sábado, 6 de setembro de 2014

Abeso e Sbem se manifestam sobre a liberação dos inibidores de apetite


 Nota referente aprovação da PDS 52/2014


No Brasil, 65 milhões de adultos estão acima do peso e, dentre esses, 22 milhões são obesos. Além de medidas de prevenção para que esses números não aumentem, é fundamental o tratamento dos que já possuem a doença instalada.
O controle da obesidade, uma doença crônica e progressiva, implica em redução do número de casos de DIABETES melito tipo 2, hipertensão arterial, vários tipos de cânceres, doença cardiovascular, além de melhorar a qualidade de vida e a produtividade no trabalho. Em segundo plano, o controle da obesidade reduz drasticamente os custos com essas doenças, que são responsáveis pelo maior número de mortes entre os brasileiros.
Na última terça-feira (2), o Senado Federal aprovou o PDS 52/2014, que anula a RDC 52/2011 da ANVISA, que proibia a venda dos medicamentos anfepramona, mazindol e femproporex. A justificativa foi de que a agência regulatória extrapolou na sua função. E, na visão das entidades médicas, realmente ela o fez, ignorando a posição dos especialistas, o que é de praxe em algumas agências, como a agência americana.
Afentermina, medicamento dessa mesma classe, foi prescrito para 2,4 milhões de obesos americanos em 2011, correspondendo a 90% das prescrições para o tratamento da obesidade nos Estados Unidos da América.
A ABESO e o Departamento de Obesidade da SBEM reafirmam que a utilização de tais medicamentos, utilizados de forma controlada e em dose adequada, é uma ferramenta importante no tratamento da obesidade e devem ser prescritos sempre associados a melhora na qualidade da alimentação e aumento da atividade física.
Associação Brasileirapara Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica

Sociedade Brasileirade Endocrinologia e Metabologia – Departamento de Obesidade
Fonte: ABESO

Obesidade infantil

Fatores que podem contribuir para o aumento da epidemia de obesidade infantil

A secretaria de saúde de uma cidade do Colorado. EUA, fez um alerta dos fatores de risco que podem estar contribuindo para o aumento da epidemia de obesidade infantil. Um dos primeiros fatores seria a obesidade ou sobrepeso da mãe durante a gestação, que leva à criança a ter uma predisposição para obesidade. Outros fatores seriam associados a hábitos introduzidos antes dos dois anos de idade que também contribuem para o aumento do risco para a obesidade, incluindo: 
- introdução de alimentos sólidos antes dos quatro meses de idade;

- beber muito suco açucarado, que pode ter tanto açúcar quanto refrigerantes adoçados com açúcar;

- comer fast-food mais do que uma vez por semana;

assistir muita TV, ou ficar muito exposto à tecnologia (celulares, jogos, tablets);

- não dormir o suficiente.

Para ajudar a definir uma trajetória saudável para as crianças no início da vida, o órgão sugere:

- amamentar exclusivamente por pelo menos seis meses;

- eliminar ou controlar o consumo de bebidas açucaradas.

- reduzir o tempo em frente à TV, computador e tablet há menos de duas horas por dia para crianças menores de dois anos;

- não permitir TVs no quarto das crianças;

- incentivar a criança a participar de atividade física diária.

Fonte: ABESO