domingo, 20 de janeiro de 2019

Nutrição comportamental começa desde cedo!Comer sem distração deve ser uma das primeiras preocupações



Sim, nos dias de hoje, essa deve ser uma das primeiras preocupações dos responsáveis desde o início da introdução de novos alimentos na vida de bebês de 6 meses. Em busca do “prato vazio a qualquer custo” as telas ajudam a distrair a criança enquanto sua refeição é “empurrada” muitas vezes em quantidade e qualidade diferentes de suas necessidades. 
E é aí que nasce um grande problema de comportamento alimentar que hoje está intimamente relacionado á obesidade: o Mindless Eating ou seja, comer sem atenção. Quem não presta atenção ao que come, come mais, não sente sabor e odor e prejudica a sensação de saciedade. Hoje o Mindless Eating vem sendo combatido pela tendência “Mindfull” que prega atenção plena ás nossas atitudes, incluindo ao comer, ou seja, “Mindfull eating”
É na infância que esse problema deve ser prevenido com uma atitude: desligar as telas durante as refeições.

A distração mais usada para que os bebês comam tudo são a TV e os Tablets, ambos com o mesmo poder de distração piorado com a possibilidade do malefício da exposição á publicidade infantil.
O que fazer: deixe que o bebê interaja com o próprio alimento enquanto come. Podem ser usados pedaços de alimentos inteiros ou amassados para que o bebê sinta textura, odor e sabor ou use uma colher para que ele mexa na comida livremente. 
A bagunça com a comida é inevitável, mas neste caso é muito positiva.

Fonte: Abeso
Link: http://bebês, criança,obesidade,infância, mindfull eating, mindless eating

Criança: O que é mais importante? O objetivo não é o prato vazio e sim a relação com a comida



Quando o objetivo é ver o prato vazio, ou seja, fazer a criança aceitar tudo o que está sendo oferecido, “vale tudo” para que a criança coma: distração, trocas, barganhas, ameaças. Esse pode ser um caminho muito inadequado porque não respeita os sinais da criança e impede que ela desenvolva suas próprias impressões sobre os alimentos.
 Quando a criança tem sua fome e saciedade respeitadas, quando tem a oportunidade de aprender a comer sozinha e de experimentar novos alimentos, quando a criança não é forçada a comer e aprende a comer quando está com fome e não comer quando está satisfeita é possível se construir uma relação mais prazeirosa com as refeições e livres de questões que estão além da nutrição infantil.
 O que fazer: antes de mais nada lembre-se que cuidar e alimentar são ideias diferentes. Nossa cultura confunde o ato de cuidar com o ato de alimentar e nesse sentido sempre existe o risco de se cair na velha armadilha: “quem alimenta mais cuida melhor”. 
Aceite que o prato nem sempre estará vazio. Isso é respeito e não tem nada a ver com desempenho materno. Outro erro comum dos adultos é transferir suas impressões sobre os alimentos para as crianças, o que pode perpetuar erros alimentares por gerações. Bebês não “tem vontade” de comer esse ou aquele alimento pelo simples fato de não conhecerem o alimento. Eles apenas estão curiosos por tudo. 
Nossa relação com o determinado alimento, não precisa ser a relação da criança com esse alimento. Tudo depende da idade, frequência, situação em que será oferecido e do valor que isso é atribuído social, emocional e nutricionalmente a cada alimento. 
Comer é um ato vital que essa criança fará pelo resto de sua vida, é justo que tenha a oportunidade de aprender a fazer boas escolhas num mundo que oferecerá de tudo.

Fonte: Abeso

Link: http://criança, fome e saciedade, prato vazio, nutrição infantil