quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Quais os alimentos que podem roubar o cálcio do nosso organismo?

Os minerais são tão fundamentais para o nosso organismo quanto as próprias vitaminas e proteínas. O cálcio, por exemplo, é um nutriente essencial para manter os ossos fortes por toda a vida, além de ter papel de destaque em outras funções vitais, como as batidas do coração. O ritmo de vida corrido das grandes cidades e o alto consumo de alimentos processados e industrializados contribuem para uma alimentação acidificante que “rouba” o cálcio do organismo. Por isso, manter hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada são excelentes maneiras de obter os minerais essenciais para o bom funcionamento do corpo. Isso, no entanto, não é suficiente.
O estudo Concentrações de Cálcio e de Magnésio em Alguns Alimentos Consumidos no Brasil, feito por Kátia Silva Ferreira, nutricionista da Universidade Estadual do Norte Fluminense, concluiu que “os alimentos de origem vegetal, como tubérculos e raízes, com poucas exceções, apresentam teores de cálcio e de magnésio correspondentes a somente 10%, ou menos, da ingestão diária recomendada (IDR) para o ser humano”. Portanto, do ponto de vista nutricional, esses alimentos oferecem quantidades insuficientes de cálcio e outros minerais. Deste modo, a suplementação de cálcio e demais minerais é uma forte aliada à saúde. O médico endocrinologista e geriatra Jorge Jamili recomenda o consumo de suplemento de cálcio ao longo de toda a vida, uma vez que 90% dos ossos têm sua formação concluída na adolescência, e, a partir dos 35 anos, a perda do cálcio se torna mais intensa, levando a uma redução de até 8% da massa óssea a cada década. “Para as mulheres de 19 a 50 anos e homens de 19 a 70, a dose diária recomendada é de 1.000 mg/dia. Mulheres com mais de 50 anos e homens acima de 70 requerem 1.200 mg/dia”, diz o especialista.
Mas é preciso estar atento quanto à origem desse cálcio. Um estudo alemão mostrou que pessoas que tomam suplemento de cálcio têm 86% mais chances de apresentarem problemas cardíacos devido ao depósito nas artérias dos resíduos não absorvidos ou eliminados.“A suplementação é fundamental, mas é preciso cuidado! A maioria dos suplementos à venda no mercado traz o cálcio sintético ou cálcio de ostra, de origem animal. São produtos mais baratos e muito consumidos, que podem causar riscos à saúde sem que as pessoas saibam disso. Cálcio e outros minerais isolados inorgânicos, moleculares ou quelados podem provocar alergias e eventuais depósitos nas artérias e articulações”, explica o químico José Celso Guimarães, responsável técnico da Phosther Algamar.
Alguns médicos vêm até mesmo desencorajando a suplementação de cálcio por causa dos riscos cardíacos. A boa notícia é que existe uma alternativa saudável para a suplementação de cálcio e outros minerais, que é procedente das algas marinhas. Essa fonte de cálcio, ainda não muito conhecida, é 100% natural, não traz riscos à saúde e ainda tem maior poder de absorção no organismo.
Um outro estudo, este publicado na revista científica Agro-Food-Industry Hi-Tech, na França, comprovou os diferentes graus de absorção de cálcio, a partir de variadas fontes. A pesquisa mostrou que o cálcio proveniente de algas marinhas, de origem vegetal, é 96% absorvido pelo corpo, contra 67% do cálcio da dolomita, de origem mineral; e 61% do cálcio de ostra, de origem animal.
“Há no mercado diversos tipos de suplementos de cálcio de origem animal, mineral, sintético e vegetal. Este último é extraído das algas e, por ser um repositor natural, é o único que oferece segurança à saúde porque seus elementos são organizados harmonicamente pela própria alga sem que haja conflito, sendo absorvido em sua quase totalidade pelo organismo”, explica Dr. Jorge Jamili.
Fonte: Minha Vida

Saiba a ação da batata doce no organismo. Ajuda a emagrecer e para atletas.

A batata-doce sempre esteve presente na culinária típica e tem conquistado cada vez mais espaço nos cardápios brasileiros, ainda mais, por ser grande aliada dos praticantes de musculação. O alimento é nativo das Américas, mas cultivado em mais de 100 países, principalmente na Ásia. No Brasil, podemos encontrar quatro variedades: a batata-branca, angola ou terra-nova, que tem polpa branca e é pouco adocicada; a amarela e roxa, com casca e polpa dessas cores e que são as mais usadas para fazer doces; e a avermelhada que possui casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados, e é uma ótima opção para comer assada.  
Mesmo um pouco mais calórica, segundo pesquisa feita pelo College of Agriculture and Life Sciences, dos Estados Unidos, a batata-doce auxilia no emagrecimento, pois possui baixo índice glicêmico. É um carboidrato complexo e uma importante fonte de energia para os atletas. Ela supera os outros tubérculos em vários nutrientes como retinol, vitamina B1, vitamina C e cálcio. Se comparada a batata-inglesa e a mandioquinha, outras opções de carboidrato para os praticantes de musculação, ela possui mais fibras, potássio, proteína e fósforo, que estimulam o intestino, e auxiliam no controle do diabetes e do colesterol. 
A batata-doce ainda possui amido resistente que, por se tratar de uma fibra insolúvel, resiste às enzimas do intestino delgado, que não consegue digeri-lo, e atrai as moléculas de gordura e de açúcar, fazendo com que sejam absorvidas de maneira mais lenta. Esse também é o motivo de possuir um índice glicêmico baixo, e promover a entrada de glicose na circulação sanguínea de maneira mais gradativa após o consumo de um carboidrato. A batata-doce dá ao corpo a energia de maneira equilibrada, sem provocar picos de glicose, auxiliando na prevenção e tratamento de diabetes tipo 2 e proporcionando maior sensação de saciedade. 
Apesar de ser um ótimo carboidrato, não podemos deixar outras fontes alimentares deste nutriente de fora da alimentação. O consumo de qualquer macro ou micronutriente deve ser diversificado, assim como precisa ser a ingestão de grãos integrais. A quantidade recomendada para consumo diário de batata-doce deve acompanhar as necessidades de 60% a 65% de carboidratos, o que equivale a aproximadamente 1200-1400 calorias do nutriente por dia. Cerca de 100 gramas possui aproximadamente 100 calorias e 25 gramas de carboidrato, e deve estar dentro dessa quantia estipulada. Mesmo que seja um alimento sempre indicado, o cuidado em relação à batata-doce também deve existir, pois todo excesso de macronutriente se depositará no nosso organismo sob a forma de gorduras, independente de qual seja esse alimento. 
Fonte: MSN