sexta-feira, 29 de maio de 2020

O poder do pensamento positivo na quarentena e na sua vida!

O QUE É PENSAMENTO POSITIVO?

O termo "pensamento positivo" pode facilmente ser definido como uma orientação para coisas boas, para o lado positivo da vida. É a maneira como você pensa sobre sua vida e sobre as outras pessoas, tal como o modo que você percebe o mundo ao seu redor. Assim, as emoções que você sente refletem a maneira como você pensa.
De acordo com os psicólogos, ser otimista nada mais é do que focar no lado bom da vida ao invés dos problemas — uma habilidade que nem sempre é fácil de executar, mas que você pode desenvolver com técnicas simples.
Pensar positivamente não significa negar a existência dos problemas e aspectos ruins da vida. Ao mesmo tempo, não quer dizer que você deve olhar para a realidade e ignorar as emoções negativas. É justamente o contrário. De acordo com Edward Diener, especialista em psicologia positiva, o sentimento de alegria a longo prazo leva as pessoas a superar os problemas e as emoções negativas.
Frase de pensamento positivo, Cynthia Kersey

O PODER DO PENSAMENTO POSITIVO

De acordo com uma série de especialistas, uma abordagem positiva ajuda você a resolver pequenos problemas do cotidiano e a lidar com situações estressantes, como a quarentena do coronavírus. Uma perspectiva positiva melhora o humor e permite que você domine seus medos e pensamentos negativos. Quando você adota o pensamento positivo, ele muda não só suas percepções, mas também torna você mais feliz e, portanto, mais bem sucedido na vida.
A  ciência comprova que sentimentos felizes e até sorrisos estimulam seu cérebro. Como o jornal Psychology Today informa, sentimentos agradáveis ​​melhoram a criatividade, aceleram suas habilidades de solução de problemas e promovem a aptidão mental.

POR QUE PENSAR POSITIVO DURANTE A QUARENTENA DO COVID-19?

Em uma situação tão incomum como o autoisolamento do coronavírus, é essencial que você mantenha seus pensamentos positivos e a confiança de que dias melhores virão. Lembre-se que você não tem como mudar esses acontecimentos, então sofrer só vai dificultar o controle do seu estresse.
Mais do que isso, diversos estudos já provaram que o otimismo é uma peça-chave para seu sistema imunológico. Ou seja, é muito importante que você pense positivo para garantir que as defesas do seu corpo estejam fortes e operantes.
Contudo, esses não são os únicos benefícios do pensamento positivo durante a quarentena. Ideias alegres também aumentam a produção de serotonina, um dos hormônios da felicidade e que têm capacidade de promover o bem-estar e melhorar seu humor.
Resumindo, para sair do ciclo de negatividade e anseio durante o processo de distanciamento social, você precisa fazer justamente o oposto: pensar positivo, confiar na solução do problema e ter em mente que tudo vai passar. Isso vai levar você a uma reação em cadeia de ânimo e felicidade.
É claro que não existe uma receita para ser feliz, mas você pode aprender a ter mais ideias otimistas e incluir a positividade em sua vida. No tópico a seguir, você vai conferir as melhores técnicas para manter seu bem-estar físico, emocional e psicológico.

Frases de pensamento positivo - Vitoria Cirilo

COMO PENSAR POSITIVO — AS MELHORES TÉCNICAS

A maioria dos autores concorda que o pensamento positivo pode ser aprendido, e há muitas técnicas fáceis que você pode aproveitar para desenvolver seu otimismo.
Remez Sasson do site SuccessConsciousness.com sugere as seguintes práticas:

1. VISUALIZAÇÃO

Use a sua imaginação para visualizar um cenário positivo no futuro. Imagine, por exemplo, que você passou ileso pela quarentena do coronavírus e voltou à sua rotina com excelentes notícias no trabalho e na vida pessoal. Entretanto, pense também em tudo o que você terá feito para superar os desafios que enfrentou durante a pandemia. Dessa forma, quando você experimentar alguma dificuldade, seu cérebro se comportará automaticamente como se você já tivesse passado por essa situação e você terá mais facilidade em resolvê-la. Isso funciona! Quando se trata de visualização, seja audacioso e se liberte. A regra principal é: sempre seja positivo na sua imaginação.

2. PALAVRAS POSITIVAS

Tente usar apenas palavras positivas. Seja ao falar em voz alta ou mesmo em pensamentos. Observe as palavras que você usa. Tente substituir possíveis construções e frases negativas por outras positivas ou neutras. A maneira que você se dirige a você mesmo e aos outros interfere no que você realmente acredita e em como pensa.

3. AFIRMAÇÃO POSITIVA

Ao repetir certas afirmações, seu cérebro incorpora essa forma de raciocínio e você passa a acreditar no potencial de suas ideias. Como exemplo de uma afirmação positiva, você pode dizer "eu vou superar essa crise" e "sou grato por tudo o que tenho e estou feliz com minha vida".

4. PENSAMENTOS POSITIVOS

Sempre que uma ideia negativa aparecer em sua cabeça, troque rápido por uma positiva. Não desista e persevere. A longo prazo você terá treinado o seu cérebro a pensar automaticamente em coisas positivas.
Fonte:Lotoland

Estudo sugere que comida ultraprocessada leva ao aumento de peso

Na semana passada, um estudo publicado na revista Cell Metabolism, embora pequeno, causou estardalhaço na mídia e gerou muitos comentários nos meios científicos ao associar o consumo de alimentos ultraprocessados ao aumento na prevalência da obesidade. Na verdade, não é de hoje que a mudança nos padrões alimentares, privilegiando esses itens, tem sido relacionada ao excesso de peso. Mas, até o momento, os cientistas não tinham demonstrado se o consumo cada vez maior de alimentos ultraprocessados, por si só, estava relacionado à elevação do IMC ou apenas favoreceriam as comorbidades da obesidade, por conterem quantidades exageradas de sódio e de outros nutrientes.

Pesquisadores dos National Institutes of Health, liderados pelo fisiologista Kevin Hall, do National Institute of Diabetes and Digestion and Kidney Diseases, nos Estados Unidos, dividiram em dois grupos 20 adultos saudáveis, com idade média de 31,2 anos. Metade seguiu por duas semanas uma dieta repleta de alimentos ultraprocessados enquanto a outra metade consumiu pratos preparados com ingredientes minimamente processados. Passados os 15 dias, os grupos foram invertidos — quem consumiu preparações caseiras passou a comer  por outras duas semanas apenas alimentos ultraprocessados e vice-versa.
“Independentemente de variação no conceito das duas dietas, o número de refeições e o tamanho das porções eram iguais. Além disso, tivemos todo o cuidado para que a quantidade de calorias, em ambas as dietas, fosse idêntico, assim como a quantidade de sódio, açúcares, proteínas, carboidratos, gorduras. Mais um detalhe: todos os indivíduos que participaram consumiram só água como bebida ao longo do dia”, relata o doutor Kevin Hall, em entrevista para o site da Abeso.
Um exemplo café da manhã na dieta com ultraprocessados consistia em Honey Nut Cheerios, uma espécie de snack bastante apreciada pelos americanos, com  leite integral suplementado com fibras, um pacote com uma unidade de muffin de blueberry e margarina. Já na dieta com ingredientes minimamente processados, os participantes podiam, em determinado dia, saborear um parfait feito com iogurte natural grego, morangos e bananas. Podiam comer ainda um punhado de castanhas com um fio de azeite e sal, maçãs fatiadas e água com rodelas de limão.
“Eu sinceramente imaginava que, fazendo a equivalência de calorias e de nutrientes, não encontraríamos nenhum componente mágico ou demoníaco nos alimentos ultraprocessados que levasse ao ganho de peso. No entanto, nosso achado é que, de fato, as pessoas acabam comendo mais e, consequentemente, consumindo mais calorias por dia — precisamente 508 calorias a mais, em média — quando estão diante de  alimentos ultraprocessados. Portanto, há algo nesses alimentos que levaria as pessoas a comerem em excesso, o que ainda não conseguimos explicar. Elas também mastigavam mais depressa inclusive itens mais sólidos e crocrantes e, no final, quando dosávamos hormônios ligados à saciedade, eles estavam mais baixos em relação ao grupo da dieta caseira.”
Os participantes podiam comer à vontade. A tendência observada pelos pesquisadores era rasparem o prato dos alimentos ultraprocessados ou comerem até o último salgadinho no saco e a última migalha do bolo industralizado. Já diante da comida caseira, os mesmos participantes pareciam controlar mais o apetite e, muitas vezes, cruzavam os talheres deixando um pouco de comida no prato. O doutor Kevin Hall faz questão de esclarecer: “Nós nos preocupamos com o sabor e a apresentação dos pratos feitos com ingredientes minimamente processados para que não houvesse o viés de acharem que a comida caseira não abriria tanto o apetite e que esse seria o motivo de um eventual consumo menor”.
Para que os pesquisadores tivessem certeza de que tinham conquistado seus voluntários pelo estômago,  todos respondiam a questionários e avaliação das preparações caseiras demonstra que elas até davam mais água na boca. Ou seja, a saciedade não teve a ver com desagrado ao paladar. “No entanto, existe algo de sensorial nos ultraprocessados que faz o apetite perder os freios na medida em que a pessoa começa a comê-los e isso precisa ser mais bem investigado”, diz o líder do trabalho. No final do estudo, os participantes ganharam 0,9 quilo em média na temporada à base de ultraprocessados.
Fonte: Abeso