segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Alimentos processados e ultraprocessados

Os alimentos processados são produzidos basicamente adicionando-se sal, açúcar, óleo ou vinagre aos alimentos in natura ou minimamente processados. Cozimento, secagem, fermentação, defumação, entre outros, integram as técnicas de processamento. Entre os exemplos de alimentos processados, temos conservas de alimentos em salmoura, frutas preservadas em açúcar, carnes salgadas ou defumadas, queijos e pães. Um dos objetivos do processamento é o aumento do prazo de validade dos alimentos.

Alimentos ultraprocessados são produzidos com a adição de muitos ingredientes como sal, açúcar, óleos, gorduras, proteínas de soja, do leite, extratos de carne, além de substâncias sintetizadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes orgânicas como petróleo e carvão. Assim, tais alimentos têm prazo de validade maior, alteração de cor, sabor, aroma e textura. São exemplos de ultraprocessados: biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo”.
Como alguns ingredientes e métodos do processamento alteram desfavoravelmente a composição nutricional dos alimentos, como por exemplo, aumentando o conteúdo de sódio do alimento, ou a quantidade de calorias, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que tais alimentos sejam consumidos em pequenas quantidades. No caso de alimentos ultraprocessados, por serem nutricionalmente desbalanceados, a recomendação é evitá-los.
Fonte:ABESO

Suco para crianças- NÃO!!!!

A mudança mais impactante no que diz respeito a alimentação infantil nos últimos anos foi a retirada do suco natural da alimentação de bebês e crianças

Historicamente o suco de frutas natural foi utilizado como alimento de escolha na introdução alimentar de bebês desde muito cedo. O suco era considerado fonte de vitamina C, fonte extra de água e até como enganosa fonte de fibras aos bebês. Entretanto, recentemente, o suco natural passou de mocinho a vilão graças às evidências científicas sobre seus malefícios.
Estudos recentes revelaram que o alto teor de glicose presente no suco natural pode estar relacionado a alterações metabólicas, cáries dentárias e obesidade no futuro. 
A prática clínica mostra ainda que a introdução do suco prejudica a aceitação da fruta in natura, uma vez que a criança “prefere” a facilidade do suco. Além disso, a chance de o suco natural ser substituído por “suco de caixinha” no futuro é muito grande e esse sim é considerado proibido para crianças por ser riquíssimo em açúcar e corantes e um dos principais alimentos relacionados a atual prevalência de obesidade em muitos países.
O excesso de suco de frutas pode ainda prejudicar a aceitação das principais refeições levando à subnutrição e até é desnutrição em casos graves. 
A recente e mais rigorosa recomendação da Academia Americana de Pediatria no que diz respeito ao suco na alimentação infantil não apenas desaconselha a introdução de suco natural para bebês até um ano, como limita e muito o consumo de qualquer bebida açucarada incluindo o suco natural até a adolescência.
Resumindo: Mais frutas in natura, mais água e nada de suco. Nem natural. 
Fonte:ABESO