terça-feira, 6 de outubro de 2020

O diabético pode fazer exercícios?

 Hoje, vou fazer uma live no Instagram sobre o tema:" Diabético tipo 1 e os cuidados com as atividades físicas". Portanto, escolhi um artigo para melhor explicar para vocês sobre o assunto.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune no qual o sistema imunológico não reconhece as células β-pancreáticas – que são responsáveis pela secreção da insulina – como próprias do organismo, e passa a agredi-las causando sua atrofia e morte. Como consequência o portador do DM tipo 1 torna-se insulinodependente, ou seja, necessita de aplicação exógena de insulina para o controle glicêmico.



Relatos que datam de 600 a.C., já evidenciavam os benefícios do exercício físico no controle do diabetes. O treinamento físico adequado contribui para a melhora na qualidade de vida aumentando a sensibilidade à insulina, proporcionando melhora no controle metabólico e nos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Antes de iniciar o exercício físico o diabético deve ajustar gradativamente para menos a aplicação de insulina exógena e a alimentação, de forma que haja um equilíbrio entre a captação da glicose pelo músculo ativo (músculo que realizará a contração) e a liberação pelo fígado. Esse equilíbrio é necessário porque durante e após o exercício físico há redução na liberação de glicose pelo fígado e aumento da captação de glicose pelo músculo, podendo resultar numa hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue). Vale lembrar que durante o período de recuperação do exercício há necessidade de reposição das reservas de glicogênio pelos músculos, o que também contribui para um quadro de hipoglicemia.

Para que um indivíduo obtenha um controle positivo de glicemia com a prática de exercício físico, deve observar características próprias da atividade escolhida, como intensidade e duração. Exercícios aeróbicos com intensidade de leve a moderada contribuem para diminuição da glicose durante e/ou após o exercício. Estudos demonstram que os níveis de glicose podem manter-se mais baixos até 2 horas após a realização do exercício, se estendendo até 24 ou 48 horas após a realização da atividade física em indivíduos que praticam exercícios regularmente há, pelo menos, 2 anos. Vale ressaltar que exercícios físicos possuem um efeito agudo, apenas ajudando no controle da glicemia, não sendo responsável pela diminuição permanente de seus níveis.

Já exercícios intensos e prolongados devem ser feitos com cautela ou evitados. Quanto mais elevada é a intensidade do exercício maior é a taxa de captação de glicose pela musculatura que está sendo solicitada na atividade. Em contrapartida, outros hormônios, os contrarreguladores, estimulam a liberação de glicose pelo fígado fazendo com que seu nível fique elevado.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que os exercícios aeróbios devam ser realizados de 3 a 5 vezes por semana, com sessões que variam entre 30 e 60 minutos, somando um total de, pelo menos, 150 minutos semanais. Já os exercícios com pesos devem ser realizados 3 vezes por semana. A programação deve envolver os grandes grupos musculares e a intensidade deve ser de leve a moderada. Não são indicados exercícios com pesos de alta intensidade.


Também na prescrição de exercício deve-se observar a presença de algum fator de risco nas doenças provenientes do DM. Um bom Profissional de Educação Física poderá fornecer ótimas orientações e possibilidades sobre a prática de atividade física.

Os diabéticos que utilizam insulina devem ser bem orientados sobre como realizar o ajuste nas doses, e sobre a ingestão de alimentos para realizar atividade física. Se necessário, aumentar a ingestão de carboidratos antes e após o exercício físico e ter sempre a mão uma fonte de carboidrato para uso imediato durante ou após o exercício físico. Outra medida importante é medir a glicemia com maior frequência nos dias em que realiza atividade física. Desta forma será possível fazer as adequações necessárias, além de ter maior conhecimento sobre os efeitos do exercício físico no seu corpo.


O portador de diabetes tipo 1 pode, e deve, levar uma vida normal. Para tanto é fundamental acompanhamento Médico e Nutricional a fim de aprender a dosagem adequada de insulina em cada momento do dia, de acordo com as tarefas executadas.

Fonte: Portal de Educação

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