domingo, 18 de janeiro de 2015

Incentive seu bebê a comer sozinho com estes sete passos

Bebê comendo sozinho - Getty Images
A partir dos oito meses de vida, os pequenos ganham mais coordenação motora e começam a querer comer sozinhos - um aprendizado saudável e necessário. "Uma criança consegue desenvolver suas habilidades à medida que a refeição tem novidades, novos sabores e cores", conta o nutrólogo Ary Cardoso, do Instituto da Criança do HC-FMUSP. "Se a introdução de alimentos variados for gradativa, ela fica curiosa e aprende a manipulá-los até conseguir segurar sozinha."
Com um ano e meio, o bebê já deve querer segurar a sua colherzinha. "Mas vale ressaltar que cada criança tem seu tempo e é preciso paciência com a bagunça", lembra a pediatra Wilma Hossaka, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. A seguir, veja o que os especialistas recomendam para incentivar seu pequeno a comer sozinho. 
Deixe seu pequeno comer com as mãos
A primeira aventura de seu pequeno com a comida será com as mãos. Essa fase, segundo a pediatra Wilma Hossaka, é fundamental para que ele descubra a textura dos alimentos. "Os pais podem começar a dar alimentos com alguma consistência, como uma bolachinha, biscoito de polvilho, uma banana ou uma fatia pequena de maçã. A criança deve conseguir segurar o alimento sem esmagá-lo", afirma.  
Brincar com a comida é permitido
Nesta fase, a diversão será inevitável - e até mesmo saudável. Wilma Hossaka conta que é assim que o bebê irá descobrir como se manuseia o alimento. Deixe o babador a postos e fique tranquilo se for parar comida na cabeça, no colo... 
Inclua talheres na brincadeira
Aos poucos, os movimentos com as mãos se tornarão mais precisos. Ao perceber isso, os pais já podem introduzir mais um elemento no jogo: os talheres. Para a pediatra Wilma, o ideal é que isso comece quando o pequeno quiser segurar o talher junto com o adulto, em uma tentativa de aprendizado. "A princípio, o bebê não saberá fazer isso, vai deixar o talher, não vai conseguir colocar comida na colher, não vai conseguir levá-la à boca, mas é importante continuar tentando", afirma a pediatra.
Os talheres mais indicados são aqueles mais "grossinhos", de plástico ou silicone, que machucam menos e são mais fáceis de segurar. Os de metal, por serem mais finos e terem maior capacidade de cortar, podem machucar o bebê, já que ele não tem noção de profundidade. Não é preciso comprar as colheres com cabinho "torto", já que é necessário que o pequeno se adapte a segurar o talher que usará até a vida adulta.  
Estabeleça uma rotina
Um bebê que acorda cedo, toma mamadeira cedo e come uma fruta, aproximadamente, às 10h, terá fome quando chegar a hora do almoço. "Agora, se ela acordou tarde e comeu tarde, na hora do almoço ela não vai querer comer, e isso dificulta o processo", diz Wilma Hossaka. "A criança precisa de rotina, de disciplina, mas sem estresse, para que os momentos das refeições sejam mais agradáveis", acrescenta o nutrólogo Ary Cardoso, do Instituto da Criança do HC-FMUSP. 
Use copinhos com alças
Já tentou substituir a mamadeira pelo copinho? Ele treina a coordenação da criança e simula o mesmo movimento que a boca do bebê faz no peito da mãe, ao contrário da mamadeira. "Recomendamos aquele copinho com bocal e alças, uma ou duas, para que facilite na hora de segurar", aconselha a pediatra do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. 
Ofereça os alimentos certos
Para a pediatra Wilma Hossaka, a comida deve ser chamativa para aumentar a curiosidade e a vontade da criança de comer sozinha. Vale picar batata, beterraba, tomate e lascas de carne e de peixe, com um tempero agradável de óleo de oliva. "A criança irá aprender a diferenciar cores e movimentar bem os dedinhos, além de receber novidades alimentares saudáveis", justifica Cardoso.  
Sirva de exemplo
O bebê tem o costume de imitar os adultos e fará isso na hora das refeições também. Por isso, manter horários regulares nas refeições e ingerir alimentos saudáveis são ótimos passos na hora de incentivar seu pequeno a aprender a comer sozinho. "A família que não tem um horário para todos comerem à mesa diminui a aceitação da criança ao alimento. Deve existir pelo menos uma refeição em família", recomenda a pediatra Wilma. 
Fonte:MSN

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