quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SONO RUIM AUMENTA RISCO DE DIABETES E HIPERTENSÃO

Menos uma hora de sono para ir à academia, menos uma para fazer um curso extra... A demanda de múltiplas atividades durante o dia tem tornado as noites cada vez mais curtas. Dormir pouco, contudo, eleva o risco de diversas doenças, sobretudo problemas circulatórios, como diabetes, hipertensão arterial, arritmias cardíacas e AVC.
Comemorado hoje, o Dia Mundial do Sono visa a conscientizar a população desse perigo. Um estudo recente da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, mostrou que dormir mal por três noites já é suficiente para aumentar o risco de diabetes tipo 2, mesmo em pessoas saudáveis, já que isso reduz a capacidade da insulina de regular a quantidade de açúcar no sangue. — Acredita-se que dormir pouco ativa o sistema nervoso autonômico, que prepara o
corpo para situações de estresse. Isso faz com que sejam liberadas na corrente sanguínea uma série de substâncias, que vão contribuir para alterações como aumento da pressão e da frequência cardíaca — explica o otorrinolaringologista Fernando Oto Balieiro, especialista em medicina do sono e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Segundo o médico, alguns distúrbios diminuem a qualidade do descanso durante a noite, o que simula no organismo a privação de sono. — Muitas pessoas acham que roncar, por exemplo, é uma coisa normal, que vem de família. Passam o dia cansadas, irritadas, com perda de concentração, ganham peso e atribuem isso à correria do dia a dia — ressalta o médico. Problemas relacionados ao sono nem sempre são fáceis de ser percebidos pelo paciente, já que se manifestam enquanto a pessoa dorme. Procurar um especialista para fazer um exame de polissonografia, que rastreia distúrbios do tipo, é importante para obter diagnósticos e dar início a tratamentos, se necessário.
Fonte:SBD

CONFIRA CINCO CUIDADOS SIMPLES QUE AJUDAM A MANTER A DIABETES SOB CONTROLE

A melhoria do controle glicêmico tem demonstrado reduzir o aparecimento e a progressão de complicações da diabetes (Foto: Free Images) Controlar a glicose pode ser um desafio para quem tem diabetes tipo 2 neste período de férias. Apesar do aumento das tentações nos cardápios e da mudança na rotina, é possível manter a doença sob controle com pequenos cuidados diários. É o que diz a endocrinologista Maithê Pimentel, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e também do setor de síndrome metabólica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. A médica lista cinco dicas para que os pacientes com diabetes tipo 2 consigam manter as taxas de glicose equilibradas durante as férias: 
1) Para compensar a falta de exercício regular, procure utilizar escadas, ao invés de escadas rolantes e elevadores. Além disso, opte por fazer os trajetos sempre a pé ou de bicicleta. Vale a pena também pegar o caminho mais longo e aproveitar para conhecer melhor o lugar, a paisagem e a vizinhança.
 2) Tente fazer boas escolhas na hora da refeição. As novidades nos cardápios são grandes, mas se esforce para comer alimentos saudáveis, balanceado a quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras.
 3) Tire o foco da comida. Se estiver na cidade, aproveite para curtir a agenda cultural, museus e parques. Se a viagem for para a praia ou para o campo, aproveite o contato com a natureza para praticar atividades físicas como a caminhada.
 4) Tomar os medicamentos logo ao acordar ou antes de dormir são ótimas opções para evitar o esquecimento quando se está fora da rotina.
 5) Evite fumar e consumir bebidas alcoólicas, pois essas atitudes também contribuem muito para manter o controle glicêmico. Nova terapêutica Atualmente, há medicamentos orais que auxiliam no controle diário da glicemia, como é o caso do inibidor do SGLT2, uma proteína transportadora que atua na reabsorção da glicose filtrada pelos rins, permitindo a eliminação do açúcar em excesso pela urina. Ao impedir essa reabsorção, os medicamentos dessa classe eliminam o excesso de açúcar que seria reabsorvido pelo rim, permitindo que diariamente haja a eliminação de 78 gramas de glicose, em média, o que equivale a cerca de seis colheres de sopa de açúcar e a 312 calorias. Qualquer medicamento só deve ser usado mediante prescrição médica.
Fonte: ADA

DESTAQUES DO CONGRESSO DA AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (ADA)

Intervenção na fase do pré-diabetes reduz risco cardiovascular 
O tratamento do pré-diabetes e a restauração da regulação normal da glicemia reduz o risco cardiovascular, como mostram os resultados do Diabetes Prevention Program Outcomes Study. As pontuações de Framingham foram mais altas no grupo de pré-diabetes (16,2 vs. 15,2 naqueles que conseguiram restaurar os níveis glicêmicos e 14,3 naqueles com diabetes). Houve uma redução de 28% na ocorrência de complicações microvasculares, em comparação com aqueles que não desenvolveram diabetes. Os resultados do estudo mostram que intervenções efetivas na fase de pré-diabetes são importantes para a redução de complicações em estado inicial.
Resultados do Programa de Prevenção do Diabetes após 15 anos
Num seguimento de 15 anos, os resultados do estudo Diabetes Prevention Program mostraram que alterações no estilo de vida promoveram uma redução de 27% no risco de desenvolvimento do diabetes, enquanto que essa redução foi de 17% nos pacientes tratados com metformina. Não apenas isso, mas o tratamento através das alterações do estilo de vida reduziram o risco de diabetes em 58%, em comparação com a redução de 31% proporcionada pela metformina. As principais conclusões do estudo foram: ambas as intervenções reduziram o desenvolvimento do diabetes em pacientes de alto risco durante um período de 15 anos de seguimento. Ambos os tratamentos ajudaram a prevenir o desenvolvimento do diabetes em longo prazo. 
O pâncreas biônico mostrou-se efetivo em reduzir a glicemia durante vários dias
O pâncreas “biônico” é um recurso que incorpora a liberação de glucagon e de insulina, dependendo dos níveis glicêmicos de cada momento, durante 5 dias consecutivos em pacientes com diabetes tipo 1 (DM1). O diferencial mais importante desse recurso reside exatamente em sua capacidade de liberar insulina ou glucagon, dependendo dos níveis glicêmicos aumentados (quando apenas a insulina é injetada) ou diminuídos (quando apenas o glucagon é liberado para evitar a hipoglicemia). No presente estudo, o pâncreas biônico conseguiu proporcionar um nível médio de glicemia da ordem de 138 mg/dL, reduzindo a frequência de tratamentos para hipoglicemia na base de um episódio a cada 0,8 dias para um episódio a cada 1,6 dias. O uso do pâncreas biônico bihormonal resulta no melhor controle glicêmico possível, em comparação a outras estratégias de controle.
Nova meta de A1C <7,5% para crianças com DM1 e idosos
A American Diabetes Association (ADA) passou a recomendar agora que crianças e jovens abaixo de 19 anos e com DM1 devem manter um nível de A1C abaixo de 7,5%. Até recentemente, a meta recomendada de A1C era de 8,5% para crianças abaixo de 6 anos, de 8% para crianças entre 6 e 12 anos e de 7,5% para adolescentes. Novas evidências indicaram a existência de um risco maior de dano por hiperglicemia prolongada que poderia ocorrer em crianças mantidas por tempo prolongado com níveis de A1C ≥8,5%. Essa meta de A1C <7,5% também deve ser sugerida para pacientes idosos e portadores de DM1 há vários anos.
Nova combinação fixa de fármacos antidiabéticos injetáveis mostra eficácia mesmo após um ano de estudo 
A Novo Nordisk desenvolveu um novo produto injetável para o tratamento do diabetes, identificado como IDegLira, o qual combina sua insulina de ação prolongada (degludec) com liraglutida, um agonista do receptor de GLP1. Após 52 semanas de tratamento, os pacientes apresentaram uma redução média de 1,8% nos níveis de A1C, em comparação com um declínio de 1,4% no grupo que recebeu insulina e de 1,2% no grupo que recebeu liraglutida, conhecida com o nome comercial de Victoza. Os pacientes que receberam IDegLira apresentaram uma perda média de peso da ordem de 0,4 quilos, em comparação com um ganho de peso de 2,3 quilos com o uso isolado da insulina degludec e uma perda de 3 quilos com o uso isolado de Victoza. O novo produto também promoveu uma redução de 37% nas taxas de hipoglicemia, quando comparado com a insulina de longa duração.
Referência bibliográfica para todos os resumos apresentados: Diabetes in Control: June 21, 2014, Issue #734
Fonte: ADA