terça-feira, 2 de setembro de 2014

Quando os bebês começam a comer sozinhos?

Se as mãozinhas do seu bebê já não param de pegar coisas - e o pequeno leva tudo à boca! - é hora de se preparar para mais uma fase de grande aprendizado: comer sozinho. Como explica a presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Roseli Sarni, as crianças se desenvolvem em ritmos bastante diferentes, por isso é difícil determinar a idade precisa do início da autonomia. "Com sete ou oito meses pode ser o momento de incentivá-lo a comer sozinho. É importante que os pais observem se o bebê já troca os objetos de mão, explora as coisas com a boca e, principalmente, se senta sem apoios. Sentar sem ajuda indica maturidade suficiente do sistema digestivo para comer sozinho", ensina a pediatra.

De acordo com a especialista, a criança demonstrará interesse de comer sozinha quando estiver preparada e os pais devem incentivar, apesar da bagunça que esse momento gera. Comer sozinho cria sentimentos de autonomia e confiança no bebê, além de estimular o desenvolvimento motor, especialmente a coordenação motora fina. "Essa é uma conquista importante para a criança, e não só do ponto de vista do desenvolvimento da sua capacidade manual. Comer pela própria mão é o começo da autonomia, da independência, da sua afirmação como pessoa", explica Dra. Roseli. Portanto, mamães, forrem as mesas e o chão e relaxem. Se a bagunça desesperar, lembrem-se que essa fase passa!
A supervisão do adulto é muito importante. Também é bom observar se o bebê tem propensão a engasgar, se ele já come papinha amassada com o garfo ou se ainda prefere o alimento passado na peneira
No início, a criança vai querer comer com as mãos. A médica diz que os pais devem permitir, afinal, esse gesto dá à criança muito prazer. Ela não estará apenas se alimentando, mas exercendo uma atividade lúdica, amassando os alimentos, conhecendo novas texturas, observando as cores. "Podemos, gradativamente, ir desencorajando a criança a comer com as mãos, e incentivando o uso de talheres macios, para que ela não se machuque ao utilizá-los. A tolerância com a sujeira é fundamental e a bagunça faz parte da aprendizagem. O excesso de rigidez pode interferir no prazer da criança em explorar o alimento de maneira mais ampla", afirma.
O que vai à mesa
A princípio, o alimento não vai à mesa, mas à mão mesmo. O bebê pode receber biscoitos, frutas e até pedaços de carne para que ele leve à boca e conheça novos sabores. A pediatra Roseli Sarni alerta que os alimentos devem ser difíceis de partir porque a criança ainda não mastiga: ela vai ficar "chupando" a comida até que derreta. Esse cuidado evita os temidos engasgos. "A supervisão do adulto é muito importante. Também é bom observar se o bebê tem propensão a engasgar, se ele já come papinha amassada com o garfo ou se ainda prefere o alimento passado na peneira. No segundo caso, pode ser melhor esperar um pouco mais." A médica comenta que as crianças se protegem dos engasgos com a tosse, mas que devem ser evitados a todo custo alimentos pequenos e redondos, como amendoins. Eles "descem" muito fácil e podem gerar problemas sérios - se o socorro não chegar a tempo, a criança pode até morrer.
Dra. Roseli alerta ainda para a qualidade dos alimentos: nada de biscoitos recheados e gordura trans. É bom evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, especialmente nos primeiros anos de vida. O sal deve ser usado com moderação e deve ser oferecida água porque os alimentos oferecidos ao lactente apresentam maior sobrecarga para os rins.
Fonte: Bolsa demulher

Cuidados com o consumo de açúcar na alimentação infantil

O açúcar em excesso é um perigo, e não é só para os dentes. O consumo exagerado de açúcar na infância pode favorecer o ganho de peso excessivo. Também existem fortes evidências de que muito açúcar na DIETA aumenta o risco de doenças cardiovasculares, DIABETES, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperatividade com redução na capacidade de concentração e irritabilidade. O alto consumo de doces, balas e refrigerantes pode aumentar a concentração de INSULINA e adrenalina no sangue, que em excesso provocam ansiedade, excitação e dificuldade de concentração nas crianças. 
Segundo as recomendações da cartilha Dez passos para a alimentação saudável - guia alimentar para crianças menores de dois anos do Ministério da Saúde, crianças desta faixa etária não devem consumir açúcar refinado e alimentos preparados com o mesmo. É neste período que os hábitos alimentares estão sendo formados e, na maioria dos casos, acompanharão seu filho para o resto da vida. 
A Organização Mundial de Saúde lançará em breve uma recomendação de ingestão de açúcares para crianças a fim de evitar o ganho de gordura corporal e as cáries dentárias. Tudo indica que a recomendação será de não ultrapassar 10% da energia total de açúcar. Isso significa que uma criança de 2 anos de idade com 13 kg deve consumir 1300 calorias por dia sendo 16g de açúcares. Caso ela ingira 200ml de achocolatado, que contem 29g de açúcares, irá ultrapassar a recomendação! 
Dentro deste valor encontram-se não apenas a sacarose, mas também açúcares naturalmente presentes em frutas, mel e sucos, como a frutose e a GLICOSE. Também inclui aqueles açúcares adicionados aos produtos industrializados e preparações caseiras. Você acha que seu filho costura ultrapassar as recomendações? 
O açúcar naturalmente presente nos alimentos, como frutas, raízes, cereais e verduras faz parte de uma alimentação saudável. Pois, fornecem energia e ao mesmo tempo nutrem a criança com proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Para as atividades do dia a dia, correr, jogar bola e estudar, as crianças necessitam de muita energia! 

A indústria utiliza diversos tipos de açúcar, especialmente sacarose, xarope de
 GLICOSE e xarope de milho, que são desnecessários para a saúde e prejudicam o metabolismo dos carboidratos e também das gorduras, elevando rapidamente a glicose no sangue e favorecendo o acúmulo de gordura corporal e sanguínea. A atenção dos pais devem estar nos produtos industrializados, pois a maior parte do açúcar consumido hoje está "escondido" nos alimentos processados. Por exemplo: 1 copo de 200ml de suco de laranja de caixinha contém 9 gramas de açúcares, 1 lata de 350ml de refrigerante tipo cola contém 37 gramas e 200ml de achocolatado tem 29g de açúcares.  
Como fazer para encontrar o equilíbrio no dia a dia? A seguir, algumas dicas para reduzir o consumo de açúcar da alimentação de seu filho: 
1- Nos primeiros meses de introdução dos alimentos (6 aos 12 meses de vida) não dê alimentos açucarados (banana amassada com açúcar ou mel ou geleia, por exemplo) ao bebê. Nesse período a criança está descobrindo os sabores e os alimentos devem ser ofertados com seu sabor original, sem acréscimo de açúcar ou sal. 
2- Não dê refrigerantes ao seu filho. São ricos em açúcar, sal, aditivos químicos e cafeína (com exceção de alguns) contribuindo para o aparecimento de dislipidemias, hipertensão e DIABETES. Se seu filho adora refrigerante, limite o consumo para eventos como festas de aniversário dos amiguinhos e nos demais dias ofereça suco natural caseiro. 
3- A ingestão habitual de balas, doces, biscoitos açucarados, geleias, sucos industrializados, refrigerantes e achocolatados, mantém moléculas de açúcares na boca que favorecem a proliferação de bactérias, a formação de cáries e a inflamação das gengivas. Caso seu filho coma doce, escove imediatamente os dentes para evitar a formação de cáries dentárias. 
4- Evite sucos de frutas industrializados, são concentrados em açúcar mesmo quando não foram adoçados. Prepare sucos e refrescos em casa com fruta in natura e água filtrada
5- Ofereça água como principal fonte de hidratação, para que seu filho crie o hábito de consumir líquidos sem sabor e reduza o consumo de sucos e refrigerantes. 
6- Ofereça frutas frescas como sobremesa e evite doces que contenham chocolate e cremes. Caso ele não aceite bem a fruta in natura, tente aquecê-la para torná-la ainda mais doce e palatável.  
7- Lembre-se de que o mel é um açúcar semelhante à sacarose e deve ser usado com moderação.
Fonte: MInha Vida