domingo, 29 de junho de 2014

Obesidade no Mundo



No dia 29 de maio, foi exibida uma matéria no Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre o aumento da obesidade no mundo. Os dados apresentados tiveram como base os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Washington (EUA), que analisou informações de 180 países. O Dr. João Lindolfo falou sobre o assunto. Confira o texto abaixo na íntegra.


"O esteio para o tratamento da obesidade ainda é a mudança do estilo de vida, que basicamente é a implantação de uma dieta duradoura, pelo menos na intenção, e uma atividade física prazerosa, se possível.
Nós, endocrinologistas, não damos alta para nossos pacientes, eles são crônicos. Nossas prescrições são sempre de uso contínuo. A obesidade não tem cura, o indivíduo pode ficar bem enquanto está vigilante. Não existe um tratamento simplista. A gula, como um dos sete pecados capitais, era uma visão muito ingênua e pejorativa do assunto. Vários são os fatores que determinam o ganho de peso, como o comportamento, a genética, a urbanização global, as tendências alimentares etc. Portanto, ninguém é obeso porque quer, e esta multiplicidade de fatores, sozinhos ou combinados, pode e leva à falência do tratamento.
Os anorexígenos não são para todos, mas são para uma boa parcela da população. Um número muito pequeno de pacientes consegue perder peso. E, deste grupo, um número menor ainda consegue manter. Não existe rua sem risco. Não existe remédio sem efeito colateral. Como tudo em medicina o médico tem que avaliar o risco-benefício. Os anorexígenos podem levar a eventos adversos? Podem sim, em uma minoria. A obesidade pode levar a complicações? Pode sim, em uma maioria.
A pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e que, destes, 17,5% são obesos. Como aborda-los?
Não podemos deixar nossa população descoberta. Hoje só temos duas medicações para o tratamento da obesidade. Uma delas é acessível para uma população de maior poder aquisitivo, e outra com preço menor, é ainda acessível uma parcela ainda pequena da população. O que fazer com os pacientes, que não são poucos, que não podem comprar ou não respondem a estas medicações?
 O que temos hoje pode não ser o ideal, mas é melhor do que nada".

João Lindolfo Cunha Borges
Professor de Endocrinologia da Universidade Católica de Brasília
FONTE: SBEM

Futebol: Bom ou Ruim Para o Osso?



O que acontece com os ossos de quem pratica um esporte de impacto como futebol? O início precoce é benéfico para o organismo, mas é preciso atenção já que é um esporte de grande contato físico. Veja as explicações sobre o tema em mais um bate bola da Comissão Temporária para o Estudo daEndocrinologia, Exercício e Esporte (CTEEE) da SBEM, da série SBEM na Copa.
Quem aborda o assunto é a Dra. Victoria Borba, membro da Comissão e também da diretoria da SBEM Nacional.
Benefícios:
Os benefícios da prática regular de atividade física são inúmeros e dentre eles, podemos afirmar que os efeitos no metabolismo ósseo são consideráveis. O exercício físico altera a massa óssea com a idade e o desenvolvimento. A atividade física intensa, principalmente quando envolve impacto, obtido com a prática de esportes coletivos ou individuais, favorece o aumento da massa óssea na infância e adolescência, manutenção na quantidade e qualidade óssea em adultos e ainda redução na perda óssea nos idosos.
Jogadores de futebol profissionais geralmente iniciam a prática do esporte na infância ou adolescência, alguns profissionais já se tornam atletas de grandes clubes, jogando em competições reconhecidas internacionalmente desde a adolescência, na fase em que o pico de massa óssea ainda está sendo formado. O início precoce da atividade física apresenta inúmeros benefícios do ponto de vista ósteo-metabólico. Um estudo com 530 crianças e adolescentes concluiu que quanto maior o acúmulo de atividade física moderada e vigorosa, dos 5 aos 17 anos, mais elevada a massa óssea em colo de fêmur, e melhor geometria, vista por tomografia computadorizada quantitativa da tíbia1. Outro estudo realizado em Pelotas com 3811 adolescentes, publicado esse ano na Osteoporosis International, evidenciou que a prática de qualquer tipo de atividade física durante a adolescência foi associada positivamente com uma maior densidade mineral óssea (DMO) em coluna lombar e colo do fêmur na fase adulta.2
Nos adultos, a atividade física de alto desempenho também é benéfica. Estudo publicado esse ano porWhitfield e cols 3, com dados do NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey), demonstrou que quanto maior a quantidade de atividade física praticada por adultos, maior a DMO em fêmur total para as mulheres e em coluna lombar e fêmur total para os homens. Trabalho interessante feito com mulheres jogadoras de futebol, de 18 a 30 anos, mostrou que comparadas com um grupo controle, estas atletas apresentaram uma maior DMO em coluna lombar, colo do fêmur e fêmur total.4
Malefícios:
Pelo fato do futebol ser um esporte que apresenta contato físico intenso, não são raras as fraturas por traumas. De todas as injúrias do tecido músculo-esquelético, as fraturas correspondem a 2 a 20% destas, sendo 1/3 de membros inferiores. Em um trabalho com jogadores da Bélgica, as fraturas de tornozelo foram as mais comuns (37%), seguida por fratura em pé (33%) e tíbia (9%).5 Os praticantes de futebol amador e adultos de meia idade apresentam maiores índices de fratura por trauma do que jogadores profissionais e mais jovens. A prevenção dessas fraturas é de extrema importância para o atleta: um estudo de coorte identificou que 14% dos jogadores que sofreram algum tipo de fratura não conseguiram voltar ao esporte. Além de 1/3 persistir com algum tipo de sintoma por mais de dois anos relacionado à fratura.6
Outro malefício que pode ocorrer são as fraturas de stress. Estas são definidas como: fratura parcial ou completa do osso, resultante de cargas repetidas de menor intensidade, do que uma carga mais elevada suficiente para fraturar o osso em um único momento. A tíbia é o local mais comum, seguida pelo metatarso e tarso. O esporte mais associado a esse tipo de fratura é a corrida. Alguns fatores de risco são conhecidos: polimorfismos no gene do receptor da vitamina D, níveis elevados de PTH, uma baixa DMO de quadril, alta estatura, baixo peso, deficiência de ferro, sexo feminino, tabagismo e um baixo turnoverósseo. Na prática do futebol os locais mais acometidos pela fratura de stress são a tíbia e os ossos do púbis. Trabalho com jogadoras da UEFA Champions League identificou 51 fraturas de stress em 1.180 horas de jogo, uma incidência de 0,04/1000 horas. Assim, um time de 25 jogadores, supostamente, pode esperar uma fratura desse tipo a cada 3 temporadas. Todas as fraturas foram em membros inferiores, sendo 78% no quinto metatarso. O tempo médio de afastamento foi de 3 a 5 meses e os fatores de risco associados foram: jogadores mais jovens e um treinamento intensivo na pré-temporada.7
As mulheres que praticam atividade física de alto desempenho podem apresentar a “tríade da mulher atleta”, em que a quantidade de energia gasta ultrapassa a consumida. O metabolismo ósseo nesta tríade é extremamente afetado. Ocorre uma supressão na formação óssea, um aumento na reabsorção (relacionado com a deficiência estrogênica) e uma alteração na microarquitetura do osso. Essas alterações podem levar a osteoporose e um aumento na incidência de fraturas.8
Apesar de existirem alguns malefícios na prática de atividade física, do ponto de vista ósteo-metabólico, os benefícios, sem dúvida, superam em muito os riscos. Dessa maneira, sempre devemos incentivar a prática regular de atividade física em todas as idades, e no Brasil e em época de copa do mundo, nada mais justo que saudarmos a todos os atletas do futebol profissional e principalmente aos milhares de atletas potenciais  que sonham ou já sonharam em serem jogadores de futebol.
Referências:
1-      Janz KF, Letuchy EM, Burns TL, Eichenberger Gilmore JM, Torner JC, Levy SM. Objectively measured physical activity trajectories predict adolescent bone strength: Iowa Bone Development Study. Br J Sports Med. 2014 May 16. pii: bjsports-2014-093574
2-      Bielemann RM, Domingues MR, Horta BL, Menezes AM, Gonçalves H, Assunção MC, Hallal PC. Physical activity throughout adolescence and bone mineral density in early adulthood: the 1993 Pelotas (Brazil) Birth Cohort Study. Osteoporos Int. 2014 Apr 30. [Epub ahead of print]
3-      Whitfield GP, Kohrt WM, Pettee Gabriel KK, Rahbar MH, Kohl HW 3rd. Bone Mineral Density across a Range of Physical Activity Volumes: NHANES 2007-2010. Med Sci Sports Exerc. 2014 May 27. [Epub ahead of print]
4-      El Hage R, Chatah R, Moussa E, Theunynck D. Adult female football players have higher lumbar spine and hip bone mineral density than age- and body weight-matched controls. J Sports Med Phys Fitness. 2014 Apr;54(2):174-8
5-      Vanlommel L, Vanlommel J, Bollars P, Quisquater L, Van Crombrugge K, Corten K, Bellemans J. Incidence and risk factors of lower leg fractures in Belgian soccer players. Injury. 2013 Dec;44(12):1847-50
Fonte: SBEM

Suplementos para os atletas na Copa

Dando continuidade à série de conteúdo “SBEM Na Copa” e também ao bate-bola da Comissão Temporária para o Estudo da Endocrinologia, Exercício e Esporte (CTEEE) da SBEM, o Dr. Felipe Henning Gaia comenta sobre o momento mais adequado, durante o futebol, para que o atleta receba algum suplemento alimentar.
Dr. Felipe Gaia é doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Comissão de Valorização de Novas Lideranças da SBEM.
Questionado sobre qual seria o momento ideal, dentro do ciclo de preparo físico do jogador de futebol, para que o mesmo receba um suplemento alimentar e obtenha melhores desempenhos, o Dr. Felipe afirma que depende do tipo de suplemento, da fase do treinamento do atleta e do objetivo desejado. O especialista completa descrevendo os benefícios de cada complemento abaixo relatado e dando suas devidas orientações. Confira.
Dr. Felipe Gaia (foto arquivo pessoal)Água e Isotônicos:
Os atletas devem procurar manter-se bem hidratados antes do início da competição ou treinamentos. Não há nenhum estudo mostrando vantagem em realizar uma super hidratação preventiva, antes das atividades físicas, com objetivo de melhorar a performance. E, ao longo do exercício, ainda é controverso o benefício da hidratação preventiva ao longo do treino versus a hidratação mediada pela sede (ad libitum).
O que se tem definido é que a ingestão de água em excesso, em atletas de endurance (atividades longas e intensas) pode estar associada à hiponatremia (baixa de sódio na circulação). Neste tipo de atividade pode ocorrer uma perda muito grande de sódio no suor e, como a quantidade deste eletrólito contida na água é insuficiente, para repor esta perda excessiva, o atleta ao se hidratar exclusivamente com água corre o risco de evoluir com hiponatremia o que é prejudicial. Deste modo, neste tipo de atividade a hidratação deve ser feita associando isotônicos.
Sendo escolhida a hidratação preventiva durante o exercício, ou seja, aquela em que o atleta vai ingerindo líquidos antes de sentir sede, um dos posicionamentos para calcular o volume de líquidos a ser tomado leva em conta as perdas estimadas durante a atividade, que podem variar de indivíduo para indivíduo, oscilando entre 400 a 2000 mL/h. Optando-se por esta estratégia, a primeira etapa seria estimar quanto o atleta perde de líquidos durante determinada atividade. Isso pode ser feito pesando-se o atleta antes e depois de cada treino. A diferença de peso obtida seria a reposta de modo equivalente em líquidos, progressivamente ao longo das futuras rotinas de exercício.
Optando-se por ingerir líquidos baseando-se na sede, recomenda-se que seja feito em quantidades moderadas, ao longo do treinamento, e que naqueles que realizam atividade com mais de 90 minutos de duração pode ser necessário o uso de isotônicos ricos em eletrólitos, visando-se evitar a hiponatremia.
Carboidratos ou Suplementos Hipercalóricos:
Estes suplementos têm como objetivo fornecer energia para a realização do treinamento/exercício. Assim, o melhor momento para serem ingeridos é antes do treino de modo a carregar o organismo com glicogênio (fonte de energia). Em atividades de maior duração, em geral com tempo maior que 60 minutos, suplementos contendo carboidratos podem ser ingeridos ao longo do exercício, visando manter o aporte de energia quando supostamente os estoques de glicogênio do corpo já estão se exaurindo.
A reposição de carboidratos pode ser feita com alimentos diversos ou com suplementos, a depender do momento do treinamento ou do tipo de atividade física. Existem vários tipos de hipercalóricos utilizados como fonte de carboidratos no mercado dos suplementos, variando desde líquidos contendo açucares (frutose e/ou glicose), de pós como a maltodextrina, amido de milho, até compostos de carboidratos associados a quantidades variáveis de proteínas e lipídeos (as famosas “massas”). Para se obter os melhores resultados recomenda-se:
• Na época de treinamento regular: manter o aporte de 8-10g de carboidratos por quilo de peso do atleta, por dia, visando manter os estoques de energia (glicogênio) adequados.
• Nos três dias antes das competições: manter um aporte de 10 a 12 g/kg de peso do atleta, com o objetivo de saturar os estoques do organismo. Pode ser feita esta reposição com alimentos ricos em carboidratos como as massas e tubérculos (macarrão integral, batata doce etc.) ou com suplementes, quando o aporte por alimentação for insuficiente para atingir a meta. 
• Nas horas que antecedem o treinamento/competição: 1 a 2g/kg de carboidratos ingeridos 3 a 4 horas podem garantir o aporte de energia adequado.
• Durante a atividade física, naquelas que durem mais de uma hora, a reposição de carboidratos de 5 a 7 g/kg por hora pode iniciando após a primeira hora de treino, visando manter os níveis energéticos adequados. Este aporte pode ser feito sob a forma de géis ou líquidos para facilitar a pronta absorção.
• Após o exercício: uma quantidade menor pode ser aportada, 1,5g/kg de peso do atleta com o objetivo de melhorar a recuperação muscular e restaurar os estoques. Geralmente os pós (maltodextrina ou amido de milho) que possuem absorção mais rápida, ingerido com líquidos são os mais utilizados.
Deve-se evitar a ingestão e açúcar puro ou alimentos com índice glicêmico muito alto próximo ao início das atividades físicas, pois pode ocorrer uma secreção exagerada de insulina com uma eventual hipoglicemia durante a prática física. 

Proteínas:
Suplementos contendo proteínas têm a função primordial de construção muscular e/ou diminuição do catabolismo dos músculos após atividades intensas. Deste modo o melhor timing para o seu uso é:
• Imediatamente após o treino, consumido com algum carboidrato de absorção rápida, com o intuito de diminuir o catabolismo proteico muscular. Neste sentindo o aporte deve ser feito imediatamente após o treino ou no máximo até 30 minutos do fim da atividade. A reposição de proteínas neste momento é realizada utilizando-se suplementes de absorção rápida como o proteína do soro do leite ou mesmo a albumina em pó. 
• Durante os exercícios de endurance (mais de 1 hora de treino): o aporte de proteína na proporção de 1g para cada 3-4g de carboidrato pode conferir um discreto aumento de rendimento. 
• À noite, próximo a hora de deitar, momento no qual os hormônios anabólicos endógenos, GH e testosterona, estão sendo secretados em maior quantidade.
A quantidade de proteína ingerida por dia não deve ultrapassar mais de 2g/kg de peso do atleta por dia, devido à ausência de evidência que doses mais altas são absorvidas pelo organismo. A quantidade calculada de proteína deve ser ingerida fracionada ao longo do dia, devido à limitação do organismo em absorver quantidades superiores a 40g por refeição, devendo-se dar atenção especial para a ingestão nos períodos acima citados.
Devido à característica desta classe de suplementos, não existe razão para o seu uso em grandes quantidades antes dos treinos, quando todo o processo de metabólico está direcionado para a queima de energia e não para a reconstrução muscular, situação que ocorre principalmente no repouso. Por outro lado, pequenas quantidades de proteína (0,15 a 0,25 g/kg), ingeridas 3 a 4 horas do exercício, pode conferir um ganho extra para o atleta quando consumidas junto com os carboidratos recomendados anteriormente.
Cafeína:
Este suplemento tem como objetivo melhorar o desempenho durante a atividade física diminuindo a sensação de fadiga e dando mais disposição para o treino. Geralmente pode ser ingerido através de suplementos contendo exclusivamente cafeína ou suplementos chamados termogênicos que contem, além da cafeína, outros itens com atividade semelhante como o chá verde.
Outra forma de ingerir a cafeína seria cafezinho normal (desde que na quantidade adequada). Deve-se tomar cuidado com suplementos termogênicos que contenham precursores ou derivados da efendrina ou dimetilamilamina, como o extrato de MaHuang ou o óleo de Gerânio. Estas substâncias além de constarem na lista de substâncias proibidas pelo comitê olímpico e demais entidades esportivas podem também causar alterações cardiovasculares.
Devido à meia-vida, estes suplementos devem ser ingeridos cerca de 1 hora antes da atividade física. A dose de cafeína utilizada varia de 3 a 7 mg/kg de peso do atleta, podendo variar dependendo da sensibilidade do indivíduo.
Fonte: SBEM

sábado, 28 de junho de 2014

Hepatite C- saiba tudo sobre esta doença.

Hepatite C
Hepatite C é uma infecção no fígado causada por um vírus. Como na maioria dos casos ela não tem cura, apenas controle, ao longo do tempo pode levar a danos permanentes no fígado como cirrose, câncer ou até mesmo o comprometimento total do órgão. Muitas pessoas convivem anos com este vírus sem saber que estão contaminadas. Isto é muito perigoso, pois elas só acabam percebendo que estão doentes depois que o fígado já está com danos graves. Em alguns casos, o doente pode ter a doença por pouco tempo e logo se restabelecer, é a chamada hepatite aguda. A maioria das pessoas infectadas pelo VHC, no entanto, fica com ele por um longo tempo, de forma crônica.
Apesar de ser uma doença grave, é possível viver com ela sem grandes alterações no seu dia-a-dia. Hoje, existem 200 milhões de pessoas infectadas por este vírus no mundo. No Brasil, esse número é de aproximadamente 3,2 milhões.
O que é hepatite?
Sintomas Assim como na hepatite B, a C também aparece de duas formas. A aguda, que diz respeito à infecção que logo que o vírus se instala no seu corpo já aparece, e a crônica, na qual o paciente já está com o

vírus há pelo menos seis meses. A maioria das pessoas que tem hepatite C, no entanto, é contaminada pelo tipo crônico. Como muitas não apresentam sintomas, é muito comum que  tenham a doença por 15, 20 anos sem que saibam. Muitas pessoas acabam diagnosticando a doença de forma acidental, em um exame de rotina, ou no momento em que vão doar sangue.

Os sintomas podem ser:
Cansaço extremo
Dor nas articulações
Dor de estômago
Coceira
Dores musculares
Urina escura
Icterícia (pele e olhos amarelados)

A hepatite C lesiona o fígado bem vagarosamente. Cerca de 25% das pessoas com hepatite C crônica desenvolvem danos graves neste órgão como cirrose. Se você desenvolver esta doença, pode ter os seguintes sintomas:

Avermelhamento das palmas das mãos, uma vez que os vasos sanguíneos ficam dilatados
Pequenos vasos sanguíneos marcados na pele. São similares a pequenas teias de vasinhos vermelhos e geralmente aparecem no peito, nos ombros e no rosto
Inchaço no estômago, pernas e pés
Danos no cérebro e no sistema nervoso, fenômeno que é chamado de encefalopatia. Isto pode ocasionar confusão mental e distúrbios de memória e concentração.

DiagnósticoO mais comum é que as pessoas descubram que estão infectadas pelo vírus sem querer, ao fazer um exame de sangue em um check-up de rotina ou ao doar sangue. O exame vai mostrar um nível alto de enzimas produzidas pelo fígado no sangue e se você tem ou não os anticorpos contra o vírus da hepatite C. Se o exame der positivo e você estiver com a doença, é provável que seu médico lhe peça para fazer uma biópsia do fígado para checar se há algum dano e cicatrizes nele. Na biópsia, o médico vai inserir uma agulha entre suas costelas para coletar uma pequena amostra de tecido do órgão para análise. 

Tratamento
A decisão de tratar a doença com medicamentos anti-virais deve ser tomada em conjunto com seu médico. São tratamentos longos, penosos e bastante caros. Não são capazes de curar a doença, mas sim de controlá-la. Se a lesão no fígado estiver em estágio inicial, é provável que você não precise tomar remédios. Muitas pessoas com hepatite C não percebem mudanças em sua saúde nem apresentam sintomas. Outras se sentem extremamente cansadas e depressivas. Uma boa saída para se sentir melhor e conviver com a doença é se escolher uma atividade física que lhe dê prazer, ter uma boa alimentação, evitar o consumo de álcool e, logicamente, de drogas ilegais.

O que acontece no seu corpo
Logo após ter sido infectado pelo vírus, a pessoa entra no período agudo da doença. Algumas pessoas ficam permanentemente lutando contra a doença, ou seja, seus anticorpos combatem o vírus da hepatite C e evitam problemas no fígado. A grande maioria dos infectados (cerca de 85%), porém, acaba desenvolvendo a hepatite C crônica. Esta infecção duradoura pode causar pequenas cicatrizes no fígado. Com o passar dos anos, o número de cicatrizes aumenta e acaba por comprometer o funcionamento do órgão. Por conta disso, cerca de 25% das pessoas com hepatite C crônica acabam desenvolvendo problemas mais sérios como cirrose e câncer no fígado. Este processo, no entanto, demora cerca de 20 anos para acontecer.

Fase aguda
A grande maioria das pessoas não tem qualquer sintoma assim que são infectadas pelo vírus. Por isso, muitas também ficam sem saber que estão doentes. Como a hepatite C não apresenta nenhum sintoma muito específico ou singular, se você se sentir cansado, com dores musculares e nas juntas, por exemplo, seu médico pode achar que você está simplesmente gripado. Mas se você estiver com icterícia, que é o amarelamento da pele e de algumas mucosas do corpo, será mais fácil o médico desconfiar e pedir um exame de sangue para saber se você tem ou não o vírus da hepatite, seja ele do tipo A, B ou C.

Fase crônicaSe a infecção no fígado persistir por pelo menos seis meses, você já terá entrado na fase crônica da doença. Se você tiver a infecção crônica, é muito provável que seu fígado esteja inflamado. Esta infecção pode durar muitos anos ou então nunca ir embora. Algumas pessoas com hepatite C desenvolvem sérios problemas no fígado, outras não.

ContágioDiferentemente do vírus da gripe, por exemplo, não é possível pegar hepatite C por meio do contato casual como abraços, beijos, tosse, espirros ou pelo uso compartilhado de talheres, toalhas e outros objetos pessoais. Você poderá contrair a doença se seu sangue entrar em contato com o sangue de alguém que esteja contaminado pelo vírus. A forma mais comum de pegar esta doença é através do compartilhamento de agulhas ou outros equipamentos utilizados para o uso de drogas injetáveis. Se você é um usuário de drogas, o melhor é que deixe o vício.

Mas, se não o fizer, nunca divida agulhas e outros objetos usados para injetar com amigos e parceiros. A transfusão de sangue e as cirurgias de transplante de órgãos também eram formas de contágio. No entanto, há mais de quinze anos, o sangue de todos os doadores é analisado e testado contra a hepatite C. Em alguns casos bastante raros, se a mãe for portadora do VHC, poderá transmiti-lo a seu bebê no momento do parto.

Hepatite C é uma doença sexualmente transmissível?Especialistas ainda não têm 100% de certeza sobre este assunto, mas o que se sabe é que, se há algum risco de contrair a hepatite C via ato sexual, ele é bastante pequeno. Se você mora ou tem contato com alguém que tem hepatite C, não se preocupe. Como foi dito anteriormente, não é possível contrair a doença apenas através do contato sexual. Você deve, porém, evitar o compartilhamento de objetos cortantes ou que possam entrar em contato com o sangue da pessoa contaminada pela doença, como barbeadores, navalhas, escovas de dente, cortadores de unha e alicates.

Contágio e período de incubaçãoO período de incubação é o tempo que a doença leva para manifestar os primeiros sintomas, após o vírus entrar no seu corpo. . Ele pode variar de duas semanas a seis meses, lembrando que muitas pessoas não apresentam sintomas.

O que aumenta o risco de contrair hepatite C?
Compartilhar agulhas e outros utensílios usados para injetar drogas
Fazer piercings ou tratamento de acupuntura com agulhas que não tenham sido esterilizadas (risco de contrair hepatite C desta forma é pequeno)
Trabalhar em uma clínica de saúde, hospital ou laboratório no qual você esteja exposto a sangue contaminado ou onde você pode se picar com uma agulha já usada. Se você seguir os procedimentos de segurança adequados, o risco de contaminação será muito pequeno

PrevençãoAté o momento não há vacina que previna contra a hepatite C. O que se pode fazer é reduzir o risco de contrair a doença.
Não compartilhe agulhas no uso de drogas injetáveis
Se você trabalha em um hospital, laboratório ou centro de saúde, siga as regras de segurança, usando luvas e roupas apropriadas
Se for fazer uma tatuagem ou colocar um piercing, certifique-se de que o local utiliza instrumentos apropriadamente esterilizados. O mesmo cuidado deve ser tomado no caso de acupuntura

Se você já estiver contraído a doença, pode evitar transmiti-la a outras pessoas:
Não deixe que cortes ou feridas fiquem expostos, uma vez que o sangue contido neles pode transmitir o vírus. Curativos e algodões que contenham sangue também deve ser jogados no lixo
Não doe sangue nem esperma. Pode ser que você possa doar órgãos para outras pessoas também portadoras do VHC
Não compartilhe objetos de uso pessoal que possam entrar em contato com o seu sangue como escovas de dente, barbeadores, navalhas, cortadores de unha, alicates, etc

Se você é mãe e está amamentando, não se preocupe. Mesmo com hepatite C você pode e deve continuar a dar o peito a seu filho, já que o vírus não se espalha desta forma. É preciso, no entanto, tomar cuidado com os mamilos para evitar que eles fiquem ressecados e sangrem.

Procure um médico com urgência se:
Se sentir extremamente confuso ou tiver alucinações
Apresentar sangramento nas fezes ou vomitar sangue Se você desconfia que está com algum dos sintomas da hepatite C, mas que eles ainda são leves, procure seu médico de confiança.

Complicações

Hepatite C e câncer no fígado
A hepatite C é uma infecção que também está associada ao desenvolvimento de câncer no fígado. Assim como no caso da hepatite B, grande parte dos pacientes acaba desenvolvendo cirrose (pequenas ranhuras no órgão que comprometem seu bom funcionamento). Segundo estudos médicos, o câncer costuma aparecer cerca de 28 anos após o organismo ter sido infectado pelo vírus. Antes, no entanto, o normal é que os pacientes apresentem cirrose. Os médicos ainda não conseguiram compreender de que forma a hepatite C pode levar ao câncer no fígado.

Ao contrário do que acontece na hepatite B, o VHC não invade diretamente o material genético das células do fígado. O que se sabe, através de estudos, é que quem tem cirrose, tem mais chances de ter um câncer no fígado. E a cirrose, por sua vez, é uma doença comum nos portadores da hepatite C. Em contrapartida, há pacientes com hepatite C crônica que não desenvolvem cirrose e, mesmo assim, têm câncer.

ExamesComo dito anteriormente, você pode descobrir que está com hepatite C quando doar sangue ou fizer um exame de rotina. Mas, se não for desta forma e seu médico desconfiar que você tem esta doença, vai pedir um exame de sangue que cheque a presença de anticorpos ao vírus da hepatite C e nível de enzimas no sangue. Se ficar comprovado que você tem os anticorpos, será necessário analisar o material genético deles. Enquanto a presença de anticorpos indica que você foi exposto ao vírus, o teste genético vai mostrar se o paciente está ou não infectado. Em caso de resultado positivo, é provável que o médico lhe peça para fazer uma biópsia do fígado. Este exame mostrará como está o órgão, se foi muito danificado e se já apresenta cirrose.
O médico também pode requisitar exames de imagem:

Ultra-som abdominal
Tomografia computadorizada

Se existir o risco de câncer de fígado, será necessário um exame para checar a presença de alfa fetoproteina. Se o nível desta substância for elevado, pode indicar que as células são cancerígenas. Também pode ser pedido um exame de sangue para determinar qual tipo de vírus da hepatite C você tem, uma vez que há um tratamento específico para cada genótipo.

Diagnóstico precoce
Mesmo que você não tenha qualquer sintoma da doença, deve fazer o exame se:

Recebeu doação de sangue de alguém que tinha o vírus
Alguma vez compartilhou agulhas para o uso de drogas, mesmo que isso tenha ocorrido há muitos anos Trabalha na área da saúde e esteve exposto a agulhas ou equipamentos com sangue de pessoas contaminadas pelo VHC
Teve relações sexuais com alguém portador da doença
Tem insuficiência renal e faz hemodiálise
Recebeu sangue ou algum órgão antes de 1992, ano em que todos os doadores passaram a ter seu sangue testado para esta doença de forma mais acurada antes da doação

Desta forma, você evita descobrir a doença só após anos do contágio, o que minimiza as chances de desenvolver problemas mais sérios no fígado, como câncer. 
Tratamento
Saber que está contaminado pela hepatite C pode mudar sua vida. Como na maior parte dos casos ela se torna uma doença crônica e grave, você precisará conviver com ela por muitos anos. Isso pode fazer com que você fique deprimido e com receio do que outras pessoas vão pensar sobre sua doença. O ideal é que você busque apoio dos seus familiares, das pessoas que gosta e do seu médico de confiança.

Pode ser que você se interesse também por participar de grupos de portadores de hepatite C. Procure na internet algum ou peça a conhecidos que indiquem um grupo para você. Pode ser também que o médico não lhe receite nenhum tipo de tratamento. Tudo vai depender de quanto tempo você já está com a doença, qual o estado do seu fígado e quais suas condições gerais de saúde.

Os tratamentos existentes hoje não são totalmente eficazes, possuem efeitos colaterais significativos e são caros. Ainda assim, o médico pode lhe recomendar remédios anti-virais.Eles são similares a proteínas produzidas pelo próprio corpo que têm a função de lutar com infecções. A duração do tratamento vai depender do genótipo de hepatite C que contaminou seu corpo. O tratamento do genótipo 1 geralmente dura cerca de um ano, já os genótipos 2 e 3 são tratados por cerca de seis meses. Se o seu fígado não reagir e não mostrar melhoras em um período de três meses, o tratamento poderá ser interrompido.

O tratamento combinado de interferon e ribavirina tem sucesso em 50% dos casos de hepatite C crônica. Em alguns casos pode haver a cura, em outros, apenas o controle da doença. Nos genótipos 2 e 3, a chance de cura é maior e sobe para 80%. É preciso estar atento aos efeitos colaterais destas medicações. Elas podem causar um cansaço extremo, febre, dores de cabeça, náusea, depressão e também problemas na tireóide. Os remédios não são recomendáveis se você:

Bebe álcool ou usa drogas
Tem cirrose em estágio avançado
Sofre de depressão ou de outros problemas psiquiátricos
Está grávida ou pretende engravidar em breve
Tem alguma doença auto-imune como artrite reumatóide, psoríase ou lúpus ou então diabetes, problemas cardíacos

Tratamentos para casos mais graves
Se os tratamentos não funcionarem e a hepatite C continuar comprometendo o funcionamento do seu fígado, poderá haver a parada completa do órgão. Neste caso, a solução é realizar um transplante de fígado. Este, porém, não é um procedimento fácil de ser realizado.

Tratamento em casaVocê pode ter hepatite C e não notar nenhuma mudança na sua saúde. Muitas pessoas, no entanto, sentem-se cansadas e ficam depressivas. Para aplacar estes sintomas e levar uma vida mais leve e agradável, você pode seguir alguns conselhos:

Hidrate-seÉ essencial manter o corpo hidratado, principalmente se você sentir náuseas e vomitar. Beba muita água. Se gostar, tome também água de coco, uma bebida natural com alto poder de hidratação. Sucos de frutas e isotônicos (bebidas para esportistas que repõem perdas de sais minerais) também são recomendados.

Exercite-seExercitar-se é fundamental. Procure uma atividade que lhe dê prazer, pode ser ginástica, dança ou qualquer outro tipo de esporte. Os exercícios aeróbios são bastante recomendados, uma vez que eles liberam substâncias estimulantes na corrente sanguínea. Elas vão ajudar no combate à depressão.

Alimente-se bem Coma em horários regulares e faça refeições nutritivas. É possível que você perca o apetite e tenha enjôos. Mas precisa se esforçar e comer bem. O ideal é fazer pequenas refeições ao longo do dia. Aproveita o período da manhã, quando os pacientes costumam se sentir melhor, para realizar uma refeição mais farta, com frutas, cereais e outros alimentos saudáveis. Se você tiver cirrose, fuja dos alimentos muito salgados e que contenham muita proteína, como peixes.

Fuja do álcool e das drogas Não usar drogas e restringir o consumo de álcool são atitudes que devem permear a vida de toda pessoa, não apenas dos portadores de hepatite C. As pessoas que estão contaminadas com este vírus, no entanto, devem ficar ainda mais longe destas substâncias. O álcool sobrecarrega as atividades do fígado e aumenta o dano causado pela hepatite. Se você bebe ou usa drogas, não tape o sol com a peneira. Converse com seu médico e peça a ele que lhe ajude a deixar estes vícios para trás.

Não se automediqueMesmo remédios naturais podem sobrecarregar as funções do fígado, por isso é essencial perguntar primeiro ao seu médico se você pode ou não tomar a medicação.

Tente não se coçarÀs vezes a hepatite pode causar uma forte coceira pelo corpo. Como se coçar não ameniza a coceira e pode, inclusive, causar lesões na sua pele, segure-se e não se coce! Se a coceira estiver muito forte, seu médico lhe indicará um remédio. Os mais indicados são os quelantes de sais biliares, dentre eles, a colestiramina.

Cuidado com a depressão
A depressão é uma doença que pode aparecer em todos os pacientes que possuem alguma doença crônica, como a hepatite. Ela também pode ser um efeito colateral causado pelos medicamentos anti-virais. Se você está se sentindo desanimado e depressivo, converse com seu médico e peça conselhos a respeito. Pode ser que terapia ou anti-depressivos lhe ajudem a se sentir melhor e mais bem disposto.

Saiba tudo sobre a doençaLeia e aprenda mais sobre a doença, isso vai ajudá-lo a entender melhor o que ela causa no seu corpo e a ter mais controle sobre ele. Quanto mais você compreender o que acontece com seu corpo e como o tratamento age, você ficará mais seguro para tomar decisões e mudar seu estilo de vida.


Cirurgia
A hepatite C crônica pode causar danos muito graves no fígado, que levam ao comprometimento das funções do órgão. Se este for o seu caso, é bem provável que você precise de um transplante de fígado. Este tipo de cirurgia não é fácil de ser realizada e de ter sucesso, uma vez que pode haver rejeição ao novo órgão. O transplante é bastante caro, envolve risco de morte e não é fácil achar um doador. Além disso, apesar de ter hepatite C, é preciso estar com a saúde em dia.

Você deve ter uma vida saudável, sem álcool e drogas. Doenças psicológicas também podem ser impeditivas para a realização do transplante. A partir do momento que você tem um fígado transplantado, precisará sempre de acompanhamento médico de um especialista. Também será necessário tomar medicamentos específicos que evitam que seu corpo rejeite o novo órgão. Outro problema é que o vírus da hepatite C quase sempre infecta o novo órgão, ainda assim, muitos pacientes conseguem levar uma vida normal e mais agradável após o transplante.

Vivendo com a hepatite CSe você acaba de saber que tem hepatite C, deve ficar atento a duas coisas: você vai conviver durante muitos anos com a doença, então é preciso fazer com que sua vida seja a melhor possível mesmo com ela. Siga os conselhos sobre alimentação, descanso e tratamentos médicos. Além disso, não se isole de amigos e familiares. Ao contrário, busque ajuda e conforto nas pessoas em que confia.

Você também deve procurar um médico por quem tenha empatia e também confiança para lhe auxiliar. Ele vai lhe explicar em detalhes o que é a doença, o que ela causa no seu organismo peça, inclusive, para ele lhe mostrar fotos e figuras do corpo humano, caso lhe interesse. Busque aprender mais sobre a doença. A internet pode ser um bom meio, mas tome cuidado. Assim como em qualquer área do conhecimento, há informações pouco confiáveis na rede, já que qualquer um pode prover conteúdo. A internet, por outro lado, pode ser a melhor forma de encontrar outras pessoas que também sofrem com a hepatite C.

Nos grupos de pacientes, você pode conversar com quem já convive com a doença há mais tempo e saber como a pessoa enfrentou os problemas pelos quais você está começando a passar. Seu médico também pode indicar grupos de apoio.

Converse com seus amigos e familiares
É comum que você fique ansioso e com medo de como as outras pessoas irão reagir a sua doença. A verdade é que a hepatite C é uma doença que infecta todo tipo de pessoa, independente do nível social, cor da pele ou idade. Hoje, no Brasil, calcula-se que há nada menos do que dois milhões de pessoas infectadas por este vírus. Além disso, ela não é tão facilmente transmissível.

O contato social e coisas como tosse, espirro e beijo não transmitem a doença. Isso ajuda, na medida em que as pessoas sabem que não precisam se afastar de você para evitar o contágio. Ainda assim, há muito desconhecimento sobre a doença, o que leva a informações erradas e ao preconceito. Aproveite para explicar às pessoas que convivem com você o que é a doença, como ela é transmitida e mostre que é possível levar uma vida normal mesmo tendo hepatite C. Diga que ela é uma doença com a qual se pode conviver por anos a fio e que as chances de transmiti-la para um familiares são bastante pequenas.

Converse com seu parceiro
Como esta doença é sexualmente transmissível, você precisa compartilhá-la com seu namorado, marido ou parceiro. Os riscos de se contrai a doença através do sexo é pequeno. Ainda assim, é essencial que você use preservativo em todas as relações sexuais. Se você tem a hepatite C há muitos anos, o risco de contaminar seu parceiro via sexo é tão pequeno que seu médico pode até lhe dizer que o preservativo não é necessário. Mas isso só é válido para quem tem apenas um parceiro. Se você tiver múltiplos parceiros, continue usando camisinha.
Fonte: MInha Vida

Hepatite B- Saiba o que é!

Hepatite B
hepatite B é uma infecção nas células do fígado causada pelo vírus da hepatite B. Ela é transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de alguém infectado. A transmissão pode ocorrer via transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. Só é possível contrair este vírus pelo contato com o sangue. Portanto, ele não é transmitido pelo beijo, abraço, tosse, espirros, copos, talheres e pratos. Este vírus é menos facilmente transmitido do que o da hepatite A. Tome cuidado: se os instrumentos usados pela sua manicure estiverem contaminados, eles poderão transmitir a infecção caso haja algum corte ou machucado em suas mãos e pés. O vírus da hepatite é bastante resistente. Ele pode sobreviver sete dias em ambiente externo e atingir de 5% até 40% das pessoas não vacinadas. Ou seja, o risco é maior do que o de se contrair hepatite C (varia de 3% a 10%) e AIDS (varia de 0,2% a 0,5%). É possível ter hepatite B e não saber. Se você não apresentar nenhum sintoma, vai achar que está apenas gripado. Enquanto isso, o vírus vai inflamando seu fígado e você pode ser um transmissor da doença. Se o vírus não for embora do seu corpo, você terá o que se chama de hepatite crônica. Bebês têm uma maior tendência para desenvolver este tipo de hepatite. Já a maioria dos adultos tem hepatite A por pouco tempo, a chamada hepatite aguda.

Como é o contágio da hepatite B?A transmissão pode ocorrer pelo sangue, sêmen ou fluidos vaginais (inclusive pelo sangue da menstruação). Assim, os meios de transmissão podem ser as transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. Ou seja, você poderá se infectar se:

Fizer sexo sem camisinha. O vírus pode entrar no corpo via alguma ferida no reto, na uretra, na vagina ou também pela boca
Dividir seringas para injetar drogas. O vírus entra diretamente na corrente sanguínea
Fizer piercing ou tatuagem em local sem higiene
Dividir sua escova de dente ou outros objetos pessoais, como alicates de unhas, navalhas e barbeadores com uma pessoa contaminada
Trabalhar em locais onde existem pessoas contaminadas como hospitais ou laboratórios de análises clínicas e vier a entrar em contato com o sangue delas
Bebês podem contrair o vírus de suas mães no momento do parto. A amamentação no peito, porém, não é um canal transmissor de hepatite B

Quais os sintomas?Sensação de muito cansaço
Febre branda
Dor de cabeça
Falta de apetite
Enjôo ou ânsia de vômito
Dor de estômago
Diarréia
Dor muscular e nas juntas
Urticária
Pele, olhos e mucosas amareladas (icterícia). Este sintoma só aparece depois que os demais começam a ir embora Lembre-se: a maioria das pessoas com hepatite B crônica não apresenta sintomas.

O que acontece com seu corpo?
Os sintomas desta infecção geralmente aparecem entre dois e três meses após a pessoa ter sido contaminada pelo vírus. Em alguns casos, porém, os sinais da doença podem demorar até seis meses para aparecerem. A maioria das pessoas tem uma infecção aguda e de curta duração. Nela, é comum que os doentes comecem a se sentir melhor entre a segunda e a terceira semana após o início dos sintomas. Em um ou dois meses, já estará totalmente recuperado. Isso acontece porque é comum que as pessoas desenvolvam anticorpos contra o antígeno da hepatite B, que os protege do vírus. Só alguns poucos adultos, especialmente os mais idosos, têm sintomas que duram mais tempo.
Cerca de 25% dos pacientes que estão com hepatite B aguda sentem dor nas articulações e apresentam erupções na pele, como brotoejas. Também podem aparecer urticária na pele, inchaço dos lábios, língua, laringe ou outros tecidos corporais, além dores abdominais. Na infecção por hepatite B de longo prazo, a chamada hepatite crônica, o paciente fica com o vírus por pelo menos seis meses em alguns casos, pode ficar com ele pelo resto da vida. Quanto mais novo você é infectado pelo vírus, maiores serão as chances de desenvolver a hepatite crônica.

Mais de 90% das crianças que são infectadas durante o parto desenvolvem hepatite B crônica
Cerca de 30% das crianças que são infectadas entre um e cinco anos de idade desenvolvem a infecção crônica
Cerca de 6% das crianças mais velhas, adolescentes e adultos apresentam a infecção crônica

Ainda que algumas pessoas que desenvolvem a hepatite B crônica não apresentem maiores complicações, entre 15% e 25% delas morrem de cirrose ou de câncer de fígado.

Os riscos de desenvolver um câncer de fígado após uma hepatite B crônica são maiores para homens, pessoas acima de 40 anos que tenham cirrose ou hepatite C e que apresentem um histórico familiar de câncer neste órgão

Outros problemas, mais incomuns, podem aparecer relacionados à hepatite B:
Infecção pelo vírus da hepatite D
Hepatite fulminante
Inflamação dos vasos sanguíneos, que pode levar a doenças no rim, artrite, dores abdominais, inflamação de nervos e doença de Raynaud

Pessoas com hepatite B que usem drogas injetáveis ou que mantenham relações sexuais com múltiplos parceiros têm maiores chances de contrair hepatite C e AIDS.

Hepatite B em mulheres grávidasA recomendação é que as mulheres se imunizem contra a hepatite B e também contra a A, por meio da vacina, caso elas ainda não tenham adquiridos os anticorpos. Contra a hepatite C, no entanto, não há como se proteger. Caso a grávida já seja portadora do vírus das hepatites B ou C, deve conversar com seu médico. Ele indicará quais atitudes específicas devem ser tomadas para proteger a mãe e seu bebê. A rede pública brasileira oferece vacinação gratuita contra hepatite B para recém-nascidos, crianças e adolescentes de até 19 anos. Alguns grupos de risco também conseguem vacinação gratuita. O mais comum é que as grávidas consigam a vacinação apenas na rede privada.

O que aumenta o risco de contrair hepatite B?Fazer sexo sem preservativo
Ter mais de um parceiro sexual
Ter algum tipo de doença sexualmente transmissível
Compartilhar agulhas ou outros equipamentos, seja para utilização de drogas injetáveis, seja para o uso diário (alicates, navalhas, escovas de dente)
Fazer piercings e tatuagens em local pouco higienizados
Lidar com sangue e outros fluidos corporais. Ou seja, médicos, dentistas, enfermeiras, técnicos de laboratórios e estudantes da área de medicina têm maiores chances de contrair hepatite B
Morar com alguém que tem hepatite B crônica

Contágio e período de incubaçãoEm média, os sintomas aparecem entre dois e três meses após a pessoa entrar em contato com o vírus da hepatite B (período de incubação). Substâncias como sangue, sêmen e fluidos vaginais (inclusive o sangue da menstruação) são altamente contagiosos durante este período de aparição dos sintomas. Cuidado: o sangue e outros fluidos corporais, mesmo depois de secos, podem ser vetores de contágio por mais de uma semana.

Como diagnosticar a hepatite B?
Através de um simples exame de sangue solicitado pelo seu médico. Dependendo do caso, se ele desconfiar que seu fígado tenha alguma lesão, poderá pedir uma biópsia.

ExamesAo chegar a seu médico, ele lhe fará um exame físico, pedirá um teste de sangue e lhe fará algumas perguntar para checar se você está dentro de algum grupo de risco. No exame de sangue, será possível checar:

A presença de antígenos e anticorpos, que irão determinar se você foi ou não infectado pelo vírus VHB, se você está imunizado, se tem alguma infecção crônica no fígado ou se está sujeito a transmitir a doença para outras pessoas
Se não for o vírus B, os exames vão procurar pelos demais: hepatite A, hepatite C ou Epstein-Barr (que causa a mononucleose)
Se não for uma causa viral, há testes que determinam qual é o motivo da infecção no fígado
Se você além de estar com o vírus da hepatite B, também está com o da hepatite D

E ainda a presença das seguintes substâncias:
Bilirrubina. Quando esta substância aparece no sangue, pode indicar que você está com hepatite Albumina. Baixa quantidade desta proteína no sangue a principal da circulação sanguínea pode indicar hepatite ou outros problemas no fígado
Tempo de protrombina. Este exame mede o tempo que o sangue leva para coagular. Se o tempo para a coagulação for elevado, ele pode indicar que o paciente está com hepatite. A falta de vitamina K no sangue também eleva o tempo de protrombina
A Alanina aminostransferase (ALT) é uma enzima produzida nas células do fígado. Ela também é feita por outros órgãos, mas encontra-se em maior quantidade no fígado. O dano hepático libera esta substância no sangue e isso pode ocorrer em todos os tipos de hepatite: A, B e C. Quando o fígado está lesionado, o nível dessas enzimas na corrente sanguínea se eleva
Aspartato aminostransferase (AST) é um enzima presente em vários tecidos do corpo como fígado, rim, coração, músculos e também no cérebro. Ela é liberada no sangue quando estes órgãos estão com algum tipo de lesão. A quantidade de AST presente na corrente sanguínea está diretamente relacionada ao tamanho do ano no tecido. Quanto mais AST no sangue, mais grave é a lesão no órgão
Fosfatase alcalina diz respeito a uma família de enzimas produzidas nos dutos da bílis, no intestino, no rim, na placenta e nos ossos. Quantidades altas de fosfatase no sangue indicam problemas nos dutos biliares e, conseqüentemente, danos no fígado. Como ela também é produzida nos ossos, no entanto, também pode indicar problemas nestes tecidos
Desidrogenase lática (LDH) é uma enzima também. Mas como muitas doenças podem causar a elevação desta substância no sangue, o médico precisará pedir os outros testes acima citados para comprovar ou descartar a infecção por hepatite A

Exames de imagem:Ultra-som abdominal
Tomografia computadorizada
Biópsia do fígado Se existir o risco de câncer de fígado, será necessário um exame para checar a presença de alfa fetoproteina. Se o nível desta substância for elevado, pode indicar que as células são cancerígenas.

Como tratar a hepatite B?
Na maioria dos casos, a doença vai embora sozinha. É possível, no entanto, amenizar os sintomas através de descanso, alimentação saudável, ingestão de líquidos, com exceção do álcool. No caso da hepatite crônica, seja ela do tipo B ou do tipo C, existem remédios e associações de remédios. A médica hepatologista Edna Strauss, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, lembra, no entanto, que os tratamentos são prolongados, custosos e geralmente têm efeitos colaterais importantes, o que faz com que o paciente necessite de cuidados médicos constantes. A hepatite B crônica pode lesionar seriamente o fígado. Em casos deste tipo, pode ser necessário um transplante de fígado.

Tratamento Não é preciso tomar remédios, pois, na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam.

Pegue leveOs doentes devem poupar energia reduzindo as atividades diárias, mas isso não significa que devam passar o dia deitados na cama. O ideal é que você não vá à escola ou ao trabalho por alguns dias até a recuperação total. Quando começar a se sentir melhor, você pode voltar às atividades diárias, mas de forma gradual. Não tente fazer isto antes de estar totalmente recuperado, pois poderá ter uma recaída.

Alimente-se bemMesmo que a doença traga perda de apetite, é importante que você se alimente bem. Isso não significa que você deve comer grandes quantidades, mas sim que precisa fazer pequenas refeições saudáveis e nutritivas. É recomendável também caprichar nas refeições matinais, especialmente no café da manhã, e comer alimentos mais leves no período da noite.

Hidrate-seÉ essencial manter o corpo hidratado, principalmente se você sentir náuseas e vomitar. Beba muita água. Se gostar, tome também água de coco, uma bebida natural com alto poder de hidratação. Sucos de frutas e isotônicos (bebidas para esportistas que repõem perdea de sais minerais) também são recomendados.

Fuja do álcool e das drogasPor atacar diretamente o fígado, a hepatite prejudica a capacidade do órgão de quebrar as moléculas de certos medicamentos e do álcool, reduzindo, assim, seu poder de digestão. Ingerir remédios drogas ilegais e álcool pode fazer com que a inflamação se prolongue e os danos ao fígado poderão ser mais sérios.

Tente não se coçarÀs vezes a hepatite A pode causar uma forte coceira pelo corpo. Como se coçar não ameniza a coceira e pode, inclusive, causar lesões na sua pele, segure-se e não se coce! Se a coceira estiver muito forte, seu médico lhe indicará um remédio. Os mais indicados são os quelantes de sais biliares, dentre eles, a colestiramina.

Se você tiver a hepatite B crônica, visite seu médico regularmente
Se você adquirir hepatite B crônica, seu medico lhe recomendará a vacinação contra a hepatite A no caso de você ainda não ter anticorpos, nem ter sido vacinado contra esta doença. Você também precisará ir ao médico regularmente para que ele faça um acompanhamento da evolução da doença. É preciso checar sempre as condições de seu fígado e verificar se o vírus não está se multiplicando de forma a comprometer o funcionamento do órgão. A hepatite crônica pode levar a cirrose e ao câncer de fígado.

CirurgiaUm número muito pequeno de pessoas, geralmente as que já têm algum tipo de doença crônica no fígado, ou então idosos, pode desenvolver lesões sérias no fígado quando contraem o vírus hepatite A. É a chamada hepatite fulminante, que pode levar a morte. Neste caso, o transplante de fígado pode salvar o doente.

Outros tipos de tratamentosAquelas pessoas que sofrerem com vômitos, náuseas e desidratação graves precisarão ser hospitalizadas para receber medicação intravenosa (por meio de injeções aplicadas diretamente nas veias).

Hepatite crônica tratamentosO tratamento para a hepatite B dependerá do quão ativo está o vírus em seu corpo e se o seu fígado corre o risco de lesões mais sérias, como a cirrose. A hepatite aguda geralmente se cura sozinha, e o tratamento em casa é indicado para aliviar os sintomas e prevenir contra uma possível cronicidade da doença. Já para a hepatite crônica, seja ela do tipo B ou C, não existe cura, mas sim controle. Na maioria das vezes ele é feito por meio de medicamentos chamados de anti-virais. Alguns dos medicamentos são a Lamivudina, o Adefovir e o Entecavir, que também são utilizados no tratamento da AIDS, e atacam diretamente o VHB.

Os tratamentos com estes remédios, no entanto, são caros, prolongados e com muitos efeitos colaterais. Além disso, o vírus pode se tornar resistente aos medicamentos, e a doença reaparece assim que o uso deles é suspenso. Um número grande de pacientes com essas doenças consegue levar uma vida normal, sem maiores complicações. Em alguns casos, quando a doença já está presente há pelo menos 20 anos, o fígado pode acabar comprometido, chegando ao estado da cirrose. Aí pode ser necessário um transplante. Tumores do fígado, chamados de hepatomas, também podem aparecer nos pacientes com a doença crônica.

Como evitar o contágio da hepatite B?
A melhor forma de evitar a hepatite é por meio da vacinação. Diferentemente da hepatite A, que requer duas injeções, são necessárias três doses para ficar imune à hepatite B. Se tomada da maneira correta (três injeções), ela tem um poder de proteção de 95%, por nada menos do que 15 anos. No caso de recém-nascidos, a primeira dose deve ser aplicada na maternidade, nas primeiras 12 horas após o nascimento. A segunda é dada 30 dias depois da primeira e, a terceira, 180 dias após a primeira dose. Em crianças, adolescentes e adultos, o intervalo também é o mesmo.

Outras formas de evitar o contágio e de espalhar o vírus são:Sempre usar camisinha nas relações sexuais
Não compartilhar agulhas
Se você lida com sangue, sempre use luvas descartáveis
Não compartilhar escovas de dente, alicates, barbeadores e outros objetos cortantes e de uso pessoal Se você desconfiar que entrou em contato com o vírus antes de tomar as três doses da vacina, poderá pedir ao seu médico que receite uma dose de imunoglobulina da hepatite B. E depois as três doses da vacina.

É importante que, no caso de contato com uma agulha contaminada, a imunoglobulina seja aplicada até sete dias após o ocorrido. Se o contato for via ato sexual, o tempo para tomar esta substância é um pouco maior, até duas semanas após o contágio. Assim como em outras doenças, quanto mais cedo você receber o tratamento, maior será a eficácia.

Quando procurar um médico?
É preciso buscar ajuda médica rapidamente se a pessoa que está infectada com o vírus da hepatite A ficar seriamente desidratada, com vômito constante. Os seguintes sinais também podem indicar que o paciente está com o fígado muito infeccionado e comprometido:

Irritação extrema
Raciocínio confuso
Muita sonolência
Perda de consciência
Inchaço pelo corpo, especialmente nas mãos, rosto, pés, tornozelos, pernas, braços e abdômen
Sangramento no nariz, boca e reto (fezes com sangue)

É importante buscar ajuda médica porque todas as formas de hepatite viral possuem sintomas muito parecidos. Só o exame de sangue poderá identificar qual o tipo de vírus contraído pelo doente. Quem você deve procurar?

O médico da família
Pediatra (no caso de crianças)

Se mais complicações surgirem, talvez seja preciso procurar:
Um gastroenterologista
Um hepatologista (especialista em doenças do fígado)
Um especialista em doenças infecciosas  

Fonte: MInha Vida

Hepatites B e C não tratadas aumentam risco de câncer de fígado

câncer de fígado pode ser primário ou secundário. O câncer primário é o tumor que se origina no fígado, como o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (CHC), que acomete as células do fígado (hepatócitos); o colangiocarcinoma, que acomete os ductos biliares dentro do fígado; o angiossarcoma, tumor de vaso sanguíneo; e o hepatoblastoma, que acomete crianças. O secundário é o metastático, ou seja, originado em outro órgão e que atinge também o fígado.  
O hepatocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de fígado, surge por uma multiplicação desordenada dos hepatócitos decorrente de alteração no seu DNA, ou a partir de um nódulo de regeneração decorrente do processo de multiplicação das células após agressão, que evolui com o aparecimento de displasia (alteração na maturação e formato das células) e depois para células cancerosas propriamente ditas.
Apesar de alguns fatores ambientais aumentarem o risco de desenvolver o CHC (por exemplo, exposição a certos produtos químicos e ingestão de alimentos com aflatoxinas), ele raramente ocorre em pessoas sadias, geralmente acomete o fígado com doença avançada, ou seja, comcirrose.
Uma das grandes causas de cirrose é a ingesta abusiva de bebidas alcoólicas, mas outras doenças também podem causar cirrose, como as hepatites virais B e C, a hemocromatose (doença por excesso de ferro no fígado) e esteato-hepatite não alcoólica, que é decorrente de acúmulo de gordura no fígado, geralmente causada por distúrbios metabólicos, como obesidade, diabetes, níveis elevados de colesterol e triglicerídeos.

Hepatite x Câncer no Fígado

A hepatite C é responsável por 54% dos casos deste câncer no Brasil
As hepatites virais B e C são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de fígado, tanto por uma ação direta do vírus, como porque elas podem evoluir para cirrose, onde o risco de ocorrer um câncer é maior. A hepatite A não causa infecção crônica e não está associado ao câncer de fígado. 
No caso da hepatite B, como o vírus é um DNA, pode ocorrer integração do seu material genético ao do hepatócito do doente, causando alteração no DNA da pessoa. Essa fusão de material genético pode causar mutações que levam ao desenvolvimento de câncer de fígado. As pessoas infectadas pelo vírus B tem 100 vezes mais chance de desenvolver câncer de fígado. 
A hepatite C é responsável por 54% dos casos deste câncer no Brasil, os fatores virológicos relacionados ao desenvolvimento do câncer ainda não estão bem esclarecidos. Pesquisas detectaram a presença de uma mutação genética ligada à ocorrência de câncer, sua presença pode aumentar em 70% a incidência de câncer de fígado em portadores da hepatite C crônica. Cerca de 4% dos pacientes cirróticos com Hepatite C evoluem para câncer ao ano .
No mundo a incidência de câncer no fígado é de aproximadamente 560.000 novos casos ao ano, cerca de 80% deles apresentam hepatite viral crônica, pelos vírus B ou C. Mais comum em países com maior incidência de fatores de risco, como na Ásia pela alta incidência de hepatite B. No entanto, devido a grande incidência de hepatite C nas últimas décadas e de esteato-hepatite não alcoólica (associada à obesidade), a incidência está aumentando no Ocidente. 
O hepatocarcinoma é um tumor altamente maligno, que dobra o seu volume a cada quatro a seis meses em média. Daí a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce, quando este ainda tem boas opções de tratamento e chance de cura.

Foco na prevenção!

A prevenção inicialmente é baseada em cuidados para evitar a transmissão da hepatite, ou seja, cuidados nos bancos de sangue, testes para hepatite nos doadores, cuidados no manuseio de materiais pérfuro-cortantes como agulhas, na esterelização de materiais de dentistas, de manicures, uso de preservativos, para evitar transmissão sexual. 
Na prevenção da hepatite B a vacinação tem um papel muito importante, há pouco mais de 10 anos a hepatite B destacava-se entre os fatores que levam ao câncer de fígado, porém desde que se tornou possível a vacinação e prevenção da hepatite B, observou-se uma diminuição da prevalência do câncer associado ao vírus B. Essa foi a primeira vacina contra um tipo de câncer! Ainda não existe vacina para a hepatite C
Outras formas de prevenção do câncer seriam: ter hábitos de vida e alimentares saudáveis, evitar alcoolismo, além da identificação e tratamento dos pacientes com hepatite B e C. 
O tratamento das hepatites pode evitar sua evolução para a cirrose e dessa forma reduzir o risco de câncer no fígado. Além disso, os portadores de hepatite crônica B e C, assim como os portadores de cirrose de outras etiologias, devem fazer seguimento clínico frequente, muito importante para o diagnóstico precoce do câncer, quando ele ainda pode ser tratado e às vezes curado. Esses pacientes devem realizar periodicamente uma ultrassonografia abdominal para avaliação do fígado e detecção de nódulos, e realizar a dosagem de alfafetoproteína sérica, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não pelo fígado normal. A alfafetoproteína sérica se apresenta elevada em 75% a 90% dos pacientes com câncer no fígado. Com isso pode-se diagnosticar o câncer em uma fase inicial.
Fonte: MSN