sábado, 14 de novembro de 2015

Criolipólise- o que é?

O que é criolipólise? 

Criada na Universidade de Harvard, a criolipólise é o método mais recomendado atualmente para eliminar gordura localizada sem agulhas e cirurgias plásticas. O tratamento, feito em consultórios e clínicas de estética, promove uma destruição das células de gordura (adipócitos) através do resfriamento controlado.

Procure por aparelhos certificados pela Anvisa e pergunte sobre a manutenção periódica.

Como é feita? 

A dermatologista Carolina Marçon, assessora da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o médico posiciona o aparelho sobre a parte do corpo a ser tratada. Uma manta umedecida é colocada na superfície da pele para protegê-la. A máquina promove então uma sucção a vácuo da pele entre dois painéis.
A pele tracionada é congelada durante cerca de uma hora a uma temperatura aproximada de -5°C a -10°C. A gordura é mais sensível ao frio que os demais tecidos, logo o dano ocorre especificamente nos adipócitos, poupando a pele e músculos.
A gordura sofre cristalização, as células adiposas são destruídas e posteriormente eliminadas pelo sistema imunológico, via sistema linfático. “É um procedimento não invasivo, sem cortes, sem uso de agulhas ou necessidade de anestesia”, esclarece a especialista.

Dói? 

A dermatologista explica que o método não é doloroso, gera apenas desconforto pela tração da pele. “A região tratada pode ficar avermelhada, inchada e dolorida, mas essas reações desaparecem em poucos dias”, conta. O paciente pode voltar para as atividades normais logo após o procedimento. Um discreto desconforto local e alterações de sensibilidade podem permanecer por algumas semanas.

Em que partes do corpo posso fazer?

O dermatologista Luiz Fernando Tovo, coordenador da Sociedade Brasileira de Dermatologia,  explica que a principal indicação da criolipólise é redução de gordura no abdômen e no dorso, o famoso pneuzinho, mas outras áreas também podem ser tratadas. “Existem ponteiras adequadas para todas as regiões de acúmulo de gordura e até tratamento bilateral, feito com duas máquinas”, conta.

Número de sessões 

São indicadas de 1 a 3 sessões com intervalos mínimos de 2 meses e máximo de 3 sessões por ano.

A criolipólise é muito utilizada para reduzir os pneuzinhos.

Tempo de cada sessão 

Cada sessão dura cerca de uma hora. Cada ponteira abrange, em média, uma região de 20 cm quadrados, mas é possível usar mais de uma ponteira ao mesmo tempo.

Aparelhos para fazer criolipólise 

Apenas as máquinas certificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem ser comercializadas e são seguras para a aplicação da criolipólise.

Resultados da Criolipólise 

A dermatologista Carolina Marçom explica que os primeiros resultados aparecem entre 6 e 8 semanas após a aplicação, sendo que a gordura continua a ser eliminada por até quatro meses, dependendo do organismo de cada paciente. A redução esperada da quantidade de gordura é de 18% a 33% por área tratada.
Potencialize os resultados
Carolina Marçon indica que seja feita drenagem linfática durante o tratamento para acelerar o processo de eliminação da gordura e potencializar os resultados.

Criolipólise melhora flacidez e celulite? 

O dermatologista Luiz Fernando Tovo, coordenador da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o tratamento tem indicação específica para redução de gordura e não aumenta nem diminui flacidez e celulite.

Contraindicações 


Se a prega de gordura for pequena, a criolipólise é contraindicada.
- Sobrepeso ou obesidade;
- Doenças metabólicas descompensadas, como diabetes, dislipidemia, síndrome metabólica;
- Cirurgias há menos de 6 meses;
- Pacientes com hérnia no local a ser tratado;
- Pacientes com implantes metálicos;
- Doenças cardíacas;
- Gestantes;
- Alta sensibilidade ao frio;
- Urticária;
- Prega cutânea menor do que 2 cm (medidos pelo adipômetro);
- Processos infecciosos;
- Neuropatias periféricas;
- Doenças que causam alterações dos fatores de coagulação, como hemofilia, trombocitopenia, deficiência do Fator V de Leiden, entre outros.
- Crioglobulinemia (doença relacionada ao frio).
Criolipólise e obesidade
A criolipólise é um tratamento para gordura localizada, especialmente aquela que não conseguimos perder com o exercício físico. Portanto, ela não é indicada para pessoas que estejam com sobrepeso e obesidade. Nesses casos, o recomendado é buscar outras formas de emagrecimento, como dieta e exercícios físicos. 

Efeitos adversos


O aumento paradoxal de gordura é raro, mas pode acontecer.
Carolina Marçon explica que o tratamento é eficaz e seguro, desde que seja realizado por médico habilitado, com aparelho de boa qualidade e a indicação correta. “É necessária atenção, pois complicações decorrentes do mau uso do método tem se tornado cada vez mais frequentes”, ressalta.
Caso seja realizado de forma inadequada e com aparelhos sem qualidade ou manutenção indevida, o procedimento pode levar a formação de bolhas, inflamação e cicatrizes definitivas.
A especialista dá a dica: “Aparelhos de boa qualidade tem um custo alto, portanto desconfie da discrepância de valores e preços muito baixos”.
Aumento paradoxal da gordura
O dermatologista Luiz Fernando Tovo explica que a Hiperplasia Paradoxal de Tecido Adiposo no Pós-Tratamento é um efeito colateral importante cuja causa ainda não é totalmente conhecida.
“Ocorre o crescimento de uma gordura sólida no local do tratamento alguns meses após o procedimento que é reversível apenas com a lipoaspiração”, conta. “São casos muito pouco frequentes, mas uma complicação bastante indesejável especialmente tratando-se de um procedimento cosmético”.
Posso ficar deformada?
De acordo com a dermatologista Carolina, o risco de ficar com partes do corpo tortas ou deformadas não existe se a criolipólise for feita por um especialista com aparelho e materiais de qualidade e de acordo com os protocolos de segurança estabelecidos.

Profissionais que podem aplicar 

Procure por médicos especialistas dermatologistas ou cirurgiões plásticos de sua confiança.

Hipotireoidismo

Como identificar os sintomas de hipotireoidismo?

Apesar de comum, os sinais podem ser confundidos com outras doenças e atrasar o diagnóstico


Em primeiro lugar, é preciso entender o que significa o termo hipotireoidismo. A glândula tireoide produz diariamente seus principais hormônios, T3 e T4, em quantidades suficientes para o bom funcionamento do organismo. O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide, por algum motivo, passa a produzir seus hormônios em quantidades menores do que o organismo necessita.
Como os hormônios tireóideos são responsáveis, entre outras coisas, pelo aumento da velocidade das reações químicas, a carência desses hormônios resulta na diminuição da atividade do metabolismo. Isso leva ao aparecimento de vários sintomas e sinais clínicos, que podem variar em intensidade e ocorrer isoladamente ou em diversas combinações. Os principais sinais e sintomas do hipotireoidismo são:
A causa mais frequente do hipotireoidismo no Brasil é a tireoidite autoimune (tireoidite de Hashimoto), na qual o organismo produz uma reação imune contra a glândula que pode resultar na destruição progressiva da glândula. Neste caso, geralmente os sinais e sintomas aparecem de maneira lenta e gradual e, por isso, podem passar despercebidos. Manifestações comuns no início da doença, como cansaço, fraqueza, dores musculares e articulares, ganho de peso, alterações menstruais e pele seca podem ser atribuídas a outras causas. Isso contribui para retardar o diagnóstico da doença.
Outras causas comuns de hipotireoidismo são a carência de iodo na dieta, a destruição do tecido tireóideo por iodo radioativo usado para o tratamento da doença de Graves e a cirurgia de ressecção parcial ou total da tireoide, utilizada para tratar a doença de Graves ou o câncer de tireoide.
É importante ressaltar que há algumas situações que podem requerer a investigação de hipotireoidismo, tais como, em mulheres que apresentam alterações menstruais e dificuldade para engravidar, bem como nos indivíduos que exibem colesterol elevado. Como o hipotireoidismo é mais frequente em pacientes idosos, é importante valorizar a presença de sintomas de hipotireoidismo nesses pacientes. Há várias outras situações em que a investigação pode ser necessária, como, por exemplo: mulheres grávidas, história familiar de doença de tireoide, mulheres acima de 60 anos, cirurgia de tireoide prévia, tratamento prévio com iodo radioativo, presença de bócio (aumento da tireoide) etc. (Brenta et al, 2013).
O aparecimento do hipotireoidismo pode ocorrer, inclusive, nos recém-nascidos (congênito) e, neste caso, é uma das causas mais frequentes de retardo mental. As crianças e adolescentes também estão sujeitos ao desenvolvimento da doença que provoca frequentemente, além das manifestações do hipotireoidismo, a diminuição da velocidade de crescimento, diminuição do rendimento escolar e atraso no desenvolvimento sexual.
Quando há presença de sintomas e sinais clínicos, os pacientes devem ser submetidos ao exame de sangue para investigação de hipotireoidismo. Os mais importantes para confirmar o diagnóstico de hipotireoidismo são as dosagens sanguíneas de tireotropina (TSH) e tetraiodotironina livre (T4 livre). Na grande maioria das vezes, são suficientes para estabelecer o diagnóstico do hipotireoidismo (Roberts et al., 2004).
Deve-se ressaltar que é importante repetir esses exames, especialmente quando pouco alterados, para confirmar o diagnóstico da doença. A pesquisa do hipotireoidismo no recém-nascido é realizada pelo teste do pezinho.
Podem ser solicitados, também, exames com a finalidade de estabelecer a causa do hipotireoidismo. No caso da tireoidite de Hashimoto, os níveis de anticorpos antitireóideos no sangue (anticorpos antiperoxidase tireóidea e antitireoglobulina) estão aumentados na grande maioria dos pacientes. A ultrassonografia é muito útil tanto para pesquisar a causa da doença, como para descartar a presença de nódulos tireóideos.
Uma vez confirmado, o hipotireoidismo requer o início do tratamento com levotiroxina. É sempre oportuno mencionar que o hipotireoidismo não tratado durante a gestação, pois aumenta o risco de problemas para a mãe a para o feto. Entre estes problemas estão o aumento da incidência de abortamento espontâneoparto prematuropré-eclâmpsia, prejuízo do desenvolvimento intelectual e psicomotor do feto.
Por fim, vale ressaltar que o hipotireoidismo é a deficiência hormonal mais comum, potencialmente séria especialmente em recém-nascidos, crianças e gestantes e, frequentemente, passa despercebida. Em contrapartida, é de fácil diagnóstico e tratamento.

Referências:

Brenta et al. Clinical practice guidelines for the management of hypothyroidism; 2013
Fonte:Minha Vida