domingo, 13 de março de 2016

Recomendações de alimentação na adolescência


Recomendações de alimentação na adolescência
Colunista: Erika Paniago*
A adolescência é um período da vida onde existe uma grande suscetibilidade a influências no estado nutricional, já que acontecem importantes alterações psicológicas, biológicas e físicas. Particularmente nessa fase, os hábitos e preferências alimentares que afetam o balanço de nutrientes e de energia podem sofrer modificações. O início da conquista da ´´independência´´ e da liberdade de escolha, por vezes sem maturidade e experiência suficientes, pode levar a um hábito alimentar não saudável. As refeições saem do núcleo familiar e passam a ser realizadas nas cantinas escolares e em shoppings, com aumento da ingestão de fast-food e bebidas hipercalóricas. Por isso é importante que os hábitos alimentares saudáveis desenvolvidos na infância sejam reforçados pela família quando a criança entra na adolescência. Existem evidências demonstrando que, na adolescência, a aquisição e manutenção de um hábito alimentar saudável ocorrem com mais freqüência quando existe uma rotina regular de refeições realizadas em família, com os pais servindo com exemplo.
O crescimento estatural e o desenvolvimento normal da puberdade sofrem importante influência de uma alimentação adequada e balanceada. A necessidade de energia aumenta para que o crescimento rápido (também chamado de estirão) aconteça e o adolescente alcance a estatura alvo geneticamente determinada. Nos meninos, a quantidade de calorias necessária por dia é ainda maior, por causa por causa do maior crescimento em altura e maior quantidade de massa muscular. Na presença de obesidade, é freqüente observar alta estatura, além de adiantamento do início da puberdade, principalmente em meninas. Já se existe desnutrição, o início e a progressão do crescimento e da puberdade podem ficar atrasados.
A prevenção de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares deve começar precocemente. Obesidade, diabetes, hipertensão arterial e aumento de colesterol no sangue têm sido cada vez mais observados em adolescentes, sobretudo na presença de erros alimentares e excesso de peso corporal. Uma vez diagnosticadas essas doenças, a mudança de comportamento alimentar é uma das principais estratégias para o tratamento.
Na adolescência, deficiências de nutrientes específicos também podem ser observadas, como de ferro e de cálcio. A necessidade de ferro aumenta devido à expansão do volume de sangue e da massa muscular. Carne, peixe, feijão, verdura verde-escuro, grãos e castanhas apresentam maior quantidade de ferro e devem ter o consumo estimulado. O esqueleto responde por pelo menos 99% do estoque corporal de cálcio e cerca de 45% da massa óssea do adulto se desenvolve durante a adolescência. Assim, a ingestão de cálcio, presente no leite, iogurte e queijos, é essencial para a formação de uma densidade óssea adequada.
Seguem algumas dicas de alimentação saudável para os adolescentes:
  • Adolescentes devem consumir uma quantidade de calorias adequadas às necessidades; privações ou excessos poderão comprometer o crescimento e o desenvolvimento.
  • Escolher alimentos com menos açúcar, sal e gorduras faz parte da educação alimentar.
  • Frutas e vegetais, cereais, leites e derivados, carne magra (ou ovos, peixe, frango, soja ou feijão) compõem uma alimentação saudável.
  • As frutas fornecem energia, fibras, minerais e vitaminas, podendo ser uma opção para lanches entre as refeições principais.
  • Alimentos ricos em ferro, como carne, peixe, verduras verde-escuro, grãos e castanhas devem ser consumidos com regularidade.
  • O leite é fonte de proteína e cálcio e deve fazer parte de uma alimentação balanceada.
  • Iogurte e queijo também podem ser opções de lanches entre as refeições, sobretudo aqueles com menor teor de açúcar/sal e gorduras.
  • Evitar alimentos e bebidas açucaradas entre as refeições ajuda na prevenção de excesso de peso e de cáries.
  • A ingestão regular de água também faz parte de um hábito de vida saudável.
  • Os hábitos alimentares dos pais servem de exemplos para os filhos. A alimentação da família tem que ser saudável e não apenas imposta a crianças e adolescentes
  • Para completar um estilo de vida saudável, a prática de atividade física regular é essencial.
Fonte:ABESO

Aprovado novo medicamento antiobesidade no Brasil


Aprovado novo medicamento antiobesidade no Brasil
A liraglutida agora tem seu uso aprovado para tratamento da obesidade e chega ao mercado com o nome de Saxenda. A resolução 504/2016, da Anvisa, foi publicada no Diário Oficial da União. O medicamento ainda não está disponível para a venda, tendo em vista que acabou de ser aprovado e agora segue para a fase de produção.
Nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou o medicamento em dezembro de 2014, como uma opção de tratamento para o controle crônico do peso corporal, associado a uma dieta reduzida em calorias e à prática de atividade física regular.
A liraglutida, principio ativo do Saxenda, é um agonista  do receptor de GLP-1, um hormônio produzido no intestino na presença de alimentos. O GLP-1 atua em regiões críticas do sistema nervoso central envolvidas na regulação do apetite. Estudos demonstraram que a administração de liraglutida aumenta a produção de substâncias anorexigênicas no hipotálamo, levando ao menor consumo de alimentos, o que favorece a perda de peso. Também foi demonstrado em animais que o uso de GLP-1 modifica a preferência alimentar, reduzindo a busca por alimentos ricos em açúcar e gordura. Durante o programa de desenvolvimento da droga, o uso de Liraglutida associado a dieta hipocalórica foi associado a maior perda de peso em relação ao grupo que recebeu placebo. 
Para a presidente da Abeso, a endocrinologista Cintia Cercato, essa é uma ótima noticia. "Temos muito poucas opções farmacológicas aprovadas para o tratamento da obesidade em nosso país (apenas Sibutramina e orlistate). A obesidade é uma doença complexa, crônica e recidivante e que deve ser tratada com seriedade", destaca. Para ela, ampliar o arsenal terapêutico é importante uma vez que temos um percentual elevado de pacientes obesos que precisam de tratamento. A medicação passou por todas as etapas de pesquisa exigidas pelas agências regulatórias e teve sua segurança e eficácia comprovadas. A presidente ressalta, ainda, que os individuos obesos não devem fazer uso da medicação  por conta própria, sem acompanhamento médico. "Como todo remédio essa medicação tem contra-indicações e efeitos colaterais e somente o médico é capaz de avaliar o risco beneficio para cada caso", reforça Cercato.
Segundo o diretor da Abeso, Bruno Halpern, com bons resultados nos testes clínicos, "o objetivo do medicamento não é fazer milagres nem ser o caminho mais fácil (como muitos preconceituosos contra os obesos apregoam), mas sim permitir aos obesos que melhorem suas condições clínicas e diminuam seus riscos, ao perder peso". Halpern ressalta que quanto mais medicações antiobesidade tivermos, maior a chance de se encontrar a melhor medicação para cada paciente, "além de ser uma vitória dos estudiosos da obesidade que, a despeito do imenso preconceito, conseguem mostrar, ano após ano, década após década, que obesidade é uma doença que merece ser tratada, e cujo estudo deve ser respeitado", completa.
Estudos sérios e aprofundados, de larga escala, apontam que, com dieta e exercícios, apenas 10% dos obesos conseguem perder e manter mais de 10% de peso em um ano. "Por isso outras estratégias são importantes", finaliza o endocrinologista.
A liraglutida é um medicamento injetável. 
Fonte:ABESO

5 dicas de comportamento alimentar para prevenir o ganho de peso


5 dicas de comportamento alimentar para prevenir o ganho de peso
Cinco dicas, baseadas em estudos, para ajudar no prevenção ao ganho de peso
1. Não passar fome.
Comer refeições e lanches em intervalos regulares. Fazendo isso tendemos  a não ficar com muita fome, o que nos ajuda a resistir às beliscadas durante o dia e de exagerar nas principais refeições. Não se esqueça de incluir frutas nesses intervalos.
2. Peça porções menores
Estudos mostram que quando estamos a frente de grandes porções de alimentos, mesmo que não estejamos mais com fome, a nossa tendência é continuar comendo. A mesma coisa quando colocamos as porções na mesa. Melhor levar o prato já servido para a mesa, evitando repetir o prato.
3. Encha metade de seu prato com vegetais e legumes
Um programa do Departamento de Saúde dos EUA (USDA), ChooseMyPlate.gov, sugere que completemos metade do nosso prato com vegetais e legumes, assim tendemos a comer menos de outros alimentos menos nutritivos. E procurar fazer um prato bem colorido.
4. Criar um ambiente de cozinha saudável
Manter uma tigela de frutas no balcão da cozinha, evitando deixar qualquer junk food a mostra. Manter alimentos saudáveis ​​à mão pode ajudar nas escolhas e a prevenir o ganho de peso.
5. Cozinhe mais
Quando cozinhamos mais, tendemos a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. Um estudo recente descobriu que cozinhar refeições em casa foi associado com um risco ligeiramente menor de desenvolver diabetes tipo 2. Os pesquisadores também descobriram que em oito anos de seguimento, aqueles que comeram mais refeições caseiras tiveram menores ganhos de peso e um menor risco de obesidade.
Fonte: ABESO