sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cuidados na alimentação para quem tem Lupus (LES)

LES lesa mais frequentemente o coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de doença alternando com remissões. A doença ocorre nove vezes mais frequentemente em mulheres do que em homens, especialmente entre as idades de 15 e 50 anos, sendo mais comum nas pessoas que não têm ascendência européia.

O trabalho nutricional soma-se ao tratamento médico e proporciona melhora da qualidade de vida do portador que também deve ter uma rotina de atividade física e bons hábitos de vida.

A organização alimentar começa com uma rotina de refeições que deve ser realizada de 3 em 3 ou de 4 em 4 horas. Assim, as refeições principais, almoço e o jantar, devem ser intercaladas com lanches.

No cuidado nutricional básico as principais dicas são:

  • evitar alimentos enlatados, ricos em conversantes e industrializados. Dar preferência aos alimentos naturais;
  • aumentar o consumo de frutas e hortaliças;
  • evitar doce e diminuir o açúcar simples. Aproveitar o sabor natural dos alimentos;
  • preferir alimentos integrais (arroz, pão);
  • evitar gordura trans e gordura saturada;
  • diminuir o consumo de embutidos e alimentos condimentados (caldos prontos, molhos, salsicha, presunto, pastas de alho com sal).
Os alimentos com propriedades funcionais, ou seja, aqueles que além da função básica de nutrir também previnem doenças, amenizam sintomas e melhoram a saúde, são excelentes alternativas para o portador do Lúpus. Muitos auxiliam nossas reservas e combatem os radicais livres. Assim, são indicados:
  • cenoura, abóbora, tomate, melancia: ricos em carotenóides;
  • alho: rico em alicina;
  • frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): são ricas em óleos vegetais, vitamina E e selênio (castanha do Pará).
  • acerola, laranja e outras frutas cítricas: ricas em “Vitamina C”.
  • Melhorar o sistema imune também é possível com uma alimentação equilibrada e fundamental para o controle do Lúpus. Nesta linha de trabalho o nutricionista pode prescrever alimentos ricos em ômega 3 e em probióticos, como os leites fermentados e os iogurtes. Caso o portador tenha dificuldade em consumir este tipo de alimento, é possível a manipulação, em cápsula ou sachês de Lactobacillus, sempre com prescrição personalizada.

    Todo o trabalho nutricional deve ser personalizado para que o portador tenha em mãos um plano alimentar eficaz e seguro. 
Fonte:Nutrício

Chá de Hibisco- Excesso pode fazer mal!

A bebida feita a partir do cálice da flor de hibisco figura entre as favoritas para quem procura perder peso. E não é à toa: sua ação antioxidante é a principal responsável pela diminuição do acúmulo de gordura no corpo."Uma pesquisa publicada no Journal of Ethnopharmacology da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia concluiu que o chá de hibisco é capaz de reduzir a adipogênese, que é o processo de maturação celular no qual as células pré-adipócitas se convertem em adipócitos maduros capazes de acumular gordura corporal.
Por isso, ao diminuir esse processo, o chá contribui para que se acumule menos na região do abdômen e nos quadris", explica a Dra. Carolina Mantelli Borges, endocrinologista e metabologista da clínica de especialidades Integrada. Além disso, o hibisco é rico em nutrientes, como cálcio, magnésio, potássio e fósforo, é levemente adocicado e dispensa o uso de adoçantes e/ou açúcar e tem ação diurética.
"O cálice da flor utilizado para elaborar o chá é rico em vitamina B2, que auxilia na saúde da pele, ossos e cabelos e a vitamina B1, que juntas ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular", explica a médica.
Porém o consumo do chá de hibisco requer atenção, principalmente para quem tem problemas de pressão e também para mulheres em idade fértil. "Como qualquer outra planta, o hibisco em chá pode causar toxicidade se for consumido em doses excessivas, pois tudo o que ingerimos precisa ser metabolizado e eliminado pelo fígado e rins", alerta Carolina.
O limite de ingestão diária não é ainda um consenso entre os especialistas, que varia de 200 ml por dia até de três a quatro xícaras (chá) meia hora antes das principais refeições. Para cada caso a quantidade é específica, mas o excesso (como quase tudo na vida) pode sim trazer problemas para a saúde.
Riscos para a fertilidade
Se você já ouviu alguém falando sobre isso, saiba que é verdade. Existem estudos que mostram que o hibisco tem componentes que interferem nos níveis de estrogênio alterando-os, sugerindo até mesmo seu uso como anticoncepcional. "Para as mulheres que sofrem com a TPM e outras condições do sistema endócrino, o chá de hibisco pode causar piora e até dificuldade para engravidar, ao interferir no processo de ovulação. Por este motivo, também deve ser evitado no período de gravidez". A orientação da médica é limitar o consumo a um copo de 200 ml de chá por dia, preparados com quatro ou seis gramas da flor seca (uma colher de chá) - igual a dois ou três sachês. "Mesmo assim homens e mulheres precisam ter cuidado antes de inseri-lo no cardápio, pois seu consumo regular pode alterar os níveis hormonais no organismo e trazer complicações." Já gestantes e lactantes devem evitar a bebida, que apresentou ação mutagênica em alguns estudos, ou seja, significa que pode interferir na estrutura dos genes do bebê. E é melhor não correr o risco, certo?
Pressão baixa x pressão alta
Existem estudos que afirmam o benefício do consumo do chá de hibisco em pacientes que têm pressão alta, principalmente por ter uma ação diurética que ajuda a eliminar alguns eletrólitos que são responsáveis pela alteração, como magnésio, cálcio, potássio e sódio. Sendo assim, quem já tem problemas de pressão arterial baixa podem sofrer ainda mais com a hipotensão. Já quem tem hipertensão e toma medicamentos para a doença também deve evitar o consumo: o remédio ajuda a baixar a pressão, bem como o chá, resultando em uma redução maior do que a necessária, potencializada pelo efeito diurético.
Mal estar
A hipotensão é o único efeito colateral confirmado do chá de hibisco, mas algumas pessoas podem experienciar outros males como tontura, enjoo, escurecimento da visão, sensação de fraqueza e até desmaios. "Por ter ação diurética, o consumo em excesso pode fazer com que a pessoa elimine muito eletrólitos, nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo composto principalmente por cálcio, potássio, sódio e magnésio. Logo a falta dessas substâncias pode levar à desidratação", afirma a Dra. Carolina Borges.
Como qualquer outro alimento, você deve ficar de olho se sentir qualquer mal estar ou alterações no seu corpo com o consumo do chá - e procurar um profissional para orientá-la.
Fonte:MSN