sábado, 9 de abril de 2016

Cirurgia bariátrica - mitos e verdades

A cirurgia bariátrica vem sendo apresentada, em algumas ocasiões, como a “solução ideal” para casos deobesidade grau III. É importante observar que existem restrições até a completa recuperação do paciente. O Dr. Amélio F de Godoy Mattos - Chefe do Serviço de Nutrologia e Metabologia do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), ex-presidente da SBEM Nacional - esclarece algumas dúvidas sobre a cirurgia.



Redação Online: Existem variações das formas de Cirurgia Bariátrica? Quais são?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - As cirurgias podem ser divididas em dois tipos: o primeiro, onde há uma redução do tamanho do estômago, estabelece restrições. Existem três variações neste tipo de cirurgia bariátrica. Elas são denominadas: 1) banda vertical ajustável; 2) gastroplastia vertical; 3) gastroplastia vertical com by-pass em y de Roux. Esta última, chamada Capella ou Fobi-Capella, é a mais utilizada e foi desenvolvida por cirurgiões. Além da restrição por diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena disabsorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado.

O segundo tipo de Cirurgia Bariátrica é a disabsortiva (ou Derivação bilio-pancreática), chamada de cirurgia de Scopinaro. Neste caso, o paciente tem mais liberdade de comer maior quantidade de alimentos, já que não há grande diminuição do estômago que fica com 2/3 do seu tamanho. O que funciona aqui é o grande desvio do alimento, que vai para o intestino grosso.

Redação Online: Em que casos de obesidade a cirurgia é recomendada? Quais as contra indicações?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - A recomendação é para pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 40, ou igual ou maior que 35, caso ele tenha comorbidades associadas à obesidade, comodiabeteshipertensãodislipidemias. A cirurgia também é indicada em pacientes com idade entre 18 e 65 anos e história de tratamentos clínicos, por pelo menos 1 ano, sem sucesso.

Em todos os casos existem duas perguntas a serem respondidas: 1) o paciente está dentro dos critérios de indicação? 2) há algum critério de contra-indicação, tais como doenças graves como cirrose hepática, doenças renais, psiquiátricas, vícios (droga, alcoolismo), disfunções hormonais, etc?

Em todos os casos o paciente deverá, obrigatoriamente, ter pleno conhecimento das características, necessidades, riscos e limitações de cada cirurgia. Ele deverá participar de reuniões com a equipe multiprofissional e com pacientes já operados para poder ter certeza da sua decisão.

Que profissionais estão envolvidos na cirurgia?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - A equipe é composta por cirurgiões, endocrinologista, nutricionista, psiquiatra ou psicólogo (no nosso caso preferimos ter os dois)

É necessário o acompanhamento psicológico?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - O acompanhamento não é obrigatório. Somente para aqueles em que o endocrinologista ou cirurgião julgue necessário. Todos, sem exceção, têm de passar por entrevista prévia com o psicólogo ou psiquiatra.

Quais os cuidados a serem tomados antes e depois da operação?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - Depende de cada caso, mas há uma regra geral: avaliação clínico-laboratorial com exames de sangue, radiografia de tórax, ultra-sonografia e ou tomografia do abdômen, avaliação cardiológica, endoscopia digestiva e pesquisa de H. Pylori e avaliação de função respiratória que será quão mais aprofundada quanto mais obeso ou complicado seja o caso. Caso o paciente tenha alguma doença que necessite tratamento e controle prévio a cirurgia será adiada até que se obtenha a melhor condição clínica.

Quais as reações do organismo após a operação?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - O paciente já sai do hospital, em média, com menos dois quilos. Nos primeiros meses, a redução no peso chega ser de sete a oito quilos. Os pacientes com quadro de diabetes melhoram imediatamente, chegando a reduzir ou interromper o uso de insulina (diabetes tipo 2). A complicação mais difícil de ser tratada é a pressão arterial. Ela demora mais a estabilizar e o paciente não interrompe o uso de medicamentos.

Os pacientes operados deverão continuar a fazer dieta após a operação?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - A expressão correta não é "fazer dieta". Os pacientes necessitarão uma orientação nutricional para evoluírem de uma alimentação líquida para pastosa e, depois, para sólida. Há a necessidade de suplementar a dieta com compostos ricos em proteínas nos primeiros dias ou meses, cuidadosa orientação para os alimentos que podem causar "impactação" e orientação permanente para uma alimentação com os vários micronutrientes e macronutrientes. Isto varia de paciente para paciente. Em alguns posso necessitar suplementar mais cálcio, em outro ferro e vitamina B, etc.

Após a cirurgia o paciente continuará usando algum medicamento?

Dr. Amélio F de Godoy Mattos - Sim. O maior problema destas cirurgias a longo prazo é a desnutrição. Entenda-se aqui que um déficit de vitamina B12, embora não haja déficit de outras vitaminas ou de algum macronutriente. Casos de desnutrição são comuns. Em pacientes com desnutrição grave é necessária a internação. É obrigatório a suplementação com vitaminas e, frequentemente, temos que repor mais a B12. O ferro também é necessário com frequência.
Fonte:SBD

Adoçantes, afinal fazem mal?


O estudo A Role for Sweet Taste: Calorie Predictive Relations in Energy Regulation by Rats levantou dúvidas sobre o uso de adoçantes. A pesquisa, feita com ratos de laboratório, abriu a hipótese de que o produto engordaria, confundindo pacientes e médicos.

No entanto, especialistas garantem que não há qualquer resultado concreto que comprove essa afirmação. A FDA (Food and Drug Administration), o órgão norte-americano responsável pela regulação de drogas e alimentos nos Estados Unidos, aprova cinco adoçantes não nutritivos. São eles: acesulfame potassio,aspartameneotamesacarina sucralose. Todos foram submetidos a rigorosos estudos, que mostraram ser seguros quando consumidos pelo público, incluindo pessoas com diabetes e gestantes.

O Dr. Ruy Lyra, presidente da SBEM Nacional, ministrou uma conferência acerca do assunto durante o último EndoRecife, realizado em junho de 2008. O especialista destacou curiosidades sobre os adoçantes e traçou um histórico do produto.

A pesquisa por adoçantes começou na tentativa de substituir matérias primas naturais importadas de países tropicais, como a cana-de-açúcar produzida no Brasil. No século XIX foi desenvolvido o xarope de amido e em 1879, a sacarina. No ano de 1937, surgiu o ciclamato e em 1965, o aspartame.

Um dado curioso é que muitas das descobertas nessa área ocorreram por acaso. A sacarina, por exemplo, foi desenvolvida depois que um pesquisador do laboratório Ira Remsen notou que uma substância havia caído em sua mão e tinha sabor doce.

Outro exemplo é o do aspartame, que foi descoberto durante uma pesquisa sobre tratamento de úlcera. Schatter aquecia um composto e notou que ao espirrar para fora do frasco, a substância tinha gosto doce.

Quantidade Máxima Diária

Muitos estudos já comprovaram que o uso comedido dos adoçantes é seguro para o ser humano. Mesmo assim, há muitas dúvidas acerca do assunto. Na tabela abaixo, vê-se a quantidade máxima diária permitida para o uso de diversos tipos de adoçantes não calóricos. Para a sacarina, por exemplo, o limite pode chegar a 5mg/kg/dia por dia. Isso equivale a cerca de 25 colheres de chá ao dia de sacarina. A tabela também traz informações acerca do ano em que o adoçante foi descoberto e como ele é extraído.
Edulcorante Limite (em mg/Kg) ao dia Data de descobrimentoExtração 
Acesulfame-K 151967Produzido a partir de um ácido da família do ácido acético.
Aspartame 501965 Combinação química de dois aminoácidos (acido aspártico e fenilalanina)
Ciclamato 401937Composto a base de um derivado de petróleo
Estevia 5,5Identificada em 1905, mas índios guaranis já conheciam suas propriedades há séculosExtraído da folha de Estévia
Sacarina 51879Extraído de um derivado do petróleo
Sucralose 151976Molécula modificada da sacarose

Fonte:SBD

Cardápios de dieta detox


Dieta de dois dias

Para estabelecer quantos dias de desintoxicação são necessários para o seu corpo, é preciso fazer uma avaliação nutricional detalhada com um profissional – que também vai montar a dieta para que não haja déficit de nenhum nutriente importante. Mas os benefícios começam a aparecer logo.

Um detox de dois dias é recomendado para fazer a manutenção do peso, desinchar ou minimizar os excessos do fim de semana. 

Primeiro dia:

Café da manhã: 
Suco detox.
Lanche da manhã (duas horas depois do desjejum): Suco de clorofila natural.

No intervalo desta refeição até o almoço, tome duas xícaras de um dos seguintes chás: chá-verde, boldo, dente de leão, alcachofra ou carqueja.

Almoço: Duas porções de sopa de legumes.
Sobremesa: um copo pequeno de suco de cranberry sem açúcar.
Lanche da tarde (três horas após o almoço): Vitamina de leite de macadâmia ou de amêndoas.
Jantar: Duas porções de creme de brócolis com abóbora.
Ceia: Chá de camomila ou folha de maracujá.

Segundo dia:

Café da manhã: Suco detox de beterraba, maçã e aipo.
Lanche da manhã: Suco diurético de manga.

No intervalo desta refeição até o almoço tome 2 xícaras de um dos seguintes chás: chá-verde, boldo, dente de leão, alcachofra, carqueja.

Almoço: Duas porções de sopa de tomate com manjericão.
Sobremesa: 1 copo pequeno de suco de uva sem açúcar.
Lanche da tarde: duas rodelas de abacaxi + 1/2 cenoura + uma folha de couve + uma colher de sobremesa de semente de chia + uma colher de sopa de quinoa em flocos + uma colher de chá de semente de girassol
Jantar: Duas porções de creme de agrião com cenoura.
Ceia: chá de melissa ou capim limão

Dieta detox de três dias

O processo de três dias funciona bem para quem tem pouca disposição, como crises de enxaqueca, falta de concentração, retenção e intestino preguiçoso. Além disso, mantém os benefícios da dieta de dois dias.

“Nesse processo, os principais resultados são a melhora do sono, redução e eliminação de dores de cabeça e regularização intestinal”, diz  a nutricionista.

O cardápio deve ser enriquecido com leguminosas e oleaginosas, cereais integrais (como quinoa e amaranto), comidas naturais e orgânicas; e deve continuar com a baixa ingestão de proteínas de origem animal e alimentos que contenham lactose, glúten e açúcar.

Veja o cardápio : Repita por 3 dias.

Café da manhã: um copo de suco desintoxicante.
Lanche da manhã: uma banana + uma colher de sopa de granola sem glúten + uma colher de sopa de ágave.
Almoço: um prato de mix de folhas verdes temperadas com azeite extravirgem e limão + uma porção de lasanha de berinjela (sem uso de carne, queijo ou embutidos. Uma sugestão é recheio de tofu).
Lanche da tarde: 1 porção de pera em compota.
Jantar: Sopa de abobrinha.
Ceia: uma xícara de chá de dente de leão.

Dieta detox de sete dias

É indicada para pessoas que somatizam os sintomas anteriores, mais celulites, acnes e dificuldade para perder peso. Os sintomas visíveis são a recuperação da disposição, melhora da função intestinal, melhora do aspecto das celulites, diminuição da oleosidade da pele e melhora do funcionamento do metabolismo, facilitando a perda de gordura”, diz  a nutricionista.

O cardápio deve seguir a linha do de três dias, mas as porções são melhores distribuídas e alimentos como batata e mandioca passam a fazer parte da alimentação.

Veja um exemplo de cardápio criado pela nutricionista:

Café da manhã: três colheres de sopa de frutas vermelhas picadas + ½ copo de iogurte sem lactose sem sabor + ½ copo de granola sem glúten.
Lanche da manhã: cinco castanhas + três unidades de damascos secos
Almoço: três colheres (sopa) de arroz de brócolis + um filé médio de peito de frango grelhado + duas colheres de vagem cozida + duas colheres de sopa de cenoura ralada + três fatias de tomate.
Lanche da tarde: um potinho de iogurte sem lactose, guarnecido com canela e duas colheres (sopa) de amêndoas.
Jantar: um filé de atum grelhado + três colheres de sopa de purê de mandioquinha sem leite + mix de salada crua (com três cores diferentes).
Ceia: uma xícara de chá de maracujá com gengibre.
Maiores detalhes e opções veja com sua nutricionista.
Fonte:Bem Estar
Patrícia Mendes