quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Uso de creatina na força máxima

O uso de suplementação sempre foi muito difundido no meio da musculação. Sendo que muitas vezes até alguns suplementos se tornaram “certezas de resultado” sem a devida comprovação científica. Muitosacreditam que são somente os suplementos que vão conseguir dar o suporte que se precisa para a hipertrofia. Pois bem, existem milhares de casos de excelentes resultados alcançados sem o uso de suplementação. Com o recente caso dasuspensão dos suplementos (whey Protein) pela Anvisa, a discussão sobre a eficácia de muitos suplementos deve voltar à tona com tudo.
Desta forma, usando como referência um estudo de Medeiros (2010) vamos analisar , a influência da suplementação de creatina noaumento da força máxima e assim sua influência na hipertrofia.
A suplementação de creatina busca uma ação ergogênica para a força muscular. Porém, ainda não há um consenso deste efeito, para o aumento na força isométrica máxima e consequentemente na amplitude do eletromiograma (EMG).
A utilização de suplementação nutricional com o objetivo de aumentar o desempenho físico é hoje em dia uma estratégia muito comum no cotidiano de indivíduos que sejam fisicamente ativos, chegando a alcançar os elevados índices de 40%, 60% e 100% de utilização entre praticantes de atividade física, nos grupos de não atletas, atletas no geral e fisiculturistas.
Para o estudo de Medeiros (2010) foram selecionadas 27 mulheres que fossem fisicamente ativas, todas estudantes do CURSO de Educação Física na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As idades variavam entre 20 e 27 anos (23,04 ± 1,82 anos), e estas foram designadas aleatoriamente para os dois grupos, controle e creatina. Para a seleção no estudo, as candidatas deveriam apresentar as seguintescaracterísticas: idade que ficasse entre 18 e 30 anos, experiência de no mínimo seis meses em exercícios de força, não fumar, ser eumenorréica, não ingerir bebidas alcoólicas, ter o membro inferior direito como dominante para as atividades do dia a dia e não apresentar histórico de lesão musculotendinosa ou articular de joelho, além de e não estar fazendo uso de esteroides anabólicos, assim como não deveriam estar fazendo o uso de quaisquer suplementos nutricionais. Tudo isso foi feito para que o estudo seja o mais fidedigno possível. A avaliação inicial da força foi feita através de 3 movimentos de extensão do joelho em 1 RM. Desta forma foi possível mensurar a ação do músculo quadríceps femoral. Além disso, durante 6 dias, o grupo de creatina fez a ingestão de 20 gramas do suplemento.

Resultados no uso de creatina no aumento de força

Após os 6 dias de utilização deste suplemento, foi possível encontrar uma melhora de cerca de 3,8% no aumento da força máxima de cerca de 61% da população estudada. O resultado é positivo, mas também é passível de discussões. Quando falamos em experimentos científicos, temos que analisar todas as variáveis que envolvem o contexto dele. Este estudo, por exemplo, usou uma população restrita, de apenas 27 mulheres. Além disso, o estudo mesmo apresenta algumas circunstâncias que devem ser levadas me conta, como o fato que nesse tipo de contração (isométrica) o grupo muscular avaliado fica em um estado elevado de oclusão vascular, o que causa quedas de desempenho significativas, somadas a reduções nos níveis de ATP. Assim, ocorre a redução da capacidade de ressíntese desse substrato. Com o uso da creatina, temos um aumento deste tipo de substrato.
Isso tudo quer dizer, que ainda faltam muitos estudos para termos a certeza da eficácia da creatina. Diversos estudos mostraram que ela não produz melhoras na força e nem na hipertrofia, apenas melhoras pequenas na potência muscular. Assim sendo, cabe a você definir se usa ou não creatina, mas saiba que não existe um consenso científico sobre a sua utilização. Bons treinos!

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