dos pacientes mais jovens, o excesso de peso seria um fator de risco com um impacto ainda mais importante.

Outra observação: se existe uma relação que chega a ser um gradiente entre o peso e a covid-19, isso significa que orientar os pacientes para a prática rotineira de atividade física e para a adoção de uma alimentação mais equilibrada, ainda que ele perca poucos quilos, já diminuirá o risco apontado no estudo. Daí que, com um olhar mais positivo, esse pode ser um argumento para a adesão ao tratamento. Não é preciso necessariamente se tornar uma pessoa com IMC normal para ver o risco cair.

O estudo também apontou com maior precisão o risco no diabetes. Ele é 1,5 maior quando a doença está bem controlada, mas passa a ser 2, 2 vezes maior quando não há o devido controle da glicemia. Outra vez, temos aqui a oportunidade de mostrar aos pacientes como cuidados simples, aqueles que preconizamos desde sempre em prol da saúde — no caso, atividade física, dieta equilibrada, contagem de carboidratos, medições frequentes da glicemia, uso correto de insulina e de outras medicações —, podem fazer total diferença. A pandemia deve ser encarada como um convite para todos reverem hábitos e se cuidarem mais.

Fonte: ABESO

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União de cálcio e vitamina D garante mais saúde à mulher

 A ingestão da vitamina D precisa ser aliada ao cálcio para garantir a absorção do mineral pelo organismo. E, a reposição desses é muito importância para as mulheres, principalmente com o passar da idade.




Para as mulheres a vitamina D é ainda mais importante na terceira idade e na menopausa, pois tem a função regulatória de hormônios, por isso, não deve ter deficiência dessa vitamina. Nestes casos, vale uma avaliação médica para suplementar. Este segmento evoluiu muito nos últimos anos, com opções mais práticas do que comprimidos, inclusive com uma nova geração em formato de gomas que suprem as necessidades diárias de Vitamina D e Cálcio”, destaca Doutor Daniel Magnoni, chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese.

Vale ressaltar que o cálcio é ideal para manter a saúde óssea e auxiliar diretamente na prevenção de osteopenia e osteoporose, principalmente entre o público com mais de 60 anos. A combinação entre cálcio e a Vitamina D3 é fundamental para o metabolismo ósseo e a deficiência de qualquer um deles irá prejudicar que esse processo se realize.

Já a vitamina D é considerado um regulador do sistema imune e auxilia com a absorção de minerais como o cálcio, fundamental na formação de ossos e dentes. Estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência ou insuficiência de vitamina D.

Importância para as pessoasUm recente levantamento da DSM Nutrição e Saúde Humana entrevistou 12 mil pessoas, em 24 países, para entender as percepções e atitudes dos consumidores nas questões de saúde imunológica e nutricional. Observou-se que cuidar da imunidade é prioridade para 65% dos entrevistados, 62% associam a vitamina D (sem o cálcio) com a boa imunidade e 70% revelaram que consomem suplementos para apoiar o seu sistema imunológico.

“A suplementação de vitamina D é uma ferramenta clínica atual e necessária, principalmente pela baixa exposição ao sol e alimentação inadequada. A melhora da imunidade também passa pelo adequado nível sérico, ou seja, a quantidade de vitamina D que se encontra na corrente sanguínea”, explica.

Fonte: Sportlife

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