sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os 10 alimentos industrializados vilões da alimentação infantil

Nuggets, refrigerantes, sucos de caixinha, biscoitos recheados, salsicha ou hambúrguer congelado: qual criança não se derrete por essas guloseimas e qual pai e mãe, na correria do dia a dia, não costuma oferecer a elas os alimentos acima? O problema, explicam nutricionistas ouvidas pelo Tempo de Mulher, é que esses alimentos industrializados muitas vezes são ricos em sódio, gordura e açúcares refinados, considerado os grandes vilões da alimentação quando consumidos com muita frequência.
"Os nuggets, preparados com carnes processadas, contêm muito conservantes e têm alto teor de gordura. Por isso devem ser substituídos por peito de frango empanado caseiro", recomenda Ana Carolina Terrazan, especialista em Nutrição Materno-Infantil e Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Já o refrigerante não traz qualquer benefício para a saúde. "São bebidas com altíssimo teor de sacarose, sódio e muitos corantes. As versões light e zero possuem adoçantes não indicados para crianças", adverte Ana Carolina.
Os biscoitos recheados, alimentos rotineiros na dieta infantil, não agregam valor nutricional significativo à alimentação da criança e carregam gordura saturada, gordura trans, corantes e elevado teor de açúcar. "Um pacote de biscoito recheado apresenta 30 gramas de gordura e 50g de açúcar, equivalendo a 8 pães franceses", adverte Karoline Basquerote, especialista em Nutrição Clínica e Doenças Crônicas do Hospital Moinhos de Vento e Pós-graduanda em Nutrição em Pediatria pelo Instituto de Pesquisas Ensino e Gestão em Saúde(IPGS).
O grande problema é que, em muitas casas, o alimento industrializado está 100% presente no dia a dia, enquanto os alimentos in natura ou as preparações caseiras não fazem parte da rotina alimentar.
"Em se tratando de alimentação infantil temos um número crescente e alarmante no consumo de alimentos ricos em sódio, gordura e açúcares refinados e estes são prejudiciais quando consumidos rotineiramente. Há muito com o que se preocupar quando temos consumo desenfreado de produtos cujos ingredientes principais são estes acima citados", adverte Ana Carolina.
A nutricionista explica ainda que a gordura presente nestes alimentos raramente é um tipo de gordura "saudável", sendo normal encontrar altos teores de gordura trans ou saturada em pequenas porções com uma quantidade de sódio (utilizado como conservante) que, muitas vezes, ultrapassa os limites de consumo aceitáveis para um dia inteiro.
Alguns produtos apresentam muito mais açúcar em sua composição
"A quantidade de açúcares também vai além da conta e, muitas vezes, os produtos apresentam muito mais açúcar em sua composição do que o alimento/nutriente natural, como, por exemplo, os sucos de caixinha em relação à fruta. O fato é que muitas famílias oferecem estes alimentos em demasia e ignoram os problemas que podem vir a enfrentar no futuro", adverte a especialista em Nutrição Materno-Infantil, Karoline Basquerote.
Ela alerta que devemos evitar os alimentos industrializados com grande quantidade de conservantes e aditivos químicos em sua composição porque, além de serem pobres em nutrientes, prejudicam a absorção das vitaminas e minerais fundamentais ao nosso organismo.
E faz um alerta: o consumo excessivo desses tipos de alimentos está fortemente relacionado ao surgimento da obesidade infantil e, consequentemente, de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e dislipidemias (níveis elevados de gordura no sangue).
"Com o crescente aumento da obesidade infantil, diversos estudos têm apontado a alimentação inadequada, baseada em alimentos industrializados, como um dos principais vilões a desencadear doenças crônicas cada vez mais precocemente. Doenças que um tempo atrás eram encontradas apenas em adultos e idosos agora já apresentam casos espantosos na população infantil", afirma Karoline.
No entanto, nada de radicalismos na hora de riscar estes alimentos de uma hora para outra da rotina alimentar dos filhos.
"Tenho duas filhas, estudo e trabalho com alimentação infantil e posso afirmar que a palavra "radical" não se encaixa com educação alimentar. A alimentação é um momento de confraternização e deve ser prazerosa, não incluindo o "proibido". Sou a favor do eventual e da moderação. Se uma criança é educada desde pequena a uma alimentação adequada e saudável, automaticamente o consumo desses alimentos será moderado e não precisará ser restrito", observa Karoline Basquerote.
Estabeleçam metas para consumo desses alimentos
Para as crianças que já consomem as "guloseimas" é possível estabelecer metas. O ideal, aconselha Ana Carolina Terrazan, é nunca cortar tudo de uma só vez. "Levar as crianças ao supermercado ou às feiras é sempre uma boa alternativa para colocar a criança em contato com os alimentos e instigar a curiosidade por outros sabores", recomenda.
"Pais e mães devem estar cientes que, para que as crianças tenham bons hábitos alimentares, eles também precisam ter. Crianças normalmente se espelham nos pais e fica difícil para elas entenderem que um alimento não é saudável se os pais comem todos os dias esses alimentos. Uma dica para aqueles que oferecem esse tipo de alimento diariamente é reduzir a oferta para algumas vezes na semana inicialmente e seguir as orientações do nutricionista para a reeducação alimentar", completa Karoline.
As nutricionistas explicam como o consumo excessivo desses alimentos industrializados podem estimular a obesidade infantil.
Fonte: Minhavida

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