sexta-feira, 18 de abril de 2014

Diverticulite, existe uma epidemia?????

Ela não chega a ser o mal do século, mas ninguém discute que tem aumentado o número de suas vítimas, sobretudo entre pessoas com menos de 40 anos. Para os gastroenterologistas, é quase unânime: a diverticulite está em expansão. Não faltam hipóteses para justificar a maior ocorrência dessa inflamação em intestinos mais jovens. A alimentação desregrada e o baixo consumo de fibras são apontados como os principais fatores. Ambos colaboram para um aumento da pressão interna do intestino, dificultando a passagem do bolo fecal. E o desfecho dessa história é o aparecimento de divertículos, pequenas bolsas de 5 a 10 milímetros formadas na parede do intestino grosso, de dentro para fora, principalmente numa região conhecida como cólon sigmoide, situada do lado esquerdo e inferior do abdômen.
Para entender melhor como essa doença se manifesta, é preciso desmitificar alguns conceitos. A mera presença dos divertículos não significa que o intestino é refém de uma diverticulite. Nesses casos, ocorre o que os especialistas chamam de diverticulose. Muita gente tem, mas nunca tomará conhecimento dela, devido à ausência de sintomas. Já a diverticulite para valer nunca passa despercebida e dá as caras quando as tais bolsas se inflamam ao acumular pedacinhos de fezes endurecidas.
"Não sabemos por que alguns divertículos ficam inflamados e outros não. Mas tudo leva a crer que esse processo inflamatório se inicie com uma microperfuração na sua parede", explica o gastroenterologista Adércio Damião, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em idosos, isso é mais comum por causa da fl acidez da musculatura intestinal. "Só que hoje a doença atinge os jovens devido aos hábitos inadequados e às refeições pouco saudáveis", opina o coloproctologista Sérgio Nahas, professor da Universidade de São Paulo.
Conhecida como doença da civilização ocidental, a diverticulite é rara em áreas rurais da África e da Ásia. Ali, os habitantes mantêm uma dieta rica em fibras e pobre em carboidrato. Já os territórios mais afetados do planeta são os Estados Unidos, a Europa Ocidental e a Austrália, onde a agitação das grandes cidades boicota uma alimentação regrada. É aquela história de pular algumas refeições, exagerar em outras e dar preferência à fast food — mais uma evidência de que o cardápio influencia o surgimento da doença.
A intensidade do problema, aliás, varia muito. Tem gente com sintomas leves e, no outro extremo, há os que enfrentam uma pane no abdômen, condição que exige cirurgia urgente e dias de internação. Quando ocorre a perfuração do divertículo e o mal extravasa intestino afora, todo o abdômen pode ser comprometido. É um quadro gravíssimo. Sem contar que, como o trânsito intestinal é prejudicado, há um risco elevado de obstrução desse canal, o que também requer uma intervenção cirúrgica.
É preciso, portanto, ficar de olho para impedir que a situação chegue a esse ponto. Ainda mais porque os sintomas da diverticulite são confundidos com os de várias encrencas. Uma delas é outra inflamação, a apendicite. Não à toa, a confusão causada pelos divertículos já foi chamada de apendicite do lado esquerdo, já que essa espécie de anexo intestinal se situa à direita. Além disso, o quadro clínico é parecido com o da síndrome do intestino irritável, mais um tormento que atinge esse órgão. "Nesse caso, trata-se de uma doença decorrente do estresse e da depressão, que altera o funcionamento do intestino grosso e predispõe ao aparecimento de divertículos", explica Bruno Zilberstein, professor de cirurgia do aparelho digestivo da USP.
Quando a diverticulite se agrava, pode ainda levantar a suspeita de um câncer intestinal, já que em ambos os tormentos tendem a ocorrer dores abdominais muito fortes e a obstrução do tubo digestivo. A tomografia computadorizada e a colonoscopia são os exames recomendados para avaliar as paredes do intestino e desfazer o mistério, indicando a causa do sofrimento. Como a diverticulite não aparenta ser hereditária, qualquer um está sujeito a deparar com ela. Daí por que o melhor tratamento é se prevenir, cuidando sempre da alimentação para evitar, amanhã ou daqui a algumas décadas, tantas complicações.
Fonte: Saúde

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Patrícia Brigagão Mendes
Nutricionista





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