sábado, 2 de setembro de 2017

Gordinho saudável tem sim risco cardiovascular aumentado, diz estudo!

RIO - Estar acima do peso significa um risco até 28% maior de ter um ataque cardíaco, mesmo se todos os exames estiverem bons — como níveis de açúcar no sangue, colesterol e pressão arterial, por exemplo. A constatação é de pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Cambridge, ambos no Reino Unido, que usaram dados de mais de meio milhão de pessoas em dez países europeus para mostrar que, apesar da aparente saúde, as pessoas que estão com sobrepeso ou obesidade têm risco cardiovascular aumentado em comparação com aquelas que estão no peso ideal.



Armazenar muita gordura no corpo sempre esteve associado a uma série de alterações metabólicas, incluindo aumento da pressão arterial, alto nível de açúcar no sangue e níveis alterados de colesterol, mas estudos anteriores revelaram um pequeno grupo de indivíduos com excesso de peso que pareciam não ter reflexos disso na saúde, sendo classificados como “obesos metabolicamente saudáveis" na literatura médica. Isso, de acordo com esse estudo mais recente, publicado ontem no “European Heart Journal”, cai por terra.
— Não existe mais esse conceito de obesidade saudável. Nosso estudo mostra que pessoas com excesso de peso que podem ser consideradas “saudáveis” simplesmente ainda não desenvolveram um perfil metabólico não saudável, mas isso virá mais tarde — afirma uma das envolvidas na pesquisa, Ioanna Tzoulaki, da Escola de Saúde Pública do Imperial College London.

Os pesquisadores utilizaram informações do banco de dados do projeto “European Prospective Investigation on Cancer and Nutrition" (EPIC) para acompanhar a relação entre o excesso de peso e o risco de doença coronária — condição em que o sangue que chega ao coração é insuficiente devido ao entupimento das artérias.
Depois de mais de 12 anos de acompanhamento, 7.637 participantes do EPIC tiveram eventos cardíacos, como a morte por ataque do coração. Os pesquisadores, então, selecionaram 10 mil indivíduos do grupo de controle para análise comparativa. Estes tinham peso normal, com índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 25.
De acordo com as definições da Organização Mundial da Saúde (OMS), aqueles que têm IMC de 25 a 30 estão com sobrepeso, e os que se encontram acima de 30 são considerados obesos.
Depois da comparação entre os magros e os “obesos saudáveis”, os cientistas chegaram à conclusão de que a população que pertencia ao segundo grupo estava significativamente mais exposta a problemas cardíacos.
— Se um paciente está em sobrepeso ou obeso, todos os esforços devem ser feitos para que ele volte ao seu peso saudável — pontua Camille Lassale, principal autora do estudo pelo Imperial College London.
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Alexandre Hohl destaca que o estudo vem comprovar o que já se poderia supor, uma vez que todo excesso de peso tem algum tipo de morbidade, seja física, metabólica ou, como a pesquisa britânica indica, cardiovascular.
— Ter IMC acima do ideal significa que a pessoa tem uma massa corporal maior do que aquilo que foi projetado para o sistema circulatório humano. Isso quer dizer que o coração vai trabalhar mais para gerenciar toda essa massa. Isso faz todo o sentido, estamos falando de física. Então, nunca uma pessoa com obesidade vai poder ser chamada de saudável — ressalta ele.

COLESTEROL: NOVA DIRETRIZ

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, representando 30% de todos os óbitos. No Brasil, elas matam 350 mil pessoas ao ano, uma a cada 40 segundos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). E um dos grandes responsáveis por isso é o LDL, conhecido como colesterol ruim.
Para tentar mudar esse cenário, a SBC lançou na última semana uma nova diretriz que torna mais rigoroso o controle do nível de LDL em pessoas de altíssimo risco — aquelas que já tiveram algum evento cardiovascular, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Antes, a taxa aceitável de colesterol ruim para essas pessoas era 70 mg/dL; agora ela passa a ser 50 mg/dL. A mudança é baseada em dois estudos internacionais, concluídos de 2013 para cá, com evidências de que quem alcança os 50 mg/dL de colesterol ruim tem uma redução de 15% no risco de ter um novo problema cardiovascular ou de morrer.
— Quem já teve algum evento cardiovascular é o indivíduo que mais tem risco de morrer do coração. Então não há dúvida de que essa pessoa precisa tomar remédios para o resto da vida para diminuir a taxa de colesterol ruim. Só dieta e exercícios não adiantam — explica o diretor científico da SBC, Raul Dias dos Santos Filho. — E nos preocupa muito a falta de adesão: somente 30% dos pacientes continuam tomando os remédios após um ano de tratamento.
Para quem tem alto risco — nunca teve problema no coração, mas tem fatores de risco combinados, como hipertensão, tabagismo e diabetes —, o nível adequado de LDL se mantém: 70 mg/dL.

Fonte: O Globo

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ÁGUA COM QUIABO NÃO CURA DIABETES


A SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) emitiu um alerta sobre uma suposta cura para o diabetes, doença que, somente no Brasil, mata quatro vezes mais que a Aids. A entidade declarou que vê com grande preocupação e grande potencial maléfico a divulgação por grandes veículos de comunicação de formas “alternativas” de tratamento sem qualquer base científica.

A preocupação surgiu depois que um grupo de estudantes ganhou visibilidade com um experimento que seria uma alternativa natural ao tratamento convencional de diabetes. Exibida em um programa de televisão, a invenção promete ajudar na diminuição dos níveis glicêmicos com apenas uma mistura de quiabo com água. Por conta da iniciativa, os adolescentes levaram um prêmio de R$ 30 mil.
A repercussão preocupante veio em seguida. Mesmo com o apresentador ressaltando que a experiência era apenas um começo e não havia evidências científicas por trás da pesquisa, começou a circular na internet postagens afirmando que as medicações para controlar o diabetes podiam ser substituídas pela água com quiabo. Em uma página do Facebook , foi compartilhada mais de 300 mil vezes a receita de como fazer o “medicamento”:  “corte as pontas e o fundo de dois quiabos, coloque em um copo com água e deixe dormir, no outro dia retire os quiabos e tome a água. Diabete vai sumir e suas injeções nunca mais…Tudo foi Deus…Quem criou [sic]. Testado em seres humanos, os resultados, segundo o Caldeirão, foram, assim, milagrosos! Uma voluntária disse que a glicemia baixou de 300 para 150. Outro, que caiu de 195 para 94 (…)”.
O trabalho dos estudantes derivou de uma pesquisa recente da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) segundo a qual uma população de camundongos foi alimentada, por um determinado período, com farinha de quiabo. Nesse intervalo, observou-se uma melhora dos níveis de glicemia destes animais. Desde 2012, os jovens começaram a pesquisar os efeitos do vegetal no organismo e com ajuda da professora de química adaptaram a farinha do quiabo pela baba do alimento misturada com água.
Eles conseguiram oito voluntários para participar da pesquisa e acompanharam o processo de perto por mais de três meses. Os indivíduos tinham que medir a glicemia todos os dias e fazer exames laboratoriais a cada mês. O resultado foi que os índices glicêmicos de todos os participantes diminuíram,  mas nenhum deles deixou de tomar remédio enquanto participava do teste.
O médico Walter Minicucci, presidente da SBD,  apesar de aprovar a iniciativa dos estudantes mineiros em prol da população diabética, esclarece que não é possível largar os medicamentos e a insulina por água e quiabo. “É elogiável o esforço dos meninos e da professora, mas do ponto de vista de experiência científica ainda falta muita coisa. Nós ficamos preocupados com a repercussão, por isso não dá para sair dizendo para as pessoas que tomando isso elas estarão curadas. É preciso comparar, fazer testes com uma amostragem maior. Por mais que apareçam indivíduos dizendo que os níveis diminuíram, tem aquela história na medicina chamada efeito placebo. Para se chegar a uma conclusão, são necessários inúmeros testes e que durem anos”, explica.
Há um motivo para esse vegetal em específico ter aparecido como uma opção de tratamento. É preciso lembrar que o quiabo é um alimento com alto teor fibras. “Uma dieta rica em fibras diminui a absorção de carboidratos, assim os níveis glicêmicos sobem menos. Além disso, ingerir fibras dá aquela sensação de saciedade, logo, você não fica com tanta fome”, afirma o especialista. Por volta de 2006, segundo o endocrinologista, foi a  batata yakon que ganhou a fama de benéfica aos diabéticos pelo mesmo motivo.
Mesmo com tais benefícios, ele ressalta que não dá para substituir a medicação somente por essa dieta. “Se a pessoa quiser usar, aparentemente não há nenhum efeito nocivo, mas por favor, não deixe de usar os medicamentos e faça a medição da glicemia regularmente. O que realmente dá resultado é uma alimentação balanceada, perder peso e fazer algum exercício físico três vezes por semana”.
Fonte:Drauzio Varela

Estudo diz que colesterol bom pode ser prejudicial! Leia a matéria.

Receber do médico ou do laboratório a notícia de que os níveis de colesterol bom, o chamado HDL, estão bem, é uma das maiores alegrias para quem preza e cuida de saúde. Mas quando ele está acima do normal… o efeito pode ser desastroso – até mesmo aumentar o risco de morte. Foi o que revelou recentemente um novo estudo publicado no European Heart Journal.

O estudo

O novo trabalho mostrou que níveis de até 73 miligramas por decilitro de sangue para os homens e 93 para as mulheres são considerados adequados. No entanto, homens com taxa de HDL entre 97 e 115 tiveram 36% mais risco de morrer cedo e o dobro do risco quando o índice era acima de 116. Já as mulheres com níveis superiores a 135 tiveram um risco de morte 68% maior.

O papel do HDL

“O HDL sempre foi visto como um fator protetor em estudos observacionais, mas se tratavam de pessoas com taxas naturalmente elevadas para outros fatores de riscoassociados, como pressão alta e colesterol ruim alto”, explicou Marcus Vinicius Bolivar Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
Uma das questões apontadas é o fato de que existem vários subtipos do tipo HDL e nem todos elas são protetoras. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, é possível detectar os tipos de partículas presentes no colesterol HDL a partir de exames de sangue que utilizam a metodologia da ultracentrifugação, procedimento aplicado na biologia molecular. “Identificou-se que os subtipos benéficos, que conseguem fazer o transporte reverso, são os que  englobam a gordura do organismo. Os outros não”

Caso raro

O estudo apontou que os níveis elevados de HDL estão associados a um polimorfismo do gene CETP (inibidor de uma enzima ligada à destruição do HDL) que conduz a baixa, ou nula, atividade do chamado transporte reverso – o transporte do colesterol dos tecidos do corpo humano ao fígado.
Apesar dos resultados surpreendentes, no recente trabalho apenas 2,3% dos homens mostraram níveis de colesterol HDL acima de 97 e só 0,3% das mulheres tinham níveis maiores que 135. Ou seja, não é uma situação tão comum.

Benefícios

É devido a essas questões que as diretrizes de cardiologia têm abandonado a abordagem do HDL e estão mais focadas na redução do colesterol LDL – a partir das mudanças de hábito, como alimentação saudável e medicamentos, como as estatinas.
No entanto, é importante ressaltar que níveis muito baixos de HDL também podem representar riscos – HDL abaixo de 39 no sangue pode não ser suficientes para a manutenção do colesterol. “Há características de partículas HDL que são extremamente benéficas, que é capacidade de produzir enzimas antioxidantes, anti-inflamatórias e antitrombóticas”, diz Malachias.
Fonte:MSN
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