quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Óleo de Cártamo e suas utilidades

óleo de cártamo é extraído das sementes da planta cártamo (Carthamus tinctorius). Este óleo tem sido utilizado com frequência na alimentação por ser muito nutritivo. Ele é rico em ômega 6, ácido graxo essencial que o organismo necessita, mas não produz, e ômega 9, importante para a função cerebral, crescimento e desenvolvimento.
O alimento também possui boas quantidades de vitamina E que se destaca pela forte ação antioxidante. Os fitoesterois estão presentes no óleo de cártamo, essa substância é importante porque contribui para o controle das taxas de colesterol.
O óleo contribui para a redução do triglicérides e é bom para quem tem diabetes. Alguns estudos também apontam que o alimento pode ajudar mulheres com câncer de mama e pessoas com obesidade.

Principais nutrientes do óleo de cártamo

Óleo de cártamo - 9 gramas
Calorias80 kcal
Gorduras totais9 g
Gorduras saturadas0.55 g
Gorduras poli-insaturadas6.7 g
Gorduras monoinsaturadas1.29 g
Vitamina E3.07 mg
Vitamina K0.6mcg
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 9 gramas, deste alimento carrega:
  • 30% de vitamina E
  • 16% de gorduras totais
  • 4% de calorias
  • 3% de gorduras saturadas.
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
O óleo de cártamo é rico em ômega 6, podendo conter até 70% do quanto o organismo necessita deste ácido graxo por dia. Este ácido graxo poli-insaturado é essencial para o organismo, mas não é produzido por ele e auxilia na cicatrização, evita a queda de imunidade, atenua queda de cabelo e aumenta queima de gordura corporal.
Cerca de 30% do alimento é composto por ômega 9. Esta gordura é monoinsaturada e ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, derrames, tem ação anti-inflamatória e contribui para aumentar os níveis do colesterol bom, HDL, e diminuir o ruim, LDL.
O óleo é fonte de vitamina E que se destaca pela capacidade antioxidante, favorecendo a retirada de radicais livres do organismo, retardando o envelhecimento e diminuindo o risco de doenças. Ele também conta com fitoesterois, substância com estrutura semelhante ao colesterol e que diminui a absorção intestinal dele ajudando a controlar os níveis de colesterol.
O alimento ainda possui pequenas quantidades de vitamina A, que possui ação antioxidante, e vitamina K, componente na formação de 13 proteínas essenciais para a coagulação do sangue e envolvida na construção dos ossos.

Benefícios comprovados do óleo de cártamo

Pode controlar o colesterol: Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition constatou que o óleo de cártamo suplementado por oito semanas pode reduzir o colesterol ruim, LDL, de 12 a 20% e níveis de apolipoproteina B-100 de 21 a 24%. Esta lipoproteína é a principal carregadora de colesterol do sangue para células. Este benefícios ocorrem devido à composição do óleo de cártamo que inclui os fitoesterois e o ômega 9.

Esta é a planta da qual se extrai o óleo de cártamo - Foto: Getty Images
Esta é a planta da qual se extrai o óleo de cártamo
Ajuda a controlar os triglicérides: O óleo de cártamo ajuda a reduzir os níveis de triglicérides por ser rico em ômega 9. Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition com trinta e cinco mulheres observou que o consumo do alimento de fato reduz os níveis de triglicérides.

Ação antioxidante: A vitamina E presente no óleo de cártamo faz com que ele tenha forte ação antioxidante. Assim, o alimento contribui proteger as células contra a ação dos radicais livres, retardar o envelhecimento e diminuir o risco de doenças.

Proporciona saciedade: Este benefício ocorre porque o óleo de cártamo retarda o esvaziamento gástrico, aumentando o tempo de saciedade.

Benefícios em estudo do óleo de cártamo

Bom para quem tem diabetes: Uma pesquisa realizada em 2009 e publicada no The American Journal of Nutrition com mulheres que tem diabetes mostrou que o óleo de cártamo reduz os níveis de açúcar no sangue em jejum.
Queima gordura: Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition com trinta e cinco mulheres concluiu que o óleo de cártamo contribui para a queima da gordura abdominal. Alguns especialistas defendem que esta perda de gordura ocorre devido ao ômega 6 presente no óleo. Este ácido graxo atuaria como catalisador da queima de gordura marrom, que tem função de gerar calor para os órgãos vitais. Quando o ômega 6 acelera a queima desse tipo de gordura, o corpo busca energia na gordura branca localizada na barriga, cintura e quadril. No entanto, existem estudos que contestam essa informação e afirmam que são necessários mais estudos sobre o assunto.

Benefícios polêmicos do óleo de cártamo

Combate e previne câncer de mama: Alguns estudos sugerem que o óleo de cártamo inibe a atividade do tumor do câncer de mama. Porém, há outras pesquisas que sugerem que uma dieta rica em ômega 6, substância que está presente em grandes quantidades no óleo, pode promover o desenvolvimento de câncer de mama.

Quantidade diária recomendada de óleo de cártamo

A quantidade orientada varia de acordo com cada pessoa. Porém, os valores que costumam ser orientados são de duas colheres de chá (9 gramas) do óleo ou duas cápsulas por dia.

Como consumir o óleo de cártamo

O óleo de cártamo pode ser consumido frio em saladas ou ser aquecido e assim fazer parte do preparo de alimentos refogados. Também é possível consumir este alimento na versão de cápsulas.

Compare o óleo de cártamo com outros alimentos

Nutrientes (em 9 g)Óleo de CártamoÓleo de CocoÓleo de girassol
Calorias80 kcal77 kcal80 kcal
Gorduras Totais9 g9 g9 g
Gorduras saturadas0,55 g7,8 g0,81 g
Gorduras poli-insaturadas6,7 g0,52 g2,6 g
Gorduras monoinsaturadas1,29 g0,16 g5,2 g
Vitamina E3,07 mg0,006 mg3,7 mg
Vitamina K0,6 mcg0,06 mcg0,46 mg
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O óleo de cártamo possui as mesmas calorias que o óleo de coco e o óleo de girassol, a vantagem é que tem menos gordura saturada quando comparado ao óleo de coco. A gordura saturada quando ingerida em excesso pode aumentar o colesterol total e o LDL.
Além disso, quando comparado com o óleo de coco, o de cártamo possui mais gorduras boas, a monoinsaturada, ômega 9, e a poli-insaturada, ômega 6. Porém, o óleo de girassol de destaca por conter quantidades maiores de gorduras monoinsaturadas. Por isso, os especialistas recomendam variar o consumo do óleo de cártamo com o de girassol.

Combinando o óleo de cártamo

Óleo de cártamo + fontes de ômega 3: O óleo de cártamo é rico em ômega 6, e este ácido graxo em excesso pode levar à inflamações. O ômega 3 possui ação anti-inflamatória e por isso ajuda a controlar o efeito negativo do ômega 6. Alimentos ricos em ômega 3 são peixes de águas profundas e frias como o salmão, sardinha e arenque, truta, linguado, namorado, pescada amarela e sementes como a chia e a linhaça, muito embora o ômega 3 de origem animal seja melhor absorvido do que o vegetal.

Contraindicações

É preciso tomar cuidado com os suplementos de óleo de cártamo - Foto: Getty Images
É preciso tomar cuidado com os suplementos de óleo de cártamo
O suplemento do óleo de cártamo só podem ser consumidos com a orientação de um médico ou de nutricionista. Quanto ao óleo in natura, é melhor que gestantes e lactantes evitem o consumo do óleo de cártamo, pois ainda não existem estudos que mostrem a implicação deste alimento no bebê.

Riscos do consumo em excesso

É importante que haja um equilíbrio entre o ômega 3, encontrado principalmente em peixes de águas frias, e o ômega 6 na razão de 5:1, sendo o ômega 6 o mais consumido e o ômega 3 o menos. O equilíbrio entre os dois é essencial porque o ômega 3 age como anti-inflamatório, enquanto o ômega 6 em excesso pode levar a inflamação.
Infelizmente, como o ômega 6 pode ser encontrado na alimentação com facilidade, ele está presente em carnes, ovos e leite, e o 3 não, as pessoas podem ter dificuldade em balancear o consumo dos dois ômegas.
O excesso de ômega 6 pode aumentar a inflamação e resultar em maiores riscos de doenças cardiovasculares, câncer, artrite e depressão. Estudos sugerem que a população consume até 30 vezes mais o ômega 6 do que ômega 3. Como o óleo de cártamo é rico em ômega 6, o excesso do alimento na dieta pode levar a esses problemas. Por ser um óleo calórico, o excesso dele também pode causar o ganho de peso. O ganho de peso está associado aos aumentos de colesterol total LDL, glicose e triglicérides e redução do colesterol HDL.

Onde encontrar

O óleo de cártamo pode ser encontrado em lojas de produtos naturais.
Fonte: Minha Vida

Azia- conheça tudo sobre este tema!

O que é Azia?

Sinônimos: pirose, dor no peito não cardíaca


Azia é uma sensação de queimação vinda da parte de trás do esterno, um osso localizado na parte anterior do tórax. Pode se apresentar como uma dor que se irradia pelo peito, pescoço ou a garganta
Os episódios de azia podem ser ocasionais ou frequentes, podendo interferir na rotina e qualidade de vida do paciente, e até ser sinal de algum problema mais grave.
O prazer da refeição dura pouco para os 20 milhões de brasileiros que, segundo a Organização Mundial da Saúde, são obrigados a lidar com a queimação no estômago causada pelo sintoma. O número levantado já é alto, mas tende a ser ainda maior, já que a maioria das pessoas que convive com o problema dificilmente busca um especialista na tentativa de resolvê-lo. A maioria dos pacientes procura, por conta própria, medicamentos ou soluções naturais para amenizar o desconforto. Os sintomas acabam melhorando temporariamente, mas voltam a incomodar em pouco tempo sem tratamento médico.A postergação do tratamento também pode gerar consequências para a saúde do paciente.
A azia é causada pelo refluxo de ácido gástrico (responsável pela digestão dos alimentos): ele segue do estômago para o esôfago, como se fosse retornar à boca. Esse refluxo, por sua vez, é causado pelo mau funcionamento de uma espécie de válvula, chamada esfíncter: ela se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, deve se fechar para reter o que foi ingerido e também os sucos gástricos que circulam por ali.

Causas

Normalmente, quando a comida ou a bebida entra no estômago, uma faixa muscular no final do esôfago fecha o órgão, para que seja feita a digestão. Essa faixa é chamada de esfíncter esofágico inferior (EEI). Se essa faixa não se fechar o suficiente, o conteúdo do estômago pode voltar (refluxo) para o esôfago. Esse material parcialmente digerido pode irritar o esôfago, provocando alguns sintomas, entre eles a azia.
Esse refluxo costuma ser pior quando a pessoa deita ou se inclina.

Fatores de risco

Há maior probabilidade de uma pessoa apresentar o sintoma se ela tiver hérnia de hiato. A hérnia de hiato acontece quando parte do estômago se projeta para dentro da cavidade torácica, o que enfraquece o esfíncter e facilita a volta do ácido desde o estômago até o esôfago, causando, assim, a azia.
gravidez e o uso excessivo de medicamentos também podem provocar ou intensificar a queimação.

O consumo de certos alimentos também pode favorecer os sintomas. Confira alguns alimentos e bebidas capazes de provocar azia:
Em caso de azia, procure tratamento médico urgente se:
  • Houver vômito com sangue ou ter o aspecto de borra de café
  • Suas fezes forem pretas (como piche) ou avermelhadas
  • Se sentir ardor e uma pressão, aperto ou dor esmagadora no peito. Às vezes, pessoas que acreditam ter azia na verdade estão tendo um ataque cardíaco.
  • Tiver azia com frequência ou se ela não passar depois de algumas semanas de cuidados caseiros
  • Perder peso não intencionalmente
  • Tiver dificuldade para engolir (os alimentos parecem ficar presos na garganta conforme passam)
  • Tiver uma tosse ou dificuldade para respirar que não passa
  • Os sintomas piorarem com antiácidos
  • Achar que um de seus medicamentos pode estar produzindo o sintoma. Não troque ou pare de tomar quaisquer medicamentos sem antes conversar com um médico.

Cuidados

O tratamento do problema pode até incluir o uso de medicamentos, mas os especialistas garantem que só isso não funciona. O método mais eficiente contra a queimação no estômago é a mudança de hábitos tanto em relação à sua dieta quanto à forma como os alimentos são consumidos. Mastigando bem os alimentos, por exemplo, você facilita o trabalho do estômago, que pode produzir menos ácido. Os cuidados são todos muito simples, na verdade, mas fazem uma tremenda diferença na sua digestão, acompanhe todos eles para começar e encerrar suas refeições com muito prazer.

Cardápio selecionado

Controlar o consumo de alguns alimentos ajuda a evitar crises. Frituras e alimentos muito gordurosos, por exemplo, devem ficar longe do prato de quem sofre com azia. Frutas ácidas, condimentos, embutidos e alguns tipos de verduras, como couve, couve flor, brócolis, repolho, nabo, rabanete, pepino e tomate também devem ser evitados, porque tem pH ácido.

Refeições na hora certa

Passar longos períodos em jejum aumenta as chances de azia. Isso acontece porque, quando uma pessoa fica sem comer, o ácido gástrico se acumula e pode refluir, irritando o final do esôfago. Comer a cada três horas mantém o sistema digestivo em funcionamento, sem sobrecarga na produção de ácido gástrico.

Pratos que transbordam

Quem exagera no prato também corre maior risco de sofrer queimação. Quanto maior o volume de alimentos ingeridos de uma vez, maior será o risco que o suco gástrico atinja o esôfago, já que estômago estará superlotado.

Exercícios após a refeição

Muita movimentação física aumenta as chances de refluxo. Até duas horas após uma grande refeição, o estômago ainda acumula ácidos gástricos em maior quantidade e os movimentos podem fazer com que esses líquidos retornem em direção ao esôfago, causando a queimação.

Leite gelado durante uma crise

Tomar um copo de leite gelado pode até piorar a queimação. O alívio que você sente ao tomar um copo de leite é momentâneo. A bebida tem pH baixo (o que neutraliza a acidez estomacal). No entanto, é rica em cálcio, mineral que estimula a produção de ácido gástrico pelo estômago. Além disso, o leite, em sua versão integral, é rico em gorduras, outro componente que aumenta as chances de azia. O mesmo processo não acontece com o leite de soja, que não possui grandes quantidades de cálcio e é livre de gorduras. Um copo de leite de soja gelado traz alívio, assim como alguns goles de água gelada.

Café depois do almoço

Outro hábito bastante comum que deve ser evitados por pessoas que sofrem com azia é tomar café após a refeição. A cafeína provoca um relaxamento demasiado no esfíncter, causando o refluxo de ácido digestivo para o esôfago. Duas xícaras diárias é o máximo recomendado para uma pessoa que sofre com crises.

Tomar chá preto

Assim como o café, o chá preto e o chá mate provocam o relaxamento do esfíncter, facilitando o refluxo e aumentando as chances de azia. Chás mais claros ou o chá verde não causam o mesmo efeito, podendo ser consumidos sem preocupação. O chá de camomila, por sua vez, possui características calmantes que diminuem a irritação da parede do esôfago atingida pelo refluxo gástrico.

Riscos do álcool

Além de irritar naturalmente o sistema gástrico, o álcool também estimula a produção de ácido pelo estômago e diminui a capacidade de contração da válvula que impede o refluxo. Por isso, evite esse tipo de bebida durante as refeições como medida preventiva. Também não é recomendável beber com o estômago vazio, prevenindo o acúmulo de ainda mais ácidos digestivos.

Mais uma do cigarro

A azia é mais um incômodo que pode ser colocado na lista de malefícios que o fumo traz ao corpo. Além de causar problemas sérios no pulmão, o cigarro também diminui a proteção da mucosa do estômago, deixando o órgão mais sensível à irritação causada pelo ácido gástrico. É por esse motivo também que o cigarro aumenta as chances de úlcera no estômago.

Excesso de peso

Pessoas que sofrem com o sobrepeso ou com obesidade têm maiores probabilidades de serem incomodadas com a azia, já que a pressão sobre o estômago (causada pelo excesso de peso) aumenta as chances dos ácidos gástricos sofrerem refluxo em direção ao esôfago.

Líquidos durante a refeição

Bebidas gaseificadas aumentam a pressão dentro do estômago, forçando os ácidos digestivos a seguirem em sentido inverso (refluxo gástrico). Ardência e queimação são resultados possíveis quando há consumo exagerado de bebidas junto às refeições.

Deitar-se após as refeições

Deitar-se após as refeições facilita o refluxo dos ácidos digestivos que provocam o sintoma. Caso você seja vítima do problema, o ideal é permanecer sentado, pelo menos, uma hora após o término da refeição.

Fonte: Minha Vida