sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Coaching de Emagrecimento - O que é e para que serve?



É  um processo para quando a pessoa precisa trabalhar comportamentos e a mente para ser auxiliar no tratamento de emagrecimento. É mais uma ferramenta de ajuda no combate  da obesidade, de forma diferente e eficiente. Faz cada um enxergar suas crenças limitantes e aprender a mudar de forma inteligente e duradoura para sair da zona de conforto e partir para  tomar atitudes e decisões que serão importantes para sempre.

Este processo consiste em sessões individuais, frequenciais ou on line, duração de 1 hora por sessão e o intervalo é de 1 semana ou 15 dias entre as sessões. O mínimo indicado são 10 sessões podendo  aumentar  de acordo com a meta do paciente.
Cada sessão é trabalhado temas diferentes que servem para motivar ,  descobrir soluções práticas e sólidas  para alcançar as pequenas metas .
O que acontece durante estes atendimentos é um aumento da autoestima, melhora do humor, sentimento de mais felicidade e força para vencer seus obstáculos.
Emagrecer tradicionalmente envolve dieta, exercícios, remédios ( às vezes) e terapia. O Coaching de Emagrecimento veio para se associar a todos estes ítens para melhorar e potencializar os resultados de forma mais consciente e duradouro, pois mexe com o cérebro.Nossa mente comanda nossas atitudes e sentimentos. Se trabalharmos a mente os resultados alcançados serão infinitamente  mais sustentáveis, pois haverá um trabalho de conscientização e conhecimento nunca antes realizado.
O processo se chama Coaching, a pessoa que aplica é o Coach e quem faz é o Cochee.
Tem alguma dúvida? Se tiver entre em contato pelo zap: 21-998444298

Aguardo você!

Venha já participar deste processo de Coaching e verá resultados bastante diferenciados!

Patrícia Brigagão Mendes
Nutricionista e Coach de emagrecimento

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Vitaminas e suplementos no Pós-Operatório de Cirurgia bariátrica. Será mesmo necessário?

As cirurgias como opção de tratamento para obesidade surgiram ainda na década de 50. Desde então, várias técnicas foram desenvolvidas, algumas modificadas ou aperfeiçoadas, e outras completamente abandonadas, seja por resultados insatisfatórios ou por causarem graves prejuízos à saúde.
No mundo todo, incluindo o Brasil, o grande interesse e crescimento da Cirurgia Bariátrica se deu no final da década de 90 e no inicio dos anos 2000. Também foi a partir deste momento que surgiram as maiores publicações e estudos de acompanhamento de pacientes operados a longo prazo. Estes estudos trouxeram informações sobre perda de peso, melhora das doenças associadas e também informações sobre as complicações e os riscos da desnutrição causada pela cirurgia e como preveni-las com suplementação vitamínica adequada.

Independente da técnica utilizada, todas as cirurgias levam a uma grande perda de peso, que é mais intensa nos primeiros 6 meses de pós-operatório e tende a estabilizar após 12-24 meses. Com a cirurgia, a ingestão de nutrientes passa a ser menor, e a absorção de alguns destes nutrientes também é modificada, seja por desvio da passagem dos alimentos por uma área de absorção do intestino e/ou por menor secreção de enzimas e sucos digestivos que auxiliam na sua absorção. Todo o paciente submetido à Cirurgia Bariátrica terá que repor diversos nutrientes e vitaminas que o organismo passa a não conseguir absorver dos alimentos ou absorve apenas parcialmente. Estas reposições, até prova em contrário, serão por toda a vida (tabela 1).
Tabela 1: Suplementação de vitaminas após diferentes técnicas de cirurgia bariátrica

Bypass gástrico
Gastrectomia vertical (Sleeve)
Derivações Biliopancreáticas
Polivitamínicos e minerais
Sim (2 doses/dia)
Sim (1 dose/dia)
Sim (2 doses/dia)
Ferro
Sim (quando indicado)
Sim (quando indicado)
Sim
Vitamina B12
Sim
Sim
Sim
Ácido fólico
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Citrato de cálcio e vitamina D
Sim
Sim
Sim
Zinco e cobre
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Selênio
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Sim, como parte do polivitamínico
Outras vitaminas lipossolúveis
Não
Não
Sim
                                      Adaptado de British Obesity and Metabolic Surgery Society, 2014.       

  1. Polivitamínicos (ou Multivitaminas)
São suplementos que contém combinações de vitaminas e minerais que devem ser utilizados no período pós-operatório e devem ser mantidos pelo resto da vida. Os sintomas destas deficiências de micronutrientes podem ser muito variados, como queda de cabelo, descamação da pele, diminuição de imunidade, dificuldade de cicatrização, borramento visual, cegueira noturna, fraqueza muscular, alteração do paladar, e perda de massa muscular, entre outros.
A recomendação da Associação Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica é que cada dose de polivitamínico precisa conter:
  • Zinco 15mg
  • Ácido fólico 400mcg
  • Biotina 30mcg
  • Vitamina K 120mcg
  • Selênio 34mcg
  • Ferro 18mg
  • Cobre 2mg
Não existe apresentação ideal de polivitamínico no Brasil que contenha todas estas recomendações, e muitas vezes é necessário utilizar combinação de 2 polivitamínicos ou dose dobrada. Nem todos polivitamínicos no mercado apresentam o mínimo desta formulação, portanto é fundamental seguir rigorosamente a recomendação da equipe e evitar troca de receitas.
  1. Vitamina B12, B9 (ácido fólico) e Complexo B.
As vitaminas do complexo B são indispensáveis para uma série de funções no organismo. Sua absorção ocorre principalmente na região do duodeno e do jejuno proximal, que se encontram fora da passagem dos alimentos nos pacientes que tem desvio intestinal. Além disso, a vitamina B12, para ser absorvida, também necessita de ácido clorídrico e fator intrínseco, sendo que ambos têm sua produção reduzida pelo estômago operado, que está significativamente menor.
A carência de vitaminas do complexo B pode causar cansaço, dores e fraqueza muscular, câimbras, formigamento nos pés e mãos, anemia, rachaduras na língua e cantos da boca e pode até evoluir para sintomas graves como perda de memória, perda de força, paralisias, confusão mental, entre outros.
A suplementação deve conter vitaminas B12, B1 e B6, e a absorção é melhor por via intramuscular ou sublingual. A resposta ao uso de complexo B oral é muito variada e pode não ser efetiva. A dose pode variar, devendo ser avaliado por dosagem laboratorial de vitamina B12. A reposição deverá ser mantida por toda a vida, ao menos 1 ampola de vitaminas B12 5000mcg +B1 100mg +B6 100mg a cada dois ou três meses.
Os níveis de ácido fólico geralmente conseguem ser mantidos controlados através do uso de polivitamínicos, porém doses adicionais podem ser necessárias se os níveis de ácido fólico estiverem insuficientes. Nas mulheres que estão tentando engravidar e nas gestantes, doses adicionais de ácido fólico (5mg/dia) são indispensáveis, pois a deficiência de ácido fólico pode causar mal formação na coluna vertebral do embrião, chamada meningomielocele, uma condição grave que pode causar paralisia dos membros inferiores.
  1. Cálcio e Vitamina D
As cirurgias que envolvem desvio intestinal comprometem a absorção de cálcio dos alimentos e também a redução da mistura de sais biliares com a gordura, prejudicando a absorção de vitaminas lipossolúveis, como a vitamina D.
A dieta do paciente operado deve ser rica em leite e derivados do leite, todos com baixo teor de gordura. Além disso, é indispensável o uso de suplemento de cálcio, na forma de citrato de cálcio, pois o carbonato de cálcio não é bem absorvido e de vitamina D. A dose de cálcio diária é de 1000-1500mg e a de vitamina D pode variar de 1000U por dia até doses tão altas como 150.000 unidades por semana, dependendo dos níveis laboratoriais de cálcio, vitamina D e paratormônio (PTH). Essa suplementação é individualizada e deve ser mantida por toda a vida.
  1. Ferro
Diversos mecanismos estão envolvidos na deficiência de ferro no paciente bariátrico e podem levar à anemia ferropriva e suas consequências. Entre estas causas podemos citar:
  • Absorção insuficiente do ferro dos alimentos e dos suplementos orais pelo desvio intestinal (duodeno e primeira porção do jejuno);
  • Aumento da concentração de hepcidina, decorrente do estado inflamatório crônico da obesidade e que leva a um aumento da excreção de ferro pelas fezes;
  • Redução da secreção de ácido clorídrico pelo pequeno estômago, que é fundamental para auxiliar na absorção do ferro dos alimentos e dos suplementos orais;
  • Redução do consumo de carne vermelha, que é a principal fonte de ferro dos alimentos, seja por intolerância ou por saciedade precoce; e
  • Perda por hemorragias, como observado em mulheres com fluxo menstrual aumentado.
A reposição de ferro será feita baseada no hemograma e dosagem de ferritina. Nem todos os pacientes vão necessitar repor ferro, porém é importante salientar que estas deficiências poderão ocorrer mesmo após muitos anos da cirurgia bariátrica, sendo fundamental fazer controles laboratoriais, ao menos anuais.
 Existem alguns períodos que a reposição de ferro sempre é necessária:
  • Gestação e período pós-parto (puerpério)
  • Pré e Pós-procedimentos cirúrgicos (atenção especial aos pacientes que são submetidos à cirurgia plástica)
  • Pessoas com intolerância à carne vermelha
  • Mulheres com fluxo menstrual excessivo
A reposição de ferro pode ser por via oral, mas a absorção é bastante variável e muitas vezes são necessárias doses elevadas, que são pouco toleradas. A aplicação de ferro endovenoso é a forma mais eficaz de corrigir a anemia ferropriva e normalizar os níveis de ferritina. Caso não seja possível aplicar por via endovenosa, pode-se aplicar o ferro intramuscular.

Resumindo, a Cirurgia Bariátrica é uma excelente ferramenta para uma perda sustentada de peso, porém exige disciplina, comprometimento, alimentação equilibrada, atividade física, suplementação vitamínica adequada e acompanhamento multidisciplinar para que estes bons resultados sejam permanentes. Portanto, respondendo a pergunta inicial, sim, é mesmo necessário suplementar vitaminas sempre!
Fonte: Abeso

Cirurgia bariátria- reganho de peso acontece?

Um dos maiores temores do paciente que se submete à Cirurgia Bariátrica é recuperar o peso perdido. A maioria dos pacientes passou por inúmeros tratamentos prévios à Cirurgia Bariátrica, alguns bem sucedidos, outros nem tanto, mas todos com a enorme frustração de não conseguir sustentar os resultado a médio e longo prazo.


Engana-se quem imagina que após a cirurgia isso nunca mais irá ocorrer. Os primeiros 18 meses após a cirurgia são considerados como a fase da “Lua de mel”, em que a pessoa geralmente está muito motivada, seguindo à risca as orientações da nutricionista, com pouco apetite, recebendo diversos elogios sobre sua aparência e entusiasmada com atividade física. Com o passar do tempo, o apetite vai aumentando, o peso estabiliza, os problemas emocionais podem retornar e os velhos hábitos
Mais de 50% dos pacientes terá algum grau de recuperação de peso e é importante saber o que é considerado normal - e até esperado - e o que não é normal. Recuperar cerca de 5-10% do excesso de peso reduzido após 24 meses da cirurgia, de forma lenta e sem repercussão clínica, pode ser considerado normal e não necessitar nenhum tratamento. Por exemplo: uma mulher de 49 anos, operada há 5 anos, tinha 120kg e 1,65m no pré-operatório (excesso de peso 52kg); com 24 meses de pós- operatório havia reduzido 56kg, estava com 64kg de peso (perda de 107% do excesso de peso, bem acima do esperado) e atualmente encontra-se com 72kg. Apesar de ter recuperado 8kg de peso, ela está com uma perda de 92% do excesso de peso, o que é um resultado excelente. Esta paciente deve revisar hábitos e dieta com a nutricionista, reforçar atividade física e manter controle com sua Equipe.

Se o reganho de peso se inicia ainda no primeiro ano de pós-operatório, ou ocorre de forma rápida e associado a maus hábitos, se algumas das comorbidades como diabetes, esteatose (gordura no fígado), apneia do sono, colesterol e triglicerídeos elevados retornam, ou se a redução do excesso de peso for inferior a 50%, isto não é normal, deve ser avaliado e, dentro do possível, tratado. Por exemplo, a mesma paciente de 49 anos operada há 5 anos, com peso de 120kg e 1,65m de altura, que havia reduzido para 84kg com 24 meses de pós-operatório (perda de 69% do excesso de peso) e atualmente está com 98kg (42% de perda de excesso de peso), além de estar novamente hipertensa e com esteatose hepática, apresenta uma reengorda significativa e com prejuízos a saúde.

O paciente deve, preferencialmente, procurar a equipe multidisciplinar que o operou. A equipe deve estar preparada e apta para receber este paciente e acolhê-lo sem discriminação. O paciente deve passar por avaliação clínica, nutricional e psicológica, além de exames específicos conforme a investigação clínica mostrar ser necessário. Algumas questões precisam ser respondidas:

1. Quantas vezes por dia você está comendo?
2. Você sente fome? Quanto tempo após a refeição?
3. Você se sente saciado? Com quais alimentos? Quanto tempo dura esta
4. Qual o tamanho da porção de alimentos que você consegue ingerir?
5. Você sente azia ou refluxo?
6. Você iniciou algum novo medicamento nos últimos meses?
7. Você está fazendo atividade física? Que tipo de atividade e frequência na
8. Você está ingerindo bebidas alcoólicas?
9. Você está ingerindo refrigerantes e bebidas adoçadas com açúcar?
10. Você se sente culpado ou depressivo?
11. Você sabe o motivo pelo qual está recuperando seu peso?

Com base nestas informações e com um recordatório alimentar, pode-se ajudar o paciente a descobrir o que está causando o aumento do peso e buscar tratamento adequado. Na maior parte dos casos a reengorda se dá por retorno a maus hábitos alimentares, padrão beliscador (comer biscoitos, doces, salgadinhos, e outro alimentos calóricos e com baixo poder de saciedade em porções pequenas e frequentes), consumo de álcool e bebidas adoçadas e inatividade física. Nestes casos deve-se reorganizar a alimentação, iniciar atividade física ou intensificá-la, revisar hábitos saudáveis e se necessário acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. O uso de medicamentos antiobesidade como sibutramina, orlistat, liraglutida, pode ser indicado para auxiliar na redução do peso, bem como alguns antidepressivos e estabilizadores sensação?

Em um número pequeno de pacientes pode-se detectar falha na cirurgia, com aumento significativo do tamanho do estômago ou passagem muito ampla entre o estômago e o intestino. Nestes casos, quando necessário, além da mudança de hábitos e atividade física, pode ser considerado o uso de Laser de argônio, plicatura gástrica (técnicas para melhorar a restrição gástrica, feitas ambulatorialmente por endoscopia) ou até uma nova cirurgia. Os casos devem ser avaliados rigorosamente, pois as complicações cirúrgicas e a mortalidade são maiores no segundo procedimento bariátrico e os resultados são muito variados, nem sempre se obtendo o que o paciente ou a equipe desejam.
Fonte: ABESO

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Azia- o que é?

O que pode ser a azia?

A causa básica da azia é o esfíncter esofágico inferior que não se fecha como deveria. Dois excessos muitas vezes contribuem para este problema: muita comida no estômago (excessos) ou demasiada pressão sobre o estômago (como obesidade, gravidez ou prisão de ventre). Certos alimentos comumente relaxam o esfíncter, incluindo tomates, frutas cítricas, alho, cebola, chocolate, café, álcool, produtos com cafeína e pimenta. Refeições ricas em óleos e gorduras (animal ou vegetal), muitas vezes levam a azia, como fazem certos medicamentos. Estresse e falta de sono podem aumentar a produção de ácido e pode causar azia. E fumar, que relaxa a válvula e estimula o ácido do estômago, é um dos principais contribuintes.
Ou seja: azia todo dia pode estar muito mais relacionado à sua rotina de alimentação e maus hábitos do que sérios problemas de saúde.

Uma colherada de bicarbonato de sódio é um bom remédio caseiro para azia

Uma colher de chá de bicarbonato de sódio pode ajudar a acabar com a sensação de queimação causada pelo refluxo ácido. Bicarbonato de sódio pode ajudar o seu refluxo e, por sua vez, ajudar a sua azia porque é uma substância de base. Tem um pH superior a 7,0 e, portanto, neutraliza o ácido do estômago. Neutralizar o ácido estomacal significa que, se / quando o seu esfíncter decidir ser preguiçoso e o ácido vier à sua garganta, você não será “queimado”.
Misture ou 1/2 colher de chá ou 1 colher de chá de bicarbonato de sódio em um copo de água que não é mais do que 250 ml. Dê uma boa mexida e beba toda a mistura. Você pode repetir isso conforme necessário, mas não deve exceder sete doses de 1/2 colher de chá em um período de 24 horas. Além disso, evite usar isso como um remédio por mais de uma semana consecutiva, pois é rico em sal e pode ter efeitos colaterais como inchaço ou náusea.

Como, o que e quando no tratamento caseiro da azia

Veja como você come: não ingira bocados gigantes de comida. Tome pequenas mordidas e coma devagar, permitindo que seu estômago digira e sem dar uma desculpa para bombear o excesso de ácido.
Veja o que você come: provavelmente, você sabe que alimentos específicos provocam azia, geralmente alimentos ricos em ácido (tomates ou frutas cítricas, por exemplo) ou alimentos condimentados. Evite isso da melhor forma possível para afastar a azia.
Veja quando você come: Não coma dentro de 3 a 4 horas antes de dormir. Deitar coloca mais pressão sobre o seu esfíncter e aumenta a probabilidade de infiltração ácida.

Faça o chá de gengibre para o tratamento caseiro da azia

O gengibre pode ajudar a aliviar uma série de problemas de estômago, de náuseas ao refluxo ácido. Beber uma xícara de chá fresco cerca de 20 minutos antes de uma refeição pode ajudar a acalmar sua barriga e agir como um tampão ácido. Fatie 3 pedaços de gengibre e deixe cozinhar em 2 xícaras de água, cobertas, por 30 minutos. Retire os pedaços de gengibre ou deixe-os dentro, despeje em um copo e beba tudo isso cerca de 20 minutos antes de uma refeição.

Evite roupas apertadas

Coisas apertadas sobre sua cintura ou no meio podem piorar a azia. Se você tem jeans super apertados, quando você se senta, o cós vai afundar na região do abdômen. O mesmo vale para cintos apertados e até camisetas podem ser um problema para alguns. Isso ocorre porque todos os itens acima colocam uma pressão extra sobre o esfíncter esofágico inferior, o que aumenta a probabilidade de o conteúdo do estômago aumentar, e você experimentará o refluxo.

Pare de fumar e beber álcool para tratar a azia

Fumar cigarros e beber álcool pode prepará-lo para o refluxo terrível. A nicotina e o álcool trabalham para enfraquecer o seu esfíncter, tornando muito mais fácil para o conteúdo estomacal e o ácido se infiltrarem no esôfago. O álcool também vai irritar seu estômago em geral. A solução? Pare de fumar e beba menos (se for o caso). Fazer as duas coisas melhorará sua saúde em geral, além de aliviar o refluxo ácido.

Mantenha um peso saudável

Estar acima do peso aumenta seu risco de refluxo, e você também vai sofrer de azia ocasional muito mais. Isso ocorre porque os quilos desnecessariamente adicionados exercem pressão sobre o esfíncter inferior do esôfago. É mais provável que ele se solte e pode simplesmente enfraquecer, causando ainda mais azia.

Se fizer tudo isto e não melhorar, procure um gastro e mude seus hábitos.

Fonte: Saúde Melhor

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O que posso comer na dieta Low carb?

Para fazer uma dieta diferente é importante saber o que pode ou não comer para saber se a pessoa vai se identificar ou não com o programa alimentar. Se não, nem vale a pena tentar.

Não se esqueça que precisa de uma orientação de uma nutricionista para acompanhar seu emagrecimento. Não faça apenas lendo artigos. Cada caso é um caso e merece a individualidade e adaptação.


Carnes de todos os tipos

Carne de verdade, in natura.
Tem boas linguiças por aí, mas a maioria a venda contém açúcar e amido na composição.
Salsichas e nuggets não são carne e são cheias de amido.
Evite comprar carnes já temperadas, faça o seu próprio tempero em casa.
Carnes in natura são praticamente zero carbo, tirando órgãos como o fígado, que chega a cerca de 5% de carboidratos líquidos segundo o FatSecret. Na prática, considere como se fosse zero.
Resumindo: Peixes como o salmão, sardinha e truta, crustáceos, frango, porco, boi, cordeiro, peru, vitela, minhocas. Ok, não precisa comer minhocas, mas você poderia, se quisesse. Coma a carne que achar mais gostosa. Bacon inclusive!
Não é necessário se preocupar com a gordura da carne, coma os seus cortes favoritos na quantidade que quiser.

Verduras de todos os tipos

Se você não curte uma saladinha, talvez low carb não seja a melhor estratégia de alimentação para você.
Eu sempre fui maluca por salada e acho que isso é um importante componente de sucesso. E se não curte, faça um esforço. Aquilo que eu sempre falo da força do HÁBITO. Comece com pequenos passos, pequenas mudanças. Põe bastante azeite de oliva e salzinho. Refoga com bacon e creme de leite.
Resumindo: folhas verdes (como alface, rúcula, agrião, escarola, endívia, couve, repolho, espinafre), abobrinha, brócolis, tomate, cebola, alho, pimentão, alcachofra, chuchu, aspargos, palmito, rabanete, pepino, berinjela, quiabo, vagem, couve-flor.
Uma observação especial sobre batata, cenoura, beterraba e mandioca: esses caras são deliciosos mas são lotados de carboidratos.
Se precisar emagrecer, abra mão deles até chegar ao seu peso ideal, e depois vá inserindo aos poucos, vendo como seu peso reage.

Frutas

Frutas são em geral ricas em carboidratos (em razão do açúcar natural que elas contêm, a frutose).
Se precisa emagrecer, passe os primeiros quinze dias sem frutas e vá inserindo em pouca quantidade, e veja como o seu corpo reage.
O quanto você precisa perder de peso é um fator determinante para adequar seu consumo de frutas. Enquanto emagrece você pode comer abacate, coco, morangos, amoras e mirtilos, que tem menos carboidratos.
Se pra você é absurda a ideia de passar 15 dias sem frutas, ok. De nenhuma maneira isso precisa ser um obstáculo para o seu sucesso com low carb. Coma as frutas low carb e vai emagrecer também.

Ovos de todos os tipos

Ovos são incrivelmente práticos. Cozidos, mexidos, fritos. Você pode levar ovos cozidos de lanche. Colocar ovos cozidos na sua salada. Tacar um ovo na sua sopa ou em um cozido. Ter sempre ovinhos de codorna em conserva na geladeira para petiscar.
Quando comecei a dieta comia muitos ovos, daí passei por um período de não poder vê-los, e hoje como todos os dias 2 ovos com queijo no café da manhã, preparados do mesmo jeito, e se bobear como ovos no almoço e jantar também.
É normal uma dificuldade inicial em consumir ovos, mas com o passar do tempo fica fácil emplacar o hábito.
Embora cada ovo tenha 0,8 grama de carboidrato eu recomendo que você considere o ovo como zero carboidrato, para facilitar as coisas. Até porque é difícil alguém abusar do consumo de ovos.

Queijos e nata/creme de leite

A dieta paleo original não inclui laticínios, mas eles são low carb.
Todos os queijos tem poucos carboidratos, alguns mais, outros menos. Se precisar perder peso evite os queijos brancos (ricota, minas frescal, cottage) que tem maior teor de lactose, que é o açúcar do leite.
Nata ou creme de leite é outro ingrediente coringa em low carb. Uso no meu café com nata de todos os dias, ou faço um super molho de nata com ervas finas para o salmão, ou uso no estrogonofe, ou faço couve flor ou brócolis gratinado com nata e queijo.
A nata normalmente é vendida no balcão refrigerado do supermercado, mas ela não é comercializada em todo o Brasil.
Se no seu estado não tem, use o creme de leite. O creme de leite de caixinha tem um pouco mais de carbos do que o de lata porque leva leite em pó para uma textura diferente, mas ambos são low carb.

Nozes e sementes

Nozes, castanhas do caju e do pará, amêndoas, pistaches, macadâmias.
Para quem tem mais de dez quilos para perder ou quer perder peso de maneira mais rápida, o ideal é não passar de dois punhados de 30 gramas por dia. Pode parecer pouco, mas elas alimentam tanto que faz valer a pena.
É fácil exagerar nas nuts: uma dica é fazer um mix e separar as porções em um pote ou em saquinhos e usar sempre o mesmo recipiente como medida.
Amendoim não é paleo mas é low carb. É um legume e tem um pouco mais de carboidratos do que as nozes e castanhas, mas eu como em momentos onde todo o resto que há para comer é carboidrato-lixo (como por exemplo aeroporto ou beira de estrada).

Gorduras

Eu uso azeite de oliva e manteiga. Para as preparações onde é necessário muita temperatura, como fritar carne ou refogar vegetais, a manteiga é mais recomendada.
Azeite é ótimo para temperar saladas e para colocar um fio de azeite sob a comida quente. A banha também pode ser consumida.
Óleo de coco e outros como o de abacate são ok também, mas são bem mais caros. Pode usar, mas low carb funciona igualzinho com gorduras mais acessíveis como a manteiga e o azeite.

Kefir

O kefir é um probiótico, ou seja, microorganismos vivos que auxiliam na digestão e saúde intestinal. Como esses bichinhos se alimentam do açúcar, as pessoas usam várias formas de alimentar eles e criar o kefir de leite, feito com leite, ou o de água, feito com suco, água de coco ou água com açúcar.
Não, o açúcar, seja ele da lactose, frutose ou da sacarose, não fica no kefir porque, como disse, as bactérias sobrevivem comendo dele. Quanto mais tempo você deixar o produto fermentando, menos açúcar e carboidratos seu kefir vai ter. Tem quem deixe de 24 horas a até 72 horas o kefir no processo de fermentação!

Temperos, especiarias e condimentos

Nada melhor que uma comida bem temperada! Sal, pimenta, orégano (fresco ou seco), pimenta, cebolinha, alho, canela, coentro (pra quem gosta, porque eu dispenso), cominho, hortelã, gengibre (ao natural, não em conserva), louro, manjericão e tantos outros fazem parte, sim, de uma comidinha low carb. Pode usar!
Temperos industrializados do tipo Sazon e Knorr levam açúcar, amido, conservantes e corantes então use temperos desidratados ou frescos e não os temperos processados.
Se você tem costume de usar esses caldos na comida, saiba que é realmente um costume, você pode sentir diferença nos primeiros dias mas rapidinho já vai se acostumar (e economizar seu dinheiro, e gerar menos lixo).
Condimentos, como mostarda amarela e dijon, kechup, molho inglês e molho shoyu são ótimos para alguns pratos low carb (como um bom strogonoff de carne) e tem poucos carboidratos.
É comum esses produtos levarem um pouco de açúcar que tende a não impactar a dieta porque em geral são consumidos em pouca quantidade e com pouca frequência, mas algumas marcas tem versões de condimentos sem açúcar, então é uma boa analisar os rótulos e tentar encontrar uma.

Evite:

Legumes como o feijão, a lentilha e a ervilha tem muitos carboidratos. Se precisar perder peso, fique sem eles até chegar na sua meta.

Não coma:

Açúcar de qualquer espécie. Lactose é o açúcar do leite, frutose é o açúcar da fruta, sacarose é o açúcar refinado. Mel, açúcar de coco, açúcar mascavo, demerara e açúcar light também são açúcar e não devem ser consumidos no contexto de uma alimentação low carb.
Nesse artigo falo sobre como escolher o melhor adoçante para usar em low carb
Grãos. Farinha, nem integral, nem normal. Tudo o que é feito de farinha, como bolos, macarrão, pães, pizza, biscoitos etc.
Arroz (integral ou não) e quinoa também não são low carb e não devem ser consumidos por quem deseja perder peso.
Gorduras trans. Salgadinhos, bolachas recheadas e vários outros produtos processados são pura gordura trans, corte!
Como low carb é um estilo de comer e não uma dieta, não dá para falar em cardápios montados, simplesmente coma tudo acima até estar saciado, Segure a onda do que tiver muito carboidrato, como batata, beterraba, cenoura e frutas mais açucaradas.
Nada mal comer assim, não é? Dá para emagrecer, manter o peso e ficar muito saudável, eliminando totalmente alimentos industrializados.

Fonte: fitnews.club