segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Milho é rico em vitaminas e minerais, mas deve ser consumido com moderação

O milho é considerado um dos alimentos mais nutritivos que existe, pois contém praticamente todos os aminoácidos. Ele também é um dos mais conhecidos, utilizado seja para consumo humano ou para produção de ração animal. Não é a toa que seu nome indígena significa "sustento a vida". Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no entanto, no Brasil, apenas 5% do total produzido é destinado ao nosso consumo - pode ser encontrado na forma de mingau, creme, bolo, pipoca e, até mesmo, nas opções mais simples, como as saladas. 
Quando está na forma de grãos secos, é considerado um cereal. Já quando está fresco, o milho é reconhecido um legume. Por conta dessa versatilidade é que podemos fazer diversos pratos com o alimento, sendo alguns considerados ícones da culinária brasileira, como o curau, a pamonha ou a canjica. Além disso, o alimento também pode ser encontrado no fubá, em sua própria farinha e em subprodutos, como óleos, xaropes e, até mesmo, bebidas. 
Além de fibras, possui proteínas, vitamina Avitaminas do complexo Bferro, potássio, fósforo, cálcio e celulose. É também uma boa fonte de carboidratos, ou seja, de energia, e é utilizado para fazer pães. O alimento não contém a proteína glúten, portanto pode ser utilizado por pacientes celíacos. Em função da boa quantidade de fibras, favorece uma melhora da função intestinal. Por ser uma opção de baixo índice glicêmico, é um bom alimento para pacientes portadores de diabetes tipo 1 ou 2. 
100 gramas de milho contêm cerca de 370 calorias distribuídas em proteínas (10g), gorduras (5g) e carboidratos (70g). Além disso, ainda encontramos 3g de fibras e vitamina E, vitamina B3,ácido fólico, potássio e fósforo. O ideal seria um consumo em torno de 2.000 calorias/dia para uma pessoa de 70 kg, calculando que a ingestão seja cerca de 1.200 calorias de carboidratos, 400 calorias de proteínas e 600 calorias sob a forma de gorduras. Dentro desse contexto da ingestão média diária de 2.000 calorias/dia, o milho pode integrar uma refeição balanceada nesses níveis proporcionais de quantidade calórica diária. 
O consumo em excesso pode predispor a formação de depósitos de gordura no nosso organismo. Por essa razão, não se recomenda uma ingestão que possa ultrapassar a quantidade de calorias médias que um indivíduo deve ingerir em um período de 24 horas. O ideal é que a pessoa consuma abaixo de 450 gramas por dia. 
Como temos grandes variedades de pratos que levam o milho em sua composição, o indivíduo pode escolher a melhor maneira de consumir o alimento, quer seja na sua forma natural, ou em cereais matinais, mingaus, tortas, polenta, pipoca, pamonha, canjica. É preciso apenas redobrar a atenção para a quantidade que está sendo ingerida, já que esse é um alimento calórico e que proporciona muita energia, podendo provocar o acúmulo de gordura. Se consumido de maneira correta na rotina, o milho só terá benefícios a proporcionar. 
Fonte:MSN

Adoçantes podem levar ao Diabetes?

Usado comumente por quem busca perder peso e por portadores de diabetes, o adoçante mais uma vez encontra destaque na mídia, apontado como um colaborador do desenvolvimento da resistência à insulina
Uma publicação aqui, outra ali e correntes se formam com opiniões divergentes, sendo apontado como colaborador de doenças e em outras vertentes como um grande aliado na luta contra a obesidade e para os portadores de diabetes

Pesquisa polêmica

Segundo estudo publicado na revista Nature em setembro de 2014, o adoçante seria "culpado" por aumentar o risco de desenvolvimento da síndrome metabólica, estágio em que a insulina tem sua ação dificultada. 
O estudo foi realizado em roedores divididos em dois grupos, o grupo 1 que ingeriu adoçante (sacarina, aspartame e sucralose) em doses altas e o grupo 2 que ingeriu água e açúcar. A conclusão foi de que o grupo consumidor de adoçante não conseguiu metabolizar o adoçante, criando distúrbios metabólicos levando a uma possível a intolerância a glicose. 
Nos humanos, os voluntários se submeteram ao mesmo teste (apenas com a sacarina) e em alguns deles foi observado o aumento da resistência à insulina, mas não sendo conclusivas, visto que o estudo não relata as condições das pessoas analisadas. 

Como se desenvolve a resistência à insulina

A resistência à insulina se caracteriza quando seu corpo ainda produz insulina, mas o hormônio tem dificuldade em realizar sua ação de enviar a glicose para dentro das células. 
Neste processo o organismo começa a sofrer picos de glicose no sangue, obrigando o pâncreas a fabricar mais insulina. Essa superprodução ativa uma resposta inflamatória, levando a um declínio da saúde e abrindo as portas para diversas doenças. 
O que favorece esses picos? O consumo exagerado de carboidratos refinados, doces, massas, pães e alimentos com índice e carga glicêmicas altas, que além de engordar, pelo alto valor calórico ainda promove essas inflamações. 

Dilema

Hábitos e estilo de vida atuais, como a má alimentação e sedentarismo, trazem a obesidade ao status de epidemia e isso é um fato, basta olhar para os lados. 
A dieta atual de grande parte população é composta por alimentos ricos em gordura e recheados de açúcar, industrializados e refinados, itens pobre em nutrientes e fibras, que causam picos de glicose e insulina no sangue, favorecendo o surgimento de doenças ligadas a má alimentação, como hipertensão, aumento do colesterol ruim, síndrome metabólica, diabetes e até mesmo alguns tipos de câncer. 

Será o adoçante o único vilão?

Muito se engana quem tenta achar um único vilão responsável por todas as doenças e distúrbios metabólicos. Com certeza é preciso uma análise mais criteriosa e mais estudos e testes para que o uso do adoçante se torne mais consciente, evitando o excesso e abuso. O uso e a indicação devem ser feitas caso a caso por profissional da área de saúde e seu uso restrito ao mínimo necessário, até que os estudos se mostrem mais conclusivos. 
E mais do que isso, é preciso diminuir o consumo do que realmente vem nos fazendo mal, evitando os excessos, cortando alimentos processados, ricos em sódio, refinados, ricos em gordura saturada e gordura trans que elevam os processos bioquímicos de inflamações no organismo. Aliado a isso, deve-se aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes e cereais integrais e boas gorduras e praticar exercícios físicos de maneira frequente, pois eles nos ajudam a manter nosso corpo saudável. 
A princípio este é o único consenso real, baseado em evidências científicas incontestáveis.
Fonte: MInha Vida