terça-feira, 23 de julho de 2013

Alimentos importantes para ganho de massa muscular

Veja aqui quais são os alimentos certos para ganhar massa muscular rapidamente e faça a sua dieta.

A alimentação é cada vez mais esquecida pelos brasileiros e isto é um grande erro já que é através dela que podemos manter nosso peso ideal, ter saúde e evitarmos uma série de doenças. Mas tudo isto só é possível uma vez que nos alimentamos de forma correta. Se fizermos o contrário, ingerindo alimentos totalmente dispensáveis a uma boa dieta a alimentação age de forma contrária e será uma das causadoras de inúmeros problemas em nossa vida.
Muitas pessoas procuram informações sobre os alimentos com maior teor glicêmico, com poucas calorias ou aqueles ricos em fibras. É muito comum encontrar sites e informações sobre estes assuntos. Mas você sabe quais são os alimentos que são indicados para o ganho de massa muscular? Há os alimentos corretos para se ganhar massa muscular rapidamente, sem para isto, colocar a saúde em risco com o ganho exagerado de peso.
Se você não sabe quais alimentos incluir na dieta para ganho de massa muscular, você precisa prestar atenção nestas dicas que seguem, pois poderá ser o grande segredo para que você possa finalmente conquistar aquela forma física que tanto queria.

Para você ter uma ideia, o peito de frango sem pele é um dos alimentos que não podem faltar na dieta dos fisiculturistas. Isso acontece porque o peito de frango é um alimento rico em proteínas e pobre em carboidratos e gordura. 100g de peito possui 23g de proteínas, 0g de carboidrato e 0g de gordura.

Se você deseja melhorar sua massa muscular, inclua este alimento em quantas refeições quiser, e combine-o com saladas, arroz integral, macarrão integral ou qualquer outra forma de sua preferência.
Outro alimento que não pode faltar no seu cardápio é o atum. Rico em ácidos graxos (gorduras boas) e com alto teor de proteínas. Em 100 g de atum você tem 23 g de proteína, 3 g de carboidratos e 9g de gorduras, mas lembre-se que esta gordura faz bem ao organismo, pois ela aumenta a produção da testosterona e do hormônio do crescimento. Sempre que possível, tenho o atum à mesa, nas principais refeições do dia.

A batata doce também é outro alimento super indicado para ganhar massa muscular. Ela não é tão rica em proteínas, mas possui muitos carboidratos de teor glicêmico baixo. Isso faz com que o organismo possa consumir de forma gradual a energia e a insulina possa ser liberada de forma mais controlada dentro do corpo.
Consumir alimentos ricos em proteínas é essencial, mas se você quer ganhar massa muscular não pode deixar de lado os alimentos que são ricos em carboidratos, pois eles é que irão conferir a energia necessária para você ter disposição e força na hora dos exercícios físicos.

Fonte: Dicas da Net

Exemplo de cardápio para perda de peso



Café da manhã (9:00)
1 copo de 200ml de suco light ou 150ml de água de coco  
2 fatias de pão integral/grãos light ou 1 fatia pão integral normal
2 colheres de chá de requeijão light ou de creme de ricota;
1 fatia média de queijo branco ou 1 colher de  sopa queijo tipo cottage ou 1 colher de sobremesa pasta ricota com salsinha e azeite




·                             
Almoço (12:00)

1 colher de servir de arroz integral cozido
1 concha pequena de feijão cozido ou 1 colher de servir de lentilha ou grão de bico
Salada de folhas à vontade ou qualquer folha
Tomate à vontade ou qualquer folha
1 colher de servir de carne moída com abobrinha  ou de frango grelhado, assado ou cozido ou carne de vaca gralhada, assada ou cozida
1 colher de chá de azeite    
1 fatia de abacaxi ou 1 fatia de melão ou melancia, ou 1 laranja ou 1 tangerina


·                              

Lanche (15:00)

1 unidade de iogurte light ou
1 unidade média de banana prata ou 1 pêra ou outra fruta


·                                


Lanche (18:00)

1 unidade de barrinha de banana sem açúcar ou 5 unidades de damasco seco
        




·                             

Jantar

1 colher de servir de arroz integral cozido + 1 pedaço médio de moqueca de peixe light ou outra receita com peixe + 1 pires de chá de brócolis cozido ou outro vegetal cozido + salada de folhas à vontade +  tomate à vontade + 1 colher de chá de azeite

ou

1 colher de servir de salada de arroz integral com lentilha + 1 pires de chá de vagem cozida ou qualquer outro vegetal cozido + salada de folhas à vontade + tomate à vontade + 1 colher de chá de azeite

ou

1 colher de servir de arroz integral com brócolis + 1 fatia média de quibe de forno + 1 colher de servir de shimeji com shoyu + tomate à vontade + 1 colher de chá de azeite        

ou

1 fatia média de lasanha de abobrinha + salada de folhas à vontade + tomate à vontade + 1 colher de chá de azeite

·                               


Ceia

1 unidade de iogurte light + 1 colher de chá de geleia sem açúcar ou
1 barrinha de fruta de banana ou ameixa light ou
1 unidade de iogurte light + 1 colher de sobremesa de granola light ou
1 unidade de torrada integral + 1 colher de chá de geleia sem açúcar ou 
2 quadrados de chocolate amargo

 Fonte: GNT

Terceira idade: mudanças dessa fase afetam paladar, equilíbrio e até olfato

Por muito tempo os idosos foram considerados sinônimos de invalidez, como se fossem velhinhos que não entende muito bem o que falamos ou que não consegue fazer nada sozinho ? mas isso está longe de ser verdade. Hoje vemos muitos homens e mulheres com mais de 60 anos que estão ativos, levando suas vidas com saúde e um sorriso no rosto. No entanto, é importante entender que mesmo com essa mudança de paradigma, o envelhecimento chega acompanhado de certas mudanças que na maioria das vezes são deixadas de lado. "Muitas pessoas se preocupam com o declínio cognitivo e ossos mais fracos, mas há outras preocupações menos conhecidas que merecem atenção", explica o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant'ana, em São Paulo. É importante estarmos cientes dessas mudanças para poder encontrar as melhores formas de contorná-las ou preveni-las, incentivando o envelhecimento saudável. "Cuidados com a alimentação, prática de exercícios, controle de estresse e doenças, assim como consultas médicas periódicas, têm relação direta com a manutenção da qualidade de vida e a prevenção de doenças desde a juventude", afirma o geriatra. Confira quais são as mudanças desconhecidas da terceira idade e entenda melhor esse processo: 


Dificuldades no paladar

A partir dos 60 anos, é comum ocorrer no idoso uma diminuição na capacidade de perceber gostos doces e salgados dos alimentos, enquanto os sabores ácidos e amargos se mantêm inalterados. "Isso acontece devido à atrofia das papilas gustativas que são responsáveis pelo paladar", diz o geriatra Roberto Dischinger, responsável pelo residencial para a terceira idade Lar Sant'ana. Outro fator que também pode alterar o paladar é o uso de certos medicamentos. O especialista afirma que é esse é o motivo porque os idosos tendem a acrescentar mais sal ou açúcar aos alimentos. "Uma alternativa é acrescentar temperos naturais aos pratos, tais como alho, cebola, cheiro verde, orégano e manjericão, que realçam o sabor dos alimentos e eliminam essa dificuldade", afirma a nutricionista Flavia Medeiros Leite, coordenadora do Programa Crescer e parte da equipe multidisciplinar do Lar Sant'ana. "É importante também que o momento da refeição seja atrativo, com pratos variados e balanceados, pois com a diminuição do paladar o idoso tende a diminuir a ingestão de alimentos, podendo ficar com um quadro de desnutrição." 
idoso cuidando do jardim - Foto Getty Images

Alterações no olfato

Considerando que no processo de envelhecimento existem diversas alterações sensoriais, o olfato também pode ser afetado. Alterações como o aumento de tecidos moles e atrofia das glândulas mucosas - muitas vezes ocasionando o ressecamento do muco nasal e consequentemente a obstrução nasal - podem explicar as dificuldades de identificar odores. "Isso também pode ocorrer principalmente após os 80 anos, quando as dificuldades para identificação de odores ocorrem devido à degeneração das células do sistema nervoso central", explica o geriatra Roberto. "Esse pode ser considerado um sintoma inicial de doenças como Parkinson e Alzheimer, levando em conta que a percepção que o idoso tem sobre seu olfato depende também dos sistemas nervoso central e periférico, que são os maiores afetados por essas doenças".

Um dos sinais que indicam a perda olfativa é a diminuição do peso em consequência da perda de apetite. O tratamento depende da causa, mas é recomendado que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar. "Para facilitar a ingestão dos alimentos, pode-se melhorar a apresentação dos pratos e a forma de preparo dos alimentos", ressalta a nutricionista Flavia. 
idosa e mulher assistindo tv - Foto Getty Images

Dificuldades em fazer várias tarefas ao mesmo tempo

Existe uma área do cérebro responsável pelo que os especialistas chamam de atenção dividida - que é ativada quando precisamos prestar atenção em duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. "A partir da meia-idade ou após os 70 anos, ocorre um declínio normal das funções cognitivas, podendo repercutir na memória e nesse tipo de atenção", explica a psicóloga especialista em terceira idade Roberta Seriacopi, de São Paulo. De acordo com a especialista, durante o processo de envelhecimento, é comum as pessoas apresentarem falhas no controle do excesso de informações e na manutenção de informações irrelevantes durante execução de uma tarefa. Isso torna mais lenta a nossa capacidade de alternar de uma tarefa para outra, prejudicando o desempenho. Outro sinal comum de que a atenção dividida do idoso está comprometida é o fato de ele não conseguir se lembrar de assuntos que foram comentados durante uma refeição ou enquanto ele estava assistindo televisão, por exemplo. "Isso acontece porque ele estava concentrado em apenas uma das tarefas, e seu cérebro não conseguiu captar e processar a nova informação que você estava fornecendo", explica Roberta. Uma forma de lidar com isso é a estimulação cognitiva por meio de atividades que envolvam duas ou mais tarefas simultâneas.  
idosa olhando a pele no espelho - Foto Getty Images

Pele ressecada

A pele é o órgão que mais evidentemente demonstra os sinais de envelhecimento. "Muitas alterações decorrentes da idade, como perda de tecido de sustentação de gordura subcutânea, diminuição dos pelos, alteração na distribuição de pigmentação de pele e pelos e diminuição de glândulas sudoríparas e sebáceas, ocasionam uma pele mais ressecada, frágil e sem a preservação de elasticidade", afirma o geriatra Roberto. O especialista diz que pele dos idosos também tende a ficar mais ressecada devido à redução da quantidade de água corporal nessa fase da vida. "Todos esses fatores tornam a pele do idoso mais propensa a machucados e infecções." Entre os cuidados para esse problema estão a ingestão de água, banhos com sabonete neutro e água morna e aplicação de um hidratante corporal após.  
idoso lendo jornal usando óculos - Foto Getty Images

Distúrbios da visão

Problemas relacionados à visão podem impedir ou dificultar a independência dos idosos na realização das atividades diárias. Com o envelhecimento, ocorre uma redução na acuidade visual e na acomodação à luminosidade, bem como na clareza da visão noturna e do campo de visão periférico. "Consequentemente, ler, assistir TV e realizar atividades manuais podem ser mais cansativo e dificultoso", ressalta o geriatra Roberto. "Para evitar pequenos desconfortos, o ideal é manter a iluminação permanente, uma vez que a adaptação dos idosos a mudanças de luz torna-se mais lenta." Entre as alterações visuais mais frequentes, os especialistas citam presbiopia, catarata,glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. É importante a prevenção por meio da investigação e acompanhamento médico precoce dessas alterações, uma vez que elas são comuns na faixa etária. 
idosa pensando - Foto Getty Images

Qual era a palavra mesmo?

 Sentir dificuldade para encontrar o termo certo durante uma conversa é muito comum em idosos. "Isso acontece porque a capacidade de processar as informações fica mais lenta e a atenção também pode estar alterada, prejudicando assim a memória de trabalho (quando ele precisa memorizar algo para usar em seguida, como quando decoramos um número de telefone na agenda para digitá-lo logo após) e memória episódica (memória de histórias e eventos do próprio passado)", diz a psicóloga Roberta. Quando há falta da atenção, a manutenção de informações pela memória fica prejudicada, dificultando a lembrança de palavras durante uma conversa. De acordo com a psicóloga o melhor a fazer nesses casos não é completar as palavras pelo idoso ou então repreendê-lo. Tente dar pistas que possam ajudá-lo a lembrar da palavra por si, de forma que ele exercite sua memória. "Devemos ressaltar que nem toda a falta de atenção ou perda de memória é sinal de doenças, mas que qualquer problema que gere dificuldades em suas atividades diárias deve ser comunicado ao médico." 
idosa descendo escadas com ajuda de uma bengala - Foto Getty Images

Manter o equilíbrio

Com o passa da idade, o corpo sofre alterações no controle da postura e do andar, que desempenham um papel importante no equilíbrio dos idosos. "Eles apresentam dificuldades na regulação das respostas relacionadas a velocidade e precisão dos movimentos, causando assim um desequilíbrio", explica o geriatra Roberto. Outro fator que pode gerar desequilíbrio nos idosos são alterações no sistema vestibular, como a labirintite. De acordo com o geriatra, a atividade física contribui para ganho de força muscular, amplitude de movimento, percepção corporal e melhora os reflexos, podendo auxiliar na prevenção de quedas e alterações do equilíbrio.  
idosa estressada - Foto Getty Images

Reflexos e raciocínio rápido

As funções cognitivas como memória, raciocínio, velocidade de processamento e reflexos tendem a diminuir conforme os neurônios vão envelhecendo. "Por isso o ideal é sempre estimular o cérebro, para que esse prejuízo seja o mínimo possível", afirma a psicóloga Roberta Seriacopi. A melhor maneira de prevenir essa degeneração é adotando hábitos saudáveis, como dieta balanceada, prática de exercícios e controle de estresse e doenças, assim como consultas médicas periódicas. "Mais uma vez, é importante ressaltar que simples alterações no raciocínio e reflexos nem sempre indicam doenças graves, entretanto, qualquer mudança deve ser investigada através de avaliações e exames." 
idosa levantando halteres - Foto Getty Images

Músculos e ossos mais fracos

Para entender porque os músculos e ossos ficam mais fracos com o passar da idade, é importante saber que nossos ossos crescem somente até os 20 anos e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. O mesmo acontece com os músculos: a partir dos 65 anos de idade, nossa massa muscular vai sendo perdida, cerca de 1% a cada ano. Pessoas que praticaram exercícios durante a juventude e mantiveram hábitos que contribuíram para o fortalecimento desses órgãos possuem um "pico" de massa óssea e muscular maior do que as pessoas que não mantiveram bons hábitos, e por isso demoram mais a apresentar problemas nesses sistemas. "No entanto, pessoas que não possuíam altos picos de massa muscular e óssea tendem a sofrer de problemas como osteoporose e sarcopenia mais rapidamente", explica Roberto Dischinger. O especialista afirma que praticar exercícios já na idade avançada ajuda a impedir a perda, prevenindo essas doenças, mas a pessoa não conquistará mais massa óssea ou muscular do que já tem.  
Fonte: MSN

Diabetes e hipertensão: 10 cuidados para quem convive com as duas doenças

Se você tem uma, é melhor ficar atento à outra. Apesar de serem doenças diferentes, ahipertensão e o diabetes frequentemente caminham lado a lado, pedindo mais cuidados durante o tratamento. De acordo com a pesquisa VIGITEL 2011, realizada pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 22,7% da população brasileira é diagnosticada com hipertensão e 5,6% possui diabetes, entre os tipos 1 e 2. Estima-se que cerca de metade da população com diabetes também sofre de hipertensão, precisando de acompanhamento médico para as duas doenças. Você se encontra nesse grupo ou conhece alguém que se encaixa? Veja o que os especialistas dizem sobre diabetes com hipertensão conjunta e tire as duas dúvidas: 

Uma pessoa com diabetes tem mais chances de desenvolver hipertensão?

Sim. "Existem alguns fatores de risco em comum entre diabetes do tipo 2 e a hipertensão arterial, como obesidade, sedentarismo e má alimentação", explica o cardiologista Heno Lope, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além disso, o paciente com diabetes tem uma maior propensão a desenvolver problemas renais, e isso compromete a eliminação de substâncias pela urina, como o sal e a água. "O aumento de sal e água na circulação está relacionado com o aumento da pressão arterial, levando à hipertensão", completa.

Outro problema recorrente em pacientes com diabetes é a oxidação dos vasos sanguíneos com mais rapidez do que o normal, devido ao excesso de açúcar no sangue. "A oxidação dos vasos é o primeiro degrau para essa artéria começar a se entupir com gorduras e colesterol ruim, aumentando a pressão arterial e trazendo outros riscos, como infarto eAVC", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Mas o contrário também pode acontecer, ou seja, a hipertensão pode ser um fator de risco importante para o surgimento de diabetes tipo 2, justamente porque as causas de ambas as doenças são intimamente relacionadas, e aquilo que levou ao surgimento da pressão alta pode ocasionar o diabetes. Inclusive, o Ministério da Saúde aponta a hipertensão como fator de risco para o diabetes e vice-versa. Portanto, se você possui uma dessas complicações, é importante ficar atento para a incidência da outra.  
equipe médica - Getty Images

Preciso visitar quais médicos para manter as doenças controladas?

 Idealmente um endocrinologista e um cardiologista, mas o controle também pode ser feito por um clínico geral experiente. Outras especialidades, como nutrólogos, nutricionistas, fisiologistas e nefrologistas podem fazer parte da rotina de um paciente com hipertensão e diabetes, conforme o andamento das doenças.  
pessoa tomando vários medicamentos - Getty Images

Devo tratar as duas doenças de uma vez ou separadamente?

 É importante que as duas doenças sejam mantidas sob controle ao mesmo tempo. O tratamento do diabetes e da hipertensão inclui reeducação alimentar, manutenção do peso adequado, prática regular de exercíciosfísicos e, se necessário, uso de medicamentos. Por se tratarem de doenças crônicas, não se pode abandonar o acompanhamento de uma em detrimento da outra ? é um processo conjunto e contínuo, para a vida a toda. "O descontrole de qualquer uma dessas doenças, mesmo que isoladamente, aumenta o risco de doenças cardiovasculares (infarto, angina, insuficiência cardíaca), e quando associadas as chances aumentam ainda mais", alerta o cardiologista Heno. 
idoso verificando a glicemia - Getty Images

Eu posso ter uma doença descontrolada e a outra não?

Sim. Apesar de poderem se apresentar juntas e terem causas parecidas, os fatores de descompensação são diferentes para cada doença. Na maioria dos casos, uma doença pode estar descompensada e a outra não devido à falta de rigor no uso de medicamentos. "O tratamento das duas doenças depende de controle alimentar e prática de exercícios, mas pacientes que não adotam esses bons hábitos ficam mais facilmente dependentes de medicações", alerta o cardiologista Heno. No cenário em que um paciente toma dois remédios, um dos medicamentos pode estar sendo ministrado da maneira correta, controlando uma das doenças, mas o outro pode não estar sendo tomado do jeito certo, deixando inalterado aquele quadro que o medicamento deveria estar tratando. "Essa negligência com apenas um dos medicamentos pode levar ao controle de uma doença e descontrole de outra, sendo necessária intervenção médica."
mulher escrevendo em um caderno os valores de glicemia - Getty Images

Os valores de referência mudam para pessoas que têm as doenças conjuntas?

 Sim, principalmente para pressão arterial. "Se o paciente hipertenso não tem diabetes, a pressão arterial deve estar abaixo de 14/9 mmHg?, explica o endocrinologista Sérgio Vêncio, do Laboratório Pasteur, em Brasília. "Caso tenha diabetes, sua pressão arterial ideal é de 13/8 mmHg?, completa. Para a glicose no sangue, são aceitos em alguns casos valores de glicemia de jejum em até 126 mg/dl, e valores da glicemia duas horas após a refeição em até 160 mg/dl. "Mas de uma forma geral, os valores alvo de glicemia de jejum, glicemia pós-prandial e hemoglobina glicada são 110 mg/dl, 140 mg/dl e 7,0%, respectivamente", diz o endocrinologista Ruy Lyra, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Segundo o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os valores de referência podem se alterar para mais ou menos do que os estabelecidos, atendendo fatores como idade, presença de outras doenças e uso de outras medicações ? tudo dependerá da avaliação médica.  
mulher comendo salada - Getty Images

Preciso fazer mudanças na dieta?

Tanto o diabetes quanto a hipertensão se correlacionam com a dieta e merecem uma atenção especial. "A pressão alta pede atenção para a ingestão de sódio e o diabetes com as doses de açúcar na dieta", explica o nutrólogo Roberto. Por isso, maneirar no sal como tempero, em alimentos industrializados, enlatados, molhos e temperos prontos, queijos salgados (como gorgonzola, muçarela e parmesão), molho de soja, mel, doces no geral, carboidratos simples, alimentos de altoíndice glicêmico e gorduras saturadas são os primeiros passos para manter as duas doenças na linha. ?Essas são as recomendações para um paciente que está com as condições controladas e não precisa de cuidados especiais para uma ou outra?, lembra o nutrólogo. No caso em que uma ou as duas enfermidades estão descompensadas, é necessário fazer um acompanhamento individualizado com um profissional, para melhor atender as necessidades daquele paciente especificamente. 
mulher na farmácia - Foto: Getty Images

Terei que tomar duas medicações?

 Cada doença deve ser tratada de forma individualizada no que diz respeito à medicação. "Normalmente essas duas doenças necessitam de mais de uma classe de remédio para o controle, então é normal que desde o começo já se usem associações de medicações com mecanismos de ação diferentes", diz o endocrinologista Sérgio. Os remédios para controle da hipertensão podem envolver desde diuréticos até vasodilatadores, enquanto que o tratamento do diabetes pode ser feito com insulinas ou remédios orais para controle glicêmico. "Mas é importante ressaltar que a introdução de medicamentos só é feita quando o paciente não consegue controle com dieta, exercícios e redução de peso."
mulher alongando as pernas em frente à televisão - Getty Images

Posso praticar atividades físicas?

Sem dúvida. "Todos os pacientes hipertensos e com diabetes devem praticar atividade física, a não ser que exista alguma contra indicação formal, como problema cardiovascular, dificuldade para enxergar e complicações neuropáticas ou vasculares em membros inferiores", afirma o endocrinologista Sérgio, completando que nesses casos o médico deve orientar de forma mais detalhada sobre o melhor exercício para aquele indivíduo. No mais, a atividade física aumenta a produção de substâncias no sangue que melhoram o controle da pressão arterial e a resposta à insulina. Além disso, a redução de peso consequente dos exercícios também melhora o controle da pressão e do diabetes. "De qualquer forma, o paciente deve passar por uma avaliação clínica prévia, a fim de que o profissional especializado oriente a melhor atividade." 
homem cobrindo os olhos com a mão - Getty Images

O risco de eu desenvolver alguma complicação aumenta?

 Quando um paciente tem diabetes e hipertensão, ele deve redobrar os cuidados para evitar complicações dessas doenças que normalmente ocorrem de forma concomitante. "Tanto uma quanto a outra tendem a escolher os mesmos órgãos para causar problemas: rins, coração e olhos", lembra o endocrinologista Sérgio. O risco de complicações, como glaucoma e pé diabético, aumenta na medida em que o paciente não faz o controle do adequado da pressão arterial e da glicose sanguínea. "Quem desenvolve esse tipo de complicação habitualmente têm péssima adesão ao tratamento, tanto não medicamentoso, quanto o medicamentoso", alerta o cardiologista Heno. Dessa forma, é de extrema importância a mudança de hábitos e uso de remédios quando necessário, bem como notificar o médico o surgimento de qualquer sintoma suspeito.  
cerveja e cigarro - Getty Images

Devo largar vícios, como álcool e cigarro?

Sem dúvidas. O álcool é calórico e interfere no controle da glicemia, e o cigarro acelera o processo de entupimento do vaso sanguíneo - que é agravado com a oxidação causada pelo diabetes. Dessa forma, esses vícios devem ser largados ou evitados para que o controle das duas doenças seja pleno, evitando inclusive o surgimento de complicações, como infarto e outras doenças cardiovasculares. "Nesse caso, é sempre bom evitar o que pode fazer mal, fazer atividade física e cuidar da alimentação." 
Fonte: Msn