domingo, 14 de janeiro de 2018

Nem todas as calorias não são iguais, sabia?

Nem todas as calorias são criadas iguais.
Seu corpo processa calorias de certos alimentos de forma diferente, se a comida (e seus ingredientes) forem ricos ou pobres em nutrientes. Kelly Hogan, nutricionista clínica e gerente de bem-estar do Centro de Câncer de Mama Dubin, do hospital Mount Sinai, ajuda a explicar por que certos alimentos, tais como a couve, são processados de maneira diferente pelo nosso organismo, em comparação com um cereal de café da manhã cheio de açúcar. Ela diz que é importante observar a densidade de nutriente dos alimentos.
"Uma tigela [de 100 calorias] de couve com um ovo fornece proteínas de alta qualidade, fibras e uma grande variedade de vitaminas e minerais, como vitamina A, C, K, folato, etc", afirma Hogan. "Uma tigela [de 100 calorias] de cereal com alto teor de açúcar não fornece nutrientes da mesma qualidade. Além disso, o fato de ter poucas proteínas e fibras, mas muito açúcar, pode causar um pico seguido de queda no nível de açúcar do sangue, o que gera ainda mais vontade de comer doces ou amidos refinados ao longo do dia."
Ela acrescenta: "É fácil passar da conta com esses alimentos por causa dessas flutuações no nível de açúcar do sangue e do fato de que eles não satisfazem a fome".
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Você sabe que o nível de açúcar do sangue está caindo quando sente irritabilidade, tontura, fraqueza ou fome intensa, diz Hogan.
"Quando estamos com fome e ficamos nervosos, o nível de açúcar do sangue está baixo e precisamos comer algo. É difícil se concentrar e é mais fácil perder a calma com os outros", afirma ela. "O corpo pede fisiologicamente algo doce ou com amidos porque esse tipo de comida eleva o nível de açúcar rapidamente."
Para evitar esse tipo de sensação, procure comidas ricas em nutrientes, como frutas, vegetais, proteínas magras, legumes, nozes, sementes e derivados de leite. (Os Centros para Controle de Doenças, do governo americano, tem um gráfico que esclarece quais os alimentos mais recomendados.) Hogan gosta de chamar esses alimentos de "completos", mas você pode conhecê-los por outro nome: "carboidratos complexos".
"Carboidratos complexos são carboidratos que o corpo leva mais tempo para transformar em açúcar, porque eles têm estruturas químicas mais longas e mais complexas em comparação com o açúcar", diz Hogan. "Por isso, eles são uma fonte de energia mais sustentável e não elevarão o açúcar no sangue tão rápido quanto os açúcares mais simples."
E não rotule alimentos como "bons" ou "ruins".
"Rotular alimentos dessa maneira resulta numa cultura de dieta e numa relação prejudicial com a comida", disse Hogan. "Em uma dieta com abundância desses alimentos completos, há espaço para alimentos com menor densidade nutricional, mas também deliciosos, como um bolo, por exemplo."
Fonte: Boa Forma

Cuidados na alimentação na praia!

Praia é sinônimo de lazer, relaxamento e de muitos quitutes de dar água na boca. Afinal, quem consegue resistir a um queijinho coalho na brasa, um milho verde com manteiga, um camarão no espeto ou aquele peixe frito? Pois bem, são nestes alimentos em que mora o perigo.

De acordo com a nutricionista , o problema destes lanchinhos saborosos vendidos nas praias por ambulantes ou barracas é que o consumidor não sabe a procedência do alimento. O resultado de ingerir estes produtos pode ser uma infecção ou intoxicação alimentar.
"Você não sabe quanto tempo o alimento está exposto ao sol forte, em quais condições higiênicas ele foi armazenado, ou se ele está vencido ou contaminado", disse. "O alimento pode ter passado o dia todo no sol e estar estragado."
Até alimentos que seriam saudáveis em outros ambientes devem ser evitados. "As pessoas optam por um milho verde ou um sanduíche natural achando que é melhor em comparação a outros, mas não se sabe como eles foram estocados ou há quanto tempo estão no calor e umidade".
Já produtos que vêm em embalagem, como biscoitos e refrigerantes, a nutricionista lembra que são industrializados e devem ser evitados. "Mas se pensar no cenário de praia, em que outros alimentos podem fazer mal, pode ser uma saída segura", pondera a nutricionista.

O que fazer, então?

Para evitar o risco de intoxicação, a melhor opção é trazer de casa o lanche da praia. São boas opções: castanhas, frutas e até sanduíches naturais -- mas tem que levar uma bolsa térmica ou cooler para não expor estes alimentos ao sol forte.
Outro alimento que pode ser consumido em praia, segundo a nutricionista, é a água de coco fresco. "É natural, saudável, hidrata bem, é bem refrigerado e aberto na hora", avalia.
Mas se a fome persistir, a melhor solução é encontrar um restaurante ou um quiosque de confiança perto do local.
Recapitulando, estes são os alimentos que se deve evitar em praias:
- Camarão no espeto
- Peixes, ostras e outros frutos do mar
- Salgados e cachorro quente feitos por ambulantes ou barracas
- Queijo coalho
- Milho verde
O que se deve preferir:
- Sanduíches feitos em casa
- Nozes e frutas de casa
- Frutas secas
- Água de coco
- Refeições de quiosques e restaurantes confiáveis.
Fonte:MSN