segunda-feira, 17 de junho de 2013

Acabe com suas dúvidas sobre amamentação

Por que o leite empedra? Sentir dores no peito, durante a amamentação, é normal? Tomar cerveja ajuda a produzir mais leite? Essas e muitas outras dúvidas assolam muitas mães, principalmente as de primeira viagem. Se esse é o seu caso, não deixe de ler o nosso dossiê completo sobre amamentação. Com a a ajuda da consultora internacional em aleitamento, Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, respondemos essas e muitas outras dúvidas para você alimentar seu filho com toda a tranqüilidade que você e ele merecem. 


Tenho pouco leite. E agora?

Quanto mais o pequeno suga ou a mama é ordenhada, maior é a produção do leite. Ou seja: se ele mamar mais, mais leite você vai ter. Outra opção para estimular a produção é tirar o leite você mesma, com as mãos ou com o auxílio de uma bombinha. Você pode guardá-lo no congelador para oferecer mais tarde ou doar a um banco de leite, que dispõe do alimento para outras mães. 
cerveja escura - Foto Getty Images

Tomar caldo de cana e cerveja preta dá mais leite?

Não há comprovação científica. Alguns alimentos são chamados de galactogogos porque ajudariam a aumentar a produção de leite, como chá de erva-doce, caldo de cana e cerveja preta. Mas, atenção: o álcool, presente na cerveja, diminui a produção de leite, assim como a nicotina do cigarro e alguns medicamentos.

O volume de leite também reduz se a criança mama menos ou se você estiver estressada e angustiada. Para ter sempre muito leite, mantenha uma dieta equilibrada e beba muito líquido, que pode ser água, chá, caldo de cana ou sucos.

Lembre-se de que o corpo usa suas reservas de energia e nutrientes para produzir leite, por isso estar bem alimentada é fundamental. Na medida do possível, tente descansar e se preocupar menos. E deixe seu filho mamar à vontade esse é o estimulante mais poderoso. Na dúvida, fale com o médico que, em último caso, poderá receitar medicamentos que ajudam a aumentar a produção de leite. 
criança comendo morangos - Foto Getty Images

Acho que meu leite é fraco. Preciso complementar a alimentação do bebê?

Não existe leite fraco. Realmente, o leite materno não tem a mesma consistência do de vaca, por exemplo, que é bem mais grosso. Mas essa aparência aguada não quer dizer menos nutrição. Se você mantém uma dieta equilibrada e oferece o peito sempre que o bebê pede, vai produzir leite de qualidade, na quantidade certa, e não precisa complementar a dieta do pequeno com nada. Se, apesar de mamar, o bebê não está ganhando peso ou parece insatisfeito, chorando muito, converse com o pediatra para descobrir a origem do problema. 
temperos naturais - Foto Getty Images

É verdade que algumas comidas mudam o sabor do leite?

Sim. Alho, cebola, pimenta e alimentos muito condimentados mudam o sabor do leite. Mas não precisa eliminá-los da dieta. É só evitar os excessos. 
mulher medindo o peito com uma fita métrica - Foto Getty Images

Meu peito vai ficar caído ou menor se eu amamentar?

O que acontece é que, durante os meses da gravidez e da amamentação, os seios aumentam muito de volume seu sutiã pode crescer até três números. Se você tem tendência a ter flacidez, ou se ganhar muitas estrias no período, quando deixar de amamentar pode ficar com a pele caída.

Além disso, os seios vão diminuir consideravelmente de tamanho, já que não estarão mais cheios de leite. Acostumada ao peitão, você pode mesmo sentir que eles estão menores, quando estarão apenas do tamanho normal.

Mas nada disso é desculpa para não amamentar! Para prevenir flacidez e estrias, capriche na hidratação desde a gravidez, usando cremes específicos e se lembrando sempre de lavar os seios antes de amamentar, para o bebê não comer o hidratante. E trate de usar bons sutiãs de sustentação, com alças largas, aros e bojos firmes. 
mãe amamentando o bebê - Foto Getty Images

Meu leite empedrou. O que eu faço?

O nome correto para o chamado leite empedrado é ingurgitamento mamário, quando a bebida fica presa na mama por causa da sucção inadequada ou do esvaziamento incompleto do peito. Isso deixa os seios rígidos, pode causar muita dor e até febre. Se não for tratado logo, o problema pode evoluir para uma mastite, como é chamada a inflamação da mama, que deixa os seios quentes, vermelhos, doloridos e, às vezes, com pus. Mas a prevenção e o tratamento, nos dois casos, é simples: basta deixar que o bebê mame bastante, para esvaziar o peito, ou fazer uma ordenha manual, retirando o leite com as mãos. 
criança com chupeta - Foto Getty Images

Meu filho não gosta de mamar e, agora, meu leite está secando.

Essa é a desculpa número um para muitas mulheres deixarem de amamentar. Na maioria das vezes, a rejeição da criança acontece porque a mãe andou oferecendo ao bebê mamadeira, bicos e chupetas. Eles confundem a criança, que desaprende a mamar no peito, pois é um exercício mais difícil do que chupar mamadeira.

Por isso, esses acessórios devem ser evitados a todo custo nos primeiros seis meses. Todos são extremamente prejudiciais à amamentação. Causam confusão de bicos, má formação da arcada dentária e infecções, entre outros problemas , alerta Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, consultora internacional em aleitamento materno.

Se o bebê mama menos, a mãe produz menos leite até que ele realmente pode secar. A solução é eliminar tudo que atrapalhe a amamentação. Se precisar oferecer algo a seu filho, dispense a mamadeira e prefira usar uma colher própria para bebês. 
mulher olhando o peito no espelho - Foto Getty Images

Tenho rachaduras no peito que provocam dor.

As fissuras no bico do peito são comuns no primeiro mês, especialmente entre mães de primeira viagem. A pele da aréola é muito fina e sensível e os fortes movimentos de sucção do bebê podem causar rachaduras e muita dor. Para prevenir, trate de engrossar a pele da região tomando banhos de sol, usando buchas e deixando os seios descobertos por quanto tempo você puder. O próprio leite ajuda a cicatrizar, basta espalhá-lo por cima das rachaduras. Em casos graves, o médico pode recomendar uma pomada cicatrizante. Mas lembre-se de lavar o bico do peito sempre que for amamentar, para o bebê não ingerir o remédio. A posição de mamar do bebê também pode estar incorreta, o que vai causar mais dor. Fique de olho na postura certa.  

mãe amamentando o bebê - Foto Getty Images

O jeito certo de mamar

Por instinto, os bebês já sabem como executar os movimentos da mamada. Mas você pode ajudá-lo, posicionando o pequenino do jeitinho certo. Além de facilitar a mamada para ele que, se não conseguir mamar, pode ficar irritado e rejeitar o peito, você previne problemas como o empedramento e as rachaduras.

1. O queixo do bebê deve tocar a mama;
2. Ele deve estar com a boca bem aberta;
3. O lábio inferior deve ficar virado para baixo;
4. As bochechas devem estar bem arredondadas (não encovadas) ou achatadas contra as mamas;
5. Durante a mamada, vê-se mais a porção da aréola superior do que a inferior;
6. A mama deve parecer arredondada, não repuxada.
7. As sucções são lentas e profundas: o bebê suga, dá uma pausa e suga novamente (sucção, deglutição e respiração);
8. A mãe deve conseguir ouvir o bebê deglutindo.

Fonte: MSN

Como a dieta da mãe pode afetar as cólicas do bebê lactente

As cólicas são o problema mais preocupante dos bebês. Causam choros, desconfortos e normalmente levam as mamães também ao desespero. As cólicas são um sintoma que pode estar por trás de formação de gases, indigestão, refluxo e até prisão de ventre no bebê. E o que muitas mulheres notam, e os profissionais de saúde também, é que muito do que a mulher ingere também pode influenciar no bem-estar de seu filho, quando ele está na fase da amamentação. "Não há uma comprovação científica, existem vários estudos falando de alguns alimentos, mas nada realmente provado. Ao que parece, é uma questão muito individual", explica a nutricionista funcional Isabel Jereissati, especialista em nutrição materno-infantil.

Claro que existem outros fatores que causam esses mal-estares. A regra, como indica a especialista, é observar o que causa desconforto na mãe, isso provavelmente trará mal estar ao bebê também. Outra medida é ficar de olho nas reações da criança: "fazer uma observação atenta desses efeitos desconfortáveis nos bebês logo após a ingestão do alimento, ou notar se há melhora dos sintomas após a restrição da ingestão de um desses itens pela mãe", ensina Yukimi Takanaca de Decco, pediatra e neonatologista. Para saber por onde começar, listamos alguns dos ingredientes mais relacionados a esses problemas.

Leite

Não o da mãe, claro! A proteína do leite de vaca é muito diferente do nutriente do leite materno e no organismo do bebê pode causar uma série de dificuldades, como aumento dos movimentos do intestino (o chamado peristaltismo) e da formação de gases, que se traduzem em cólicas. "Mesmo o bebê não ingerindo diretamente a proteína do leite de vaca através de fórmulas infantis, ele recebe de forma indireta através do leite materno", conta a pediatra Yukimi de Decco. Isso muitas vezes ocorre também se o intestino da mãe não está muito bem. 
Chocolate - Foto: Getty Images

Chocolate

Esse é o item da lista que tem menor estudo científico, mas o que a maioria das mães observa como causa de cólicas nos lactentes. "É necessário um consumo excessivo desse alimento para que este seja considerado causador de irritabilidade ou de cólica no bebê", ressalta a ginecologista e obstetra Carolina Mocarzel, especializada em medicina fetal. Provavelmente a relação está nas proteínas do leite, também encontradas no chocolate e pode haver uma ligação com a pequena quantidade de cafeína presente na guloseima. 
Leguminosas - Foto: Getty Images

Leguminosas

Feijões, lentilha, ervilha, vagem, soja, entre outras, são alimentos que contêm alguns tipos de carboidratos que não são absorvidos em nossa digestão, e por isso tendem a fermentar no intestino. Se a microbiota intestinal da mãe não estiver tão boa, essa fermentação será maior e pode ser passada para o bebê através do leite, explica a nutricionista Isabel Jereissati, o que causa mal-estar ao pequeno. Por isso, vale a mãe experimentar reduzir esse item também e testar os resultados. 
Brócolis - Foto: Getty Images

Vegetais da família das crucíferas

Por um lado, vegetais como brócolis, couve, repolho e couve-de-bruxelas, acabam passando seu sabor para o leite. "Isso permite que desde muito cedo que o bebê se acostume com o paladar dos alimentos e isso não tem nenhuma influência negativa para ele", ressalta a pediatra Yukimi de Decco. Porém, eles também podem causar gases na mãe, por conterem enxofre em sua composição e essa propriedade pode ser passada ao bebê também, como reitera a nutricionista Isabel Jereissati. 
Carnes vermelhas - Foto: Getty Images

Carnes vermelhas

As carnes vermelhas também passam por um processo de digestão mais lento do que outros alimentos. Caso a microbiota intestinal, popularmente conhecida como flora intestinal, da mãe esteja desregulada, as bactérias ruins podem até fermentar essa carne, causando desconfortos abdominais para ela e passando isso para o bebê. "Porém não existe evidência documentada que esse alimento possa influenciar nas cólicas", ressalta a pediatra Yukimi de Decco. Cabe a cada mãe ter bom senso e perceber se a ingestão desse item faz mal à criança. 
Café - Foto: Getty Images

Café

Aqui a culpa é da cafeína, logo também engloba alimentos como chá-verde, erva mate e chá inglês. Esse composto não causa realmente uma cólica, mas seu efeito atrapalha o bem-estar do bebê. "Por ser estimulante, pode gerar agitação na criança, resultando em choros, o que as mães confundem com esse problema", pondera Isabel Jereissati. Portanto, é sempre recomendado para a mãe em período de amamentação que reduza esses itens, ao menos para testar se a digestão do bebê melhora sem elas. 

Água - Foto: Getty Images

Outros cuidados

Além de observar esses cuidados em especial, a lactante precisa cuidar bem da alimentação no geral, como lembrar-se de incluir muitas proteínas na dieta e ingerir muitos líquidos, para produzir bastante leite. "Dando sempre preferência a produtos não industrializados (água, água de coco, sucos naturais) e realizar as refeições saudáveis com regularidade e tranquilidade. A importância de se manter bem hidratada e alimentada deve ser sempre ressaltada", salienta a obstetra Carolina Mocarzel. Os industrializados devem ser evitados, apesar de não haver evidências de que eles se relacionem com mal-estar intestinal do bebê.

Fonte: MSN

Inclua alimentos da dieta mediterrânea no cardápio e proteja o coração

Adeptos de uma alimentação saudável em todo o mundo também já reconhecem os benefícios da dieta mediterrânea, que não exige nenhum prato ou cardápio específico. "Ela se baseia principalmente na troca de gorduras más por boas", explica a nutricionista do Hospital SOS Cardio, Roseli Nascimento. Agora, um dos mais longos trabalhos científicos sobre essa dieta aponta que ela é, de fato, eficaz na prevenção de doenças cardíacas e AVC. O estudo, publicado dia 25 de Fevereiro no New England Journal of Medicine, acompanhou 7.500 espanhóis durante cinco anos e comprou que a dieta mediterrânea reduz em até 30% o risco de doenças cardiovasculares.

A alimentação mediterrânea é rica em alimentos de gordura e poli-insaturada que, ao contrário da saturada, reduzem os níveis de colesterol ruim, o LDL. Conheça os alimentos que são altamente consumidos pela população do mediterrâneo e como incluí-los na dieta de forma saudável:

Tempere com azeite

Pesquisadores atribuem todos os benefícios do azeite à versão extravirgem, que é o mais nobre, obtida na primeira prensagem das azeitonas. Ele é o campeão em gorduras monoinsaturadas que protegem o coração. Mas, nem por isso, óleos de canola, de milho, girassol ou soja são considerados vilões. Eles também garantem a sua porcentagem de defesa contra os níveis de mau colesterol. O ideal é ingerir de uma a duas colheres de sopa de azeite por dia, pois apesar de saudável, ele é muito calórico - cada colher tem aproximadamente 90 calorias. 
peixe com legumes - Foto: Getty Images

Opte pelo peixe

Os peixes são ricos em ômega 3, que também é uma gordura boa - mais precisamente, um ácido graxo presente na sardinha, atum, cavalinha, salmão, bacalhau, albacora e cação - que no corpo humano minimiza a ação nociva de compostos inflamatórios. A ingestão de doses elevadas deste ácido graxo é amplamente indicada para reduzir depressão, melhorar a parte cardiovascular e prevenir doenças do coração, intestino e articulações. Seguindo as premissas da dieta mediterrânea, o ideal é comer peixes de duas a três vezes por semana, enquanto as carnes vermelhas ficariam reservadas a duas refeições por mês. Como os peixes são muito caros no Brasil, vale investir nas carnes menos gordurosas e sempre acompanhar a refeição com legumes e verduras. 
pessoa cortando cogumelos - Foto: Getty Images

Inclua cogumelos no cardápio

Para entender melhor o poder dos cogumelos, a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, faz uma revelação: 100 gramas de cogumelo pronto (já sem a água) tem a mesma quantidade de proteína que um pedaço de 100 gramas de carne vermelha. "Qualquer tipo de cogumelo pode ser consumido de duas a três vezes por semana, pois, além das proteínas, também contém nutrientes que estimulam o desenvolvimento do sistema imunológico", explica Tamara. Mas evite consumi-los regados no molho shoyo, que é rico em sódio, um mineral que pode provocar retenção de líquido e ainda favorecer a hipertensão. Outra dica é investir nos cogumelos do tipo shiitake, que são uma variedade cheia de betaglicanas (carboidrato presente na parede celular dos cogumelos) que contribuem para afastar duas ameaças que rondam o coração: taxas de colesterol ruim e níveis de açúcar no sangue. 
oleaginosas - Foto: Getty Images

Coma oleaginosas no lanche

Uma porção diária de nozes, amêndoas ou castanhas garante a proteção do coração e combate ao envelhecimento, graças ao alto teor de antioxidantes presente nesses alimentos. "As gorduras monoinsaturadas que as oleaginosas fornecem reduzem os níveis do mau colesterol, que faz entupir as artérias e causa infarto", explica a nutricionista Maria Beatriz, do Hospital do Coração.  
laticínios - Foto: Getty Images

Laticínios com baixo teor de gordura

"O consumo de laticínios também é fundamental para uma dieta equilibrada", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. No entanto, o ideal é substituir o leite integral e o iogurte pela versão desnatada. Os nutrientes de um e de outro são praticamente os mesmos, mas as taxas de gordura são bem menores. Já a manteiga, que sempre ficou à frente da margarina por não conter gordura trans, agora deve ser deixada em segundo lugar. A margarina teve sua composição modificada, e quase não apresenta esse nutriente em sua composição.  
aveia - Foto: Getty Images

Prefira cereais integrais

Dentre os cereais, um dos principais amigos do peito é a aveia, afirma a nutricionista Maria Beatriz. O alimento é fonte de uma fibra insolúvel nomeada betaglucana, que melhora a circulação e inibe a absorção de gordura pelo organismo. A aveia reduz as concentrações de colesterol, triglicerídeos e lipídios totais, favorecendo a saúde cardiovascular. Além dela, existem cereais ricos em gorduras benéficas, como a linhaça, a quinua e o centeio.  

frutas e verduras - Foto: Getty Images

Frutas e hortaliças

"Recomenda-se consumir de três a cinco porções de frutas e verduras diariamente, sempre primando pela variedade", diz a nutricionista Maria Beatriz. Alguns exemplos de frutas benéficas para o coração são açaí, jabuticaba, melancia e cupuaçu. Legumes e verduras também devem estar presentes nas principais refeições do dia, cujos benefícios se dão não só pelos seus nutrientes ? principalmente as vitaminas -, mas também porque quanto mais hortaliças você colocar no prato, menos espaço terá para opções gordurosas e calóricas.

Fonte: MSN