quinta-feira, 20 de março de 2014

Índice de massa muscular tem relação com maior expectativa de vida

Quanto mais músculos adultos mais velhos têm, menor o risco de morte, de acordo com um novo estudo da Universidade da Califórnia (EUA). O estudo foi publicado online em março no American Journal of Medicine.


Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3.600 adultos que participaram do U.S. National Health and Nutrition Examination Survey entre 1988 e 1994. Os participantes incluíram homens com 55 anos ou mais e mulheres de 65 ou mais.

Como parte da pesquisa, os participantes foram submetidos a testes para determinar seu índice de massa muscular, o que é a quantidade de músculo em relação à altura. Anos depois, em 2004, os cientistas levantaram quantos desses participantes tinham morrido de causas naturais, para então relacionar o índice de massa muscular com o risco de morte.  

Pessoas com altos níveis de massa muscular foram significativamente menos propensas a morrer por qualquer causa do que aqueles com níveis mais baixos de massa muscular. No entanto, o estudo mostra apenas uma associação, e não uma relação de causa e efeito.

 Segundo os autores, os resultados mostram que a composição total do corpo é uma medida melhor para avaliar nossa saúde do que somente o índice de massa corporal (IMC), que faz uma estimativa de gordura corporal com base no peso e altura. Eles afirmam que os médicos precisam se concentrar em maneiras de melhorar a composição corporal, equilibrando músculos e gorduras, em vez de analisar o IMC isoladamente. 

Comece a atividade física já!
Para entender porque os músculos ficam mais fracos com o passar da idade, é importante saber que eles  crescem somente até os 20 anos e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. O mesmo acontece com os músculos: a partir dos 65 anos de idade, nossa massa muscular vai sendo perdida, cerca de 1% a cada ano. Pessoas que praticaram exercícios durante a juventude e mantiveram hábitos que contribuíram para o fortalecimento desses órgãos possuem um "pico" de massa óssea e muscular maior do que as pessoas que não mantiveram bons hábitos, e por isso demoram mais a apresentar problemas nesses sistemas. "No entanto, pessoas que não possuíam altos picos de massa muscular e óssea tendem a sofrer de problemas como osteoporose e sarcopenia mais rapidamente", explica o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant'ana, em São Paulo. O especialista afirma que praticar exercícios já na idade avançada ajuda a impedir a perda, prevenindo essas doenças, mas a pessoa não conquistará mais massa óssea ou muscular do que já tem. Por isso, confira os primeiros cuidados para começar a praticar exercícios e não fique mais parado:

Faça uma avaliação médica

A avaliação médica não é apenas um pré-requisito para que aluno e professor trabalhem em segurança, mas a melhor maneira de descobrir os limites do seu corpo e o exercício ideal para vencê-los. "Também é fundamental realizar uma avaliação física. Por meio dela é possível determinar a porcentagem de gordura corporal do indivíduo e ter uma ideia de seu alongamento e da sua resistência", afirma o personal trainer Ricardo Custódio, da Companhia Atlethica do Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Reabitue seu corpo aos exercícios

"A principal meta de quem começa a treinar após ter ficado muito tempo parado deve ser reabituar o corpo à prática regular de exercícios", explica Adriano. Segundo o personal trainer, emagrecer ou ganhar tônus muscular devem ser objetivos secundários nesse retorno. Isso porque o retorno ao treino, na maioria das situações, traz os mesmos desafios de uma primeira experiência com exercícios

"O aluno terá que começar do zero, mesmo tendo sido atleta regular no passado. Não respeitar essa progressão pode sobrecarregar os músculos e articulações, ocasionando lesões", diz o especialista. A diferença entre uma pessoa que já treinou e outra, que nunca se mexeu, é o tempo de resposta aos movimentos: quem já fez exercícios tende a recuperar o condicionamento mais rapidamente.

Comece por atividades de baixo impacto

Voltar a treinar e já partir para atividades de grande impacto aumenta e muito o risco de lesões. Decidir correr logo no primeiro dia de treino, por exemplo, poderá sobrecarregar os músculos e articulações dos membros inferiores, afirma o médico do esporte Ricardo Nahas, do Centro de Referência em Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho. Ele explica que, em uma caminhada, cerca de 20% do peso corporal fica concentrado nas articulações e essa porcentagem dobra numa corrida. "Por isso, é essencial realizar a readaptação muscular, articular e cardíaca", diz o médico.

Escolha um exercício que te dá prazer

Exercícios físicos não se resumem a musculação e esteira. Por isso, se a academia não te atrai, busque fazer outras atividades, como esportes coletivos, ginástica ou circuito. "Treinar por prazer mantém o aluno motivado e reduz o risco de abandonar o programa", afirma Ricardo Custódio. O exercício perfeito, de acordo com o personal, é aquele que consegue equilibrar as necessidades do seu corpo com as suas preferências.

Respeite seus limites

O condicionamento físico não aparece do dia para a noite. "Pegar muito peso de uma vez ou caminhar uma distância muito longa só vai causar dores nos músculos e nas articulações", afirma o personal Adriano Braga. Estar disposto a melhorar sempre é fundamental, mas isso deve ser feito de maneira segura. "Do contrário, há risco de uma lesão mais séria e você é obrigado a ficar sem treinar justo quando estava mais engajado".

Aumente a intensidade aos poucos

O aumento da dificuldade do treino faz parte do programa - além de tornar a atividade mais interessante, o desafio ajuda seu corpo a ganhar condicionamento. "Isso pode significar aumento da carga, aumento da velocidade, redução do intervalo entre um exercício e outro ou aumento do número de repetições", afirma o personal Adriano Braga. Seguir um plano para aumentar a intensidade significa abandonar o sedentarismo de maneira gradual e saudável.

Faça alongamento e aquecimento

"Aquecer é aumentar a temperatura corporal, o que eleva a frequência cardíaca e prepara o corpo para a prática de exercícios", afirma o médico do esporte Ricardo. O alongamento, por sua vez, pode ajudar a prevenir lesões - esse tipo de movimento estimula a liberação do líquido sinovial, que lubrifica as articulações. "Esses minutinhos de preparação são valiosos porque informam o organismo sobre o que deve ser priorizado no momento, deixando atividades, como a digestão, em segundo plano".

Fonte: MSN

Nenhum comentário:

Postar um comentário