terça-feira, 26 de março de 2019

O principal não é o prato vazio e sim a relação com a comida!

O objetivo não é o prato vazio e sim a relação com a comida
Quando o objetivo é ver o prato vazio, ou seja, fazer a criança aceitar tudo o que está sendo oferecido, “vale tudo” para que a criança coma: distração, trocas, barganhas, ameaças. Esse pode ser um caminho muito inadequado porque não respeita os sinais da criança e impede que ela desenvolva suas próprias impressões sobre os alimentos. Quando a criança tem sua fome e saciedade respeitadas, quando tem a oportunidade de aprender a comer sozinha e de experimentar novos alimentos, quando a criança não é forçada a comer e aprende a comer quando está com fome e não comer quando está satisfeita é possível se construir uma relação mais prazeirosa com as refeições e livres de questões que estão além da nutrição infantil. O que fazer: antes de mais nada lembre-se que cuidar e alimentar são ideias diferentes. Nossa cultura confunde o ato de cuidar com o ato de alimentar e nesse sentido sempre existe o risco de se cair na velha armadilha: “quem alimenta mais cuida melhor”. Aceite que o prato nem sempre estará vazio. Isso é respeito e não tem nada a ver com desempenho materno. Outro erro comum dos adultos é transferir suas impressões sobre os alimentos para as crianças, o que pode perpetuar erros alimentares por gerações. Bebês não “tem vontade” de comer esse ou aquele alimento pelo simples fato de não conhecerem o alimento. Eles apenas estão curiosos por tudo. Nossa relação com o determinado alimento, não precisa ser a relação da criança com esse alimento. Tudo depende da idade, frequência, situação em que será oferecido e do valor que isso é atribuído social, emocional e nutricionalmente a cada alimento. Comer é um ato vital que essa criança fará pelo resto de sua vida, é justo que tenha a oportunidade de aprender a fazer boas escolhas num mundo que oferecerá de tudo.
Dica: Denise Lellis, pediatra do departamento de Obesidade Infantil da Abeso
Fonte:ABESO
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Comer sem distração deve ser uma das primeiras preocupações!

Sim, nos dias de hoje, essa deve ser uma das primeiras preocupações dos responsáveis desde o início da introdução de novos alimentos na vida de bebês de 6 meses. Em busca do “prato vazio a qualquer custo” as telas ajudam a distrair a criança enquanto sua refeição é “empurrada” muitas vezes em quantidade e qualidade diferentes de suas necessidades. E é aí que nasce um grande problema de comportamento alimentar que hoje está intimamente relacionado á obesidade: o Mindless Eating ou seja, comer sem atenção. Quem não presta atenção ao que come, come mais, não sente sabor e odor e prejudica a sensação de saciedade. Hoje o Mindless Eating vem sendo combatido pela tendência “Mindfull” que prega atenção plena ás nossas atitudes, incluindo ao comer, ou seja, “Mindfull eating”. É na infância que esse problema deve ser prevenido com uma atitude: desligar as telas durante as refeições.

Comer sem distração deve ser uma das primeiras preocupações
A distração mais usada para que os bebês comam tudo são a TV e os Tablets, ambos com o mesmo poder de distração piorado com a possibilidade do malefício da exposição á publicidade infantil.
O que fazer: deixe que o bebê interaja com o próprio alimento enquanto come. Podem ser usados pedaços de alimentos inteiros ou amassados para que o bebê sinta textura, odor e sabor ou use uma colher para que ele mexa na comida livremente. A bagunça com a comida é inevitável, mas neste caso é muito positiva.
Dica: Denise Lellis, pediatra do Departamento de Obesidade Infantil da Abeso
Fonte: ABESO