domingo, 19 de maio de 2019

As mudanças da composição corporal com a idade, mudam?

Nos últimos 20 anos, o número de idosos brasileiros simplesmente dobrou.  Hoje, temos perto de 30 milhões de indivíduos acima de 60 anos e, em 2030, o país terá a quinta maior população idosa do planeta.

Nesse cenário, uma das grandes preocupações é com a perda da independência. Mas ela só acontece quando o indivíduo não envelhece de maneira saudável. Nesse sentido, segundo geriatria Nídia Celeste Horie (foto abaixo), um dos aspectos que precisam ser bem acompanhados é a mudança da composição corporal.

Em sua palestra durante o recente congresso da Abeso, a médica explicou o que pode acontecer com o corpo na medida em que os anos avançam:
o ponteiro da balança costuma subir; 
* mais do que  simplesmente ganhar peso, há um aumento do percentual de gordura no corpo;
a proporção de gordura visceral, mais perigosa para a saúde, em geral é a que mais aumenta;
consequentemente, a circunferência abdominal ganha alguns centímetros.
Como se isso tudo não bastasse, há uma diminuição da massa óssea, favorecendo fraturas, além da perda de massa muscular. Aliás, observa-se uma queda da força em torno de 4% ao ano, fenômeno que ocorre de maneira mais brusca nas mulheres.
O que, então, pode ser feito?
A dica da geriatra é não perder o controle diante dessas mudanças. Para isso, o ideal é procurar a ajuda de profissionais de saúde capazes de orientar a alimentação e prescrever um programa de atividade física aeróbica combinado com treinos de exercícios de resistência. “Isso evita a perda de massa óssea e muscular”, diz a geriatra. Ela conta que, fazendo ajustes de estilo de vida, os idosos às vezes perdem até mais peso do que pacientes jovens. E sentem uma diferença positiva não apenas no corpo, mas na disposição mental, melhorando inclusive aspectos de cognição.
Fonte: ABESO

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