sábado, 12 de agosto de 2017

Fitoterapia, tire suas dúvidas!

Na busca por curas mais naturais, os medicamentos fitoterápicos são uma escolha comum: além de serem à base de vegetais, eles não precisam de receita médica para serem comprados e estão ao nosso alcance na prateleira da farmácia, sem burocracias. Que prático, que fácil!

Pois é bom tomar um pouco mais de cuidado antes de sair por aí consumindo esse tipo de remédio, viu? O fato de ter fontes naturais não o torna menos agressivo, e ele pode causar efeitos colaterais da mesma forma que qualquer medicamento sintético.



Os medicamentos fitoterápicos só têm vegetais em sua composição?
Sim. Para serem considerados fitoterápicos e conseguirem o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), estes medicamentos devem ser compostos apenas por matérias-primas vegetais. Eles podem ser simples (de uma planta) ou compostos (de duas ou mais plantas) e são alopáticos, já que passam por processos industriais de produção. “Os fitoterápicos são obtidos por processos tecnologicamente adequados e seguem as mesmas regras e rigores de registro que os medicamentos sintéticos, ou seja, aqueles cujos princípios ativos são criados em laboratório”.

De que parte da planta saem os medicamentos fitoterápicos?
De toda ela. Os ativos vegetais são extraídos das raízesfolhasflorescascas e sementes, manipulados, padronizados e industrializados de acordo com seu registro da Anvisa. Por isso é sempre importante verificar se o medicamento do balcão da farmácia tem o selo da Anvisa: ele garante sua qualidade, segurança e eficácia.

Então, mesmo sendo vegetais, os fitoterápicos podem ter efeitos colaterais?
Sem dúvida! “Assim como qualquer medicamento, os de origem vegetal podem apresentar efeitos colaterais, contraindicações e, dependendo da composição, até efeitos tóxicos”.  A questão das interações e exemplifica: “Um fitoterápico usado para melhorar o trânsito intestinal pode diminuir a absorção de outros medicamentos ou de nutrientes como o potássio e causar cãibras”.

Alguém deve evitar consumir medicamentos fitoterápicos?
Em geral, grávidaslactantes e pessoas com sensibilidade aos ativos ou que estejam fazendo uso de outros medicamentos que possam reagir negativamente com eles. Isso deverá ser determinado pelo médico que for prescrever a medicação.

E que médico pode prescrever um medicamento fitoterápico?
Um que tenha formação em fitoterapia. Esta não é uma especialidade dos cursos superiores da área de saúde, então o profissional será primeiramente nutrólogo, nutricionista, dentista, clínico geral ou farmacêutico, por exemplo, e complementarmente fitoterapeuta. E somente deverá receitar medicamentos fitoterápicos de acordo com sua área de atuação.

Fonte:MSN
link:http://fitoterapia

Alimentos diet podem engordar? Olha o que dizem novos estudos.

Ao contrário do que se acredita, bebidas e alimentos diet podem promover o ganho de peso e servir de gatilho para o diabetes. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Current Biology, quando os produtos são doces demais para as calorias que contêm, eles podem confundir o cérebro e desacelerar o metabolismo.

Pesquisadores da da Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos, descobriram que, ao ingerir um alimento adoçado artificialmente no qual a doçura continua igual a da versão original, mas com uma quantidade de calorias bem menor, o metabolismo desacelera e não registra a dose ingerida.

Cérebro confuso

Ao longo da nossa evolução, o cérebro aprendeu que doçura sinaliza energia. Portanto, quanto mais doce, maior energia ou calorias um alimento fornece. Quando esses dois fatores não estão juntos, o cérebro fica confuso, achando que tem menos calorias para queimar do que o que foi ingerido de fato.
“Uma caloria não é uma caloria. Ela é apenas metade da equação. Nossos corpos evoluíram para usar eficientemente as fontes de energia disponíveis na natureza. A dieta moderna, entretanto, é caracterizada por fontes de energia que nossos corpos nunca viram antes.”, disse Dana Small, professora de psiquiatria da instituição e principal autora do estudo.

Cérebro e metabolismo

No estudo, os pesquisadores analisaram, por meio de imagens de ressonância magnética, o cérebro de 15 participantes enquanto tomavam bebidas diet e a versão normal. Também foi monitorada a quantidade de energia gasta pelo corpo após esses eventos.
Os resultados mostraram que há um ‘desencontro’ entre doçura e quantidade de calorias, o que geralmente acontece em bebidas e alimentos diet, as calorias falham ao desencadear o metabolismo do corpo. Observou-se também que os circuitos de recompensa do cérebro não registraram o consumo de calorias, o que poderia levar a pessoa a comer mais do que o necessário.
Para os autores, o novo achado ajuda a explicar estudos anteriores, nos quais os níveis de glicose no sangue dos pacientes se mostraram maiores, mesmo em dietas restritas a adoçantes artificias, elevando o risco de diabetes.
Segundo Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade, do Reino Unido, os ingredientes artificiais, sejam eles em alimentos ou bebidas, podem prejudicar a saúde, mesmo parecendo saudáveis. “Eles podem estar livres de calorias, mas não de consequências. O diabetes é apenas um deles”, disse o porta-voz ao Daily Mail. “Muitos alimentos processados contêm incompatibilidades semelhantes, inclusive iogurtes pouco calóricos.”
Fonte:MSN