terça-feira, 11 de setembro de 2018

Como a dieta pode influenciar na Endometriose?

Após alguns pedidos, eis aqui o primeiro artigo sobre a dieta para quem tem endometriose. Falei primeiro porque o tema é muito abrangente. Muitos estudos científicos de endometriose apontam que ter uma dieta balanceada e rica em certos alimentos são essenciais para manter o equilíbrio hormonal do corpo feminino. Afinal, o que podemos ingerir, o que devemos consumir menos e o que devemos evitar? Lembre-se, você é aquilo que você ingere. Portanto, quanto mais alimentos ricos em fibras, ômega 3, vitamina C (esse merece um artigo especial) ingerirmos, melhor será o funcionamento de nosso organismo, melhor iremos ficar e, consequentemente, menos doenças teremos. Este é apenas o primeiro artigo sobre o tema, pois ele é muito complexo. Eu também deixo bem claro que, assim como cada tratamento de uma mulher com endometriose, a dieta tem de ser individual e receitada por uma nutricionista. Mas, segue aqui, alguns dos alimentos que são permitidos, os que devemos reduzir e os que são proibidos, segundo estudos da minha amiga italiana Cristina De Angelis, da Fundação Italiana de Endometriose, que foi especialmente desenvolvido para quem tem endometriose e que, gentilmente, como sempre, me autorizou a tradução. Eu acrescentei algumas coisas, para explicar melhor pra vocês, mas a fonte principal foi o Endometriosit. Espero que curtem.

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Alimentos Permitidos:


Fibras: Elas têm um poder muito grande no funcionamento de nosso organismo. Além de ser uma das armas contra a obesidade, sabemos que a ingestão de fibras ajuda nosso intestino a funcionar melhor. E isso é um grande alívio para nós, portadoras de endo, que, geralmente, tem o intestino preso. O que poucos sabem é que as fibras reduzem o estrogênio que perambulam pelo nosso sangue. Se o estrogênio é o grande vilão da endo, então, as fibras, além de serem muito benéficas para nós, é uma grande aliada contra a endometriose. E não é só a endometriose. Essa dica vale também para quem tem câncer, pois o estrogênio é o responsável por estimular o crescimento das células das mamas, assim como dos tecidos dos órgãos reprodutores. Com o consumo de uma dieta rica em fibras, além proteger também o nosso organismo contra o câncer de mana, afasta o câncer de intestino e também o de pâncreas, pois as fibras controlam a glicemia, o diabetes e isso fazem com que o pâncreas trabalhe sem exageros. Para isso, o estudo italiano recomenda um aumento de 20 a 30% de fibras nas refeições, tais como: trigo, frutas e vegetais, arroz integral, dentre outros. Dos cereais, a aveia é um dos alimentos mais ricos em fibras. As fibras podem ser encontradas em alimentos como: legumes, verduras, frutas, cereais integrais, leguminosas, farelos e sementes, como a linhaça. Os nutricionistas alertam que o ideal mesmo é dividir as porções de frutas, verduras e legumes ao longo do dia.


Omega 3: O benefício do ômega 3 para quem tem endometriose, já foi abordado no blog, mas é bom frisar que o aumento do consumo de ácidos graxos de ômega 3 promove a produção de prostaglandina PGE, que reduz o nível de inflamação abdominal provocada pela endometriose. Sabemos também que o peixe é um excelente aliado para quem quer perder peso e também ajuda a controlar o nível de colesterol no sangue. Diminui os níveis de triglicerídeos e de colesterol total. Os peixes conhecidos como peixe-azul ou de água-fria, tais como, sardinha, cavala, linguado, atum, salmão, anchova, bonito, peixe- espada, dentre outros, são os mais ricos em ômega 3. Por isso, recomenda-se um aumento no consumo desses peixes. Os chamados frutos do mar, como camarões, mariscos e lagostas também contém esse doses de ácido graxo, mas em menor quantidade. E, por agir nas células nervosas, o ômega-3 ajuda combater à depressão, à ansiedade, o cansaço mental e os problemas de sono. Óleos vegetais, de oliva (azeite), castanhas, nozes também são ótimas opções de ômega 3, que também protege nosso coração e nosso cérebro, nossos mais poderosos órgãos vitais. Os ácidos graxos, presentes no óleo de peixe, podem inibir a formação dos implantes endometriais.


Leite e produtos lácteos: Estes produtos também contribuem para a estimulação da produção de prostaglandina PGE2 e PGF2A, responsável por alguns processos inflamatórios e essa proteína é essencial também para a manutenção de nossa imunidade. Mesmo sabendo que quem tem endometriose é preciso diminuir alimentos à base de gordura animal, como carnes e leites, ao mesmo tempo eles são essenciais para um bom funcionamento do nosso organismo. Para quem é vegetariano é necessário à substituição desses nutrientes por outros com mesmo teor de vitaminas e minerais. Levando-se em conta que a endometriose é uma doença autoimune, onde nossas células não conseguem combatê-la, é preciso cautela e ingeri-los em menor quantidade e sempre dê preferência aos que têm menos gordura, no caso do leite, os desnatados.


Carnes: Assim como os laticíneos, a carne também promove a produção de PGF2A, o que controla a nossa imunidade, mas deve ser ingerida o mínimo possível, no nosso caso, moderadamente. É sempre bom dar preferência à orgânica ou aquela cultivada em locais como chácaras, sítios e fazendas, de onde sabemos a procedência e quem cultivou, já que essas têm menos agrotóxicos, os tais venenos. Sinal vermelho para a carne industrializada ou boa parte delas que são vendidas no Brasil. Um boa opção é trocar a vermelha pela branca. É nessas horas, em especial, nas guloseimas saudáveis é que eu tenho saudades do meu estado natal, Goiás, onde eu sabia toda a procedência dos alimentos que eu ingeria.  

Alimentos que devemos reduzir: cafeína, álcool, chocolate, gorduras saturadas, manteiga e margarina, bebidas ricas em açúcar e carboidratos refinados. Chocolates, açúcares, arroz, refrigerantes e pratos preparados com farinha refinada enfraquecem os músculos, aumenta a fadiga, nos deixam ainda mais irritadas e ansiosas.  


Alimentos que devemos evitar: todos os produtos de soja e que contém fitoestrogênios, os alimentos contaminados por dioxinas (as toxinas ambientais liberadas na atmosfera depositadas no meio ambiente) podem aumentar o risco de desenvolvimento de endometriose, em especial, ao de origem animal. Já as gorduras saturadas, as trans ou as hidrogenadas (são aquelas produzidas artificialmente e adicionadas aos produtos industrializados) podem aumentar processos inflamatórios no nosso organismo. Elas estão presentes em biscoitos recheados, sorvetes de massa, frituras, frios, congelados, embutidos e, em especial, nos fast foods. 

Fonte: Blog A Endometriose e Eu

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