sábado, 12 de abril de 2014

Cuidado com a dieta do frango, ovo e batata doce, conheça bem o assunto!

Nas academias o objetivo em comum é a hipertrofia muscular, assim, buscando este tipo de resultado uma das dietas que os indivíduos estão adeptos é composta por clara de ovo, batata doce e frango em todas as refeições. Indivíduos fisicamente ativos necessitam de uma dieta balanceada em todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras,vitaminas e minerais) levando em consideração o tipo de atividade, duração, período e o objetivo a ser alcançado, o que não ocorre neste tipo de dieta. 

Abaixo citamos possíveis elucidações para a escolha destes alimentos na dieta com o objetivo de ganho de massa muscular
Clara de ovo: é um alimento rico em proteínas, principalmente a albumina, relacionada com a recuperação muscular pós-treino. Em duas claras de ovos temos aproximadamente 6 gramas de proteínas, recomendamos no máximo a ingestão de 2 unidades ao dia.  
Batata doce: é considerada um alimento fonte de carboidrato complexo com baixo índice glicêmico, ou seja, quando consumida demora um tempo maior para ser digerida e lançada como glicose na corrente sanguínea, não levando a picos de insulina. Desse modo pode ser benéfica no pré-treino fornecendo energia durante a prática da atividade física, prolongando o treino do indivíduo e prevenindo a fadiga. Muitos bodybuilders também optam pela batata doce como fonte de carboidrato da dieta por ela conter fibras, vitamina C e potássio. Porém é importante lembrar que parte desses nutrientes (vitamina C e potássio) é perdida na água do cozimento e as fibras estão mais presentes na casca. 
Frango: ele foi escolhido como uma fonte de proteína de alto valor biológico, ou seja, possui todos os aminoácidos essenciais (que o organismo não produz), estes aminoácidos são responsáveis pelo anabolismo muscular, principalmente pós-treino. Estudos mostram que os aminoácidos são responsáveis por atuar nas vias de sinalização muscular controlando a síntese de novas proteínas auxiliando assim na recuperação das fibras que sofreram lesão. 

Uma dieta hiperproteica pode levar a sobrecarga renal uma vez que os produtos finais do metabolismo proteico (ureia e amônia) são filtrados nos rins. Além disso, os alimentos proteicos geram resíduos que acidificam o sangue, podendo levar ao aumento do ácido úrico e perda de cálcio dos ossos. 
Desse modo, vemos que estes alimentos escolhidos possuem suas propriedades e são importantes para indivíduos que buscam um ganho de massa muscular. Porém, uma dieta equilibrada nutricionalmente deve conter um consumo proteico de 15 a 20% do valor energético total, sendo que esta dieta pode chegar até 75% do valor total de proteínas. Apesar das proteínas serem apontadas como um dos principais nutrientes envolvidos na recuperação muscular e ganho de massa magra seu uso para o ganho de massa é limitado pelo organismo. Alguns estudos mostram que a ingestão máxima que irá ser utilizada pelo músculo é de 20 a 25g de proteína por refeição. Se em cada refeição a pessoa consumir 2 filés de frango (100 gramas cada) já vai estar ingerindo aproximadamente de 40 g de proteínas. 
O consumo inadequado de carboidratos pode levar a sintomas indesejados como mau humor, cansaço e dores de cabeça através da produção de corpos cetônicos, um composto tóxico produzido pelo organismo para obtenção de energia. 
Além disso, esta dieta quando realizada pode trazer deficiência de nutrientes ao indivíduo, como o consumo de gorduras inadequado. Já que a única gordura presente é a gordura saturada vinda do frango. O consumo de gorduras na alimentação deve ocorrer para que aconteça a otimização na absorção de vitaminas lipossolúveis importantes para o metabolismo dos desportistas. Porém, a ingestão de gordura não deve ultrapassar 30% do valor energético total do dia, devendo dar preferência ao consumo de gorduras insaturadas, presente em peixes, oleaginosas e azeite de oliva. 
Esta dieta possui baixo conteúdo de fibras, em média 6 gramas ao dia, sendo que o recomendado seria de 25 a 30 gramas ao dia. A ingestão de fibras provenientes de frutas, vegetais, hortaliças e cereais integrais agem na melhora do funcionamento intestinal, diminuição da absorção de colesterol e até auxiliando na perda de peso, uma vez que o seu consumo está associado a um maior tempo de saciedade. 
Verificamos que neste plano alimentar há deficiência de vitaminas e minerais antioxidantes como vitaminas C e E, selênio, zinco e cálcio. As vitaminas C (acerola, laranja, morango, couve) e vitamina E (azeite de oliva, nozes, soja) auxiliam no combate aos radicais livres, moléculas que podem agredir o DNA celular e levar o indivíduo a desenvolver câncer, doenças cardiovasculares e até mesmo envelhecimento precoce. Já o selênio (castanhas, nozes, amêndoas) e o zinco (peixes, cereais integrais), além de também atuarem no sistema antioxidante, possuem papel central na imunidade do indivíduo, que muitas vezes fica prejudicada quando a alimentação é muito restritiva. O cálcio (leite e derivados, vegetais verde escuros e sardinhas), mineral estritamente relacionado ao metabolismo ósseo e de contração muscular, essencial para praticantes de atividade física. 
A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte recomenda a ingestão de 1,2 a 1,4 g de proteína (por dia) por quilo de peso do indivíduo que malha diariamente e tem por objetivo o ganho de massa muscular. Para adequar esta ingestão de proteínas é importante fazer um rodízio entre os tipos de carnes (frango, peixe, carne vermelha sem gordura), leite e iogurtes naturais, queijos brancos, leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha) e oleaginosas (castanhas), a fim de manter a ingestão adequada de todos os nutrientes e controlar a quantidade de gordura saturada e colesterol. 
Com relação ao consumo de carboidratos deve-se priorizar o consumo dos integrais como pão e torradas integrais, arroz integral, quinoa, cevadinha, amaranto e tubérculos (batata, mandioca, mandioquinha, além da batata doce). 
Também se deve consumir 5 porções de vegetais por dia entre frutas, legumes e hortaliças, para garantir o aporte de vitaminas, minerais e fibras. 
Por fim, temos que priorizar a hidratação e consumo de eletrólitos por indivíduos que buscam a hipertrofia muscular. O músculo é composto 70% de água, ou seja, a hidratação é fator limitante para o desenvolvimento saudável de uma massa muscular. Durante os treinos há uma perda hídrica significativa, assim como uma perda de sais minerais como sódio e potássio, que devem ser repostos pela alimentação pós treino (frutas, água de coco, vegetais) ou através dos isotônicos. 
Artigo elaborado com a colaboração da nutricionista Karina Valentim da PB Consultoria em Nutrição. 

Quer ficar com um corpo escultural? Conheça algumas dicas de uma fisioculturista.

A dieta de Fernanda ( Fisioculturista) varia de acordo com a fase do treinamento. No início, quando busca o aumento da massa muscular, os carboidratos estão liberados para dar energia. "Os carboidratos integrais, como pão, massa e batata doce, estão presentes nessa etapa da dieta, bem como carnes brancas, como peixe e frango", declara. A proteína presente na clara do ovo também está no cardápio na forma de omelete e ovos mexidos.

Quando o treino ainda está no início, Fernanda come carne vermelha duas vezes na semana e se alimenta com muitos legumes e verduras. "Os doces são proibidos, nem fruta eu posso comer porque contém açúcar", afirma. A fisiculturista também bebe de seis a sete litros de água destilada por dia. "A bebida tem que ser deste tipo, pois não pode conter sódio", justifica.
Com o passar do tempo, o treino da fisiculturista, que faz atividade física todos os dias da semana, é intensificado. "As cargas ficam mais leves, mas as repetições aumentam e eu não tenho descanso entre os exercícios", afirma. As mudanças também são vistas na alimentação. O único carboidrato permitido é a batata doce. Legumes, verduras, frango e clara de ovo permanecem na dieta, mas em porções menores. Fernanda continua bebendo bastante líquido.
Na última semana, a alimentação fica bem mais restrita. "Eu só como 30 gramas de carboidrato de 2 em 2 horas e frango de 4 em 4 horas", conta. Nos últimos dois dias a quantidade de água ingerida também é diminuída. "Eu só posso tomar 750 ml, e no último dia antes da competição eu só posso molhar a boca, não posso tomar líquido para a pele 'grudar' no músculo", descreve.
Suplementos
Para alcançar seus objetivos, a fisiculturista investe pesado na suplementação e garante que nunca fez uso de anabolizantes. "Até porque os concursos dos quais participo sempre têm teste antidopping um dia antes da competição e quem fez uso dessas substâncias é desclassificado", conta ela, que diz nunca ter participado de nenhuma competição no Brasil pela falta desse tipo de exame antes das provas.
whey protein é consumido sempre depois do treino. Fernanda também toma BCAA, vitamina C, cálcio, complexo vitamínico, creatina e glutamina. A caseína é consumida na parte da noite e o HMB é usado para não perder a massa muscular. "Também uso a l-carnitina antes do treino, que dá um melhor condicionamento e ajuda a emagrecer", afirma.
Fonte: UOL

Super dicas para ajudar no controle de peso!

O sedentarismo e os maus hábitos alimentares estão entre as maiores causas do excesso de peso da população, juntamente com o abuso do álcool e de medicamentos e os fatores genéticos e ambientais. No entanto, conforme revelou a pesquisa divulgada pelo IBGE na última semana, a dieta muito calórica e pouco saudável dos brasileiros se destaca como a principal delas. Por este motivo, a reeducação alimentar está entre as principais estratégias utilizadas para emagrecer.

Dietas radicais que incitam uma intensa restrição calórica não são eficazes em todos os casos e podem diminuir o metabolismo, reduzir a perda de peso, elevar o estresse e aumentar o hormônio cortisol que provoca a elevação dos estoques de gordura e a compulsão alimentar.

— Não existe uma dieta padrão ou uma fórmula milagrosa para perder peso, o emagrecimento deve ocorrer de forma lenta e gradual para ser duradouro e saudável .


Veja 15 dicas da nutricionista para perder peso com segurança e sem prejuízos para a saúde:
1. Não deixe de tomar o café da manhã! Quem faz a refeição pela manhã se sente mais disposto e come menos ao longo do dia. Ele deve ser leve e balanceado, contendo cereais integrais e frutas;

2. Procure realizar de cinco a seis refeições ao dia, em pequenos volumes;

3. Mastigue bem os alimentos e realize suas refeições em locais tranquilos, para favorecer o processo de digestão;

4. Não fique mais de três horas sem se alimentar e estabeleça horários regulares para realizar suas refeições, pois isso mantém o metabolismo ativo e aumenta o gasto de calorias;

5. Consuma frutas, verduras e legumes variados. Além de serem ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e água, possuem baixo valor calórico.

6. Inicie as principais refeições pelo consumo de verduras e legumes. Eles são fontes de fibras que promovem saciedade;

7. Inclua na dieta quinua e amaranto, cereais integrais fontes de triptofano que aumentam a produção de serotonina, um neurotransmissor que diminui a compulsão alimentar. Outras fontes de triptofano são a banana, o damasco e o açaí;

8. Utilize adoçantes com moderação, pois seu consumo excessivo ativa os receptores de glicose no intestino, o que aumenta a glicemia e o acúmulo de gordura no tecido adiposo;

9. Troque o prato grande por um de sobremesa. O cérebro associa prato cheio com saciedade e, desse modo, você comerá menos, reduzindo o valor calórico da sua dieta;

10. As sobremesas devem ser à base de frutas, que podem ser cozidas e salpicadas de cacau e canela;

11. Beba bastante líquido na forma de água, chás e sucos naturais. Os sucos industrializados devem ser evitados, já que contêm corantes, conservantes, aromatizantes e açúcares;

12. Substitua os cereais refinados por cereais integrais como arroz, massas, biscoitos e pão;

13. Evite frituras e alimentos gordurosos. Prefira as preparações cozidas, assadas, grelhadas ou refogadas;

14. Não coma muitas guloseimas, doces, refrigerantes, alimentos enlatados, embutidos e outros produtos industrializados;

15. A prática orientada e regular de atividade física é fundamental, pois aumenta a queima de calorias. Opte por uma atividade física que lhe agrade. Caminhadas, andar de bicicleta e nadar são excelentes opções. 

Fonte: hagah saúde