segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Cirurgia Bariátrica



O número de obesos aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.

1 - Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado. 

2 -  Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.

3-    Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas). 

4-  Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia. 

5- Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente  tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.

6-  Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática. 

7-  A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso

8 - A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.

9 -  Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.

10 - Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto. 

Consultoria: Dra. Rosana Radominski – presidente da Abeso, que integra um dos Departamentos Científicos da SBEM

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Uso de Anabolizantes



O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.

1.    Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2.    O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como:  aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite). 

3.    No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite. 

4.    Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície. 

5.    Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba. 

6.    Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção. 

7.    O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8.    Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9.    Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10.    Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos.  Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.
Fonte: SBEM

Obesidade pode perturbar o crescimento ósseo durante a adolescência


Estudo de pesquisadores do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista mostrou que adolescentes obesos podem não ter o desenvolvimento adequado de massa óssea em relação ao seu peso corporal.

Tanto a gordura corporal quanto a massa magra do corpo têm um impacto sobre o crescimento do osso, mas não está claro se os ossos dos adolescentes mais pesados ​​são fortes o suficiente para o seu peso e que pode ter consequências de longo e curto prazo.

A aquisição mineral óssea "sobe exponencialmente em ambos os sexos", durante o surto de crescimento após a puberdade, escrevem os pesquisadores na revista Nutrition.

Estudos anteriores que examinaram se a obesidade interfere com o desenvolvimento dos ossos têm mostrado resultados conflitantes - alguns indicam a densidade óssea é boa quando comparada apenas a massa magra do adolescente (músculo).

Mas outros têm sugerido que a densidade óssea não aumenta o bastante durante este período importante para suportar o peso mais pesado dos adolescentes obesos, podendo colocá-los em maior risco de fraturas ósseas.

Como as taxas de obesidade em crianças e adolescentes são altas em muitas partes do mundo, os pesquisadores queriam explorar o assunto mais adiante.

O estudo foi realizado com adolescentes brasileiros. Aqui, a taxa de prevalência de sobrepeso/obesidade é de cerca de 30%, semelhante ao da população adolescente norte-americana.

O novo estudo envolveu 377 adolescentes, com idades de 10 a 19 anos de idade. Os pesquisadores excluíram as crianças que tomaram cálcio ou suplementos de ferro, que tomavam certos medicamentos ou que eram vegetarianos ou ingeriram dietas com alto teor de fibras. Os adolescentes eram todos não-fumantes e não bebiam, e nenhum deles participou de qualquer tipo de atividade física regular.

Os pesquisadores usaram o índice de massa corporal para categorizar os participantes em uma das quatro categorias . A maioria - cerca de 42% - caiu na categoria de peso normal. Outros 13% estava acima do peso, 38% era obesa e 7% foram classificados como extremamente obesos.

Os pesquisadores usaram absorciometria de dupla energia de raios-X , ou teste de DEXA, para determinar a composição corporal total e conteúdo mineral ósseo e densidade mineral óssea dos ossos da coxa e vértebras lombares.

O conteúdo mineral do osso é a quantidade de mineral encontrada em uma área específica, enquanto que a densidade mineral óssea é o conteúdo mineral do osso dividida pelo tamanho da área.

Os pesquisadores compararam as mudanças na massa magra e percentual de gordura entre os diferentes grupos de peso - eles descobriram que a massa magra ficou quase no mesmo percentual de gordura corporal, enquanto subia quando o peso subiu.

Mas o conteúdo mineral da densidade mineral óssea e osso não necessariamente aumentaram tanto quanto o percentual de gordura corporal.

Em geral, as meninas com os maiores percentuais de gordura corporal não mostraram aumento comparável em densidades ósseas do fêmur e vértebras.

Nos meninos, verificou-se que a densidade óssea e o teor de minerais não aumentaram comparativamente com a percentagem de gordura corporal em qualquer dos ossos testados .
Enquanto alguns excesso de gordura corporal têm sido identificados como um fator de proteção para as mulheres, a obesidade extrema não está associada com a densidade óssea normal, mesmo em adultos.

"A prevenção da obesidade é a melhor maneira de proteção para diminuir a incidência de eventos cardiovasculares metabólicas (hipertensão arterial, diabetes , dislipidemia ) e outros fatores que interferem com o aumento da massa óssea", disse uma das pesquisadoras, Tamara Beres Lederer Goldberg.

Este estudo não prova que o excesso de gordura tem um efeito negativo sobre a massa óssea, mas é um indicativo de que eles parecem caminhar de mãos dadas.
Também é importante observar que as crianças neste estudo não participaram de nenhuma atividade física regular. Crianças não obesas são fisicamente mais ativas e envolvidas especialmente em atividades de alto impacto, como futebol, basquete, ginástica e outros esportes que requerem corrida e salto, o que melhora o osso. Crianças gravemente obesas são menos propensas a participar desses esportes, dizem especialistas.


Fonte: Abeso