domingo, 3 de maio de 2015

Por que os conselhos para nutrição mudam muito?

Se comer ovos, não coma carne magra. Mas não era o contrário?
Quando recentemente o Conselho de Orientação de Dieta dos Estados Unidos (Dietary Guidelines Advisory Committee, DGAC, na sigla em inglês) desistiu de sua recomendação de restringir o consumo de alimentos ricos em colesterol, como os ovos, ou de reduzir o consumo de gorduras saturadas – para isso aconselhavam comer carne vermelha – ele contradisse uma recomendação tradicional adotada há anos e algo que era tomado como "evidência científica".
Tanto que a ideia se tornou uma "crença" arraigada na cabeça dos consumidores e foi tomada como base por toda a indústria para alimentos com baixos teores de gordura e colesterol.
Com a mudança da recomendação, os negócios afetados negativamente logo se revoltaram.
Leia mais: Inquérito investiga morte de britânica por uso de químico industrial para emagrecer
"Apesar dos dados que relacionam a carne vermelha processada ao câncer de cólon, também há uma evidência que sustenta o contrário", disse a vice-presidente de assuntos científicos do Instituto de Carne dos Estados Unidos, Betsy Booren, à mídia local.
"Os cientistas erraram antes? Que garantia temos de que, desta vez, estão certos? Qual conselho devemos seguir? Por que parece que eles não conseguem entrar em um acordo?", questionou.
Veja por exemplo o que já foi dito sobre os ovos:
  • 2010: Faz mal. Só se deve comer um ou no máximo dois ao dia (recomendações do DGAC)
  • 2011: Faz bem. "Não aumentam o risco de doenças do coração" (Publicação científica europeia de nutrição médica – European Journal of Medical Nutrition)
  • 2012: Faz mal. "As gemas são tão prejudiciais ao coração como fumar" (revistaArtherosclerosis)
  • 2013: Faz bem. "Não há relação entre o consumo de um ovo por dia e o aumento do risco de problemas cardiovasculares" (Publicação científica britânica - British Medical Journal)

Dificuldades

"Estamos diante de uma investigação contínua", explica à BBC Giuseppe Russolillo, diretor da Conferência Mundial de Nutricionistas e presidente da Fundação Espanhola de Nutricionistas (FEDN).
Em outras palavras, e como define Duane Mellor, professor de nutrição da Universidade de Nottingham, no norte da Inglaterra, conforme se adquire mais conhecimento, a ciência se refina, "e algumas coisas que acreditávamos ser definitivas o deixam de ser."
Cientistas alertam para estudos 'pouco confiáveis' sobre alimentação© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Cientistas alertam para estudos 'pouco confiáveis' sobre alimentação
"Mas nós, cientistas e nutricionistas, temos de trabalhar melhor em como comunicamos a mudança, para que o público não fique confuso. E não somos muito bons nisso", admite.
No entanto, os especialistas concordam que nem todos os trabalhos que são publicados têm bases sólidas e admitem que muitas vezes eles, por si só, não fornecem fortes evidências. E parte do problema está no quão difícil é conseguir provas científicas aleatórias e controladas quando se trata de alimentação humana.
"Infelizmente, estudos aleatórios controlados são complicados. Fazem parte de um quebra-cabeças que temos que resolver", disse Mellor.
Rusolillo aponta que estes estudos são custosos e que não são suficientes.
"O que tem força mesmo são as meta-análises de estudos científicos controlados. Ou seja, o estudo de um número significativo de estudos científicos sobre uma pergunta específica", explica.

'Prostituição profissional'

A nutricionista independente Anna Daniels tem a impressão de que, ao menos no Reino Unido, "as recomendações não mudam de maneira frequente por nada".
"Dá a impressão de que sim, e isso se deve ao fato de a mídia reproduzir certos estudos que surgem com evidências contraditórias, que podem não ser confiáveis o suficiente", diz.
A pergunta é: por que há tantos deles? E a resposta nos devolve à batalha que acontece nos Estados Unidos entre a indústria da carne e as autoridades encarregadas de formular as políticas públicas: existe uma linha tênue entre a ciência e as empresas de alimentos.
"Enfrentamos aquilo que chamamos de 'prostituição profissional': sociedades médicas que não trabalham com base da evidência científica e que, com conflitos de interesses, começam a dar recomendações à população", disse Russolillo.
"Não existe uma fórmula fácil de resolver esse problema. Os cientistas precisam trabalhar com a indústria de alimentos, porque eles fornecem os materiais para fazer os testes. Mas a relação deve ser transparente e explicada publicamente", disse Duane Mellor.
Assim, será que podemos comer ovos tranquilamente ou é melhor não? Quantos copos de vinho podemos tomar? A quem devemos dar ouvidos?
Abaixo, um guia com três passos para a boa alimentação, conforme nos disseram os especialistas:
1. Não se deixar levar pelas manchetes dos jornais. "Se uma notícia diz de repente que certo alimento, a gordura saturada por exemplo, é bom pra saúde, não faça esforços conscientes para incorporá-lo à dieta. A probabilidade maior é que o estudo tenha limitações e que a recomendação não seja tão clara", diz Anna Daniles.
2. Recorrer a especialistas. "Tem de tentar buscar informação junto a profissionais da nutrição – que são muitos -, às organizações… ainda que às vezes seja difícil dar uma resposta definitiva, porque não existem estudos de qualidade indubitável", pontua Giuseppe Russolillo.
3. Prefira o equilíbrio. "Em vez de focar nos alimentos, temos de olhar para os padrões da dieta. As refeições devem ser à base de vegetais, quantidades modestas de carnes, pão e cereais", aconselha Mellor.
Fonte:MSN

Cuidado com o açúcar para as crianças!

O açúcar em excesso é um perigo, e não é só para os dentes. O consumo exagerado de açúcar na infância pode favorecer o ganho de peso excessivo. Também existem fortes evidências de que muito açúcar na dieta aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperatividade com redução na capacidade de concentração e irritabilidade. O alto consumo de doces, balas e refrigerantes pode aumentar a concentração de insulina e adrenalina no sangue, que em excesso provocam ansiedade, excitação e dificuldade de concentração nas crianças. 
Segundo as recomendações da cartilha Dez passos para a alimentação saudável - guia alimentar para crianças menores de dois anos do Ministério da Saúde, crianças desta faixa etária não devem consumir açúcar refinado e alimentos preparados com o mesmo. É neste período que os hábitos alimentares estão sendo formados e, na maioria dos casos, acompanharão seu filho para o resto da vida. 
A Organização Mundial de Saúde lançará em breve uma recomendação de ingestão de açúcares para crianças a fim de evitar o ganho de gordura corporal e as cáries dentárias. Tudo indica que a recomendação será de não ultrapassar 10% da energia total de açúcar. Isso significa que uma criança de 2 anos de idade com 13 kg deve consumir 1300 calorias por dia sendo 16g de açúcares. Caso ela ingira 200ml de achocolatado, que contem 29g de açúcares, irá ultrapassar a recomendação! 
Dentro deste valor encontram-se não apenas a sacarose, mas também açúcares naturalmente presentes em frutas, mel e sucos, como a frutose e a glicose. Também inclui aqueles açúcares adicionados aos produtos industrializados e preparações caseiras. Você acha que seu filho costura ultrapassar as recomendações? 
O açúcar naturalmente presente nos alimentos, como frutas, raízes, cereais e verduras faz parte de uma alimentação saudável. Pois, fornecem energia e ao mesmo tempo nutrem a criança com proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Para as atividades do dia a dia, correr, jogar bola e estudar, as crianças necessitam de muita energia! 
A atenção dos pais devem estar nos produtos industrializados, pois a maior parte do açúcar consumido hoje está "escondido" nos alimentos processados. Por exemplo: 1 copo de 200ml de suco de laranja de caixinha contém 9 gramas de açúcares, 1 lata de 350ml de refrigerante tipo cola contém 37 gramas e 200ml de achocolatado tem 29g de açúcares.  
A indústria utiliza diversos tipos de açúcar, especialmente sacarose, xarope de glicose e xarope de milho, que são desnecessários para a saúde e prejudicam o metabolismo dos carboidratos e também das gorduras, elevando rapidamente a glicose no sangue e favorecendo o acúmulo de gordura corporal e sanguínea. 
Como fazer para encontrar o equilíbrio no dia a dia? A seguir, algumas dicas para reduzir o consumo de açúcar da alimentação de seu filho: 
© Fornecido por Minha Vida
1- Nos primeiros meses de introdução dos alimentos (6 aos 12 meses de vida) não dê alimentos açucarados (banana amassada com açúcar ou mel ou geleia, por exemplo) ao bebê. Nesse período a criança está descobrindo os sabores e os alimentos devem ser ofertados com seu sabor original, sem acréscimo de açúcar ou sal. 
2- Não dê refrigerantes ao seu filho. São ricos em açúcar, sal, aditivos químicos e cafeína (com exceção de alguns) contribuindo para o aparecimento de dislipidemias, hipertensão e diabetes. Se seu filho adora refrigerante, limite o consumo para eventos como festas de aniversário dos amiguinhos e nos demais dias ofereça suco natural caseiro. 
3- A ingestão habitual de balas, doces, biscoitos açucarados, geleias, sucos industrializados, refrigerantes e achocolatados, mantém moléculas de açúcares na boca que favorecem a proliferação de bactérias, a formação de cáries e a inflamação das gengivas. Caso seu filho coma doce, escove imediatamente os dentes para evitar a formação de cáries dentárias. 
4- Evite sucos de frutas industrializados, são concentrados em açúcar mesmo quando não foram adoçados. Prepare sucos e refrescos em casa com fruta in natura e água filtrada. 
5- Ofereça água como principal fonte de hidratação, para que seu filho crie o hábito de consumir líquidos sem sabor e reduza o consumo de sucos e refrigerantes. 
6- Ofereça frutas frescas como sobremesa e evite doces que contenham chocolate e cremes. Caso ele não aceite bem a fruta in natura, tente aquecê-la para torná-la ainda mais doce e palatável.  
7- Lembre-se de que o mel é um açúcar semelhante à sacarose e deve ser usado com moderação. 
Fonte: MSN

Antiinflamatórios naturais que ajudam a tratar dores!

5 Anti-inflamatórios naturais para tratar a dor articular
A inflamação do joelho devido ao desgaste da articulação ou as dores nos dedos das mãos e pés são processos comuns que quase sempre nos obrigam a recorrer a remédios para eliminar o incômodo.
Pois bem, você sabia que existem anti-inflamatórios naturais maravilhosos que podem aliviar a dor articular de forma muito eficaz? Obviamente, sempre devemos seguir, em primeiro lugar, as receitas e recomendações médicas, mas quando estiver em casa e sentir a necessidade de tomar um calmante ou o clássico ibuprofeno, experimente antes estes anti-inflamatórios naturais. Você vai ver como eles oferecem um alívio quase imediato!

 1. O alecrim

alecrim
O alecrim é uma erva aromática e medicinal muito comum na dieta mediterrânea, que oferece um sabor característico aos pratos e que, além disso, é muito utilizada em todo tipo de remédio caseiro. Você sabia que ele possui uma propriedade que o torna capaz de agir da mesma forma que um remédio calmante? É ótimo para reduzir todo tipo de dor articular.
Isso ocorre, basicamente, pelo fato da sua composição possuir ácido ursólico, que combate de forma muito eficaz este tipo de infecção que se produz ao redor das cartilagens ou nas articulações das mãos e dos joelhos. Tudo isso sem provocar nenhum efeito colateral.
Toma nota de como você pode se beneficiar dele:

Ingredientes

200 gramas de alecrim
2 copos de água (400ml)

Como preparar

O único passo a ser seguido é fazer uma infusão. Quando a água estiver fervendo, adicione os ramos de alecrim para que as propriedades dele sejam destiladas durante 20 minutos. Passado este tempo, reserve e deixe descansando. Você pode tomar 2 copos por dia.

2. Cavalinha

erva
Você pode comprar a cavalinha em farmácias e em lojas de produtos naturais. Ela é maravilhosa, pois além de ter se estabelecido como um dos melhores anti-inflamatórios naturais, é uma planta que nos aporta diversas vitaminas e minerais. Como tomá-la? Fazendo uma infusão, duas vezes ao dia. Certamente ela vai cair muito bem!

3. O açafrão (ou cúrcuma)

curcuma
Já falamos algumas vezes sobre o açafrão (também chamado de cúrcuma) em nosso espaço. Esta especiaria originária da Ásia dá uma cor atraente a nossas refeições, e também é fabulosa para tratar a dor articular. Não hesite em experimentá-la antes de recorrer ao ibuprofeno quando estiver sentindo dor.
Graças às suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antioxidantes, ele combate muito adequadamente todos os processos infecciosos que nosso corpo pode sofrer, além de ser capaz de desintoxicar qualquer tecido ferido. Para aproveitar os benefícios do açafrão, você pode preparar uma infusão da seguinte maneira:

Ingredientes

  • Uma colher de açafrão (20 gramas)
  • 3 copos de água (750ml)
  • 3 colheres de mel (60 gramas)

Como preparar

Começaremos esquentando a água. Quando você perceber que ela começou a ferver, acrescente a colher de açafrão. Você verá que, imediatamente, a água vai adquirir uma coloração amarelada muito forte. Permita que a água se mantenha em ebulição durante 10 minutos para, depois, deixar que ela repouse. Qual o próximo passo? Coe o conteúdo e adicione as três colheres de mel. Podemos ir bebendo com regularidade ao longo de todo o dia para tratar a inflamação e a dor articular. Muito fácil!

4. O gengibre

gengibre
Estamos certos de que você já imaginava que o gengibre ia aparecer nesta lista. Esta raiz medicinal é, possivelmente, um dos melhores anti-inflamatórios naturais, muito adequado também para tratar os processos relacionados com a dor articular.
Por isso, nos dias em que estiver sofrendo de dor, não hesite em preparar o seguinte remédio.

Ingredientes

200 gramas de raiz de gengibre ralada
2 copos de água (400ml)
2 colheres de mel

Como preparar

Assim como nos exemplos anteriores, iremos fazer uma infusão com a planta medicinal. Neste caso, quando a água estiver fervendo,acrescente o gengibre para que fique cozinhando ao longo de 20 minutos. Passado este tempo, deixe que repouse por 10 minutos para, depois, coar o conteúdo.
O passo seguinte será adicionar as duas colheres de mel. Como você pode ver, o mel é um ingrediente imprescindível neste tipo de remédio já que, graças a suas propriedades naturais, ele também combate muito eficazmente todo tipo de dor articular. Lembre-se de beber dois copos por dia. Certamente este remédio dará um bom resultado.

5. A linhaça

linhaca
Você pode encontrar sementes de linhaça facilmente em lojas naturais especializadas. Elas não são caras e atuam como anti-inflamatórios naturais. Pois bem, você sabe por que elas são adequadas para tratar eficazmente a dor articular?
  • Por sua composição à base de ômega 3 de origem natural.Graças a isso, fortalecemos nosso sistema imunológico e ajudamos nosso corpo a combater estas infecções que se criam ao redor das articulações. Vale a pena lembrar que, na hora de tomar ômega 3, sempre será mais recomendável que seja de origem vegetal e que, se ele proceder de gorduras animais, conseguiremos exatamente o efeito contrário, ou seja, “nos inflamarmos”.
  • Como tomamos as sementes de linhaça? Iremos ingerir duas colheres diariamente (aproximadamente 40 gramas). Você pode consumi-las de forma natural ou adicionando-as a saladas, mas nunca as cozinhe, pois neste caso perderemos grande parte deste ômega 3, e além disso, a digestão poderá ser prejudicada. Por isso, lembre-se: tome-as de forma natural todos os dias, como estas vitaminas às quais nos acostumamos e que tanto cuidam de nós.
Sempre será mais adequado recorrer primeiro a estes anti-inflamatórios naturais do que ao ibuprofeno. No entanto, siga sempre todas as recomendações que forem passadas pelo seu médico.
Fonte: Melhor com saúde