segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cinco substâncias tóxicas encontradas naturalmente em frutas e verduras

Não há dúvidas de que frutas e verduras são parte fundamental de uma dieta saudável e balanceada.
Mas entre as frutas e verduras também se encontram, naturalmente, algumas substâncias potencialmente ruins.
Um exemplo é a banana: elas têm potássio, um elemento crucial para o bom funcionamento do organismo. Mas, o consumo demasiado de potássio pode ter efeitos como palpitação irregular do coração, dor de estômago, náusea e diarreia.
Outras frutas e verduras têm toxinas que, em quantidades substanciais, podem causar efeitos adversos.
"As razões de (essas frutas e verduras) terem toxinas nem sempre são conhecidas. Às vezes é (culpa de) um pesticida natural para evitar o ataque de insetos. Ou uma forma de a planta se proteger de danos causados pelo clima, a luz do sul ou micróbios", explicou o setor de recomendações ao consumidor do governo da Nova Zelândia.
Sem preocupações
Os especialistas afirmam que, apesar destes fatos, não há motivos para preocupações.
"É a dose que faz o veneno", disse o cientista Ed Blonz, em um artigo publicado no site da organização American Cancer Society.
Na maioria dos casos, só haveria danos no caso do consumo de uma enorme quantidade de frutas ou verduras.
Mesmo assim, as autoridades de saúde em vários países recomendam precaução com os alimentos que têm as seguintes substâncias tóxicas:
1. Glicosídeos cianogênicos
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Muitas pessoas que gostam de suculentas ameixas confessam chupar e morder a semente da fruta até que ela se quebre, revelando uma polpa amarga, com sabor amendoado.
Esse é o sabor dos glicosídeos cianogênicos, precursores do cianeto de hidrogênio que é potencialmente letal quando é processado pelo corpo humano.
Podem ser encontrado nas sementes de maçãs e no interior carnoso das sementes de ameixas, pêssegos, cerejas, entre outros.
Os sintomas de uma intoxicação por esta substância incluem confusão, vertigem, dor de cabeça e vômito.
Em casos extremos, pode haver dificuldades respiratórias, falência renal e, em caso de não haver tratamento, até a morte.
Mas, para correr este risco, a pessoa teria que mascar e comer todas as sementes de entre 19 e 24 maçãs de uma só vez.
A organização oficial canadense Canadian Food Inspection Agency recomenda que as pessoas que "usam sementes amargas de pêssego para temperar não comam mais de três por dia, moídas e misturadas com outras frutas".
2. Glicoalcaloides (solanina)
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A batata assada, frita ou em forma de purê é um grande acompanhamento para qualquer prato.
É um dos alimentos mais populares do mundo e fundamental na dieta de muitas famílias de países ocidentais.
Mas a batata tem glicoalcaloides - especificamente, a solanina. É uma toxina natural que atua como pesticida ou fungicida; uma defesa contra animais, insetos e fungos que possam atacá-las.
Os glicoalcaloides também estão presentes em berinjelas e tomates, apesar de em menor concentração.
A solanina é muito venenosa em grandes doses. Pode causar desde sintomas gastrointestinais até alucinações, paralisia e até a morte.
Mas as quantidades em porções consumidas com os alimentos são inofensivas. Uma pessoa teria que consumir quase 70 tubérculos grandes de uma só vez para ficar envenenada.
No entanto, é preciso tomar mais cuidado quando são notados certos sinais.
"As batatas que tenham adquirido uma cor esverdeada, que estejam brotando, que tenham sido danificadas fisicamente ou que estejam apodrecendo podem conter algos níveis de glicoalcaloides e a maioria das toxinas estão presentes na zona verde, na casca ou logo abaixo da casca", afirmou o Centro para Segurança Alimentar de Hong Kong.
"Para evitar a solanina, as batatas devem ser mantidas em um lugar fresco e escuro", recomenda Blonz.
Os especialistas advertem que a substância não desaparece com o cozimento do alimento.
3. Lectinas
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Para as pessoas que não consomem proteína animal, feijões e outras leguminosas são uma grande alternativa para complementar uma dieta saudável.
Os feijões, lentilhas, grãos-de-bico, ervilhas, amendoins, soja e seus derivados proporcionam uma boa quantidade de proteína, são ricos em fibra e produzem uma sensação de satisfação.
Além disso são fonte constante de glicose, que dá energia, têm alto conteúdo de ferro, ácido fólico e quantidades apreciáveis de magnésio, manganês e antioxidantes.
Porém, elas também têm lectinas, que não são processadas pelo sistema digestivo humano.
Como não podemos digeri-las, frequentemente produzimos anticorpos contra elas, com respostas variadas.
Algumas pessoas desenvolvem intolerância a estas leguminosas e têm uma sensação de inchaço e dor no estômago quando as consomem.
As lectinas estão envolvidas na síndrome do intestino irritável, que se manifesta com obstipação, vômito, diarreia e inchaço.
Também podem causar artrite, esclerose múltipla, úlceras pépticas, alergias e diabetes tipo 2.
Entretanto, para muitos dos afetados o problema não vai muito além de uma indigestão.
Para os que gostam de um bom prato de feijão, "(a lectina) pode ser destruída ao deixar-se o feijão de molho e cozinhar em altas temperaturas", informou o Centro para Segurança Alimentar de Hong Kong.
4. Nitratos
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Sempre se recomenda comer verduras e hortaliças frescas, pois são ricas em nutrientes que podem ajudar a prevenir o câncer e as doenças cardiovasculares.
Essas verduras também têm nitratos, que vêm da água utilizada na irrigação e dos fertilizantes usados no cultivo.
Entre as que têm alto nível de nitrato estão a alface, beterraba, cenoura, espinafre, salsa, repolho, rabanetes, aipo e couve.
Segundo estudos recentes, esses nitratos beneficiam a saúde: atuam controlando a produção de glóbulos vermelhos o que, com o tempo, evita a formação de coágulos que podem gerar riscos graves, como o de derrame cerebral.
Mas altos níveis de nitratos podem ser tóxicos e são particularmente perigosos durante a infância.
5. Cumarina
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É uma sensação fantástica entrar logo de manhã no café ou padaria preferidos do bairro e sentir o cheiro de bolos saindo do forno, em especial os polvilhados com canela.
A canela é uma das especiarias mais importantes do mundo para condimentar alimentos e bebidas, mas tem variedades distintas: a canela do Ceilão, cultivada no Sri Lanka, Madagascar e nas ilhas Seicheles, é conhecida como "canela verdadeira" e é muito cara.
Por isso, na maioria das comidas e bebidas com canela vendidas na Europa Ocidental e Estados Unidos é usada a variedade mais barata, produzida na China e Indonésia.
Ambas têm a cumarina, um agente que está vinculado a danos ao fígado em um número limitado de pessoas.
O problema é que a canela do Ceilão tem pouca cumarina, em comparação com a canela mais barata.
Um estudo feito na Alemanha em 2010 descobriu que o pó da canela da China tinha até 63 vezes mais cumarina do que o pó de canela do Ceilão.
Segundo especialistas em saúde, os consumidores não conseguem diferenciar entre o pó das duas canelas.
Mas, em lascas, a diferença é visível. As lascas da canela mais barata consistem de uma capa grossa enrolada. As lascas da canela do Ceilão são capas finas.
Por isso, vale a pena prestar atenção nesses detalhes da próxima vez que for até a parte de especiarias do supermercado.

Dieta do ovo exige cuidados, mas pode ajudar a emagrecer

Existem diversos tipos de dietas do ovo, algumas delas envolvem apenas substituir o ovo por outra proteína que a pessoa iria ingerir em uma das refeições. Também há aquelas que propõem substituir o ovo por todas as proteínas que a pessoa iria consumir no dia. E ainda há as dietas do ovo que sugerem adicionar o ovo nas refeições sem retirar outras fontes de proteínas, como carnes e leite. 
O quanto de ovo ingerir
Após um longo período sendo considerado um vilão da saúde, as pesquisas inocentaram este alimento. "Os estudos com ovos que alertaram que eles eram vilões foram com ratos, só que nem sempre nossa genética é igual à do rato", observa o nutrólogo Roberto Navarro, especialista Minha Vida. 
A crença era de que o colesterol presente no ovo iria contribuir significativamente para o aumento dos níveis de colesterol no organismo. Porém, as pesquisas realizadas em humanos constataram que isto não é verdade. "A medicina julgava que 50% do colesterol no corpo vinha da alimentação, mas os novos estudos mostram que é bem menos do que se imaginava, cerca de 10%", constata Navarro. 
Então, passou-se a discutir o quanto ingerir de ovos em um dia. Atualmente, a orientação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos é que o consumo diário de colesterol não ultrapasse 300 miligramas. Como um ovo conta com 178 miligramas de colesterol, a orientação é ingerir um ovo por dia. 
Porém, este ano o Dietary Guidelines Advisory Committee, responsável por passar as novas informações sobre alimentação e outras questões ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sugeriu que o limite de 300 miligramas de colesterol não fosse mais considerado. A decisão foi tomada com base na conclusão da Associação Americana do Coração de que não há relação entre o consumo de colesterol nos alimentos e o colesterol sérico, aquele presente no corpo. 
Diversas pesquisas apoiam esta conclusão da Associação Americana do Coração. Entre elas uma publicada no The American Journal of Clinical Nutrition que não observou alterações nos níveis de colesterol no organismo mesmo após o consumo de 14 ovos por semana por 5 meses envolvendo 70 homens jovens. 
Então, atualmente entre os nutricionistas e nutrólogos está cada vez mais comum a recomendação de dois ou três ovos por dia para pessoas saudáveis, caso esta seja a única fonte de proteína escolhida pela pessoa. Para quem tem problemas cardiovasculares a orientação ficaria cerca de dois ovos ao dia. 
O excesso de ovos
Na dieta do ovo, o maior problema não está no excesso de colesterol, mas sim de proteínas. Isto porque algumas destas dietas propõem adicionar o ovo na alimentação, sem retirar outras fontes de proteínas. "Uma parte do excesso de proteínas tem que ser metabolizado pelo corpo e os rins não aguentam muito, causando uma sobrecarga", explica Roberto Navarro. 
Além disso, a proteína animal estimula um hormônio que se ficar em quantidades maiores estimula as células a se multiplicarem. "Só que as células se renovarem rapidamente pode ser um fator promotor do câncer", alerta Roberto Navarro. 
Algumas dietas do ovo envolvem ingerir até 4 ovos por dia e ainda não há evidencias de que esta quantidade por ser prejudicial para a saúde desde que esteja dentro da quantidade de proteínas recomendadas. Saiba que a orientação costuma ser cerca de 0,8 a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso ao dia. "Para quem quer ganhar músculos, a recomendação costuma ser de 1,6 a 1,9 gramas", observa Roberto Navarro. 
Como o ovo ajuda a emagrecer
O ovo contribui para a perda de peso por ser uma proteína. Este macronutriente torna a digestão mais lenta fazendo com que a sensação de saciedade seja prolongada. Além disso, como este processo digestivo é mais demorado, há maior gasto energético. O ovo conta com apenas 71 calorias. 
Porém, é importante ressaltar que a dieta do ovo só contribuirá para o emagrecimento se contar com outros alimentos saudáveis. Então, é essencial investir em alimentos integrais, legumes, verduras, frutas, carnes magras e reduzir o consumo de alimentos processados, ricos em açúcar e gorduras saturadas e trans. 
Benefícios dos ovos
Não é só para a perda de peso que o ovo é bom. "O ovo é uma proteína completa, tem a quantidade de aminoácidos essenciais que o organismo não consegue fabricar e tem apenas 5 gramas de gorduras, sendo que somente 1 grama é de saturadas", conta o nutrólogo José Alves Lara, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia.  
Este alimento também é muito importante para o cérebro. Isto porque é uma das principais fontes de colina na dieta que é necessária para a síntese de fosfolípides, componente de todas as membranas celulares, que é importante para o desenvolvimento cerebral e da memória. Outro benefício da colina é que ela é utilizada na síntese da acetilcolina, neurotransmissor que auxilia a memória e a concentração. 
O ovo também possui nutrientes com ação antioxidante como os carotenoides, a vitamina A e E, o ácido fólico, o zinco, o magnésio e selênio. Eles irão proteger as células das ações lesivas dos radicais livres, evitar o envelhecimento celular e proteger os olhos da ação da luz, evitando a degeneração macular que ocorre com o passar da idade.  
Ovo X outras proteínas
Quando comparado à outras fontes de proteínas, como as carnes vermelhas, o frango e os peixes, o ovo possui uma quantidade menor de gorduras saturadas. O consumo em excesso de gorduras saturadas aumenta os riscos das pessoas desenvolverem doenças cardiovasculares. 
Fonte:Minha Vida