quinta-feira, 1 de maio de 2014

Últimas Notícias sobre Cirurgia bariátrica no Brasil

            
Pacientes de cirurgia bariátrica terão acesso a cuidado multidisciplinar

A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito ao cuidado integral da saúde e ao tratamento multidisciplinar. A medida significa cobertura obrigatória de consultas com fisioterapeutas, além da ampliação do número de consultas e de sessões (de seis para 12) com profissionais de especialidades como fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional.

Esse é um dos destaques do novo rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), anunciado no último dia 21 de outubro pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo diretor-presidente da ANS, André Longo. Pacientes que queiram se submeter à cirurgia bariátrica, por exemplo, terão direito a 12 sessões de psicologia.

A expectativa dos profissionais de saúde envolvidos com a cirurgia bariátrica é que a resolução venha a beneficiar, de maneira especial, as pessoas que queiram se submeter ao procedimento. Isso porque elas passarão a ter um acompanhamento multidisciplinar nas fases pré e pós-operatórias, o que, segundo afirmam, é fundamental para o sucesso do resultado da intervenção cirúrgica.

Na opinião da nutricionista Alessandra Coelho, vice-presidente da Comissão das Especialidades Associadas (COESAS), a medida pode ser considerada um benefício tanto para os usuários de planos de saúde quanto para o sistema de saúde pública do País. E afirma: “A inclusão dessas especialidades pode minimizar ou evitar custos futuros com doenças crônicas, pois o acesso ao tratamento multidisciplinar ajuda a prevenir complicações do pós-operatório.”


Novas coberturas dos planos de saúde

Além dessa novidade, o novo rol da ANS prevê a inclusão de mais 87 procedimentos – incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias – que devem ser obrigatoriamente oferecidos pelos planos de saúde individuais e coletivos aos seus beneficiários. Todas essas novas incorporações, que entram em vigor em janeiro do ano que vem, vão beneficiar 42,5 milhões de usuários com planos de saúde de assistência médica e outros 18,7 milhões com planos exclusivamente odontológicos.


A importância do tratamento multidisciplinar da obesidade
Em função da complexidade do atendimento ao paciente obeso mórbido, representantes das especialidades que fazem parte do tratamento multidisciplinar da obesidade têm promovido encontros com dois principais objetivos: criar um código de conduta específico da categoria e atrair cada vez mais profissionais interessados em lidar com essa doença, que é um grave problema de saúde pública no País.
Confira o que quatro especialistas, cada qual de uma área específica, falam das peculiaridades de seu trabalho durante as assistências pré e pós-operatórias no tratamento da obesidade.

Nutrição - Um dos fatores importantes para o sucesso da cirurgia está relacionado com mudanças de hábitos alimentares. Por isso a necessidade da presença de um nutricionista no acompanhamento multidisciplinar dos pacientes bariátricos, que, claro, devem receber tratamento individualizado.
Segundo a nutricionista Alessandra Coelho, vice-presidente da COESAS, é necessário respeitar questões de religião, costumes regionais e modos de comportamento, por exemplo. Ela afirma que essas características influenciam os hábitos alimentares das pessoas e por isso devem ser consideradas na prescrição da dieta. “O manejo nutricional no primeiro ano após a cirurgia deve ser adequadamente conduzido. Como é o período de maior redução de peso, é preciso saber equilibrar os níveis de proteínas e vitaminas”, ressalta Alessandra.

Psicologia - Uma das contribuições dos psicólogos é o desenvolvimento de um trabalho psicoeducacional com pacientes bariátricos, com o intuito de conscientizar o paciente de que ele precisa compreender os motivos conscientes e inconscientes da má alimentação, do sedentarismo, da falta de energia que pode estar associada a um quadro de depressão, do isolamento social causado pela obesidade, por exemplo. Só assim é possível uma mudança de estilo de vida por hábitos mais saudáveis.
Vale lembrar que o excesso de peso está associado a uma série de doenças que comprometem a qualidade da vida emocional. “O apoio familiar e dos amigos é fundamental para os bons resultados do processo de emagrecimento e para a manutenção do peso dessas pessoas”, afirma a psicóloga Isabel Paegle, coordenadora executiva da área de Psicologia da COESAS. E esse suporte familiar e social é também fundamental para evitar o reganho de peso dos pacientes operados.
Outro aspecto a ser considerado é a possibilidade da troca de uma compulsão por outra – quando, por exemplo, o paciente passa a beber ou a fumar mais para compensar a falta da comida, o que, em psicanálise, chama-se deslocamento de um sintoma psíquico para outro. Por isso a importância das sessões de psicoterapia, antes e depois do procedimento cirúrgico, que ajudam o paciente a entender que a saciedade imposta pela cirurgia pode levar a uma insatisfação alimentar.
Como explica Isabel, o acompanhamento anterior e posterior à realização da cirurgia é uma oportunidade valiosa para trabalhar os comportamentos socialmente aceitos, como ingestão de álcool, que, segundo a especialista, pode prejudicar a plena recuperação do paciente bariátrico.

Fonoaudiologia - A atuação dos fonoaudiólogos no tratamento da obesidade está principalmente relacionada ao trabalho de conscientizar, treinar e reabilitar o indivíduo para realizar as funções orofaciais de mastigação, deglutição, respiração, sucção e fala de forma eficiente para uma nova modalidade de alimentação, contribuindo, assim, na busca da estabilidade nutricional e na prevenção de riscos à saúde. “Como há uma redução significativa na capacidade gástrica, os pacientes bariátricos necessitam aprender uma nova maneira de realizar essas funções, visto que a ingestão de alimentos sólidos requer uma mastigação e, consequentemente, uma deglutição correta", explica Marlei Braude Canterji, coordenadora executiva de Fonoaudiologia da COESAS e fonoaudióloga do Grupo de Estudos das Cirurgias de Obesidade e Metabólica (GECOM) do Rio Grande do Sul. Um dos grandes desafios é tornar algo automático, como a mastigação, uma função consciente e realizada da maneira adequada, principalmente quando trabalhamos com pacientes adultos.

Fisioterapia - “A fisioterapia tem um papel fundamental para ajudar a melhorar o organismo como um todo”, afirma a fisioterapeuta Carolina Boeira Vargas, integrante da COESAS e do Centro da Obesidade Mórbida e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Pacientes obesos geralmente possuem problemas musculoesqueléticos e articulares, que atrapalham as tarefas do dia a dia, como amarrar os tênis, pentear o cabelo, subir e descer escadas.
A fisioterapia auxilia, de forma ativa, na melhora da execução dessas atividades por meio de técnicas facilitadoras para a promoção da saúde física – que visam à recuperação das funções motora e respiratória.
Em pacientes bariátricos, o fisioterapeuta tem atuação importante em todas as etapas do acompanhamento multidisciplinar: na pré-operatória, para fortalecer as funções pulmonar e física; na transoperatória, cuidando para que sua recuperação seja a melhor possível, e na pós-operatória, ajudando na recuperação das condições cardiorrespiratória e musculoesquelética desses pacientes.
Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia bariátrica

O que é a doença de Crohn

doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória crônica que pode afetar todo o sistema digestivo, mas acomete especialmente o íleo terminal (parte inferior do intestino delgado) e o cólon. Esse processo inflamatório é extremamente invasivo e compromete todas as camadas da parede intestinal: mucosa, submucosa, muscular e serosa.
A causa da enfermidade é desconhecida, mas não estão descartadas as hipóteses de que seja provocada pela desregulação do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo. Fatores genéticos, ambientais, dietéticos ou infecciosos também podem estar envolvidos.
A doença de Crohn se manifesta igualmente em homens e mulheres e, em grande parte dos casos, em parentes próximos. A incidência é maior entre os 20 e os 40 anos e mais alta nos fumantes. Doença de Crohn é um fator de risco para o câncer de intestino.
Sintomas
Os sintomas mais comuns da doença de Crohn são dor abdominal (geralmente no quadrante inferior direito) associada à diarreia (com ou sem sinais de muco e sangue), febre, perda de peso e enfraquecimento por causa da dificuldade para absorver os nutrientes.
Podem ocorrer, ainda, sintomas provocados por complicações à distância, como dores articulares, aftas, lesões de pele do tipo pioderma gangrenoso (ferida com a aparência de um vulcão) e do eritema nodoso (nódulos dolorosos e avermelhados na subepiderme), além de inflamação dos olhos (uveíte), pedras nos rins e na vesícula.
As complicações mais graves, porém, são a obstrução intestinal e, em 30% dos casos, a presença de fissuras e fístulas, ou seja, de perfurações no intestino que podem drenar para a região perineal, para a vagina e para a bexiga.
Diagnóstico
O exame clínico e o levantamento da história do paciente, assim como alguns exames de sangue, são instrumentos importantes para o diagnóstico da doença de Crohn. No entanto, como a enfermidade pode comprometer todo o aparelho digestivo e desenvolver sintomas semelhantes aos de outras moléstias gastrintestinais, é necessário localizar as áreas afetadas, por meio de exames de imagem, como endoscopia digestiva, colonoscopia, raios X do trânsito intestinal (enema opaco), tomografia e ressonância magnética, a fim de estabelecer o diagnóstico diferencial.
Tratamento
Ainda não se conhece a cura para a doença de Crohn. Mesmo quando ocorrem períodos de remissão espontânea, as crises podem recidivar.
O tratamento é instituído de acordo com a fase de evolução da doença, que pode ser classificada em leve, moderada e grave. Basicamente, ele se volta para conter o processo inflamatório, aliviar os sintomas, prevenir as recidivas e corrigir as deficiências nutricionais. Nas fases agudas, pode ser necessário administrar corticosteroides por via oral.
Se o paciente não responder a esse tratamento, existem drogas imunossupressoras que induzem períodos de remissão clínica, mas podem ter efeitos colaterais adversos. Na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica fica reservada para os quadros graves de obstrução intestinal, doença perineal, hemorragias e fistulas.
Recomendações
A maioria dos doentes, quando entra em remissão, leva vida praticamente normal. Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir as crises.
* Não fume;
* Pratique atividade física moderada;
* Procure identificar os alimentos que lhe fazem mal e evite os que podem agravar os sintomas;
* Controle o peso;
* Evite, na medida do possível, as situações de estresse;
* Reduza a ingesta de alimentos gordurosos de origem animal e de alimentos ricos em fibra;
* Peça a orientação de um nutricionista para selecionar uma dieta balanceada;
* Verifique o aspecto das fezes sempre que utilizar o vaso sanitário. Se notar sinais de sangue e alterações sem justificativa aparente nos hábitos intestinais, consulte um médico.
Fonte: Dr. Drauzio Varella

O que é Hipotireoidismo?


Sinônimos: Mixedema; Hipotireoidismo adulto
Hipotireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide não produz hormônio da tireoide suficiente.

Causas

A glândula tireoide está localizada na frente do pescoço logo abaixo da laringe. Ela libera hormônios que controlam o metabolismo.
O hipotireoidismo ou tireoide sub-reativa é mais comum em mulheres e pessoas com mais de 50 anos.
A causa mais comum do hipotireoidismo é a tireoidite. Inchaço e inflamação que danificam as células da glândula tireoide. Causas desse problema incluem:
  • Um ataque da glândula tireoide pelo sistema imunológico
  • Resfriado ou outra infecção respiratória
  • Gravidez (muitas vezes chamada de "tireoidite pós-parto")
Outras causas de hipotireoidismo incluem:
  • Certas drogas, como lítio e amiodarona
  • Defeitos congênitos (nascimento)
  • Tratamentos por radiação no pescoço ou cérebro para tratar diferentes tipos de câncer
  • O iodo radioativo usado para tratar a glândula tireoide super-reativa
  • Retirada cirúrgica de parte ou toda a glândula tireoide
  • Síndrome de Sheehan, uma doença que pode ocorrer em uma mulher que sangra muito durante a gravidez ou no parto e provoca a destruição da glândula pituitária

Exames

Um exame físico pode revelar uma glândula tireoide menor que o normal, embora às vezes a glândula tenha o tamanho normal ou até mesmo ampliado (bócio). O exame também pode revelar:
  • Unhas frágeis
  • Partes grosseiras no rosto
  • Pele pálida ou seca que pode estar fria ao toque
  • Inchaço dos braços e pernas
  • Cabelo fino e quebradiço
Os exames laboratoriais para determinar a função da tireoide incluem:
  • Exame de TSH
  • Exame de T4
Outros exames podem ser feitos:
  • Níveis de colesterol
  • Hemograma completo (CBC)
  • Enzimas do fígado
  • Prolactina
  • Sódio

Mais sobre Hipotireoidismo

Consulte o seu médico se tiver sintomas de hipotireoidismo (ou mixedema).
Se estiver tratando hipotireoidismo, consulte o médico se:
  • Desenvolver dor no tórax ou frequência cardíaca rápida
  • Tiver uma infecção
  • Os sintomas piorarem ou não melhorarem com o tratamento
  • Você desenvolve novos sintomas

Sintomas de Hipotireoidismo

Primeiros sintomas:
Sintomas tardios, se deixados sem tratamento:
  • Diminuição do paladar e olfato
  • Rouquidão
  • Rosto, mãos e pés inchados
  • Fala lenta
  • Engrossamento da pele
  • Afinamento das sobrancelhas


Tratamento de Hipotireoidismo

O objetivo do tratamento é repor o hormônio da tireoide que está faltando. A levotiroxina é a medicação usada mais comumente.
  • Os médicos prescrevem a dose mais baixa possível para aliviar os sintomas e normalizar os níveis do hormônio no sangue.
  • Se você tiver uma doença cardíaca ou for idoso, seu médico pode começar com uma dose muito pequena.
  • A maioria das pessoas com tireoide sub-reativa precisa manter a terapia durante toda a vida.
Ao iniciar o medicamento, o médico poderá verificar seus níveis de hormônio a cada 2 ou 3 meses. Depois disso, os níveis de hormônio da tireoide devem ser monitorados pelo menos anualmente.
Coisas importantes que devem ser lembradas ao tomar hormônio para tireoide:
  • NÃO pare de tomar o medicamento quando se sentir melhor. Continue a tomar exatamente como o médico prescreveu.
  • Se você mudar a marca do remédio para tireoide, informe ao médico. Os níveis podem ter que ser verificados.
  • O que você come pode mudar a forma pela qual seu corpo absorve o medicamento para tireoide. Converse com seu médico se estiver comendo muitos produtos de soja ou se estiver fazendo uma dieta com alto teor de fibras.
  • O remédio para tireoide funciona melhor com o estômago vazio e se tomado 1 hora antes de qualquer outro medicamento.
  • NÃO tome hormônio para tireoide com suplementos à base fibra, cálcio, ferro, multivitamínicos, antiácidos á base de hidróxido de alumínio, colestipol ou medicamentos que acumulem ácidos biliares.
Enquanto estiver fazendo terapia para reposição de hormônio da tireoide, informe ao médico se tiver algum sintoma que sugira que a sua dose está muito alta, por exemplo:
  • Palpitações
  • Perda rápida de peso
  • Inquietação ou agitação
  • Sudorese
O coma mixedematoso é uma emergência médica que ocorre quando o nível de hormônios da tireoide no corpo ficam muito baixos. É tratado com reposição de hormônio da tireoide por via intravenosa. Alguns pacientes podem precisar de terapia de apoio (oxigênio, auxílio à respiração, reposição de fluidos) e enfermagem com cuidados intensivos.


Expectativas

Na maioria dos casos, os níveis de hormônio da tireoide voltam ao normal com o tratamento adequado. Contudo, você deve fazer reposição de hormônio da tireoide pelo resto da vida.
O coma mixedematoso pode resultar em morte.

Complicações possíveis

O coma mixedematoso, a forma mais grave de hipotireoidismo, é raro. Pode ser causado por uma infecção, doença, exposição ao frio ou certos medicamentos em pessoas com hipotireoidismo sem tratamento.
Sintomas e sinais de coma mixedematoso incluem:
Outras complicações são:
Pessoas com hipotireoidismo não tratado têm risco maior de:
  • Dar à luz a um bebê com defeitos de nascimento
  • Doença cardíaca devido aos níveis mais elevados de LDL ou "mau" colesterol
  • Insuficiência cardíaca
Pessoas tratadas com excesso de hormônio para a tireoide têm risco de sofrer de angina ou ataque cardíaco, bem como osteoporose (enfraquecimento dos ossos).

Prevenção

Não há prevenção para hipotireoidismo.
Testes de triagem para recém-nascidos podem detectar o hipotireoidismo que está presente desde o nascimento (hipotireoidismo congênito).
Fonte: MINHA VIDA