sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aproveite 10 alimentos que ajudam a controlar a gastrite

ocê já sentiu queimação no estômago ou já se pegou aos resmungos por causa daquela dor incômoda no alto da barriga? Esses são alguns dos sintomas da gastrite, que também incluemenjoos, acompanhados ou não de vômito. Inflamação na mucosa do estômago, a gastrite atinge muitas pessoas que, ao receberem o diagnóstico, precisam adotar algumas restrições alimentares - e com razão: segundo Carla Fiorillo, nutricionista da Equillibrium Consultoria, quem tem a inflamação deve evitar alimentos ácidos e gordurosos, entre eles frutas ácidas (mexerica, laranja exceto lima, abacaxi etc.), vinagre, café e frituras. 

No entanto, nem só de restrições na dieta vive quem tem gastrite. Veja quais hábitos são bem-vindos e quais alimentos não agridem o seu sistema digestivo e ainda controlam a doença - alguns, inclusive, ajudam a recuperar a ferida na parede do estômago.  

Hábitos na mesa

A nutricionista Carla Fiorillo indica que sejam feitas de quatro a cinco refeições por dia - com calma, em poucas quantidades. Outra dica, da nutricionista Andréia Ceschin de Avelar, é comer bolachas de água e sal ou maisena (nada de bolachas recheadas, pois são muito gordurosas) e frutas nos intervalos das refeições, para evitar que o estômago fique vazio (já que, quando vazio, o suco gástrico corroerá suas paredes, agravando a ferida).  
Hortelã e alecrim - Getty Images

Hortelã e alecrim

Os chás dessas ervas são poderosos aliados da boa digestão. A nutricionista Carla Fiorillo conta que eles também são calmantes digestivos, já que diminuem a acidez do estômago. Com isso, eles atenuam azias, gases e cólicas. Para um efeito mais satisfatório, o ideal é que eles sejam tomados 30 minutos antes das refeições. 
Frutas não ácidas  - Getty Images

Frutas não ácidas

Laranja lima, banana, maçã, pêra, goiaba e mamão estão na lista de frutas liberadas, já que não agridem o estômago. Os seus sucos também podem ser ingeridos sem medo. A quantidade indicada pela nutricionista Andréia Ceschin de Avelar é de quatro a cinco porções por dia no café da manhã, no meio da manhã, como sobremesa do almoço, entre almoço e jantar e outra no jantar, sendo cada porção uma fruta ou uma fatia.  
Suco de Aloe Vera - Getty Images

Suco de Aloe Vera

Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de aloe vera, erva também conhecida como babosa, tem poder cicatrizante. Ou seja, além de não ser prejudicial, ainda contribui na cura da ferida estomacal. O suco já é vendido pronto e 50ml ingeridos em jejum ou antes de dormir diariamente são suficientes. 
Lactobacilos - Getty Images

Lactobacilos

"Às vezes, a gastrite mata as bactérias boas do estômago e, e sem elas, o tecido não se recupera", explica a nutricionista Fernanda Granja. Por isso, a reposição dos lactobacilos é importante para povoar o estômago com bactérias benéficas e, assim, para a cura da gastrite. Lactobacilos são encontrados em iogurtes e, até mesmo, vendidos em pó. 
Biomassa de banana verde - Getty Images

Biomassa de banana verde

Quando cozida, a banana verde apresenta um amido resistente, definido como prébiótico. Essa substância funciona como alimento dos lactobacilos, mantendo-os vivos. Quando uma pessoa desenvolve gastrite, seu estômago é povoado com bactérias más, ocasionando déficit de bactérias boas. Ao ingerir a biomassa, os lactobacilos permanecem vivos, auxiliando na recuperação do tecido, como explica a nutricionista Fernanda Granja.

Para preparar a biomassa de banana verde, lave as bananas verdes, coloque-as com casca dentro de uma panela de pressão, cubra-as com água e cozinhe por 20 minutos ao todo, sendo que oito deles serão no fogo e os restantes apenas na pressão. Não force o escape da pressão! Terminando de cozer, aos poucos, tire a casca da poupa, que deve ser passada imediatamente no processador. Você obterá uma massa espessa que, se não for consumida imediatamente, pode ser congelada em sacos plásticos ou mesmo cubinhos por até quatro meses, mas exigirá um reprocessamento. A biomassa de banana verde também é ótima aliada da digestão!  
Carnes com pouca gordura - Getty Images

Peixe e frango com pouca gordura

Você não precisa cortar a carne de seu cardápio por causa da gordura. Carnes de frango cozido, refogado ou grelhado; peixes não muito gordurosos, como pescada e merluza - ao forno ou grelhados - e carnes vermelhas menos gordurosas - o que inclui patinho, coxão mole e lagarto - estão liberadas, segundo a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar. Mas nada de frituras!  
Suco verde - Getty Images

Suco verde

Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de salsinha e couve é rico em clorofila, uma substância energizante e cheia de zinco e antioxidantes, itens necessários para a recuperação do estômago, além de vitamina C e magnésio. Para o preparo, bata os ingredientes verdes com suco de uma fruta, água e linhaça germinada. Para germinar a linhaça, basta colocar uma colher de sopa em um copo com água. Depois de quatro horas, a semente estará pronta para ser adicionada no suco verde. 
Legumes ou verduras refogadas - Getty Images

Legumes ou verduras refogadas

Consuma legumes e verduras - tanto no almoço quanto no jantar - mas lembre-se de refogá-los, já que folhas muito duras podem incomodar as paredes de seu estômago. Por isso, a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar aconselha que o consumo in natura de verduras como repolho, couve crua, escarola, alface e agrião seja evitado, pelo menos no começo.  
Caldo de feijão - Getty Images

Caldo de feijão

A nutricionista Andréia Ceschin de Avelar conta que, embora o grão do feijão deva ser evitado por causa da fermentação que provoca, o seu caldo pode ser aproveitado. Além de ele ser facilmente digerido, você pode aproveitar os nutrientes que o feijão oferece e ainda matar a vontade, já que o gosto do caldo não se modifica quando separado do grão. Sopas de legumes e canjas também estão liberadas. 
Fonte: MSN

Oito dicas para abrir o apetite das crianças

Criança chata para comer é um sufoco: tira a paciência dos pais a ponto de transformar a hora das refeições num martírio. Elas fazem escândalo, fecham a boca, sujam a cozinha toda, cansando a si mesmas e mais quem estiver por perto. Comer fora então é uma sessão. A má notícia: isso é normal e, dificilmente, você vai escapar deste drama. E o lado bom da história: tem como resolver antes que seus cabelos fiquem todos brancos ou você fique careca. Para ajudar você nessa missão, fomos atrás de duas especialistas cheias de dicas para lá de eficazes. A nutricionista Roberta Stella e a psicóloga Adriana Araújo, que ensinam como abrir o apetite do seu pequeno. 

Horários regrados

Se o almoço na sua casa é ao meio-dia, nem pense em dar uma mamadeira para a criança perto desse horário. Claro que o apetite vai sumir. As refeições realizadas junto à família incentivam a criança a comer e despertam o apetite dela para alimentos diferentes. Por isso, é importante incluir sempre sabores novos no cardápio e experimentá-los na companhia do seu filho. Nessa hora, você aproveita para mostrar como existe uma infinidade de alternativas para substituir a dupla bife e batata-frita, como os peixes, que são uma opção saudável de proteína e rica em nutrientes.  
Criança comendo muito - Foto: Getty Images

Prato do tamanho certo

Durante o crescimento do bebê, é normal observar mudanças na quantidade de alimentos ingerida. No primeiro ano de vida, a criança apresenta um rápido desenvolvimento. Após completar um ano, a velocidade de crescimento diminui e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingerida tende a ser menor. Por isso, não vale ficar preocupada se seu filho começa a ingerir menos alimentos do que você espera. O melhor mesmo é manter um acompanhamento com um pediatra para verificar se o crescimento dele está adequado, minimizando a ansiedade e as expectativas diante da quantidade de alimentos ingeridas por ele. 

Pai e filho comendo juntos - Foto: Getty Images

Dê exemplo

Os hábitos alimentares da família servem de exemplo para a criança. Se as pessoas ao redor consomem refrigerantes, frituras, salgadinhos e, oferecem à criança frutas, sucos, legumes, certamente, ela terá mais resistência para aceitar esses alimentos que não são hábitos da família. O mesmo vale na hora de ampliar o paladar deles além do trivial. É dia de passear no shopping? Que tal trocar a pizza ou o lanche gorduroso pela comida japonesa, que está cheio de vegetais e peixes nas receitas? 
Criança entretida esquece de comer - Foto: Getty Images

Espante a preguiça

Parece loucura, mas algumas crianças têm preguiça de comer. Entretidas com outras atividades, elas não sentem a menor vontade de interromper a brincadeira para exercitar a mastigação ainda mais quando o prato está muito cheio e o tempo perdido pode ser grande. Para ajudar nesse problema é ideal usar o aumento gradual na quantidade de comida e gratificações logo após as refeições. Brincadeiras também são bem-vindas.

Recompense o empenho dele: misturar alimentos pode dar certo num momento inicial ou com as crianças mais trabalhosas. Para cada quantidade do alimento que ele gosta, adicione um pouquinho do menos desejado. "As crianças acabam comendo tudo, sem perceber", afirma a psicóloga Adriana Araujo.
Frutas são a melhor opção para crianças - Foto: Getty Images

Doces do bem

A paixão precoce pelos doces é comum também na infância. É de se esperar que a criança tenha um paladar mais aguçado para os doces. Use isso a favor de vocês, oferecendo alimentos doces saudáveis, como as frutas. "A oferta de chocolates, bolos e tortas deve ser esporádica para que a criança perceba que esses alimentos não devem ser consumidos frequentemente", afirma a nutricionista Roberta Stella. 
Mãe e filha na cozinha - Foto: Getty Images

Cozinhem juntos

Prepare o menu com a ajuda da criança. Peça sugestões para ela, mas não deixe de direcionar o cardápio. Use a oportunidade para mostrar a importância de balancear as refeições, consumir alimentos saudáveis e restringir aqueles mais calóricos e com menor qualidade nutricional. 
Estimulantes alimentares não são boa ideia - Foto: Getty Images

Educação alimentar

Evite os estimulantes de apetite nos primeiros anos de vida. Eles fazem você desperdiçar uma ocasião especial para desenvolver o paladar do seu filho. Acredite: quando tiver fome, ele vai procurar comida. E cabe a você oferecer opções saudáveis nessa situação. Só fique atenta para os eventos que podem prejudicar a vontade de comer, como o desenvolvimento da dentição. 
Criança que não quer comer - Foto: Getty Images

Regrinhas básicas

1. Tenha horários certos para as refeições;
2. Descarte a ideia de beliscar entre as refeições;
3. Evite comer na frente da televisão ou computador;
4. Dê o exemplo para a criança, cultivando bons hábitos alimentares;
5. Tenha sempre frutas, legumes e verduras em casa;
6. Só use as recompensas alimentares em situações de emergência;
7. Não force a criança a se alimentar. Quando tiver fome, ela vai procurar alimento. 

Fonte: MSN
Fonte: MSN

Esclareça 17 dúvidas sobre remédios para emagrecer


Depois que a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) anunciou a intenção de proibir o uso de remédios para emagrecer, as dúvidas sobre esses medicamentos triplicaram. "Todas as pessoas que vão começar a tomar (ou tomam) um remédio para emagrecer devem saber é que não existe fórmula mágica, e que nenhum remédio sozinho traz uma perda de peso satisfatória", explica a endocrinologista Vânia dos Santos Nunes, da Unesp. De um lado, especialistas defendem que os remédios ainda são uma arma eficiente contra a obesidade. Do outro, há o time que condena o uso indiscriminado e os malefícios que essa drogas podem causar.

Segundo um recente relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, os remédios para emagrecer devem ser usados, mas apenas tratamentos médicos. O relatório elaborado pela Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) incentiva o Brasil a continuar adotando "todas as medidas necessárias para que os anorexígenos sejam utilizados unicamente para fins médicos, bem como para impedir que sejam utilizados de forma indevida e receitados indiscriminadamente".

 O primeiro passo para entender a polêmica dos emagrecedores é saber mais sobre eles. A seguir, o Minha Vida, junto com as endocrinologistas Glaucia Duarte e Vânia dos Santos, esclarecem as principais dúvidas sobre os tais remédios polêmicos.  
Remédios para emagrecer
1.Quais são os tipos de remédios para emagrecer? Como eles agem no organismo?

Existem três principais grupos de remédios para emagrecer: os anorexígenos, os sacietógenos e os inibidores de absorção de gorduras. Os medicamentos do primeiro grupo inibem o apetite, e tem em sua composição de substâncias conhecidas como anfetaminas. São exemplos deles a anfepramona, o femproporex e o manzidol. "Atualmente, os especialistas utilizam essa classe apenas quando as outras duas não obtiveram sucesso, já que ela apresenta mais riscos de efeitos colaterais", diz a endocrinologista Gláucia Duarte, membro da membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O segundo grupo (sacietógenos) reúne os medicamentos que agem no estímulo da sensação de saciedade, ou seja, o indivíduo sente fome, mas com uma porção menor de alimentos fica satisfeito, parando de comer mais cedo. A sibutramina é a mais conhecida do grupo, e que pode ter ação secundária para o emagrecimento: o aumento do gasto energético.

O terceiro grupo é o dos inibidores da absorção de gordura, representado apenas pelo Orlistat e o Cetilistate. Não restringe o apetite, pois não atuam no cérebro ou no sistema nervoso. "Eles atuam na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida. Com um bom controle de ingestão de gorduras, podem representar uma ajuda significativa, mas, ao comer demais, a tendência é não perder peso, porque os 30% de gorduras que deixam de ser absorvidas podem não ser uma deficiência calórica suficiente para a perda de peso", diz a endocrinologista. 
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2.Em que casos eles devem ser usados? Eles são válidos tanto para sobrepeso como para a obesidade? 

Todos os tipos de medicamentos para emagrecer só devem ser usados quando a adoção de uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos não mostraram resultado na perda de peso. "Quando o índice de massa corpórea (IMC) continua superior a 29,9 após o tratamento com reeducação alimentar, é indicado o uso de remédios para ajudar no processo de emagrecimento", diz a endocrinologista Vânia dos Santos. Para descobrir o índice de massa corpórea, basta dividir o seu peso em quilogramas pelo quadrado de sua altura. Calcule seu peso ideal aqui.

Tabela de IMC segundo a Organização mundial da saúde 

Abaixo do peso - abaixo de 18,5
Normal - de 18,6 a 24,9
Sobrepeso (pré-obesidade) - de 25 a 29,9
Obesidade leve- 30 a 34,9
Obesidade moderada - 35 a 39,9
Obesidade grave ou mórbida - acima de 40 
3.Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Mesmo que esses remédios sejam seguros se usados da maneira correta, eles podem causar uma série de efeitos colaterais. "Cada tipo de medicação contra obesidade tem efeitos colaterais específicos, que também variam de acordo como metabolismo de cada individuo", explica a endocrinologista Glaucia Duarte.

Os anorexígenos (anfepramona, femproporex, mazindol), podem causar irritabilidade, insônia ou sono superficial, tremores, depressão ou se alternam períodos de estímulo com períodos de depressão, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. "Todos esses efeitos estão ligados ao sistema nervoso e cardiovascular, áreas onde os anorexígenos têm efeito", diz Glaucia Duarte.

Já os sacietógenos, que aumentam a sensação de saciedade, normalmente apresentam efeitos colaterais mais suaves que os anfetamínicos, causando insônia ou sono superficial, agitação, irritabilidade (que não é um sintoma frequente). Mesmo assim a sibutramina, que se enquadra nesse grupo, foi proibida de ser comercializada nos Estados Unidos e na Europa por que os órgãos responsáveis alegaram que o medicamento acelera a frequência cardíaca, provocando arritmias em quem já tem a propensão de doenças cardíacas. No Brasil, a sibutramina foi enquadrada na categoria de remédio controlado.

Os inibidores da absorção de gorduras apresentam efeitos colaterais principalmente se a ingestão de gorduras for exagerada. É como um sinal vermelho. "A pessoa apresentará diarreia com fezes pastosas ou líquidas, podendo até eliminar gotas de gorduras depois de refeições mais pesadas. Por isso, mesmo tomando remédios para emagrecer, é preciso ter uma alimentação balanceada e saudável", diz a endocrinologista Vânia dos Santos Nunes.  
Obesidade infantil
4.Crianças com quadro de obesidade podem tomar remédios para emagrecer? 

A indicação de remédios para emagrecer deve ser restrita, sendo prescrita nos casos em que a obesidade se tornou um fator de risco. De acordo com Vânia dos Santos, a reeducação alimentar e a prática de atividades físicas normalmente sozinhas conseguem trazer uma melhora considerável na saúde de crianças obesas e adolescente com menos de 16 anos. No entanto, às vezes o uso de remédios é necessário. "O uso de oslistat, um tipo de remédio que diminui a absorção de gordura pelo intestino, já foi testado e aprovado em crianças. Já os medicamentos que agem no sistema nervoso central ainda não têm total aprovação em crianças e adolescentes", diz Gláucia Duarte. E não é à toa. Se eles já provocam efeitos desagradáveis no corpo de um adulto, imagine para as crianças.  
"Remédios anorexígenos e sacietógenos não devem ser usados por pessoas com hipertensão arterial descompensada, arritmias cardíacas, diabetes do tipo 2, doenças psiquiátricas"
5.Esse tipo de remédio tem alguma contra-indicação? 

Por causar alterações no funcionamento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular, os remédios anorexígenos e os sacietógenos não devem ser usados por pessoas com hipertensão arterial descompensada, arritmias cardíacas, diabetes do tipo 2, doenças psiquiátricas (depressão e transtornos do humor, impulsos compulsivos) e glaucoma.

"Mesmo que as principais contra-indicações estejam relacionadas aos sacietógenos e aos anorexígenos, os remédios que diminuem a absorção de gorduras também apresentam um grupo de risco, que são os pacientes com doenças inflamatórias intestinais",diz a endocrinologista Vania dos Santos. 
6.O uso prolongado pode causar dependência (física ou psicológica)?

Mesmo que o grau de dependência seja baixo (possuem nível um em uma escala que vai até quatro), os medicamentos para emagrecer podem causar dependência física e psicológica se forem usados por um período muito longo, (mais de quatro meses sem novas avaliações). "Como esses medicamentos só devem ser usados em último caso e ainda sim como apoio a um programa de reeducação alimentar e prática de atividades físicas, depois que o paciente não se encontra mais em um quadro de obesidade, o uso dos remédios deve ser interrompido", diz Vânia dos Santos 
Obesidade
7.Eles precisam ser tomados constantemente para que o peso se mantenha sob controle?

"Na verdade, eles devem ser usados por um período curto, (o médico faz uma nova avaliação mensal se o remédio continua necessário), para não provocar nenhum grau de dependência", diz Vânia dos Santos. Os medicamentos para perder peso devem fazer parte do tratamento para perder peso, e não para mantê-lo baixo. De acordo com a endocrinologista, a manutenção da boa forma deve ser feita a partir de uma alimentação saudável e de prática de exercícios físicos. Caso contrário, as chances de recuperar o peso novamente são enormes. É o famoso efeito sanfona.  
8.Se parar de tomar engorda o dobro? 

De acordo com as endocrinologistas, quem emagrece com ajuda de medicamentos que agem no sistema nervoso central realmente recuperam todo a gordura perdida se não se preocupam com a alimentação e com a prática de atividades físicas após o fim do tratamento.

9.É perigoso tomá-los e fazer exercícios intensos por causa da frequência cardíaca? 

Assim como a alimentação, a prática de exercícios físicos deve ser controlada após a prescrição de remédios para emagrecer "Usualmente os educadores físicos sugerem o teste de esforço antes de iniciar a atividade física. O ideal é que se mantenha um acompanhamento das variações da frequência cardíaca para diagnosticar quaisquer alterações", diz Glaucia Duarte. 
Suor
10.Eles causam sudorese excessiva? 

Os remédios termogênicos, um tipo de substâncias que agem principalmente aumentando o gasto calórico do organismo pode causar esse efeito colateral em algumas pessoas. Mas, por razões de segurança e efeitos colaterais (aumento de frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, aumento da termogênese), esse tipo de remédio tem sido pouco utilizado.

11.Seus resultados são melhores do que a reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos? 


O uso da medicação apenas pode facilitar a perda de peso, mas, se não houver mudanças do estilo de vida há chances de retomada do peso perdido. "O remédio sozinho não irá trazer resultados positivos. É preciso controlar a alimentação e praticar atividades físicas juntamente com a medicação para conseguir perder peso", diz Vânia dos Santos.

12.Eles aceleram o metabolismo? 


De acordo com Vânia, as pessoas com obesidade tendem a ter o metabolismo mais lento, e por isso, o corpo demora a consumir toda a energia que foi acumulada pelas refeições. O que alguns remédios causam, como efeito secundário, é aumentar o gasto calórico. A não ser remédios para tireoide, que não são indicados para casos de obesidade, os medicamentos para emagrecer não afetam o funcionamento de nosso metabolismo.  
13.Como garantir que a prescrição médica dos remédios é a mais indicada para o "meu" caso? 

De acordo com as nutricionistas, a melhor maneira de se proteger de um erro de prescrição médica é procurar apenas profissionais qualificados e indicados por outros médicos de confiança. Outra dica é sempre procurar ouvir uma segunda opinião.

14.Qual o perigo de tomar aquelas fórmulas manipuladas que fazem um coquetel de drogas? Nesse caso, o mais indicado é o remédio comprado na farmácia? 

Como esse tipo de medicamento pode trazer muitos efeitos colaterais, os médicos preferem medicações dos laboratórios, que são vendidas nas farmácias comuns. "O médico não tem como prever quais os efeitos colaterais que uma fórmula manipulada pode trazer ao paciente. Por isso, bons médicos sempre receitam medicações para emagrecer de laboratórios consagrados, que passam por teste de qualidade", explica Vânia dos Santos.  
"O médico não tem como prever quais os efeitos colaterais que uma fórmula manipulada pode trazer ao paciente"
15.Eles são diuréticos? 

"A maioria dos remédios para emagrece também possuem diuréticos para aumentar a perda de líquidos no corpo, e assim, aumentar a sensação de emagrecimento", diz Gláucia.

16.A perda de peso é ilusória, ou seja perdemos mais massa magra do que gordura? 


Um processo de emagrecimento rápido sem a preocupação com atividades física ou alimentação para manter a massa magra tendem a não se sustentarem. Nesse caso, há perda de músculossim. "A perda de peso dimensionada num tratamento completo, com reeducação alimentar e exercícios físicos, garante a troca de massa gorda por massa magra", explica Glaucia Duarte. 
17. Ao passar do tempo o corpo acostuma com o remédio e com as dosagens? Quem toma remédio por muito tempo tem mais dificuldade de emagrecer sem ele depois? 

Com o passar do tempo, especialmente com as anfetaminas, o organismo pode desenvolver tolerância, ou seja, necessitar do aumento da dose para que o efeito seja o mesmo. "Muito provavelmente quem se torna um dependente químico de anfetaminas, espera um jeito fácil de perder peso, sem o comprometimento com a reeducação alimentar e exercícios físicos, o que dificulta a sustentabilidade do peso perdido", alerta Glaucia Duarte. 

Fonte: MSN