segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Cirurgia Bariátrica

 cirurgia Bariátrica e seus procedimentos

Perda de peso x Despedidas no pré operatório
Quando se faz dieta a primeira gordura que se perde é a visceral (aquela que envolve os órgãos). A perda de 10% do excesso de peso no pré-operatório diminui essa gordura e facilita o acesso ao trato digestivo, reduzindo assim a chance de complicações. Para os pacientes com IMC menor que 40 Kg/m2, a perda de peso é recomendável. Para aqueles com IMC > 40 Kg/m2 ela é obrigatória.
Os pacientes devem aproveitar o tempo que antecede a cirurgia para mudar hábitos alimentares, favorecendo assim sua adaptação no pós-operatório e promovendo a perda de peso recomendada pela equipe. Essa perda de peso não vai mudar a indicação cirúrgica.
Por que devo evitar as despedidas?
Primeiro porque não há necessidade de se despedir já que cerca de 4 meses depois da cirurgia a dieta estará liberada. Segundo, por que todas as vezes que se ganha peso de forma rápida aumenta-se a quantidade de gordura visceral, podendo aumentar as dificuldades técnicas da cirurgia, aumentando o tempo cirúrgico e as chances de complicação.
Evolução da dieta no pós-operatório
No pós-operatório imediato a dieta deve ser sem resíduo nenhum (dieta líquida restrita). É uma fase trabalhosa e de difícil adaptação, principalmente porque o paciente está fragilizado e a dieta é muito restritiva. O principal objetivo é favorecer repouso e cicatrização intestinal. Recomenda-se fracionamento aumentado com 8 refeições ao dia, intervalo de 2h entre elas e ingestão de água na maior quantidade possível nos intervalos. Depois de uma semana de pós-operatório os alimentos vão sendo inseridos aos poucos e a consistência da dieta evoluída de acordo com a tolerância de cada paciente. Geralmente a dieta pastosa é iniciada 3 semanas depois da cirurgia e no início do terceiro mês de pós-operatório já foi liberada dieta de consistência normal.
A vontade de mastigar é uma das principais queixas relatadas e a grande vantagem é que a maioria dos pacientes não sente fome nesse período.
Seguir as orientações da equipe pode prevenir ou minimizar as principais complicações dessa fase inicial. A inserção de alimentos não permitidos pode trazer sérias complicações cirúrgicas, levando inclusive à necessidade de re-operação.
 Síndrome de Dumping
síndrome de Dumping ocorre após a ingestão de alimentos de alta osmolaridade, principalmente açúcares. A passagem rápida destes alimentos pelo novo estomago (cujo esvaziamento é muito mais rápido), diretamente para o intestino, induz uma carga osmótica muito grande que pode provocar cólicas e desconforto abdominal. Ao mesmo tempo, provoca uma rápida descarga de insulina pelo pâncreas podendo provocar sintomas de hipoglicemia severa como: sudorese, palidez, tremores, delírio, visão embaçada, tontura, taquicardia, respiração difícil.
Uma forma prática de avaliar se o alimento pode provocar a síndrome de dumping é observando a densidade calórica, ou seja, quantas calorias por grama o alimento apresenta. Quanto maior a densidade calórica, maior a chance de provocar Dumping. A densidade calórica normal dos alimentos deve ser próximo ou igual a 1Kcal/grama, a exemplo das frutas. A densidade calórica de um chocolate é de aproximadamente 4Kcal por grama, muito elevada. Portanto, a chance de desenvolver Dumping com uma fruta é remota, a ingestão de chocolate apresenta grande chance de provocar os sintomas. Além disso, a ingestão de doces, cocadas, pudins, sorvetes, tortas, feijoada, sarapatel, acarajé, carnes gordas, frituras em geral, também provocam os sintomas.
Para evitar o Dumping, siga as recomendações da equipe, só experimentando alimentos novos após liberação da nutrição. Lembre-se, apesar de extremamente desagradável, o Dumping é um grande aliado contra o reganho de peso no pós-operatório tardio, já que contribui de maneira importante para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis.
Bebida alcoólica e cirurgia bariátrica
Recomenda-se não consumir bebida alcoólica nos primeiros 6 meses de pós-operatório, período em que novos exames serão realizados para avaliar a função hepática. Mesmo depois da liberação, seu consumo deve ser desencorajado. Quando liberado, deve ser moderado e esporádico, de preferência em ocasiões festivas.
Motivos para não consumir álcool depois da cirurgia:
Estudos recentes demonstram que o desvio intestinal favorece o desenvolvimento do alcoolismo;
O desvio de compulsão (não pode comer em excesso, passa então a beber demasiadamente) é uma das principais complicações da cirurgia bariátrica;
Aumenta o risco de inflamação na mucosa gástrica e intestinal, resultando em gastrites e úlceras;
Potencializa a descalcificação óssea aumentando a chance de osteopenia, osteoporose e suas complicações como fratura patológica e perda dentária;
Reganho de peso: o álcool é muito calórico, enquanto um grama de carboidrato tem 4Kcal, um grama de álcool tem 7Kcal, sem falar que geralmente seu consumo está associado aos beliscos e tira-gostos hipercalóricos, aumentando excessivamente a ingestão calórica e consequentemente levando ao reganho de peso.

Queda de cabelo e cirurgia bariátrica
queda de cabelo é um achado comum no pós-operatório de cirurgia bariátrica, atingindo principalmente as mulheres. Começa no final do segundo ou inicio do terceiro mês de pós-operatório. Inicialmente de leve intensidade, vai aumentando a proporção se tornando intensa, depois reduz progressivamente até melhorar. A duração média é de 3 a 4 meses. É uma queda auto-limitada, ou seja, terá fim mesmo que não seja instituído tratamento específico. Não se sabe exatamente a causa, acredita-se que esteja relacionada com o estresse da cirurgia, a mudança radical na alimentação e a perda abrupta de peso. Além da queda e redução do volume, é muito comum os cabelos se tornarem opacos, ressecados e quebradiços. O uso de suplementos específicos, principalmente de proteína, ômega 3 e zinco podem ajudar a minimizar esse processo e prevenir o ciclo vicioso que se forma no pós operatório tardio (cabelo cai e depois nasce fraco e quebradiço, caindo novamente).
Associada a suplementação nutricional, procure ingerir diariamente:
Vit A – Brócolis, cenoura, couve, abóbora, espinafre, batata-doce, melão, mamão, melancia, fígado, leite e ovo, vegetais verdes e amarelos;
Vit C – Frutas cítricas frescas, tomate, repolho, batata e brócolis;
Vit E – Abacate, batata-doce, manga, maçã, pêra, frutos secos, óleos vegetais;
Zinco – Carne, fígado, ostras, soja, ovos, leite e pães integrais;
Selênio–cebola, grãos e chá verde;
Proteína – carnes de peixe, frango, boi, carneiro, mariscos, leite e derivados, amendoins, nozes, leguminosas (grãos)
Omega 3: Óleos vegetais (óleos de oliva, girassol, soja, milho, canola, etc), frutos do mar e peixes (sardinha, salmão, atum, cação, cavala, bacalhau e arenque), linhaça dourada, quinoa real. Dica: Dê sempre preferência à proteína (carnes, leites e derivados em geral) e aos vegetais, deixe os carboidratos (massas, arroz, doces) em segundo plano.
Suplementos nutricionais
O uso contínuo de polivitamínicos é obrigatório enquanto a dieta for restritiva, isso ocorre pelo menos durante os primeiros 6 meses de pós-operatório. A partir daí, a prescrição de suplementos será feita de acordo com o hábito alimentar do paciente, os sintomas apresentados e o resultado dos exames laboratoriais.
No mercado brasileiro não existem polivitamínicos especializados para o tratamento de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Por isso, a equipe faz a adaptação com a prescrição de produtos desenvolvidos para outras situações especiais como os polivitamínicos para gestantes. Além destes, frequentemente é necessário fazer suplementação extra de vitaminas A, D, B12, zinco, selênio e ferro, já que as quantidades presentes em suplementos comuns é muito pequena e não supre a necessidade aumentada pela cirurgia.
Na prática, observamos que aqueles que se alimentam bem, precisam de suplementos por um período menor do que aqueles que apresentam dificuldade de ingerir certos alimentos e ou não conseguem adquirir hábitos alimentares saudáveis. É importante lembrar que polivitamínicos não engordam.
Esquecer de tomar os suplementos, suspender antes da hora ou mudar a dose por conta própria pode comprometer o tratamento, não trazendo os benefícios esperados e provocando inúmeras deficiências nutricionais.
Perda de peso e exercício físico pós cirurgia bariátrica
O Bypass gástrico em Y de Roux, promove perda de 80% do excesso de peso nos primeiros dois anos. Espera-se, ao final de cinco anos, que estes pacientes apresentem um leve reganho de peso, sustentando uma perda de 70% do excesso para o resto da vida.
A perda de peso dos pacientes tratados cirurgicamente pode levar até dois anos. Inicialmente essa perda acontece de forma rápida e significativa, reduzindo de intensidade a partir do segundo semestre. É importante lembrar que a perda de peso é proporcional ao excesso e acontece de maneira diferenciada para cada paciente, variando de acordo com a idade (quanto mais jovem mais rápida), sexo (homens perdem mais rápido), composição corporal (quanto mais músculo melhor) e fatores individuais como metabolismo e histórico de tratamentos prévios.
A prática regular de exercício físico é uma grande aliada na perda de peso e na sustentação desta perda à longo prazo. A realização de musculação após liberação médica e o uso de suplementos a base de proteína, tornam a perda mais seletiva, pois, ajudam a reduzir a perda de massa muscular, diminuindo as dores e minimizando a flacidez no pós-operatório. Além dos aspectos relacionados à saúde, a atividade física apresenta efeitos notáveis sobre a estética, deixando os pacientes com aparência muito mais saudável do que aqueles que não a praticam.
Reganho de peso e cirurgia bariátrica 
A obesidade é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Os resultados imediatos da cirurgia bariátrica são satisfatórios, com redução significativa do peso corporal. Porém, em longo prazo, os pacientes tendem a apresentar ganho de peso, podendo este ter relação com a compulsão alimentar e psicopatologias. Portanto, uma vez obeso, a vigilância e o tratamento devem ser mantidos para o resto da vida, mesmo para os pacientes operados.
O Bypass gástrico em Y de Roux, promove perda de 80% do excesso de peso nos primeiros dois anos. Espera-se, ao final de cinco anos, que estes pacientes apresentem um leve reganho de peso, sustentando uma perda de 70% do excesso para o resto da vida.
Quase metade dos pacientes operados podem apresentar reganho de peso acima do esperado. Isso ocorre com a maioria dos indivíduos que não consegue colocar em prática as mudanças orientadas pela equipe e mantém hábitos antigos que o levaram a ganhar peso como: sedentarismo; hábito de beliscar; consumo frequente de bebida alcoólica, refrigerantes e alimentos hipercalóricos (pratos gordurosos, doces, chocolates e fast-foods); além de baixa ingestão de frutas e verduras e fracionamento reduzido das refeições (comer apenas duas ou três vezes ao dia).
Para evitar o reganho, siga as seguintes recomendações:
1. Manter-se ativo: praticar exercício físico diariamente.
2. Alimentar-se a cada 3horas, evitando os beliscos nos intervalos.
3. Dar preferência a alimentos saudáveis, evitando gordura e doce em excesso.
4. Evitar refrigerante e bebida alcoólica, mesmo socialmente.
5. Mantenha-se vigilante em relação ao consumo de alimentos e consulte regularmente a equipe multidisciplinar.
Fertilidade e gravidez pós cirurgia bariátrica 
A obesidade acarreta, reconhecidamente, problemas para a fertilidade feminina. Apesar de a maioria das portadoras de obesidade grave menstruar normalmente, não pode se afirmar que a ovulação ocorre regularmente. Após a cirurgia bariátrica, mulheres que apresentam alguma irregularidade menstrual geralmente passam a ter ciclos regulares e a perda de peso traz a melhora de patologias associadas como, por exemplo, ovários policísticos. Tudo isso faz com que a fertilidade aumente significativamente. Por isso, mulheres em idade fértil devem discutir com seu ginecologista sobre as medidas que devem ser adotadas a fim de evitar gravidez nos primeiros meses de pós-operatório, quando a perda de peso é intensa. Deve-se ter cuidado com contraceptivos orais, já que estes precisam do intestino para serem absorvidos. Como esta via estará temporariamente comprometida, não se tem certeza da eficácia da medicação. Recomenda-se a utilização de outros métodos contraceptivos que não precisem do trato digestivo para serem absorvidos como os injetáveis ou métodos de barreira, por exemplo.
A gravidez não é recomendada nos primeiros 18 meses de pós-operatório, período de perda de peso intensa e maior chance de deficiências nutricionais. Se a paciente engravida nesse período, certamente perderá a fase de maior perda ponderal, que provavelmente não será retomada após o parto. Além disso, as quantidades de alimentos ingeridos nessa fase de adaptação geralmente são menores, de modo que o risco de desnutrição do feto, teoricamente, é maior. Depois de estabilizada a perda de peso, afastada a possibilidade de deficiência nutricional, a gravidez deve então ser programada sob acompanhamento pré-natal rigoroso, tanto do obstetra quanto da equipe multiprofissional responsável pela cirurgia. Para evitar ganho de peso insuficiente ou excessivo, trazendo prejuízos para o bebê e para a gestante, recomendamos acompanhamento nutricional mensal durante toda a gravidez, com realização freqüente de exames laboratoriais e monitoramento alimentar contínuo.

Paciente operado não tem alta médica
A cirurgia bariátrica promove perda ponderal abrupta, podendo trazer sérias conseqüências a saúde do indivíduo, caso não haja monitoramento adequado e intervenção precoce da equipe multidisciplinar.
No primeiro ano de pós-operatório o acompanhamento deve ser freqüente, inicialmente com consultas mensais depois a cada dois ou três meses, conforme recomendação da equipe.
No segundo ano as consultas devem ser semestrais. Depois de dois anos de cirurgia o paciente deve procurar a equipe pelo menos uma vez ao ano para reavaliação, prevenção e/ou tratamento das possíveis complicações.
Esse é o protocolo básico e pode variar de acordo com a necessidade de cada paciente e a percepção da equipe.
Lembre-se, o paciente deve ser acompanhado para o resto da vida. O abandono do tratamento, ou seja, o não retorno às consultas no pós-operatório é um importante fator de risco para o reganho de peso e, portanto, para o insucesso da cirurgia.

FONTE: NUCLEO DE TRATAMENTO E CIRURGIA DA OBESIDADE

Soja- pode ser ruim para a Tireóide?

Alimentação e Tireoide

Alimentar-se de forma equilibrada é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ouhipertireoidismo. De acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM(Gestão 2011-2012), embora certos alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.
Atenção para a Soja
De acordo com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica. “Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina, especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.

Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas.
Fonte:SBEM

Como os alimentos podem influenciar na Psoríase

Os alimentos dividem-se em dois grupos: alcalinizantes e acidificantes. Cerca de 90% da alimentação regular de quase toda a população é constituída por alimentos acidificantes: churrasco, bifes, batatas fritas, feijoada, cerveja, refrigerante, doces, gelados, omeletas, pizzas, biscoitos, cachorros quentes, queijo amarelo, etc..

A composição destes alimentos introduz excesso de proteínas, gorduras (maioritariamente, saturadas), açúcares, deficiências de vitaminas, sais minerais e fibras, provocando o desequilíbrio sanguíneo e stress a nível cutâneo. Estes alimentos contêm, também, grande parte de substâncias cancerígenas, como os nitratos e os nitritos, que vão exigir esforço das células para se livrarem do estímulo da formação do cancro, que ocorre a todo o momento. Para o efeito, as células necessitam de fitoquímicos[1], que estão presentes na alimentação alcalinizante.

O sangue tem um pH ótimo que varia entre os 7.35 e os 7.40 (levemente alcalino). Se os alimentos ingeridos contribuírem para alterar o pH do sangue, há um maior dispêndio de energia para compensar a diferença, originando um stress químico. Para manter uma pele sã, a alimentação deve ser constituída em, pelo menos, 70% de alimentos alcalinizantes (frutos e vegetais), para equilibrar os 30% de alimentos acidificantes que são ingeridos.

Quanto mais vegetariana for a alimentação, mais condizente com a natureza dos tecidos orgânicos é. A alimentação e a psoríase Existe uma grande parte dos doentes de psoríase que sofre com a alimentação: uma grande percentagem dos doentes de psoríase com excesso de peso, que está intimamente associado a problemas graves, faz parte de um conjunto designado por síndrome metabólico.

Este síndrome é constituído por uma associação de doenças, por exemplo, a diabetes, o colesterol elevado, a tensão arterial desregulada (principalmente elevada). Pelo menos uma destas costuma estar presente num doente com psoríase e contribui para complicar a sua situação. A alimentação desempenha um papel muito importante em manter um bom estado de saúde pois as pessoas com excesso de peso, além de terem várias doenças associadas à sua condição necessitam de recorrer a medicação para controlar os desequilíbrios provocados pelas diversas doenças. Esta situação é péssima numa pessoa com psoríase.

Portanto, antes de selecionar os alimentos que podem melhorar a psoríase, o doente deve-se comprometer a regular o seu peso. Para o conseguirem, devem adaptar uma dieta equilibrada. Segundo a Dra. Renata Ramalho (nutricionista) não há uma “dieta milagrosa” para a psoríase. Existe apenas um conjunto de alimentos que ajuda a controlar o estado da psoríase.

* Quais são os alimentos que de facto beneficiam a psoríase?

§ Os peixes gordos (salmão, sardinhas gordas, etc.) e óleos de peixe que diminuem a inflamação;

§ As frutas e os legumes, pois são ricos em vitaminas e antioxidantes, estes devem ser frescos e consumidos de forma variada;

§ Os cereais integrais (pães integrais, pães de sementes, arroz integral, massa integral, etc;

§ Os frutos gordos (nozes, amêndoas, avelãs, pinhões, etc.) já que ajudam no controlo da inflamação e são ricos em gorduras monossaturadas[2]. É importante que o seu consumo seja em quantidades moderadas;


§ Caso o leite e os iogurtes façam parte da alimentação praticada, devem ser magros, não só para ajudar no controlo do peso mas também para evitar a entrada de gorduras para a corrente sanguínea;

§ A bebida de eleição dos doentes deve ser a água, pois é necessária uma boa hidratação. Os sumos de fruta naturais podem ser, por vezes, outra opção. Por sua vez, também existe um conjunto de alimentos que devem ser evitados pois prejudicam a psoríase. * Quais os alimentos a evitar?


§ As carnes vermelhas; § Os alimentos condimentados (pimentos, etc.) uma vez que aumentam a sensação de comichão;

§ Os enchidos, visto que grande parte possui condimentos;

§ Os açúcares e os doces, dado que dificultam o controlo de peso;

§ A fast-food e as bebidas alcoólicas devem ser eliminadas; O álcool em particular pode aumentar o prurido, o risco das crises e torna a condição mais resistente ao tratamento, pois altera o metabolismo de determinados medicamentos, aumentando a sua toxidade;

§ Se o doente apresentar sensibilidade ao níquel, o tomate é algo a evitar pois é extremamente rico em níquel. Associado à alimentação encontra-se, por vezes, o tabaco, já que grande quantidade de pessoas tem o hábito de fumar após a refeição.

É bastante importante que um doente de psoríase não fume.

São químicos ou nutrientes produzidos naturalmente por vegetais, frutas, grãos, legumes e sementes (também são encontrados na soja e no chá verde) para protege-los(as) contra vírus, bactérias e fungos. Quando ingeridos, os fitoquímicos trazem vários benefícios à nossa saúde. Ajudam na prevenção de alguns tipos de cancro e outras doenças crônicas. Os fitoquímicos incluem centenas de substâncias como carotenóides, flavonóides, isoflavonas, licopeno e outras. São gorduras consideradas saudáveis

FONTE: http://esg_psoriase.blogs.sapo.pt/3134.html/ Rondoniaaovivo


Alimentos que você não deve comer se quiser evitar a gordura trans

Confira abaixo quais alimentos você pode evitar para manter a sua saúde em dia:

1. Fritura em restaurantes

Frango, batata, coxinha... Normalmente, os alimentos são fritos em restaurantes com óleos hidrogenados. Ou seja, se bater aquela vontade de uma fritura, faça em casa com óleo vegetal ou de canola.  Também existem à venda no mercado panelas que fritam com o calor do ar, sem nenhuma gota de óleo. Vale a pena conferir!

2. Margarina

Apesar da margarina ser considerada uma alternativa saudável no lugar da manteiga, que têm alto nível de colesterol, ela contém gordura trans para preservar a forma sólida do produto. Substitua por uma geleia de frutas. É uma delícia e você pode variar entre morango, damasco, laranja...

3. Sobremesas prontas

Bolo de caixinha, pudim de caixinha, tudo que é doce - e de caixinha - contém gordura trans. Procure uma embalagem sem glúten ou prefira uma versão caseira para a sua sobremesa.

4. Pipoca de micro-ondas

A pipoca de micro-ondas tem gordura trans para deixa-la mais saborosa. A mesma coisa das sobremesas prontas: procure um produto mais saudável ou prefira a versão caseira da pipoca.

5. Comida congelada

Não são todas, mas a maioria também tem a gordura para dar mais sabor ao alimento. Olhe atentamente o rótulo e faça a escolha mais saudável.

6. Salgadinho

Mesmo as opções assadas e aquelas que possuem zero gordura trans, contêm uma grande quantidade de gordura saturada que, em excesso, também é prejudicial à saúde. Para substituí-los, que tal cortar lascas de legumes (batata, inhame, cenoura, mandioquinha) e assar em casa? Fica uma delícia!

7. Sorvete

Infelizmente, eles também possuem gordura trans. Triste, não é mesmo? É ela quem dá a textura macia desta delícia. Se você quer fugir dela, que tal uma receita caseira? Experimente um maravilhoso sorvete de chocolate com crocante de macadâmia. Hum...!

8. Miojo

Óleos hidrogenados também podem estar escondidos em pacotes de macarrão instantâneo. Portanto, gordura trans e saturada. Além disso, possuem uma grande quantidade de sal. Cuidado!
Obs.:
Algumas embalagens podem indicar "0 gramas de gordura trans". No entanto, se o alimento contém menos de 0,5 gramas por porção, ela pode ser desconsiderada. Caso você queria ter certeza sobre a presença dela, cheque nos ingredientes se há presença de óleo hidrogenado
Fonte:Mdemulher