quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DOENÇA CELÍACA

Dieta combate doença celíaca

Muitas pessoas passam anos sentindo distúrbios gastrointestinais crônicos, sem causa aparente, e sem desconfiar que a origem destes problemas pode estar relacionada ao consumo de glúten – proteína encontrada em alimentos que fazem parte da dieta diária da maioria dos brasileiros, como pães, massas e cereais. Essa patologia autoimune, que causa intolerância permanente, atende pelo nome de doença celíaca. Estima-se que ela atinja 1 em cada 300 indivíduos, sendo a incidência duas vezes maior em mulheres.
A doença celíaca tem mecanismo semelhante ao de uma alergia: ao entrar em contato com o glúten, o sistema imunológico entende que se trata de um corpo estranho e se volta contra ele, levando aos sintomas gastrointestinais mais comuns como diarréia intensa e repetitiva, além do desconforto abdominal. O celíaco pode apresentar, ainda, perda de peso, anemia, distensão abdominal, cansaço e indisposição. No caso das crianças, pode haver comprometimento do desenvolvimento, baixa estatura, vômitos, enfraquecimento muscular e dores abdominais recorrentes.
Alterações nas enzimas do fígado, da pele, e a perda da capacidade de absorção dos nutrientes são outras consequências que podem ser geradas pela doença celíaca. O intestino perde as partes sinuosas reduzindo a capacidade absortiva. Com isso, é possível desenvolver quadros de anemia, desnutrição, osteoporose e alguns tipos de tumores, principalmente os linfomas do aparelho digestivo. Em gestantes, a condição leva a um risco maior de aborto.
É preciso estar atento, já que o quadro clínico pode se manifestar de forma branda e, por vezes, passar despercebido
É preciso estar atento, já que o quadro clínico pode se manifestar de forma branda e, por vezes, passar despercebido. O diagnóstico da doença é feito geralmente na infância, quando a patologia tem um pico de incidência. O reconhecimento é realizado por meio da avaliação do quadro clínico e posteriores exames laboratoriais. O exame que conclui o resultado é a biópsia da segunda porção do duodeno ou do intestino delgado, que demonstra a perda ou não dos sulcos da região.
Diante dos problemas desencadeados pelo consumo de glúten, uma alimentação livre dessa proteína é o tratamento mais eficaz para controlar a doença. Em vez de trigo, aveia, centeio, cevada e malte, bem como seus derivados, entre eles a farinha e os cereais matinais, é possível utilizar maisena, farinhas de milho, de batata, de arroz, de soja e de mandioca como ingredientes. Biscoitos, pães e confeitos podem ser feitos de arroz ou de polvilho. Canjica, flocos de milhos e de arroz também são ótimas alternativas.
Atualmente, também é possível encontrar massas, pães e outros alimentos sem a fração do glúten. Desde 2003, a Lei nº 10.674 obriga que todos os alimentos prontos tenham estampada no rótulo a presença ou não dessa proteína.
Publicado em 13/12/2012
fONTE: hOSPITAL ALBERT  EINSTEIN

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