quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Resumo sobre Novo Consenso da Obesidade da Abeso em relação a dietas existentes!

RECOMENDAÇÕES



Fornecer recomendações para o profissional motivar o paciente e indicar o tratamento dietético da obesidade, chamando atenção para as dietas da moda sem fundamentação científica.

5A. Os médicos não especialistas e clínicos da atenção básica devem ser capacitados para reconhecer pacientes com sobrepeso associado a fatores de risco (hipertensão, dislipidemia, disglicemia) e pacientes com obesidade, e encaminhá-los para tratamento com nutricionista ou, na ausência deste, e quando habilitados, usar um programa de mudanças de estilo de vida que ajude esses pacientes a aderir a uma dieta com baixas calorias e aumento de atividade física. Se em 4-6 meses com contatos frequentes e regulares monitorando a perda de peso, o consumo de uma dieta reduzida em calorias com aumento de atividade física, uma perda de peso de 3 a 5% não for alcançada ou não produzir benefícios clinicamente significativos, encaminhar pacientes com sobrepeso associado a fatores de risco e pacientes com obesidade precocemente para tratamento com o especialista. Grau: A Classe I (Forte)

5B. Dietas de muito baixas calorias (<800 kcal por dia) devem ser usadas em circunstâncias muito limitadas por especialistas num cenário médico adequado, com internação, supervisão e monitorização do paciente, pois a perda rápida de peso pode levar a complicações de saúde. Grau: A Classe IIa (Forte)

5C. Para o cálculo do valor calórico da dieta, deve ser usada a taxa metabólica de repouso corrigida para o nível de atividade física. Se disponível a calorimetria indireta, sua utilidade está estabelecida; na ausência dela, equações preditivas podem ser usadas. A correção da taxa metabólica de repouso deve ser feita multiplicando por fatores conforme o grau de atividade física; se sedentário: 1-1,4; se pouco ativo: 1,4-1,6; se ativo: 1,6-1,9 e se muito ativo: 1,9-2,5. Grau: A Classe I (Forte)

5D. A dieta deve ser prescrita de forma individualizada, levando em consideração o estado de saúde, as preferencias do paciente, mantendo a adequação de nutrientes (20% a 30% de gorduras, 55% a 60% de carboidratos e 15% a 20% de proteínas) e reduzindo a ingestão calórica (1.000 a 1.500 kcal por dia para mulheres e 1.200 a 1.800 kcal por dia para homens para um déficit de 500 a 1.000 kcal/dia; ou 1.200 a 1.500 kcal por dia para mulheres e 1.500 a 1.800 kcal por dia para homens para um déficit de 500 a 750 kcal/dia), a quantidade de gordura, aumentando os alimentos ricos em fibras, controlando o tamanho das porções. Grau: A Classe I (Forte)

 5E. Substitutos de refeição são úteis e eficazes como parte de um plano estruturado de modificação da dieta em pacientes com sobrepeso e obesidade para redução do peso corporal. Grau: A Classe I (Forte)

5F. Programas combinados de dieta e aumento de atividade física ou exercícios físicos, ou então de dieta isolada, em pacientes que apresentam sobrepeso e obesidade são recomendados preferencialmente ao aumento de atividade física ou exercícios físicos, para redução do peso corporal. Grau: A Classe I (Forte)

5G. A eficácia e benefício de dietas hipocalóricas ainda são incertos no tratamento de demência, na redução da velocidade da evolução tumoral, na melhora da imunidade e na cardioproteção em pacientes com sobrepeso e obesidade. Grau: A Classe IIb (Forte) 85 Obesidade e sobrepeso: tratamento dietético

5H. O tratamento com modificação de estilo de vida através de intervenção dietética e aumento de atividade física é ineficaz na maior parte dos pacientes. Grau: A Classe IIb (Forte)

5I. As dietas da moda mais populares são as dietas ricas em gordura e pobres em carboidrato, dieta do índice glicêmico, jejum intermitente, dieta sem glúten e dieta sem lactose, não havendo evidência para recomendação ou mesmo não havendo evidência de segurança no tratamento do sobrepeso e obesidade. Grau: A Classe IIb (Forte)

5J. As dietas pobres em gordura e muito pobres em gordura, a dieta DASH e a dieta com gorduras modificadas tipo do Mediterrâneo podem levar a diferentes melhoras de fatores de risco cardiometabólicos, tendo benefício não bem estabelecido no tratamento do sobrepeso e obesidade. Grau: A Classe IIa (Forte)

5K. As dietas recomendadas no tratamento do sobrepeso e obesidade devem ser dietas balanceadas caracterizadas por serem compostas de 20% a 30% de gorduras, 55% a 60% de carboidratos e 15% a 20% de proteínas, promovendo um dé- ficit de 500 a 1.000 kcal/dia, e permitindo ao paciente a escolha variada de alimentos com adequação nutricional e maior aderência, resultando em perda de peso pequena, mas sustentada. Grau: A Classe I (Forte)

5L. As dietas de muito baixas calorias devem prover 400 a 800 kcal por dia, 0,8 a 1 g por quilo do peso ideal por dia de proteínas de boa qualidade e quantidades diárias recomendadas de minerais, vitaminas e ácidos graxos essenciais e podem provavelmente ser usadas para tratamento de pacientes que não obtiveram sucesso com outros tratamentos ou que tenham comorbidades importantes, sendo necessária intensa supervisão por especialistas experientes no sentido de induzir rápida perda de peso. Grau: A Classe I (Forte)

 5M. A substituição de refeições na perda de peso com refeições preparadas ou suplementos alimentares pode ser indicada no tratamento da obesidade associada à dieta hipocalórica e auxiliar no controle e manutenção da perda de peso. [Grau: A Classe I (Forte)] Shakes não devem ser comprados ou utilizados sem orientação médica nem vendidos por leigos e o seu uso sem supervisão médica pode aumentar a morbidade e causar dano e mesmo aumentar a mortalidade. [Grau: A Classe IIb (Forte), Grau: A Classe III (Forte)]

5N. É razoável que consumir mais calorias pela manhã no início do dia, em vez do final do dia, pode ajudar a controlar o peso, mas não está bem estabelecida a relação com simplesmente tomar ou não tomar o café da manhã. Grau: A Classe II (Intermediária)

Coma o desjejum como rei, almoce como príncipe e jante como pobre. 

Fonte:ABESO

Link:http://tratamento dietético, hipertensão, dislipidemia

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