sábado, 11 de outubro de 2014

Estresse oxidativo, como evitar?

O exercício ocasiona consumo de oxigênio, o que desperta o interesse sobre a formação de radicais livres e o estresse oxidativo. É sabido que o consumo de oxigênio aumentado durante e após o exercício ativa caminhos metabólicos específicos que resultam na formação de radicais livres, principalmente no caso de exercícios de alta intensidade. Mas o que é estresse oxidativo?
Estresse oxidativo corresponde à formação aumentada de radicais livres e à incapacidade do sistema antioxidante combatê-los. Isso ocorre em situações de grande demanda física, como certas doenças (infecções, cânceres, diabetes, doenças reumatológicas, doenças neurodegenerativas, etc), déficit nutricional, estresse psicológico e esforço físico exagerado. Os radicais livres agem na membrana das células, no DNA e em proteínas, acarretando lesões que são responsáveis por alterações da função celular. Então, podemos afirmar que os radicais livres são vilões e que neutralizá-los deve ser uma meta? Não.
O desequilíbrio da produção de radicais livres e, portanto, o estresse oxidativo é que precisa ser combatido, não os radicais livre em si. Nosso organismo, por exemplo, precisa de radicais livres para: a ativação do sistema imunológico e combate de infecções bacterianas; produzir óxido nítrico (NO) e, assim, prevenir o desenvolvimento de hipertensão arterial; e  agir em processos de detoxificação de medicamentos no fígado.
Os estudos apontam que a produção de radicais livres é aumentada quando o organismo é exposto ao exercício físico de alta intensidade, bem como aqueles realizados por longos períodos ou efetuados até a exaustão. É interessante observar que o treinamento físico programado ao expor o organismo ao aumento da produção de radicais livres, promove o processo de adaptação. Nesse processo de adaptação do organismo ao exercício, há o aumento da expressão gênica e, por consequência, a produção de enzimas antioxidantes: catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. A literatura mostra que corredores e triatletas possuem atividade aumentada de superóxido peroxidase. A glutationa peroxidase é dependente de selênio e sintetizada a partir da glutamina e a superóxido dismutase é dependente de cobre, zinco e manganês. Desse modo, podemos inferir que a dieta está envolvida no processo adaptativo da formação de radicais livres no exercício programado.
É importante apontar, também, o mecanismo de defesa antioxidante não enzimático, o qual engloba nutrientes específicos e reforça o papel da dieta na prevenção e controle do estresse oxidativo. São eles: a vitamina C, a vitamina E, o beta caroteno, os polifenóis e a coenzima Q.
Recentemente, foram publicados trabalhos associando estresse oxidativo, exercícios de longa duração e/ou extenuantes a dieta rica em antioxidantes e a expressão gênica de enzimas antioxidantes. A manutenção dos estoques antioxidantes do organismo depende intrinsecamente da ingestão de determinados grupos de alimentos ou da suplementação controlada de nutrientes. Em caso de suplementação, atenção deve ser redobrada, pois o excesso de cobre, ferro e vitamina A age como pró-oxidante, facilitando a síntese de  radical hodroxil – a harmonia entre vitaminas e minerais é para a adequada ação antioxidante.
Portanto, a dieta é importante fator para promoção e manutenção do balanço oxidante/antioxidante para atletas e praticantes regulares de exercícios de alta intensidade. Cereais integrais, leguminosas, carnes, sementes oleaginosas, hortaliças, frutas e laticínios devem ser consumidos em quantidades recomendadas e personalizadas para que as necessidades nutricionais sejam atingidas. O uso de suplementação deve ser avaliado e prescrito por nutricionista em casos específicos.

Fonte: A.nutricionista

Como comer após um bypass gástrico

Passo a passo
Dificuldade Fácil
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Como comer após um bypass gástrico
O bypass gástrico é uma das alternativas cirúrgicas mais comuns entre pessoas que sofrem de obesidade. Oferece uma mudança importante para a vida do paciente, garantindo a perda de peso, no entanto, é necessário realizar várias modificações nos hábitos para garantir o sucesso total da intervenção. Se você está com dúvidas entre submeter-se ou não a esta cirurgia bariátrica, ou já a superou com sucesso e deseja conhecer suas opções de alimentos, em umComo.com.br explicamos como comer após um bypass gástrico.
Foto: scienceblogs.com
Instruções
  1. Depois de sair de uma operação de bypass gástrico é muito importante seguir à risca as indicações do médico. Normalmente inicia-se com uma dieta líquida à qual vão sendo incorporados alimentos sólidos pouco a pouco.
    No entanto, o que mais preocupa os pacientes é o tipo de alimento que poderá ser ingerido mais para a frente, as porções e se é necessário ou não complementar a dieta com suplementos vitamínicos. Nos próximos passos esclarecemos estas dúvidas.
  2. Durante o primeiro mês o mais normal é levar uma dieta de alimentos líquidos ou triturados, para permitir que o estômago se recupere. Mas é importante não esquecer de ingerir todos os nutrientes que o corpo requer, por essa razão se recomendam os cremes de vegetais e proteínas, sopas que se misturem por exemplo com carne ou frango triturado, purês de batata ou vegetais, compotas de frutas, etc.
  3. A primeira mudança que é fundamental fazer após um bypass gástrico, é o ajuste das porções que se ingerem. Como a operação consiste em uma redução do tamanho do estômago, comer as quantidades que se comiam antes não só é impossível, mas também tem consequências como o mal-estar estomacal intenso.
    Após um bypass você ficará satisfeito bem mais rápido, por isso é importante começar a comer também com o cérebro e ajustar as porções a tamanhos bem menores dos habituais. Comece consumindo 1/4 do que comeria antes para experimentar, se ficar satisfeito não coma mais.
  4. Os alimentos, pelo menos durante os três primeiros meses, devem ser macios. Recomenda-se optar por carnes macias que além disso estejam picadas em pedaços pequenos para que se possam digerir muito melhor no seu estômago, deste modo você evita que trabalhe mais do que o necessário.
    Depois deste período e depois da prévia permissão do seu médico, você poderá começar a incorporar os alimentos sólidos habituais, incluindo grãos, frutos secos, etc.
  5. Depois de um bypass gástrico a forma de comer deve mudar. Por isso em vez de três refeições principais e abundantes, o melhor é realizar 5 refeições diárias com porções menores. É importante ouvir o seu corpo e esquecer de como você comia antes, uma vez que esteja satisfeito deixe de comer, não importa se você ingeriu pouca quantidade, é necessário seguir à risca este conselho para evitar o mal-estar.
  6. É necessário manter uma dieta saudável após o bypass gástrico, não só para ver melhores resultados de forma mais rápida, mas também para garantir a saúde do seu estômago. A proteína magra como o peixe, frango, peru ou carnes vermelhas sem gordura são boas aliadas. Além disso, você deve consumir frutas e vegetais diariamente para manter o seu corpo nutrido.
    Evite os alimentos e preparações muito gordurosas, açúcares processados, alimentos que podem ficar agarrados às paredes do estômago, como bolos industrializados, pão ou massa. Limite também o consumo de refrigerantes, álcool e comida lixo.
  7. Devido ao tipo de operação na qual consiste o bypass, há duas recomendações fundamentais que devem ser sempre consideradas para estar corretamente alimentados:
    • Coma lentamente e mastigue muito bem os alimentos, triturando o mais que puder antes de engolir. Desta forma você impede que grandes pedaços encham o seu estômago muito rápido, reduzindo a possibilidade de consumir os nutrientes que precisa.
    • Também é importante não beber líquidos nem antes nem durante a comida, assim seu estômago não se encherá de água e poderá comer um pouco mais de alimento, permitindo o seu corpo receber a maior quantidade de vitaminas.
  8. É muito importante consultar seu médico sobre a possibilidade de tomar suplementos vitamínicos, só um especialista poderá dizer se é conveniente tomá-los.
  9. Se deseja ler mais artigos parecidos a como comer após um bypass gástrico , recomendamos que entre na nossa categoria de Obesidade .

Fonte: Umcomo

Dumping na cirurgia bariátrica

Síndrome de Dumping Cupcakes.
É uma complicação comum após a cirurgia bariátrica e faz com que ocorra a passagem do conteúdo gástrico que está no estômago para o intestino de forma muito rápida.
Nesse caso, deve-se evitar principalmente o consumo de alimentos que sejam ricos em carboidratos e açúcar. A síndrome de dumping pode ser dividida nas formas precoce ou tardia e é o resultado das alterações feitas no procedimento de armazenar do estômago. Pode ser diagnosticada por meio dos sintomas que são apresentados pelos pacientes submetidos à cirurgia gástrica.

Pode causar sonolência, fraqueza, náuseas, cólicas intestinais, desmaios e diarreia, após a pessoa ter se alimentado. Entretanto, nem todos têm a mesma reação e os sintomas variam de um paciente para o outro. O tratamento dever ser feito com base em uma dieta alimentar e a criação do hábito de descansar após as refeições para atrasar o esvaziamento estomacal.

Dumping precoce

Ocorre por volta de 30 a 60 minutos após a refeição e pode ser decorrente do esvaziamento gástrico levando a desvios do líquido intravascular para a luz do intestino. Isso resulta em uma distensão muito rápida do intestino delgado, aumentando as contrações do intestino. Seus sintomas são diarreia, náuseas, cefaleia e rubor.

Dumping tardio

Pode ocorrer de 1 a 3 horas após as refeições e a oferta rápida de alimento para o intestino delgado causa uma alta concentração de carboidratos no intestino delgado proximal e na absorção da glicose. Os altos níveis de insulina causam uma hipoglicemia subsequente. Seus sintomas são tremores, dificuldades para se concentrar, redução da consciência, fome e respiração.

Práticando exércícios físicos.Efeito Platô


É o nome dado quando o peso corporal do paciente se estabiliza devido a sua adaptação à restrição dos alimentos. Isso causa a sensação de não estar mais perdendo peso após um período. Porém, o paciente deve continuar realizando a dieta saudável, pois o corpo irá reiniciar o ciclo de emagrecimento. Além disso, as atividades físicas
devem ser mantidas.
Gastrostomia ou Jejunostomia

É um tipo de procedimento para fixar uma sonda alimentar com a criação de um orifício no estômago ou próximo ao jejuno. Esse procedimento cria uma ligação do ambiente externo com o interno.


A síndrome de dumping é complicação pós-cirúrgica comum depois de cirurgia gástrica. Os sintomas de dumping produzem morbidade considerável.
Felizmente, as indicações para cirurgia gástrica estão declinando, embora a necessidade de cirurgia gástrica em casos de emergência não tenha mudado.
Inicialmente, os pacientes com esta afecção devem ser tratados clinicamente com modificações da dieta e octreotida. Deve ser dada muita atenção ao estado nutricional do paciente. Se a conduta clínica falhar em proporcionar alívio adequado dos sintomas, deverá ser oferecida cirurgia para remediar com a compreensão de que mesmo a intervenção cirúrgica pode não ser bem-sucedida.
Dieta: Proibições e instruções na dieta são muito importantes na conduta para a síndrome de dumping.
A ingestão diária de calorias se divide em 6 refeições.
A ingestão de líquidos durante e com as refeições fica restrita. É útil evitar líquidos por pelo menos meia hora depois de uma refeição.
É melhor evitar açúcares simples.
Leite e derivados, em geral, não são tolerados e devem ser evitados.
Como a ingestão de carboidratos fica restrita, a ingestão de proteínas e de gordura deve ser aumentada para preencher as necessidades energéticas.
A maioria dos pacientes tem sintomas relativamente leves e responde bem às manipulações da dieta. Em alguns pacientes com hipotensão pós-prandial, o decúbito dorsal por 30 minutos depois das refeições pode adiar o esvaziamento gástrico e também aumentar o retorno venoso, assim minimizando as chances de síncope.
A suplementação de fibras na dieta tem comprovado efeito no tratamento de episódios hipoglicêmicos. Muitas terapias clínicas têm sido testadas, incluindo pectina, goma de aguar e glucomannan. Estas fibras da dieta formam géis com carboidratos, resultando em demora na absorção da glicose e prolongamento do tempo de trânsito intestinal.

 

Fonte: Cirurgia bariátrica