quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Prós e Contras da Carne vermelha

Poucos alimentos têm sido tão atacados nos últimos anos como a carne vermelha. Mais famosa por ser fonte de gorduras e colesterol do que pelos benefícios que traz ao organismo, ela foi tirada do cardápio de muitas pessoas que procuram perder peso e ter uma alimentação mais saudável. Mas, segundo muitos especialistas, cortar esse alimento da dieta sem antes procurar um nutricionista é um erro. "A carne vermelha é fonte de todas as proteínas e os aminoácidos essenciais para o nosso corpo. Ela não tem um substituto único e contém vitaminas que não são encontradas em nenhum outro alimento. Por isso, as pessoas devem pensar duas vezes antes de cortá-la da dieta", explica o nutrólogo Wilson Rondó, autor do livro "Sinal Verde para a Carne Vermelha".

De acordo com o especialista, uma alimentação saudável é aquela que traz um equilíbrio entre os micronutrientes, ou seja, vitaminas e minerais, e os macronutrientes, como gorduras, proteínas e carboidratos. Fechar a boca para alimentos ricos no último grupo, como a carne vermelha, pode até fazer mal ao organismo. Compare os prós e contras: 
Carne vermelha
Prós 

De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a carne vermelha contém inúmeros nutrientes que, se forem consumidos na medida certa, são importantes para o bom funcionamento do organismo. "Uma alimentação balanceada deve conter grande variedade de alimentos, incluindo carne branca, vermelha, peixe, laticínios, frutas, vegetais e grãos", explica.

Dentre todos os nutrientes encontrados na carne, os que ganham papel de destaque são as proteínas. Elas são consideradas completas, pois contêm os nove aminoácidos essenciais. Uma quantidade de 100 gramas de carne magra - com menos gordura - contém por volta de 20 a 30 gramas de proteína, o que equivale a, aproximadamente, 50% das necessidades diárias de um ser humano adulto.  
Para quem pratica exercícios físicos, ficar sem comer carne vermelha pode atrapalhar o treino, já que ela é fonte de diversos nutrientes que melhoram o desempenho muscular, como a mioglunulina - que promove o transporte de oxigênio para os músculos -, o ácido linoleico - que ajuda a perder peso e promove a perda de gordura - e a creatina, que ajuda a restaurar ATP após o esforço muscular. ATP é um tipo de molécula produzida durante a respiração celular, que dá energia ao corpo.

Segundo um estudo feito pelo Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, a creatina também ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue elevada em pessoas com diabetes. 
Músculos
Além disso, a carne vermelha também é fonte de mioglobulina, uma proteína que promove o transporte de oxigênio para as células musculares e age como antidepressivo, o que permite exercícios mais intensos e sensação de bem-estar. O alimento ainda é a única fonte de vitamina B12, indispensável para o funcionamento das células nervosas do corpo.

"Por isso, a maioria das pessoas que não comem nenhum tipo de alimento de origem animal, principalmente a carne vermelha, apresentam carência dessa vitamina em longo prazo quando não tomam suplementos vitamínicos", explica Wilson Rondó.  
carnes
Contras 

Mesmo que a carne vermelha traga benefícios ao organismo, seu consumo deve ser controlado, como praticamente todos os alimentos. "Ela pode liberar algumas substâncias nocivas à saúde se for cozida em excesso ou se for de procedência duvidosa", explica o nutrólogo Wilson, que afirma que a melhor opção de carne sempre será a que foi tirada de um gado criado em pastagens naturais e orgânicas.

Um estudo publicado pela revista Archives of Internal Medicine demonstra que quem controla o consumo de carne vermelha e carnes processadas vive mais. A pesquisa acompanhou por dez anos mais de meio milhão de pessoas com idades entre 50 e 71 anos. As pessoas que mais ingeriam carne vermelha (média de 62,5g em uma dieta de 1000 Kcal por dia) foram as que apresentaram maior mortalidade por doenças cardiovasculares e câncer, quando comparadas a aquelas que ingeriam menos carne vermelha (média de 9,8g / 1000 Kcal por dia). 
Carne vermelha
Os malefícios desse alimento estão mais ligados ao seu consumo excessivo, ou ao exagero da escolha de cortes muito "gordos", que contêm grande quantidade de gordura saturada que, por sua vez, está associada ao aumento dos níveis de colesterol, da pressão arterial e do risco de câncer. As carnes vermelhas ainda possuem compostos carcinogênicos que, se consumidos em excesso, aumentam as chances de câncer de intestino e próstata.

Veja quais são os cortes com mais gordura e mais magros: 
Cortes magros 

Patinho - 7 gramas de gordura
Maminha - 7 gramas de gordura
Músculo - 7 gramas de gordura
Lagarto - 9 gramas de gordura
Filé mignon - 9 gramas de gordura
Coxão duro - 9 gramas de gordura
Coxão mole - 9 gramas de gordura

Cortes gordos 


Acém - 11 gramas de gordura
Alcatra - 12 gramas de gordura
Contra-filé de costela - 13 gramas de gordura
Cupim - 13 gramas de gordura
Picanha - 20 gramas de gordura
Fraldinha - 26 gramas de gordura
Costela - 28 gramas de gordura 
Além disso, pessoas retêm mais ferro do que deveriam, precisam diminuir ou evitar o consumo de carne vermelha, que é rica nesse mineral. "Quem sofre de câncer de próstata deve tomar o mesmo cuidado, pois a carne estimula a produção de testosterona, o que pode prejudicar o quadro da doença", lembra Wilson Rondó. 
Fonte: MInha Vida

Especialistas elegem as melhores dietas de 2014

Para dar um empurrãozinho naqueles que prometeram emagrecer em 2014, a U.S. News & World Report, publicação norte-americana especializada em rankings, lançou a nova lista de melhores dietas do ano, avaliando 32 métodos de emagrecimento. O relatório foi publicado dia 07 de janeiro no site da revista.
Além da classificação geral, a publicação separa as premiações em várias categorias: melhordieta para perder peso; melhor dieta para o diabetes; melhor dieta para a saúde do coração; dieta mais econômica; dieta mais fácil de seguir; dieta para uma alimentação mais saudável; e melhor dieta baseada em vegetais.
A dieta DASH levou o primeiro lugar como melhor dieta para o diabetes e para uma alimentação mais saudável. Para a saúde do coração ganhou como melhor a dieta Ornish, uma abordagem de baixo teor de gordura semelhante à dieta DASH. A dieta mediterrânea - que enfatiza frutas, grãos, legumes, azeite e outros alimentos saudáveis - ficou em primeiro lugar para a melhor dieta baseada em vegetais.

Para montar os rankings, a
 U.S. News & World Report convida especialistas reconhecidos nacionalmente nos segmentos de dieta, nutrição, obesidade, psicologia alimentar, diabetes e doenças cardíacas. Os profissionais avaliam cada dieta em sete categorias: como é fácil de seguir, a sua capacidade de levar a perda de peso em longo e curto prazo, sua integridade nutricional, sua segurança, seu potencial para a prevenção e controle do diabetes e doenças cardíacas. Eles também falam sobre aspectos de cada dieta que particularmente gostaram ou não.Empatadas em último lugar na classificação geral, adieta paleolítica e a dieta Dukan são métodos que priorizam as proteínas na alimentação. Segundo os especialistas, essas dietas não pregam um estilo de vida saudável e não são fáceis de seguir nos dias atuais.
Após essa avaliação, cada dieta recebe uma nota que vai de uma a cinco estrelas. Confira as melhores dietas em cada categoria e mais informações sobre as propostas de emagrecimento e alimentação saudável:

Melhores Dietas - classificação geral

1. Dieta DASH (4,1 estrelas): sigla para Dietary Approaches to Stop Hypertension, a DASH surgiu por conta de um estudo realizado em universidades dos Estados Unidos, que avaliou o efeito da dieta sobre a pressão arterial. Essa dieta não limita apenas a ingestão de sódio, mas também de gordura saturada e colesterol, além de incentivar o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes, aves, leite e derivados com baixo teor de gordura, e alimentos fontes de gordura monoinsaturada.
2. Dieta TLC (4 estrelas): criada pelo Health's National Cholesterol Education Program, a dieta TLC (Therapeutic Lifestyle Changes) é endossada pela American Heart Association como um regime saudável para o coração, capaz de reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A chave é cortar drasticamente as gorduras, particularmente a saturada. Isso, junto com o foco nas fibras, pode ajudar a controlar o colesterol alto até mesmo sem medicação.

Melhores dietas para perder peso

1. Weight Watchers (3,8 estrelas): a Weight Watchers atribui a cada alimento um valor de pontos, com base em suas quantidades de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, calorias e outros. Cada pessoa tem um número de pontos que pode consumir por dia, conforme sua meta de emagrecimento. A metodologia também é utilizada no Brasil pela dieta dos pontos DS, do programa de emagrecimento online Dieta e Saúde, que conta com auxílio de nutricionistas, reuniões online e também a versão para celular. 
2. Jenny Craig, Biggest Loser e dieta Raw Food (3,5 estrelas): O plano Biggest Loser surgiu a partir do programa de TV com o mesmo nome (no Brasil, O Grande Perdedor ou Quem Perde Ganha) e prega refeições saudáveis regulares e muita atividade física. A dieta Jenny Craig é desenvolvida pela profissional que dá nome ao método, e seu diferencial são sessões semanais de acompanhamento com um consultor da clínica Jenny Craig, além de permitir o consumo de 1.200 a 2.300 calorias por dia. Por fim, a dieta Raw Food prega o consumo de frutas, legumes, nozes, sementes e ervas em seu estado natural, cruas.

Melhores dietas para o diabetes

1. Biggest Loser e dieta DASH (3,6 estrelas)                                      
2. The Engine 2 Diet (3,5 estrelas): A dieta prioriza as plantas e grãos, equilibrando o consumo de gorduras, proteínas e fibras por meio desses alimentos. É basicamente uma dieta vegana. O triatleta Rip Esselstyn, autor do livro que dá nome à dieta, completa o programa com um plano de fitness e instruções sobre como ler os rótulos nutricionais.

Melhores dietas para o coração

1. Dieta Ornish (4,6 estrelas): o professor de medicina da Universidade da Califórnia (EUA) e autor da dieta, Dean Ornish, categoriza alimentos em cinco grupos, do menos saudável para o mais saudável. Atividades aeróbicas, treinamento de resistência e flexibilidade são as sugestões de exercício do autor. Para gerenciar o estresse (por muito tempo um elemento central de seu programa), você pode fazer meditação e yoga.
2. Dieta TLC (4,5 estrelas)                                          
Dietas mais econômicas
1. Weight Watchers (3,9 estrelas)
2. Dieta Jenny Craig (3,7 estrelas)              

Melhores dietas para uma alimentação saudável

1. Dieta Dash (4,8 estrelas)
2. Dieta TLC (4,7 estrelas)                 

Dietas mais fáceis de seguir

1. Weight Watchers (3,7 estrelas)
2. Dieta Jenny Craig (3,6 estrelas)              

Melhores dietas baseadas em vegetais

1. Dieta mediterrânea (3,9 estrelas): é baseada na alimentação dos países que formam a região do mediterrâneo, como Itália, Espanha, Grécia, Egito e Líbano. O cardápio mediterrâneo se caracteriza pela riqueza do consumo de frutas, hortaliças, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes, leite e derivados, vinho, azeite de oliva e temperos naturais. Além disso, a dieta mediterrânea é caracterizada por um baixo consumo de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces, alimentos ricos em gordura e açúcar.
2. Dieta Flexitariana: é a junção das palavras flexível e vegetariana. O foi cunhado em 2009, no livro The Flexitarian Diet: The Mostly Vegetarian Way to Lose Weight, Be Healthier, Prevent Disease, and Add Years to Your Life, da nutricionista Dawn Jackson Blatner. Ela afirma que você não precisa eliminar a carne completamente, e ainda sim colher os benefícios de saúde associados com o vegetarianismo. Segundo a dieta flexitariana, você pode comer carne às vezes, mas é vegetariano a maior parte do tempo.
Fonte: Minha Vida