sábado, 8 de abril de 2017

Óleo de Côco não faz milagres!

O óleo de coco foi alçado ao posto de alimento milagroso, deus do Olimpo e salvador da pátria. Indicado para prevenir doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, indicado para uma infinidade de tratamentos de beleza e higiene e até para fazer a balança finalmente diminuir os ponteiros, o óleo de coco é um alimento que quase todos os adeptos de uma alimentação saudável ingerem com uma certa frequência. Contudo, o que reluz não é ouro, de acordo com os cientistas.


Na semana passada, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) se posicionou contra a prescrição do óleo de coco para fins de emagrecimento, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, seguindo um posicionamento já manifestado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Em comum, todas afirmam que não existem evidências científicas que comprovem o efeito emagrecedor do óleo de coco.
Contudo, não é apenas a eficácia no emagrecimento que está em cheque. Segundo as entidades, o óleo não possui ação antibacteriana, nem estudos que comprovem sua eficácia na função cerebral e como protetor contra doenças neurodegenerativas. "De forma muito prática, é possível dizer que ele serve para nada", diz Fábio Trujilho, presidente da Sbem, em entrevista ao jornal. "Hoje não há suporte científico para dizer que ele traz qualquer benefício", afirma Ana Lúcia dos Anjos, pesquisadora da faculdade de medicina da Unesp de Botucatu e médica nutróloga da Abran. De acordo com Maria Edna de Melo, presidente da Abeso, o óleo de coco não passa de um modismo. As entidades afirmam que, no futuro, com mais evidências científicas, o posicionamento pode ser mudado.
Por ser rico em gordura saturada, o óleo de coco pode, inclusive, fazer mal a determinadas pessoas ou quando ingerido sem acompanhamento médico. A gordura saturada é, normalmente, associada a doenças cardiovasculares e aumento do colesterol. Para quem está na dúvida sobre qual óleo usar, Clarissa Fujiwara, pesquisadora do Hospital das Clínicas da faculdade de medicina da USP e membro da Abeso afirma que o azeite de oliva é a mellhor opção, por ter consenso entre os profissionais de saúde.
Fonte:MSN

Prós e contras do cross fit e corrida

Até dezembro deste ano, a Grande São Paulo receberá mais de 56 corridas de rua. Por outro lado, o número dos chamados boxes, academias de crossfit, tem se popularizado a cada ano. Esses dados mostram o crescimento e a popularização desses dois esportes. O que pode ser considerado um estímulo para deixar o sedentarismo de lado e iniciar alguma atividade física.

Enquanto a corrida se mostra mais democrática e abrangente, o que não exige muitos cuidados. Por sua vez, o crossfit desponta como uma variação de força, que requer alguns cuidados. Não se engane, o médico do esporte do ifor, Eduardo Bernardo, hospital de ortopedia da Rede D’Or São Luiz, recomenda que antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é necessário que o paciente seja visto pelo especialista, a fim de evitar eventuais surpresas. “Grande porcentagem da população tem problemas articulares no joelho, coluna e região lombar, mas não sabe, uma vez que não se expõe às atividades de impacto e acreditam que não precisam de acompanhamento médico”, explica.
Todo esporte, por menor que seja sua carga de impacto, pode lesionar o paciente, como é o caso da corrida. Por isso, a pessoa deve tomar muito cuidado e não praticar nenhum exercício por conta própria. Para cada um há uma técnica e postura que se precisa manter, além da necessidade de um tênis adequado e treinos individualizados. “Cada pessoa possui uma forma física e é capaz de aguentar uma carga de treino exclusiva. Esses cuidados são importantes pra evitar problemas de saúde. Pacientes sedentários e acima do peso, por exemplo, não devem iniciar por uma corrida, mas optar por atividades sem nenhum impacto, como: bicicleta, natação, hidroginástica ou musculação. É importante ganhar um pouco de força antes de começar as atividades”, esclarece Dr. Eduardo Bernardo, médico do esporte do ifor.
Já no crossfit, justamente por sua grande intensidade, a incidência de lesões musculares é relativamente alta. Principalmente em iniciantes, que se encantam pelos exercícios e supostos benefícios e acabam exagerando nas cargas. Segundo o especialista, a falta de instrução pode levar o praticante a esse exagero e, consequentemente, às lesões. Nesse caso, demanda-se alto grau de supervisão de profissionais especializados, sobretudo para os que ainda não desenvolveram qualidades físicas mínimas para suportar os complexos exercícios. A orientação profissional vai garantir ao atleta um padrão motor para executar os movimentos da forma correta e evitar lesões.
Um estudo publicado pela Journal of Strength and Conditioning Research, em 2013, alertou para o índice de lesão extremamente alto provocado pelo Crossfit. Dos praticantes da modalidade pesquisados, 73,5% tiveram algum tipo de lesão, dentre os quais, 7% foram submetidos a cirurgias, na maioria dos casos, nos ombros e coluna.
Por sua vez, se os exercícios forem executados com atenção e acompanhamento médico, podem trazer inúmeros benefícios. A corrida é responsável por reduzir a gordura corporal, melhorar a ansiedade, tensão, qualidade do sono, os níveis de colesterol e a força de membros inferiores, fortalece a capacidade cardiovascular e pulmonar, auxilia na redução da osteoporose e diminuição da pressão sanguínea. No caso do crossfit, o praticante pode desenvolver todas as valências físicas de modo amplo e geral, promove aumento de força e resistência musculares, melhora o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora, a agilidade, o equilíbrio e a precisão, além do controle ou diminuição de peso.
Fonte:MSN