sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Atração por alimentos mais calóricos pode ter explicação na genética

Você não resiste a alimentos com alto teor de gordura e açucarados? Sua genética pode ser a culpada.
Pesquisadores dizem ter identificado um par de variantes genéticas que interagem para reforçar respostas de recompensa do cérebro a alimentos ricos em gordura e açúcar.
Eles acreditam que as descobertas podem levar a novos tratamentos para a obesidade.
As duas variantes genéticas estão localizadas perto do gene FTO, que está associado com aumento do risco de obesidade, e o gene DRD2, disseram os pesquisadores.
O estudo, realizado por pesquisadores da Imperial College London, foi apresentado na Obesity Week 2015.
"Pela primeira vez, nós também descobriramos que a ativação de uma parte do cérebro, chamada striatum, foi aumentada quando as pessoas com a variante FTO olharam para alimentos de alto teor calórico, mas isso dependia de qual variante do gene DRD2 possuíam ", disse o líder da equipe de pesquisa, Tony Goldstone, em um comunicado à imprensa, na Obesity Society. "A variante DRD2 altera a forma de resposta da dopamina no cérebro."
Os resultados sugerem que, por alguma razão, as pessoas com a variante FTO são mais propensas a serem obesas porque os sinais de dopamina no seu cérebro impulsionariam a vontade de ingerir estes alimentos quando se está diante deles.
"É possível que as pessoas com estas variantes genéticas específicas possam responder de forma diferente a certos tratamentos para a obesidade", disse Goldstone.
Os pesquisadores utilizaram ressonância magnética funcional para avaliar as respostas do cérebro dos participantes enquanto eles viam imagens de qualquer alimento com alto teor calórico ou de baixa caloria. Os participantes também foram solicitados a classificar como atraente ou não cada uma das imagens. Todos tiveram seu DNA analisado.
As descobertas, segundo especialistas, podem ajudar os pesquisadores a entender melhor a base biológica de comportamentos que podem predispor algumas pessoas à obesidade e sugerir abordagens mais individualizadas para tratamento.
Os dados e conclusões apresentados em encontros são geralmente considerados preliminares até publicado em uma publicação científica.
FONTE: The Obesity Society, comunicado de imprensa, 05 de novembro de 2015

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