terça-feira, 10 de setembro de 2019

Como aumentar o consumo de água diariamente?

Durante o último Congresso Europeu de Obesidade, o ECO 2019, ficou claro que um dos desafios dos profissionais que tratam as doenças do metabolismo é fazer com que as pessoas tomem mais água.

Em um estudo conduzido pela Danone Research foi avaliado o consumo de  líquidos por pessoas de todas as idades em 13 países, incluindo o Brasil. De acordo com os resultados, os brasileiros tomam cerca de 1,8 litro de líquidos por dia em média, ou seja, 200 mililitros — algo como um copo — a menos do que os 2 litros que geralmente são recomendados para um adulto ao longo desse período.
Na realidade, atenção: a indicação precisa seria de 35 mililitros de reposição por quilo de peso. Então,  feitas as contas, uma pessoa de 70 quilos deveria beber 2,4 litros todo santo dia.
O pior é que só 42% do que o brasileiro bebe, segundo essa pesquisa, é agua pura. O resto é suco, chá, refrigerante, café — enfim, bebidas que costumam ser doces e às quais, muitas vezes, os consumidores ainda adicionam mais e mais açúcar. 
Tomar água pura é fundamental para favorecer um sem-número de reações importantes para o organismo que ajudam, inclusive, a manter a glicemia sob controle, a aproveitar os nutrientes e a quebrar a gordura estocada no corpo,  algo que foi muito discutido no congresso europeu. Ali, as conclusões do painel sobre hidratação no evento trazem dicas valiosas.
* O ideal é criar o hábito de beber água sem esperar a sede chegarIsso porque a  sede é um sinal tardio. Quando ela aparece, o corpo já está menos abastecido de líquido do que deveria, isto é, já está no início do processo de desidratação. 

 O certo é tomar um copo de água a cada hora ou hora e meia, fracionando o consumo e mantendo a hidratação constante. O corpo humano precisa estar sempre com líquido em quantidade suficiente para suas reações. Não adianta o indivíduo tomar 1/2 litro de água de manhã, que logo será eliminada como urina, e não beber nada à tarde.

Usar  um app. Muitos trabalhos sobre hidratação apontam que o uso de aplicativos que fazem soar o alarme do celular de tempos em tempos, lembrando o horário de tomar mais água, são bastante úteis. Portanto, quem ainda não tem o hábito de se hidratar sempre deveria instalar um desses apps em seu smatphone.

 *  Deixar uma garrafinha de água por perto, sobre a mesa de trabalho ou de estudo, facilita muito. Sem ter muita consciência, muitas pessoas vão protelando a ideia de se levantar para ir até o filtro  quando estão tremendamente ocupadas.

*  Tomar um copo de água ao sentir fome entre as refeições. Explica-se: no cérebro, a área que percebe o aumento do apetite é a mesma que interpreta o sinal da sede. E, muitas vezes, cria uma confusão entre as duas sensações. É possível que aquilo que alguém ache ser fome seja simplesmente vontade de dar uns goles de água.

Fonte: ABESO
LInk: https://água, adulto, peso, hidratação, sede

Obesidade na infância dificulta tarefas simples do dia a dia mais tarde

Um estudo publicado no International Journal of Epidemiology sugere o seguinte: quem engordou nos primeiros anos de infância e continuou com obesidade pela vida adulta afora, ao chegar à meia-idade tem o dobro de probabilidade de ter dificuldade para carregar sacolas de compras, subir um ou dois lances de escadas, levar uma criança pequena no colo, enfim, para uma série de tarefas bem simples do dia a dia. Os cientistas da University College London (UCL), na Inglaterra, chegaram a essa conclusão quando compararam esses indivíduos com quem sempre esteve no peso adequado e também com pessoas que só desenvolveram obesidade quando já estavam perto dos 50 anos. “A obesidade, sem dúvida, é sempre uma condição grave, mas a obesidade de longa duração é até pior”, observa a epidemiologista Nina Rogers, líder do estudo, para o site da Abeso.

Obesidade na infância dificulta tarefas simples do dia a dia mais tarde

Ela conta que foram analisados dados de 8.674 participantes do National Child Development Study, o estudo de coorte britânico que acompanhou toda essa gente desde o nascimento, em 1958, até entrar na quinta década de vida. “A obesidade na vida adulta, não importa em que idade ela apareça, sempre está associada a um risco maior de dificuldade física funcional aos 50 anos”, avisa a professora da UCL. “Uma jovem de 23 anos e 1,62 metro de altura que até então estava com IMC 25 ou normal, se ganhar 8 quilos aumentará o risco de manifestar dificuldades físicas funcionais aos 50 anos em 34% ” exemplifica. No entanto, seria bem pior se essa moça tivesse obesidade desde a infância Aí, esse risco saltaria para 78%.
Para a cientista, esse é um achado preocupante e nos mostra o seu raciocínio: “De um lado, vemos que a obesidade infantil está aumentando no mundo inteiro e sabemos que é bem provável que uma criança acima do peso continue com quilos além da conta na fase adulta. Portanto, cada vez mais estaremos diante de pessoas que terão uma longa convivência com a obesidade e que, por causa disso, apresentarão uma série de limitações na meia-idade. É como imaginar um futuro em que a sociedade irá emperrar, sem conseguir realizar movimentos simples e necessários para a execução das mais diversas tarefas do dia a dia”, disse.
Para saber o grau da dificuldade para se movimentar, a cientista e seus colegas examinaram questionários enviados aos participantes quando já tinham mais de 50 anos. As perguntas investigavam o quanto eles se sentiam confortáveis e aptos para executar ações bem triviais — ensaboar as costas durante o banho, vestir-se ou calçar sapatos, ficar de joelhos e, na sequência, levantar-se, carregar sacolas de compras durante um passeio ao shopping, pegar um objeto que caiu no chão e assim por diante. Para ter ideia, 10% dos respondentes, praticamente a totalidade dos que já tinham obesidade antes dos 10 anos de idade, foram classificados como portadores de graves problemas de funcionalidade física. "Esse é um cenário que merece toda a atenção porque, afinal, a expectativa é de que as pessoas vivam mais e, no entanto, elas já estão travando muito antes do esperado. Como será quando realmente forem idosas?”, foi a pergunta que Nina Rogers deixou no ar.
Fonte: ABESO