quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ALIMENTOS QUE PODEM CAUSAR ALERGIAS ALIMENTARES

Leite

"A alergia ao leite é especialmente comum em crianças, o que pode ser bastante complicado entre os bebês menores de um ano que consomem somente este alimento", aponta o alergista Daniel Strozzi, professor da Unidade de Alergia e Imunologia da PUC de Goiás. Segundo a nutricionista funcional Ana Flávia Marçal, do Centro de Alergia e Imunologia Ymune, em Goiânia, o leite possui mais de 20 proteínas sensibilizantes. 

A grande preocupação de quem precisa excluí-lo da dieta deve ser o cálcio, fundamental para a saúde dos ossos. Para suprir a deficiência, recomenda-se o consumo de produtos fortificados com cálcio, além de legumes verdes, cereais e peixes. Se for necessário, o médico que está acompanhando o caso pode indicar suplementação. 

Fique atento a: biscoitos, bolachas, bolos, pães, chantilly, chocolate, coalhada, pudim, manjar, iogurtes, molho branco, molho nechamel, pão de queijo e sorvete. 

Em receitas, substitua o leite por: leites vegetais - como o de coco, amêndoas, arroz, quinoa e girassol -, água e suco de frutas. 

Ovo

 O ovo é o segundo maior causador de alergias alimentares. Tirá-lo da alimentação pode levar à deficiência de ferro no organismo. Por isso, o nutrólogo Carlos Alberto Nogueira de Almeida, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), sugere investir na tradicional combinação de arroz com feijão. "O feijão é rico em ferro, enquanto o arroz fornece aminoácidos que o feijão não possui e, assim, eles se complementam, formando uma refeição de alto valor biológico", explica. 

Fique atento a: maionese, chantilly, marshmallow, merengue, molho holandês e molho bernaise ? alimentos que levam ovo na receita. 

Em receitas, substitua por: linhaça, polvilho ou vinagre de maçã.

Trigo

O glúten, presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte é uma proteína de difícil digestão. "Ela é responsável pela elasticidade e plasticidade das massas, fazendo com que elas cresçam macias", diz a nutricionista Ana Flávia. Diferente da intolerância ao glúten, o alérgico não pode ingerir qualquer quantia de alimentos com essa proteína. A principal dificuldade, portanto, não está relacionada a deficiências nutricionais, mas sim à difícil tarefa de manter uma dieta sem glúten, já que grande parte do que consumimos contém esse nutriente. Por isso, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.

Fique atento a: macarrão, pão, tabule, bolos e chocolates. 

Em receitas, substitua por: produtos sem glúten, farinha de arroz, creme de arroz, polvilho e fécula de batata.

Peixes

De acordo com o nutrólogo Carlos, não é porque você tem alergia a determinado peixe que terá alergia a todos os peixes. Por isso, sob orientação profissional, vale experimentar outros tipos. Mas, imaginando que eles seriam excluídos da dieta ou consumidos com menor frequência, o paciente deveria buscar outras fontes de ômega-3. "Exemplos são óleo de canola, óleo de soja, azeite de oliva, rúcula e espinafre", diz.

Crustáceos

A alergia a camarão, lagosta e outros crustáceos pode ser um problema em regiões do Brasil próximas ao litoral, em pessoas que se alimentam principalmente desse tipo de alimento. Entre os nutrientes mais relevantes desses alimentos está o zinco, o selênio e o iodo. Como nosso sal é iodado, é raro apresentar deficiência desse nutriente. Os demais podem ser obtidos em nozes, castanhas, milho, carne bovina, frango, arroz integral, feijão e leite.

Corantes

"Alergia a corantes não é comum, pois eles são incansavelmente testados antes de irem para o mercado", afirma o nutrólogo Carlos. Entretanto, Ana Paula Castro aponta que o vermelho carmin pode atuar como alérgeno. "Neste caso, verifique nos rótulos dos produtos a presença desse componente e evite o alimento", recomenda a alergista.

Milho

Como todo cereal, o milho é rico em carboidratos. Além disso, ele fornece boas quantias de vitaminas do completo B, vitamina E e fibras. Alimentos integrais, ovo, brócolis, fígado e verduras verde escuro podem fornecer esses nutrientes. 

Fique atento a: pamonha, curau, bebidas alcoólicas e corantes amarelos.

Amendoim

A retirada do amendoim  da dieta não causa qualquer prejuízo, mas, de acordo com a nutricionista Ana Flávia, é possível ser alérgico ao amendoim e não apresentar qualquer reação a outros alimentos da mesma família que ele, como a castanha de caju. 

Fique atento a: bombons de chocolate, confeitos, marzipã, nougat, paçoca e nozes. 

 Fonte: Msn

4 tipos de vegetarianos

Riscar alimentos de origem animal do cardápio é a medida tomada pelos seguidores do vegetarianismo. Os motivos para não incluir carnes, ovos, leites e derivados nas refeições são os mais variados, indo de consciência ecológica à pretensão de uma dieta mais saudável.

Com um menu baseado em legumes, frutas, verduras, grãos, sementes e cereais, os vegetarianos se dividem em grupos: vegetarianos estritos, ovolactovegetariano, ovo vegetarianos e veganos.

Os primeiros são pessoas que não consomem nenhum alimento obtido através dos animais. Ou seja, nada de carnes, embutidos, manteiga, leite, mel, gelatina, ovo, leite e derivados nas refeições. Já os ovo-lacto vegetarianos só restringem as carnes, sem cortar ovos, leites e derivados do prato. Aqueles que comem ovos, mas não consomem carne, leite e derivados são chamados de ovo vegetarianos.

Os veganos, por sua vez, seguem o comportamento vegan. Isso significa que, além de excluírem alimentos de origem animal do cardápio, eles não consomem nenhum tipo de produto que conte com a participação de animais na produção, como roupas e produtos de higiene.

De olho no equilíbrio alimentar

Legumes, frutas e verduras dão variedade ao prato vegetariano
Os prós e contras que rondam o estilo alimentar dos vegetarianos ainda são bastante discutidos, principalmente, quando o foco é voltado aos vegetarianos estritos. Os pontos que merecem atenção estão relacionados aos nutrientes fornecidos pelos alimentos que eles restringem , alerta a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella.

Em falta, cálcio, ferro, zinco e vitamina B12 (principais nutrientes contidos nos alimentos de origem animal) podem levar ao desenvolvimento de anemia e osteoporose em idade avançada, por exemplo. As doses diárias ideais de cálcio correspondem a 2,5 gramas. Já o ferro, precisa somar, ao menos, 45 miligramas no cardápio diário. Enquanto 40 miligramas de zinco e 2,4 microgramas de vitamina B12, por dia, são suficientes.

As polêmicas questões sobre os nutrientes obtidos pelas carnes dizem respeito à melhor absorção pelo organismo. A proteína e o ferro encontrados nas carnes, em especial as vermelhas, apresentam uma biodisponibilidade maior, se comparados com outras fontes, como feijão, soja, lentilha e folhas verde-escuras.

De acordo com a nutricionista do Minha Vida, existem alguns meios de melhorar a absorção do ferro vegetal. Na mesma refeição, ingerir um alimento rico em vitamina C ajuda , fala sobre o nutriente facilmente encontrado nas frutas cítricas. Além disso, ela conta que a indústria alimentícia faz a fortificação de alimentos comuns da dieta vegetariana, com minerais e vitaminas. O leite de soja, por exemplo, é fortificado com vitamina B12. Um copo de 200 ml da bebida fornece 0,36 microgramas da vitamina.

Roberta ressalta que os perigos da não-ingestão de certos nutrientes não fazem parte apenas da rotina dos adeptos do vegetarianismo. Independente da restrição alimentar, qualquer pessoa pode enfrentar problemas com um cardápio desbalanceado, apresentando deficiências de nutrientes .

A especialista exemplifica, citando o cálcio. Esse nutriente apresenta dificuldade em atingir a recomendação de taxas ideais pela falta de consumo da população, seja a pessoa vegetariana, ou não . A dica para não causar prejuízos à saúde por causa da alimentação, é conhecer todas as tendências alimentares e ficar atento à recomendação médica de cada nutriente.  
fonte: msn

Conheça nove alimentos que parecem vegetarianos, mas não são.

Vegetarianos são pessoas que excluem de sua alimentação todos os tipos de carne, aves, peixes e seus derivados, podendo consumir laticínios e ovos ou não. O grupo mais comum é o ovolactovegetariano que incluem laticínios e ovos na dieta. Também há os lactovegetarianos, que não ingerem ovos, mas comem lacticínios e os ovovegetarianos que consomem ovos, mas não laticínios. Os vegetarianos estritos não ingerem nenhum derivado de animal em sua dieta. Enquanto os veganos são vegetarianos estritos que recusam componentes animais não só em alimentícios, como também evitam roupas de couro, lã e seda, produtos de higiene e cosméticos. 

Alguns alimentos parecem inofensivos para os ovolactovegetarianos e até para os vegetarianos estritos e veganos, mas podem conter partes de animais mortos em sua composição. Certos queijos possuem enzimas retiradas do estômago de bezerros, enquanto alguns vinhos brancos e cervejas podem conter uma substância retirada da bexiga natatória do peixe. Conversamos com especialistas e listamos nove comidas e bebidas que parecem vegetarianas, mas não são. 

Para saber se o alimento que você vai comer possui partes de animais mortos em sua composição, a recomendação é entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do fabricante do produto. "Isto porque boa parte destas substâncias não aparecem no rótulo da comida ou bebida", explica o nutricionista George Guimarães, especializado em dietas vegetarianas.  


Queijos

Alguns queijos, especialmente os amarelos, possuem a renina, enzima retirada do estômago de bezerros que ainda não haviam sido desmamados. "Ela é utilizada no processo de coagulação do leite para se obter o queijo", explica a nutricionista Ana Ceregatti, especialista em alimentação vegetariana. Há casos também em que fungos e bactérias são utilizados na fabricação ao invés da enzima animal.  

Vinho branco

 No processo de fabricação do vinho branco, para que ele fique com sua cor característica, pode ser colocada uma gelatina, que é feita com ossos e cartilagem dos bovinos. "Ainda há a possibilidade de ser adicionada na bebida uma substância que vem da bexiga natatória do peixe chamada ictiocola", observa o nutricionista George Guimarães, especializado em dietas vegetariana. Os veganos e vegetarianos estritos também precisam ficar atentos, pois alguns vinhos podem conter clara de ovo.

Cerveja

Certas cervejas podem também conter em sua composição a ictiocola, substância derivada da bexiga natatória do peixe, que é usada por alguns fabricantes para dar textura à bebida. Portanto, é importante que os vegetarianos chequem com o fabricante da bebida alcoólica se ela possui este composto ou não. 

Açúcar refinado

No processo de fabricação do açúcar refinado podem ser adicionados ossos de boi carbonizados. A substância animal contribui para o processo de clareamento do alimento. Porém, atualmente há alternativas que não são de origem animal, como o uso de carvão vegetal, portanto o método com os ossos tornou-se muito raro. Caso vá ingerir o açúcar mascavo, vale checar se ele também possui o composto animal ou não.

Gelatina

A gelatina normalmente possui ossos, cartilagem e pele dos bovinos em sua composição. Por isso, é interessante que os vegetarianos a evitem. "Tudo que contiver gelatina será um produto de origem animal. Inclusive, se a pessoa for fazer suplementação alimentar a própria cápsula pode ser feita de gelatina", conta a nutricionista Astrid Pfeiffer, autora do livro 'A cozinha vegetariana' (Editora Alaúde). Hoje em dia estão sendo desenvolvidas gelatinas especialmente para vegetarianos.

Alimentos com corante carmim ou cochonilha

O corante, que resulta em um tom avermelhado, é obtido por meio de uma espécie de besouro cujo nome científico é Dactylopius coccus. "Eles laceram a fêmea para obter a coloração vermelha", explica Ceregatti. A cochonilha ou carmim normalmente é usada em sucos industrializados de uva, goiaba e morango, em iogurtes sabor morango e em recheios de bolachas. 

Iogurte

Certos iogurtes podem conter gelatina, que possui ossos, cartilagem e pele de bovinos em sua composição. Além disso, há a possibilidade das versões de morango utilizarem a cochonilha, corante vermelho obtido por meio da laceração de um besouro.

Alimentos enriquecidos com ômega 3

O ômega 3 pode ter origem vegetal, a linhaça é uma fonte; ou animal, e em alguns casos o óleo de peixe costuma ser adicionado quando pretende-se enriquecer um alimento com o nutriente. "Você vai encontrar nos mercados pães com o ômega 3 e se estiver escrito 'de origem marinha' significa que este nutriente provém do peixe", alerta Guimarães. 

Molho inglês

Este condimento pode conter substâncias de origem animal de duas procedências. "É adicionado no molho inglês o extrato de carne ou anchovas. Em ambos os casos isso está escrito no próprio rótulo do produto", conta Pfeiffer.  

 Fonte: MSN