sábado, 6 de junho de 2015

Dicas alimentares para atletas!

Alimentação e Atividade Física

Quando o assunto é saúde, a dupla alimentação equilibrada e atividade física regular sempre teve lugar de destaque. Um cardápio adequado é importante, tanto para o atleta profissional quanto para o praticante de atividade física, como forma de lazer pois:
  • equilibra as necessidades energéticas do indivíduo;
  • oferece os nutrientes básicos e importantes a cada modalidade esportiva;
  • permite uma recuperação mais rápida e adequada;
  • atua como um recurso ergogênico;
  • reduz a ação dos radicais livres;
  • evita situações desagradáveis como perda de massa magra, hipoglicemia e câimbras.
A alimentação do atleta deve ser individualizada pois cada indivíduo tem gasto energético próprio, calculado de acordo com seu peso, sua estatura, idade, sexo e também após com a sua atividade física (tempo, tipo, intensidade). 
Para quem tem a intenção de conseguir a hipertrofia muscular ou o emagrecimento, fazer uma comparação entre o valor calórico da dieta e o gasto energético diário é o ponto de partida. Além disto, os alimentos consumidos antes, durante e após o exercício também têm papel fundamental no resultado da atividade física.

Antes dos treinos, em academia ou não, tenha os seguintes cuidados:
  • evite praticar a atividade física em jejum;
  • Controle do sal e de outras fontes de sódio;
  • faça uma refeição leve cerca de 1 hora a 40 minutos antes do exercício;
  • opte por alimentos de baixo a moderado índice glicêmico. Assim, frutas como maçã, pêra além de pães (de preferência com uma mistura de farinha branca e integral), torradas e sucos naturais podem ser usados antes da prática;
  • a ingestão de alimentos ricos em proteínas não é recomendada antes da atividade física. Assim, evite sempre leite, queijos, carnes, presunto;
  • a ingestão de alimentos ricos em proteínas não é recomendada antes da atividade física. Assim, evite sempre leite, queijos, carnes, presunto;
  • alimentos ricos em óleo e gorduras e os muitos ácidos não são aconselháveis antes da atividade;
  • café e os alimentos ricos em cafeína como chá mate e o preto são diuréticos e não devem ser usados em excesso antes do exercício;
  • a hidratação é importante até mesmo neste momento. Assim, consuma de 200 a 400 ml de água entre 60 e 30 minutos antes do exercício;
  • para evitar a distensão abdominal evite o consumo de alimentos com excesso de fibras antes do exercício;
  • é desaconselhada a prática de atividade física imediatamente após as grandes refeições (almoço e jantar).
  • Em muitas situações, o tempo de atividade física é longo e para não haver perda de rendimento será preciso introduzir combustível energético durante a prática. Em academias, as atividades físicas com até 60 minutos de duração não necessitam do consumo de alimento durante a prática. Mas é importante manter a hidratação realizada continuamente, em pequenos goles.

    Se o exercício tiver mais de 1 hora de duração, as bebidas carboidratadas são boas opções. Opte por bebidas que contiverem de 50 a 70 gramas de carboidrato por litro. Esta informação pode ser obtida no rótulo do produto. As bebidas devem conter também eletrólitos (sódio, potássio) que são perdidos durante a prática. O ideal é uma avaliação individual para saber as necessidades minerais. A bebida deve ser consumida em pequenos goles, em intervalos regulares (a cada 10 ou 15 minutos). A quantidade que deve ser consumida varia de acordo com o peso. Assim:

    Para mulheres: 2 ml da bebida por Kg por hora
    Para homens: 3 ml da bebida por Kg por hora

    O consumo de alimentos fontes de carboidratos durante o exercício complementa a quantidade do nutriente ofertada pelas bebidas carboidratadas. Assim, frutas, barras de cereal e carboidratos em sache podem ser usadas a cada meia hora de prática da atividade.
    O cuidado com a alimentação continua após o término do treino ou da prova. Assim:
    • tente incluir uma refeição tão logo a sua atividade termine. O ideal é que a atividade pós-exercício seja realizada nas duas primeiras horas após a prática. Caso seus horários não permitam incluir uma boa refeição após o treino, tenha sempre consigo uma barra de proteína, um sache de mel procure ingerí-los junto a sucos e iogurtes. Estes alimentos farão com que você aguarde o horário da refeição com mais tranqüilidade;
    • após o exercício é sempre importante incluir alimentos com o índice glicêmico mais alto como pão branco, arroz, mel, sucos, frutas como melancia, banana. Associe a este carboidrato fontes e de proteínas como peito de frango, atum, queijos, peito de peru;
    • o consumo de módulos de proteína (Whey Protein, albumina), cápsulas de aminoácidos ou hipercalóricos pode estar ou não indicado dependendo de cada indivíduo.
    • Fonte: Nutrício

DIABETES, NUTRIÇÃO E SARCOPENIA

Fonte:SBD

A sarcopenia é caracterizada pela perda progressiva da massa, força e/ou função muscular e está comumente associada ao processo de envelhecimento. Sua etiologia é multifatorial, sendo a alteração da síntese de proteínas, a proteólise, a redução da integridade neuromuscular e o aumento do processo inflamatório, alguns dos determinantes do aparecimento e da progressão desta condição clínica 2,4,5.
A má nutrição e o sedentarismo podem agravar o quadro3, em especial em idosos com diabetes tipo 26-8. Os mecanismos envolvidos ainda não estão totalmente esclarecidos, mas diversos estudos têm identificado um maior declínio da massa muscular em idosos com diabetes, quando comparados com idosos sem a patologia4.
Diversas estratégias nutricionais têm sido pesquisadas visando a promoção do anabolismo protéico e a prevenção da redução da massa muscular3,9. Dentre elas, a adequação calórico-protéica da alimentação, somada em especial ao exercício resistido, tem sido a mais promissora9,10.
Destaca-se que, além do aumento do tecido adiposo e da redução da massa muscular decorrentes do envelhecimento, outras alterações fisiológicas podem comprometer o estado nutricional desses indivíduos, tais como a diminuição da função gastrintestinal e da percepção sensorial (paladar, olfato, visão, audição e tato), associadas ou não à inabilidade física para aquisição e preparo das refeições.  Podem também ocorrer alterações no processo mastigatório, disfagia e a presença de doenças que interferem no apetite, no consumo e também, na absorção dos nutrientes11.
Além do suporte calórico-protéico, outras abordagens alimentares na sarcopenia têm sido estudadas. É o caso da suplementação de leucina10,12,13, vitamina D e creatina10,14, conforme descrito a seguir:
Leucina
A leucina é um aminoácido de cadeia ramificada que tem sido considerado um farmaconutriente na prevenção e tratamento de diversas situações clínicas, como a sarcopenia e o diabetes tipo 213,15. Com a capacidade de inibir a proteólise e estimular a síntese proteica pela modulação de elementos que atuam na tradução da via de sinalização da insulina12,16,17, a suplementação desse aminoácido tem sido estudada como estratégia no tratamento da sarcopenia.
Estudos recentes realizados em humanos, demonstraram que a co-ingestão de proteína hidrolisada e leucina em cada refeição principal melhora o controle glicêmico, atenuando a hiperglicemia pós-prandial em indivíduos com diabetes tipo 218. Em contrapartida, em estudo recente que avaliou a suplementação de leucina por 6 meses em 60 idosos com diabetes tipo 2, (dosagem de 2,5g - 3 vezes ao dia durante as principais refeições, totalizando 7,5g/dia) não foram observadas melhorias na sensibilidade à insulina e no controle glicêmico. Contudo, como crítica ao estudo, está o número reduzido de participantes e o fato destes apresentarem um consumo prévio de proteína dietética adequado, ou seja, dentro das faixas de recomendação para idosos com função renal preservada (0,8 – 1g de proteína/kg/peso)12.
As pesquisas direcionadas à sarcopenia são, em sua maioria, realizadas com a suplementação de leucina via oral (cápsula ou bebida industrializada). Como exemplos de alimentos ricos nesse aminoácido estão os ovos, carnes, peixes, soja, quinoa, leites e derivados.
Vitamina D
A deficiência de vitamina D está associada à redução da força e do anabolismo muscular. Em um estudo transversal em pacientes ambulatoriais com mais de 65 anos de idade, realizado na Suiça, Bischoff e col.19 encontraram uma correlação positiva entre a força muscular avaliada pela potência dos músculos extensores do joelho (LEP) e os níveis de 1,25-dihidroxivitamina D em homens e mulheres. Após ajustamento para idade, a LEP foi menor nos indivíduos com deficiência de vitamina D (25OHD< 30nmol/L). Além disso, a deficiência de vitamina D está envolvida na diminuição da secreção de insulina e no aumento da degradação muscular20,21.
Creatina
A creatina tem sido amplamente estudada, tanto em adultos jovens como em idosos sarcopênicos.  Trata-se de um aminoácido encontrado no músculo esquelético e sintetizado endogenamente pelo fígado, rins e pâncreas a partir da glicina e arginina. Também pode ser obtido via alimentação, especialmente pelo consumo de carne vermelha e peixes22. Sua principal função é o fornecimento rápido de energia durante a contração muscular, através de reação catalisada pela enzima creatina quinase14. Além disso, a creatina influencia na regulação das células satélites e auxilia no aumento da força e da hipertrofia muscular, sendo eficiente em idosos ou pessoas acometidas por doenças degenerativas neuromusculares14,22,23.
A suplementação de creatina está descrita nas recomendações da The Society for Sarcopenia, Cachexia and Wasting Disease10, que ressalta a importância de serem realizados mais estudos a longo prazo com a população geriátrica. Além disso, grande parte das pesquisas não é direcionada a idosos com diabetes, sendo necessários mais estudos que assegurem tal aplicação terapêutica para esse público.
Considerando que a sarcopenia é uma das variáveis utilizadas para definição da síndrome de fragilidade, conferindo maior risco de quedas, fraturas, diminuição da capacidade funcional e mortalidade24, a terapia nutricional contempla um importante papel na abordagem não farmacológica, juntamente com a atividade física. Um adequado controle glicêmico e as mudanças no estilo de vida são medidas essenciais para a prevenção e/ou reversão do quadro clínico quando instalado.
Referências Bibliográfica
  1. Cruz-Jentoft AJ, Baeyens JP, Bauer JM, Boirie Y, Cederholm T, Landi F, et al. Sarcopenia: European consensus on definition and diagnosis - Report of the European Working Group on Sarcopenia in Older People. Age Ageing. 2010;39(4):412–23.
  1. International Working Group on Sarcopenia. Sarcopenia: An Undiagnosed Condition in Older Adults. Current Consensus Definition: Prevalence, Etiology, and Consequences. J Am Med Dir Assoc. 2011;12(4):249–56.
  1. Malafarina V, Uriz-Otano F, Iniesta R, Gil-Guerrero L. Effectiveness of nutritional supplementation on muscle mass in treatment of sarcopenia in old age: a systematic review. J Am Med Dir Assoc. 2013;14(1):10-7.
  1. Khamseh ME, Malek M, Aghili R, Emami Z. Sarcopenia and diabetes: pathogenesis and consequences. Br J Diabetes Vasc Dis 2011;11:230-4.
  1. Hashemi R, Heshmat R, Motlagh AD, Payab M, Esmaillzadeh A, Baigy F, et al. Sarcopenia and its determinants among Iranian elderly (SARIR): study protocol. J Diabetes Metab Disord. 2012;11:23.
  1. Kim TN, Park MS, Yang SJ, Yoo HJ, Kang HJ, Song W. Prevalence and Determinant Factors of Sarcopenia in Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2010;33(7):1497–9.
  1. Leenders M, Verdijk LB, van der Hoeven L, van Kranenburg J, Nilwik R, van Loon LJC et al. Patients With Type 2 Diabetes Show a Greater Decline in Muscle Mass, Muscle Strength, and Functional Capacity With Aging. J Am Med Dir Assoc. 2013;14(8):585-92.
  1. Bassil MSGougeon R. Muscle protein anabolism in type 2 diabetes. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2013 Jan;16(1):83-8.
  1. Rahi BMorais JADionne IJGaudreau PPayette HShatenstein B. The combined effects of diet quality and physical activity on maintenance of muscle strength among diabetic older adults from the NuAge cohort. Exp Gerontol. 2014;49:40-6.
  1. Morley JEArgiles JMEvans WJBhasin SCella DDeutz NE, et al. Nutritional recommendations for the management of sarcopenia. J Am Med Dir Assoc. 2010;11(6):391-6.
  1. Paula HAA, Oliveira FCE, São José JFB, Gomide CI, Alfenas RCG. Avaliação do estado nutricional de pacientes geriátricos. Rev Bras Nutr Clin. 2007;22(4):280-5
  1. Leenders MVerdijk LBvan der Hoeven Lvan Kranenburg JHartgens FWodzig WK, et al. Prolonged leucine supplementation does not augment muscle mass or affect glycemic control in elderly type 2 diabetic men. J Nutr.2011;141(6):1070-6.
  1. Leenders Mvan Loon LJ. Leucine as a pharmaconutrient to prevent and treat sarco

DISCUSSÃO DOS NOVOS CRITÉRIOS PARA CIRURGIA BARIÁTRICA


Será que o IMC é o único critério para indicação da Cirurgia Bariátrica? O tema foi debatido em um dos simpósios no XVI Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, promovido pela ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), no Rio de Janeiro. Os especialistas discutiram sobre quais poderiam ser os novos critérios para a recomendação da cirurgia bariátrica.
Para os especialistas o IMC, critério adotado atualmente, não é considerado ideal. Segundo o cirurgião Almino Ramos (SP), que participou da mesa debatedora, a recomendação “não pode ser abandonada e sim aprimorada”.
Foram apresentados alguns pontos discutidos em dois fóruns, realizados recentemente, onde estiveram reunidas a SBEM, Sociedade Brasileira de Diabetes, ABESO, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.
Um critério ideal, de acordo com o Dr. Almino, incluiria: Simplicidade – acessível e fácil de compreender (sem equipamentos caros); Reprodutível – medidas precisas e padronizadas passíveis de reproduzir seus resultados; Amplo – deve ser validade baseado na idade, sexo e etnia; Estabelecer prioridade e elegibilidade.
Os novos indicadores básicos do Escore de Risco Metabólico, que está sendo estudado e discutido, é composto pelos seguintes tópicos:
- Pacientes com diagnóstico/histórico de diabetes mellitus do tipo 2 por pelo menos cinco anos;
- Idade mínima de 30 anos;
- Hemoglobina glicada acima de 8%, mesmo em tratamento regular orientado por endocrinologista;
- Indicação cirúrgica pelo endocrinologista que acompanha o paciente;
- IMC acima de 30 kg/m2
Segundo o Dr. Luiz Turatti, vice-presidente da SBD, que estava no Simpósio, é um caminho a ser discutido e ainda falta muito para uma decisão final. “É uma tentativa de mudança. Sabemos que o critério ‘antigo’ do IMC, que ainda norteia as indicações cirúrgicas, é falho por uma série de aspectos. Existe uma necessidade de aprimoramento de muitas ferramentas que podem agregar conhecimento, até chegarmos a uma conclusão melhor. Mas, sem dúvida, esse escore precisa ser revisto de tempos em tempos, para que outras comorbidades graves possam ser contempladas”, explicou o endocrinologista.
O Dr. Turatti acredita ser fundamental a manutenção do debate. “Já foram realizados dois fóruns, mas isso precisa ser permanente. Daqui a dois anos, novas ideias virão”.
O documento entregue ao Conselho Federal de Medicina pode ser revisto, com solicitação de alterações e revisões. “Vamos sentar e discutir sobre o que precisa ser ajustado”.
Fonte: SBD