quinta-feira, 8 de março de 2018

Diabetes Gestacional

Caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, o diabetes gestacionalpode trazer complicações à saúde da mulher e do bebê. Entre seus desdobramentos, estão prejuízos aos rins e hipertensão. Aproveite a proximidade do Dia Internacional da Mulher para conhecê-lo.

A gestante sofre várias alterações hormonais ao longo dos nove meses de desenvolvimento do feto. O corpo passa a produzir uma maior quantidade de insulina, responsável por transportar a glicose dos alimentos até as células. Isso acontece com intensidade no último trimestre da gravidez, quando a mulher precisa ingerir uma quantidade maior de carboidrato para que a criança se desenvolva bem.
Acontece que outros hormônios liberados pela placenta atrapalham esse processo e obrigam o pâncreas, glândula que produz a insulina, a trabalhar dobrado para manter os níveis da substância em ordem. Muitas vezes, o esforço não é suficiente e sobra açúcar demais na corrente sanguínea: é o diabetes gestacional.
A doença coloca em risco a saúde do bebê, que passa a receber muita glicose por meio da placenta. O pâncreas do feto acaba sobrecarregado: mesmo trabalhando a todo vapor, não há hormônio suficiente para transformar glicose em energia nas suas células. As sobras de açúcar viram gordura, e a criança ganha peso além da conta.
No parto, quando os médicos cortam o cordão umbilical, o fornecimento de açúcar da mãe para o bebê é interrompido. Como o seu pâncreas produziu muita insulina, há o risco de hipoglicemia, uma queda brusca na quantidade de glicose na circulação.
O excesso de hormônio ainda atrapalha a absorção de cálcio, potássio e magnésio. O diabetes gestacional também aumenta o risco de parto prematuro e icterícia.

Sinais e sintomas

– Sede constante
– Vontade frequente de urinar
– Cansaço

Fatores de risco

– Gestação em idade mais avançada
– Ganho de peso excessivo na gravidez
– Triglicérides alto
– Colesterol alto
– Sobrepeso ou obesidade
– Histórico familiar de diabetes
– Gravidez de gêmeos
– Diabetes em gestações anteriores

A prevenção

Como o ganho de peso excessivo é um dos responsáveis pelo distúrbio, adotar uma dieta equilibrada e fazer exercício físico são estratégias recomendadas para manter os níveis da glicose sob controle. Isso, aliás, também vale para evitar o diabetes tipo 2.

O diagnóstico

obstetra, médico que acompanha a gravidez, levanta o histórico familiar e se informa sobre a rotina e o peso da mulher. Testes realizados no pré-natal também checam as taxas de colesterol, triglicérides e glicemia de jejum.
Qualquer alteração nos resultados das avaliações acende o sinal de alerta para o diabetes gestacional. Exames de ultrassom também são importantes: sinais como feto maior que o esperado e alteração do volume do líquido amniótico são indicativos de problemas.
Por volta da 24ª semana de gravidez, o médico costuma solicitar o teste oral de tolerância à glicose, também conhecido como curva glicêmica. Nele, a gestante bebe uma solução açucarada e são colhidas amostras de seu sangue a cada hora.
Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar mais rigor na interpretação desse exame. Antes, o diabetes era diagnosticado se o resultado fosse igual ou maior a 95 miligramas por decilitro (mg/dl). Agora, a grávida já está oficialmente com o distúrbio se o nível for igual ou superior a 92 mg/dl.

O tratamento

O diabetes gestacional exige um acompanhamento específico, com avaliações regulares da curva glicêmica. Para manter as taxas de açúcar em ordem, o médico recomenda atenção extra à dieta.
As refeições devem ser fracionadas ao longo do dia e as pacientes precisam maneirar na gordura. Frutas, verduras, legumes e alimentos integrais devem ser presença constante no cardápio delas. Se não existir contraindicação do obstetra, exercícios físicos moderados são aliados para domar a encrenca.
Caso os níveis de glicose continuem subindo — mesmo diante de tantos cuidados — o médico pode indicar injeções de insulina para equilibrar a produção de hormônios e aliviar o pâncreas. De forma geral, o problema acaba logo após o parto.
Porém, essa encrenca aumenta o risco de mulheres desenvolverem o diabetes tipo 2 com o tempo. Se você apresentou altas taxas de glicemia na gestação, fique atenta!
Fonte:MSN

Gordura na barriga é mais perigosa para o coração das mulheres!

O estudo a seguir não chama a atenção só pela proximidade com o Dia Internacional da Mulher ou por atrelar a obesidade ao infarto– algo já conhecido. O que os pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram foi determinar se o local onde a gordura é acumulada no corpo faz mesmo diferença do ponto de vista cardiovascular. E, acima disso, qual o impacto da ameaça no sexo feminino e no masculino.

Então vamos por partes. Ao avaliar dados sobre a forma física e a saúde do coração de um grupo de 500 mil voluntários de 40 a 69 anos, os cientistas observaram que o aumento no peso, por si só, foi associado a uma probabilidade maior de infartar. Até aí, nada de novo.
No entanto, esse risco subia quando o excesso de gordura ia parar na barriga. Estamos falando daquelas pessoas que, ao ganhar muito peso, ficam com o corpo em formato de maçã.
Para ter ideia, a chance de infarto era de 10% a 20% maior entre mulheres com excessos gordurosos no abdômen. Isso em comparação a outras que apenas estavam acima do peso.
Além disso, o sexo feminino parece sofrer mais do que masculino com os efeitos deletérios de uma barriga avantajada. Mulheres que acumularam quilos de sobra nessa parte do corpo apresentaram uma probabilidade 35% maior de ter uma pane no coração, enquanto que, nos homens, o risco foi de 28%.


Tanto no Dia Internacional da Mulher como em qualquer outro, enfrentar a obesidade – sem gordofobia, é claro – é importante para baixar os altíssimos índices de doenças cardiovasculares.
Fonte: MSN

Dizer a si mesma que emagrecer é difícil pode ajudar, diz estudo

A motivação é uma das principais estratégias de quem está em busca de um corpo mais enxuto, mas será que pensar constantemente “eu consigo” é mesmo efetivo? Segundo um estudo publicado no início de 2018 no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition, saber das dificuldades de um processo de emagrecimento pode trazer mais resultados positivos.

Na pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Drexel, nos Estados Unidos, 262 indivíduos obesos ou com sobrepeso foram divididos três grupos, cada um seguindo um método de emagrecimento. A primeira turma adotou a terapia comportamental, que envolve apoio em grupo, estabelecimento de metas e monitoramento da dieta; a segunda também seguiu esse modelo, mas substituiu algumas refeições por shakes e barras de proteína; já a terceira fez parte de uma ação batizada de HFE (sigla para home food environment, que, em português, significa ambiente alimentar doméstico), cujo objetivo era modificar sua alimentação em casa, passando a consumir itens saudáveis e que dão mais saciedade.
Os experts também alertaram esse último grupo sobre os desafios de perder e manter o peso. “Não fizemos isso para desencorajá-los, mas para dar a eles um senso mais realista das mudanças que podem fazer na alimentação”, esclarece Michael Lowe, líder da investigação.

Quem se saiu melhor?

Ao longo de três anos, os voluntários também se pesaram periodicamente e foram avaliados aspectos como compulsão alimentar, qualidade de vida e saúde cognitiva.
Os resultados mostraram que todos os participantes tiveram a mesma média de perda de peso. Além disso, não houve mudanças efetivas de hábitos, já que os voluntários continuaram propensos a engordar novamente.
O que chamou a atenção dos experts é que a turma HFE se mostrou mais apta a refletir sobre a dieta na hora de escolher o que comer. A hipótese dos pesquisadores é que os alertas das dificuldades enfrentadas levaram esses participantes a ficarem mais vigilantes sobre sua alimentação. 
De acordo com Michael, mais estudos são necessários, mas esses achados apontam que é possível abordar pacientes que precisam emagrecer de outras formas. “Em vez de agir como líderes de torcida, talvez os profissionais ajudem mais seus clientes ao dar uma descrição real dos desafios que eles terão pela frente”, opina.
Fonte: Boa Forma