quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Creatina- Saiba tudo sobre ela!

creatina é um aminoácido e está presente tanto nos alimentos de origem animal quanto no organismo humano, que o produz. A maior reserva de creatina do organismo está nos músculos esqueléticos, tanto na forma livre como na forma de creatina-fosfato o qual tem por função regenerar o ATP (trifosfato de adenosina) no citoplasma celular.

Para que serve a creatina

Suplementos de creatina são especialmente bons para praticantes de atividades físicas de alta intensidade. Contudo, alguns estudos mostram que esta suplementação também pode ser interessante para outras questões. Entre elas a preservar a massa muscular em idosos e prevenir doenças como Parkinson, Huntington e Alzheimer.

Benefícios comprovados da Creatina

Bom para quem pratica exercícios: A Creatina tem por função regenerar o ATP (trifosfato de adenosina) no citoplasma celular. O ATP é a principal fonte de energia do organismo e por isso sua presença é essencial para o desempenho físico.

Quando há estoque de creatina, o que pode ocorrer por meio do suplemento de creatina, o indivíduo consegue manter o exercício por um período maior de tempo e com maior carga. Isso pode levar favorecer a hipertrofia muscular, contudo é importante ficar atento porque creatina possui alguns efeitos colaterais como a retenção hídrica, que pode muitas vezes levar a uma falsa ideia de massa muscular.

Bom para quem tem atrofia giratória da coroide e retina: Nesta rara doença, com cerca de 100 casos descritos mundialmente, os pacientes tem altas concentrações de ornitina que impedem a síntese de creatina no organismo levando a um deficiência secundária de creatina. A falta de creatina pode causar piora neurocognitiva, portanto a suplementação com creatina teria um papel em normalizar os níveis de creatina no cérebro.

Uma pesquisa publicada na revista científica Molecular genetics metabolismo concluiu que a suplementação com a creatina de fato é benéfica para pacientes com atrofia giratória da coroide e retina.

Benefícios em estudo da creatina

Preserva a massa muscular em idosos: Estudos têm evidenciado que a suplementação de creatina como adjuvante terapêutico, além de segura (sem evidências de efeitos colaterais), proporcionou melhorias do metabolismo e da qualidade muscular, contribuindo para a melhora da aptidão física e reduzindo a sarcopenia , perda de massa muscular, em idosos.
Previne e é bom para quem tem doença de Parkinson: O suplemento de creatina pode ser benéfico para quem tem a doença de Parkinson. Há uma hipótese de que a creatina poderia ser benéfica no tratamento do Parkinson por estabilizar a função mitocondrial e agir como antioxidante. Tanto a disfunção mitocondrial como o stress oxidativo tem implicação na doença.
Uma pesquisa publicada na revista científica Neurorehabilitation and neural repair concluiu que a suplementação com creatina pode aumentar a resistência durante os treinos. Contudo, os estudos ainda são controversos, sendo que alguns não tem apresentado resultados positivos quando é feita a comparação entre a suplementação de creatina e o placebo.
A creatina proporciona energia - Foto: Getty Images
A creatina proporciona energia
Previne e é bom para quem tem doença de Alzheimer: O suplemento de creatina pode ser bom para quem tem doença de Alzheimer e para previni-la. Isto porque esta doença tem como uma característica o estresse oxidativo acentuado e a deterioração do metabolismo da creatina, o que impede a renovação do ATP e consequentemente a falta de energia para as células nervosas. Estudos com animais e também com humanos, mostraram que a suplementação com creatina pode melhorar significativamente vários sintomas comuns de doenças neurológicas como a de Parkinson. Contudo, ainda são necessárias mais pesquisas para comprovar o benefício.
Bom para pessoas com insuficiência cardíaca: A suplementação com creatina poderia ser benéfica para pacientes com insuficiência cardíaca porque ela poderia melhorar a força muscular cardíaca, peso corporal e até mesmo a resistência.
Contudo, um estudo realizado em 2012 aponta como conclusão que a suplementação com 5 g de creatina ao dia, durante seis meses, em indivíduos do sexo masculino com insuficiência cardíaca não promoveu melhora significativa na capacidade funcional desses pacientes. Portanto, ainda são necessárias mais pesquisas para comprovar o benefício.
Previne a doença de Huntington: A suplementação oral com creatina pode exercer efeitos neuroprotetores. A suplementação oral com creatina resulta em efeitos neuroprotetores in vivo, o que pode representar uma nova estratégia terapêutica para a doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas. Uma pesquisa feita com animais e publicada no The Journal of Neuroscience concluiu que a creatina contribui para a prevenção da morte celular e, consequentemente, prevenir a doença de Huntington.

Como tomar

O suplemento de creatina pode ser consumido na forma de pó ou cápsula. Ele só pode ser ingerido com a orientação de um médico ou nutricionista e o consumo deve ser realizado de acordo com a recomendação do profissional. Após 90 dias de uso contínuo, a orientação é realizar uma pausa de um mês para evitar que o organismo cesse a produção da substância.

Quantidade recomendada

A quantidade recomendada de creatina varia de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo. Geralmente no caso de atletas a orientação varia entre 2 e 3 gramas ao dia.

Cuidados ao consumir

Pessoas que pretendem consumir o suplemento de creatina precisam tomar alguns cuidados. É necessário que a empresa fabricante da creatina tenha uma certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além disso, o suplemento só pode ser ingerido após a orientação de um nutricionista ou médico.
É importante que a dieta das pessoas seja equilibrada em todos os nutrientes. Para objetivos de hipertrofia é necessário que o indivíduo tenha um consumo proteico adequado, uma vez que necessita de todos os aminoácidos essenciais para recuperação da massa muscular. Juntamente com o consumo do suplemento, ingira bastante água para evitar problemas nos rins.

Combinações com a creatina

Creatina + glicose: Estudos apontam que o consumo de creatina junto com glicose, cerca de 100 gramas, aumenta o conteúdo muscular deste composto em aproximadamente 10%. Há uma elevação da captação de creatina pela fibra muscular, e, consequentemente, sua ingestão com carboidratos simples pode aumentar o efeito da creatina.
Creatina + proteína: Esta combinação é importante para a recuperação da massa muscular.

Interações

Realizar suplementação de cafeína não melhora a eficiência da suplementação oral de creatina, isto porque a cafeína suprime o efeito da suplementação de creatina. Além disso, a associação da cafeína e da erva efedrina com a creatina pode aumentar o risco de sérios efeitos colaterais, como o derrame.
Converse com o seu médico sobre o uso do suplemento de Creatina se você consome os seguintes medicamentos:
Creatina pode ser ingerida com glicose - Foto: Getty Images
Creatina pode ser ingerida com glicose
  • Anti-inflamatórios não esteroidais (NSAIDs), como ibuprofen (Motrin, Advil) e naproxen (Aleve), eles podem aumentar o risco de dano renal.
  • Diuréticos: aumenta o risco de desidratação e dano renal.
  • Cimetidina: pode aumentar o risco de dano renal.
  • Probenicida: droga usada para o tratamento de gota, pode aumentar o risco de dano renal.
  • Medicamentos que afetam os rins.

Quem pode e quem não pode consumir

A creatina geralmente é recomendada para indivíduos praticantes de atividades físicas de força de alta intensidade e curta duração. Este suplemento não pode ser consumido por lactantes e gestantes por falta de estudos sobre seus efeitos neste público. O suplemento de creatina também não é orientado para crianças e adolescentes.
Diabéticos também precisam tomar cuidado com o consumo de suplementos de creatina, isto porque alguns estudos apontam que este grupo tem maior risco de problemas renais e a creatina poderia sobrecarregar este órgão. Pessoas com problemas renais precisam tomar cuidado ao ingerir suplementos de creatina, justamente porque o suplemento poderia sobrecarregar o rim.

Efeitos colaterais da creatina

Existe a possibilidade do consumo do suplemento de creatina causar alguns efeitos colaterais. Um deles é a retenção de líquidos. A creatina é osmoticamente ativa, provoca aumento de seu conteúdo intracelular na forma de creatina livre e creatina fosfato no músculo, isso pode induzir um influxo de água para dentro da célula muscular, aumentando a água intracelular, o que pode dar uma falsa sensação de ganho de massa muscular. Também há a possibilidade da creatina ter um efeito citotóxico, impedir o crescimento da célula. Isso porque a creatina pode ser convertida a formaldeído e peróxido de hidrogênio. O formaldeído poderia se ligar a proteínas e ao DNA levando a citotoxicidade.

Riscos ao ingerir em excesso

Ingerir altas doses de creatina, superior a 10 gramas em cada dose pode levar a uma série de complicações. Algumas delas são: dores no estômago, náuseas, diarreia e problemas cardíacos.
Quando suplementada em altas doses a creatina, por virar creatinina nos rins pode levar a toxicidade e insuficiência renal, uma vez que a filtração ficará prejudicada. Porém, os efeitos da suplementação de creatina sobre a função renal são debatidos intensamente na literatura científica e existe especialistas que afirmam que a creatina pode não afetar os rins, ainda são necessários mais estudos para identificar se há problemas ou não. Algumas pesquisas também tem apontado que em excesso a creatina pode afetar a saúde do fígado.
Fonte:Minha Vida

Carboxiterapia: tratamento para estria, celulite e gordura localizada

carboxiterapia é um tratamento estético realizado através da infusão de gás carbônico em diferentes camadas da pele. O método é usado desde 1777 para tratamentos da pele e, desde as primeiras observações científicas, mostrou eficácia em regeneração dos tecidos e melhora da circulação sanguínea.

Como é feita a carboxiterapia

Carboxiterapia na perna - foto: Getty Images
Carboxiterapia na perna
carboxiterapia é feita com o uso de um aparelho acoplado a um cilindro de gás carbônico medicinal. Este equipamento regula a vazão do gás (que pode atingir, no máximo, 80ml de gás por minuto) para uma seringa com agulha de calibre mínimo. A profundidade da aplicação da agulha varia em cada caso. "Para tratamento de celulite a agulha é inserida entre a pele e a gordura, já no tratamento da estria, o gás carbônico é aplicado dentro da cicatriz", explica o cirurgião plástico André Colaneri, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Para quê serve a carboxiterapia

O gás carbônico atua dilatando os vasos sanguíneos e estimulando a formação de novos vasos sanguíneos, promovendo melhor irrigação de sangue nos tecidos e, consequentemente, melhor oxigenação da região tratada. O gás carbônico atua também no rompimento de fibroses do tecido subcutâneo. Alguns estudos mostram o favorecimento de formação de colágeno e elastina e efeito lipolítico (quebra das células de gordura) decorrente da carboxiterapia.

Para quais casos está indicada a carboxiterapia

O cirurgião plástico  recomenda, principalmente, o uso da carboxiterapia para o tratamento da celulite. "O desenvolvimento da celulite passa por três fatores: edema, gordura e fibrose - a carboxiterapia é o único tratamento que atua nesses três níveis", explica. O edema é resolvido pela dilatação dos vasos e otimização da circulação, a fibrose é rompida pela injeção de gás, e a gordura mais facilmente queimada pelo aumento do metabolismo que ocorre no local. "É o tratamento mais completo em comparação com outros, como endermologia e drenagem linfática, por exemplo", conta o cirurgião plástico. 

No caso da estria, o gás carbônico atua distendendo o tecido desta cicatriz - a elevação visível durante o tratamento. O descolamento preenche essa região de gás carbônico e estimula a formação de colágeno no local. Os benefícios são muito mais visíveis para estrias novas, avermelhadas. Estrias brancas são mais antigas e fibras elásticas que já estão totalmente rompidas não se regenerarão. Da mesma maneira a carboxiterapia atua no tratamento de cicatrizes e no tratamento de fibroses decorrentes de cirurgias plásticas, como a lipoaspiração, por exemplo. "O ácido carbônico rompe a fibrose e ameniza irregularidades", explica. 

A dermatologista  pós-graduada em medicina estética, conta que, no caso das olheiras, a carboxiterapia estimula a melhora da circulação e formação de novos vasos sanguíneos que amenizam a aparência escurecida. Para a flacidez da pele, o benefício está na formação de colágeno e elastina. 

Segundo o cirurgião plástico , os resultados da carboxiterapia no tratamento da gordura localizada são mais discretos. Além de melhorar a circulação e a queima de gordura no local, a carboxiterapia, segundo estudos publicados no ano de 2001 no periódico Aesthetic Plastic Surgery, promove a quebra das células de gordura a partir da estimulação de seus receptores beta adrenérgicos.

Profissionais que podem aplicar a carboxiterapia

Por se tratar de um procedimento invasivo - que perfura a pele através da injeção - a carboxiterapia só pode ser realizada por médicos. A sugestão do cirurgião plástico é que a carboxiterapia seja feita por profissionais especializados em estética, como o dermatologista e o cirurgião plástico.

Contraindicações da carboxiterapia

A carboxiterapia está contraindicada em casos de infecção ativa na região a ser tratada e doença pulmonar que cause retenção de gás carbônico, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Número de sessões de carboxiterapia

Os resultados aparecem progressivamente e são mais visíveis entre cinco e dez sessões de carboxiterapia. Em cada caso é recomendada uma periodicidade. De maneira geral, o tratamento para celulite pode ser feito em dias alternados e a carboxiterapia para estrias e cicatrizes deve ser feita uma vez por semana. Em cerca de 20 minutos o gás carbônico é absorvido pelo corpo, portanto, não há acúmulo deste na pele. É possível tratar mais de uma região por sessão, de acordo com critério médico.

Resultado da carboxiterapia

Os resultados são mais pronunciados para graus iniciais de celulite, em casos avançados o tratamento traz resultados mais discretos. O cirurgião lembra que nenhum tratamento é capaz de eliminar completamente a celulite, apenas é possível amenizá-la. 

Os resultados podem permanecer por tempo indeterminado, dependendo dos hábitos de vida do indivíduo. Pessoas com hábitos saudáveis, que se exercitam regularmente, têm alimentação balanceada e estão dentro do peso normal apresentam menor recorrência do problema. Assim vale para o agravamento da celulite e aparecimento de novas estrias. 

O cirurgião plástico  lembra que mulheres tem maior propensão, devido aos hormônios femininos, ao desenvolvimento de celulite, por isso são mais suscetíveis ao seu reaparecimento. O especialista recomenda ainda sessões esporádicas para manutenção da carboxiterapia.

Dor durante a carboxiterapia

A carboxiterapia costuma ser um tratamento doloroso. A dor ocorre devido à injeção, a aplicação do gás e à distensão dos tecidos (no caso das fibroses, por exemplo). A dor costuma ser maior quando o gás é aplicado em temperaturas mais baixas, alguns equipamentos aquecem o gás.

Efeitos adversos da carboxiterapia

"Como a técnica é feita com injeção, podem ocorrer pequenos hematomas com resolução em poucos dias", explica a dermatologista . Nesse caso a dermatologista recomenda o uso de proteção solar até que o hematoma desapareça, evitando manchas. Casos de embolia gasosa (bloqueio de vaso sanguíneo por gás) só ocorrem caso a técnica seja mal feita e atinja um vaso sanguíneo. A dermatologista  lembra que o gás próprio para o procedimento é atóxico e não embólico.

Cuidados antes e depois da carboxiterapia

Não são necessários cuidados especiais antes ou depois do tratamento. 
Fonte:MSN