sábado, 24 de outubro de 2020

Alimentos Ultraprocessados são saúdáveis?


A boa nutrição é importante em todas as fases da vida, mas pode-se dizer que existe um período crítico. A infância, contando desde o nascimento da criança até os momentos posteriores ao estirão, é um momento de crescimento rápido e constante em que o organismo precisa de uma boa alimentação para evoluir com segurança.



O consumo de ultraprocessados, muitas vezes induzido pelo trabalho maciço de publicidade da indústria de alimentos, acaba, no entanto, tendo impacto negativo na alimentação infantil. 

O que se come na infância não tem consequências apenas neste primeiro estágio da vida, mas pode transformar a saúde de uma pessoa a longo prazo. Uma nutrição inadequada nesta fase pode causar doenças que surgem da deficiência nutricional, além de desenvolver sobrepeso e quadros de obesidade.

Para além da obesidade, há riscos maiores de aumento da circunferência abdominal (indicador ligado a vários desfechos de saúde indesejados), hipertensão, distúrbios gastrointestinais e até mesmo câncer de mama. Algumas pesquisas sugerem, inclusive, uma relação entre a dieta de crianças e adolescentes que se alimentam de ultraprocessados e o comprometimento de seu rendimento acadêmico.

Para saber se um alimento é ultraprocessado você  precisa saber o que o Ministério da Saúde fala sobre este assunto.

De acordo com o  Ministério da Saúde existe uma  a classificação de alimentos utilizada  que separa os produtos em quatro grupos de acordo com seu nível de processamento:


No primeiro grupo, estão os alimentos in natura ou minimamente processados (como vegetais, frutas, ovos, cereais);

No segundo, estão os óleos, açúcar e sal.

No terceiro, estão os processados, que inclui alimentos in natura que tiveram a adição de óleos, açúcar sal ou outras substâncias para aumentar sua durabilidade, como conservas.

No quarto, estão os alimentos ultraprocessados, geralmente fabricados industrialmente e com substâncias como corantes e conservantes, em refrigerantes, biscoitos recheados e salgadinhos."

A composição nutricional desbalanceada inerente à natureza dos ingredientes dos alimentos ultraprocessados favorece doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer, além de contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Quais são este alimentos?

"Entram nessa classificação os seguintes produtos, de acordo com informações do Guia Alimentar para a População Brasileira:

Biscoitos;

Sorvetes;

Balas e guloseimas em geral;

Cereais açucarados para o café da manhã;

Bolos e misturas para bolo;

Barras de cereal;

Sopas, macarrão e temperos "instantâneos";

Molhos prontos;

Salgadinhos "de pacote";

Refrescos e refrigerantes;

Iogurtes e bebidas lácteas adoçados e aromatizados;

Bebidas energéticas;

Produtos congelados e prontos para aquecimento como pratos de massas, pizzas, hambúrgueres;

Extratos de carne de frango ou peixe empanados do tipo nuggets, salsichas e outros embutidos;

Pães de forma, pães para hambúrguer ou hot dog, pães doces e produtos panificados cujos ingredientes incluem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite, emulsificantes e outros aditivos.


Além destes alimentos  não fazerem bem à saúde, os alimentos totalmente industrializados são ruins para o meio ambiente. Eles são responsáveis pela geração de grande quantidade de resíduos e requerem muita água e energia durante o processo de fabricação. Ao optar por alimentos industrializados, mesmo os pouco processados, ocorre o incentivo à redução das espécies de alimentos. Pois, para a indústria é muito comum haver o uso de grande quantidade de apenas uma variedade. Diferente do que acontece com as opções “in natura” ou minimamente processados, que são consumidos em uma variedade maior e provocam um impacto não homogêneo em termos de recursos naturais.

Concluindo, procure consumir na maior parte de suas refeições alimentos o mais natural possível, assim evitará vários tipos de doenças.

Patricia Brigagão Mendes

Nutricionista

Https:// ultraprocessados, saúde, bem estar, diabetes, hipertensão, obesidade, nutrição infantil, emagrecimento, perder peso

Nenhum comentário:

Postar um comentário