quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desidratação

Definição
A desidratação significa que o seu corpo não está recebendo a quantidade de água e fluidos que deveria. A desidratação pode ser causada por perda excessiva de fluidos, pela ingestão insuficiente de água, fluidos ou por ambos. Vômito e diarreia são causas comuns.
As crianças são mais suscetíveis à desidratação do que os adultos devido ao peso inferior do corpo e maior circulação de água e eletrólitos.
Os idosos e os que se encontram doentes também têm maior propensão.
A desidratação é classificada como leve, moderada ou grave dependendo da quantidade de fluido que o corpo perdeu ou que não foi reposto.
Quando grave, a desidratação é uma condição que pode colocar a vida em risco.

Causas, incidência e fatores de risco

O corpo pode perder muitos fluidos devido às seguintes causas:
  • Vômito ou diarreia
  • Excreção excessiva de urina, tais como com diabetes não controlado ou uso de diuréticos
  • Suor excessivo (por exemplo, de exercício)
  • Febre
Pode-se não ingerir fluidos suficientes devido à:
  • Náusea
  • Perda de apetite causada por moléstia
  • Garganta inflamada ou feridas na boca
A desidratação em crianças doentes é frequentemente uma combinação de ambos — recusa em ingerir qualquer substância ao mesmo tempo que perde fluidos por causa de vômitos, diarreia ou febre.


Foto: ADAM
Uma redução no turgor da pele é um sinal tardio de desidratação
Sintomas

  • Boca seca ou grudenta
  • Pouca ou nenhuma excreção de urina; a urina concentrada surge amarela escura
  • Não produção de lágrimas
  • Olhos encovados
  • Moleira marcadamente baixa em bebês
  • Letargia ou coma (na desidratação grave)
Além dos sintomas da real desidratação, pode ainda haver vômito, diarreia ou a sensação de "não conseguir segurar nada", os quais podem ser a causa da desidratação.

Exames e testes

Um exame físico pode ainda mostrar sinais de:
  • Baixa pressão sanguínea
  • Queda da pressão sanguínea ao levantar-se
  • Frequência cardíaca alta
  • Turgor da pele deficiente — a pele pode perder a elasticidade e demorar para retornar a posição inicial quando apertada pelo médico; geralmente, a pele retorna rapidamente à posição inicial
  • Lento preenchimento capilar
  • Choque
Os testes incluem:
  • Bioquímica sanguínea (para verificar eletrólitos, especialmente os níveis de sódio, potássio e bicarbonato)
  • Densidade urinária específica (alta densidade urinária específica indica desidratação significante)
  • BUN (nitrogênio ureico sanguíneo — pode estar elevado com a desidratação)
  • Creatinina (pode estar elevada com a desidratação)
  • Hemograma para buscar sinais de sangue concentrado
Outros testes podem ser realizados para determinar a causa específica da desidratação (por exemplo, glicemia para verificar se há incidência de diabetes).

Tratamento

A ingestão de fluidos é geralmente suficiente para desidratação leve. É melhor ingerir quantidades pequenas e frequentes de líquidos (usando uma colher de chá ou seringa em crianças) do que tentar forçar grandes quantidades de uma só vez. A ingestão de muitos líquidos de uma só vez pode ocasionar mais vômito.
Soluções de eletrólitos ou picolés são bem eficazes. Encontram-se disponíveis no comércio. Isotônicos contêm muito açúcar e podem causar ou piorar a diarreia. Em crianças, evite usar água como o líquido de reposição principal.
Fluidos intravenosos e hospitalização podem ser necessários em caso de desidratação moderada a grave. O médico tentará identificar para, então, tratar a causa da desidratação.
A maioria dos casos de viroses intestinais (também chamadas de gastroenterite viral) tende a resolver-se por si só depois de alguns dias. Consulte também: diarreia

Evolução (prognóstico)

Quando a desidratação é identificada e tratada no início, o resultado é geralmente satisfatório.

Complicações

A desidratação grave não tratada pode resultar em convulsões, dano cerebral permanente ou morte.

Ligando para seu médico

Ligue para 192 se você ou seu filho apresentar os seguintes sintomas:
  • Tontura
  • Desfalecimento
  • Letargia
  • Confusão
Consulte seu médico imediatamente se você ou seu filho apresentar qualquer um dos seguintes sintomas:
  • Não produção de lágrimas
  • Olhos encovados
  • Pouca ou ausente excreção de urina por 8 horas
  • Pele seca que demora para retornar à posicão inicial quando dobrada
  • Boca ou olhos secos
  • Moleira afundada nas crianças
  • Batimento cardíaco acelerado
  • Sangue nas fezes ou vômito
  • Diarreia ou vômito (em crianças menores de 2 meses)
  • Apatia e ociosidade
Também procure seu médico caso não tenha certeza de que suas tentativas de hidratar seu filho estão funcionando.
Também procure seu médico se:
  • Alguma moléstia estiver combinada com a incapacidade de reter líquidos
  • Vômito persistente por mais de 24 horas em um adulto ou mais de 12 horas em uma criança
  • Diarreia persistente por mais de 5 dias em um adulto ou uma criança
  • Seu filho estiver muito menos ativo do que o normal ou está irritado
  • Você ou seu filho apresentarem micção excessiva, principalmente se há histórico familiar de diabetes ou se você estiver tomando diuréticos

Prevenção

Mesmo saudável, beba bastante líquidos diariamente. Beba mais quando o clima estiver quente ou você estiver praticando exercícios.
Monitore cuidadosamente alguém que se encontra doente, sobretudo se for criança ou idoso. Se você achar que a desidratação está se desenvolvendo, consulte um médico antes que a pessoa torne-se moderada ou gravemente desidratada. Inicie a reposição de líquidos tão logo os vômitos e a diarreia começarem — NÃO espere por sinais de desidratação.
Sempre estimule a pessoa a beber durante a moléstia e lembre-se de que a necessidade de ingerir líquidos é maior quando alguém tem febre, vômito ou diarreia. Os sinais mais fáceis de monitorar são a excreção de urina (se houver fraldas frequentemente molhadas ou muitas idas ao banheiro), saliva na boca e lágrimas no choro.

Referências

Barkin RM, Ward DG. Infectious diarrheal diseases and dehydration. In: Marx J, ed. Rosen’s Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 6th ed. St Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2006:chap 171.
Landry GL. Heat injuries. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 688.
Atualizado em 15/8/2011, por: Linda J. Vorvick, MD, Medical Director, MEDEX Northwest Division of Physician Assistant Studies, University of Washington, School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

Fonte: IG

Coma alcoólico

Acontece quando a pessoa bebe álcool em excesso. O organismo tem uma capacidade limitada de metabolizar essa substância. Quando esse limite é superado, as funções vitais do corpo são afetadas, uma situação que pode levar à morte.
A quantidade de álcool necessária para uma pessoa entrar em coma varia de acordo com o sexo e o peso de cada um. Antes de entrar em coma, a pessoa já apresenta sinais acentuados de embriaguez, como comportamento agressivo, confusão e agitação, olhos vermelhos, dificuldade de falar, falta de coordenação motora e sono, entre outros.

Como agir:

- Chame socorro
- Verifique o pulso da vítima
- Coloque-a deitada de lado, para que ela não aspire o próprio vômito
- Afrouxe roupas e acessórios
- Se a vítima entrar em parada cardíaca, aplicar a respiração boca a boca até a chegada
do atendimento

Como prevenir:

- O coma alcoólico está ligado ao abuso do consumo de álcool, que, se recorrente, pode dar origem a uma doença crônica, o alcoolismo
- O abuso do álcool por adolescentes é cada vez mais comum, por isso é necessário um trabalho conjunto entre pais e escola para conscientizar os jovens do perigo dessa droga lícita
- Converse com seus filhos sobre o perigo do abuso do álcool e suas conseqüências
- Dê o exemplo em casa, evitando beber em excesso
- Fique atento aos primeiros sinais de abuso e procure acompanhamento médico.

Fonte: IG

Diarreia

Nesta época do ano é comum as pessoas terem diarréia. Portanto, é bom saber como se cuidar.

Definição


Foto: ADAM
Diarreia
A diarreia consiste na evacuação de fezes líquidas de forma frequente e sem controle. Ela é considerada crônica (em longo prazo) quando o indivíduo evacua fezes líquidas e frequentes por mais de 4 semanas.
A causa mais comum de diarreia é uma infecção viral branda que se resolve sozinha dentro de alguns dias, normalmente conhecida como "gripe de estômago".
Duas outras causas comuns de diarreia são intoxicação alimentar e diarreia do viajante. Elas ocorrem ao consumir alimentos ou água contaminados com organismos como bactérias e parasitas.
Medicamentos também podem causar diarreia, especialmente antibióticos, laxantes que contém magnésio e quimioterapia para tratamento de câncer.

Nomes Alternativos

Fezes - líquidas; Evacuação frequente; Evacuação sem controle

Considerações

A diarreia em adultos é geralmente leve e desaparece rapidamente sem complicações. Em crianças e bebês (especialmente com menos de 3 anos), a diarreia pode provocar uma desidratação perigosa de forma muito rápida.

Causas comuns


Foto: ADAM
Organismo Campylobacter jejuni
A causa mais comum da diarreia é a gastroenterite viral, uma infecção viral leve que desaparece por conta própria em alguns dias. Essa doença também é conhecida como infecção intestinal. A gastroenterite viral costuma ocorrer na forma de miniepidemias em escolas, vizinhanças ou famílias.
A infecção causada pela Campylobacter, identificada na figura ao lado, provoca cólicas, diarreia, dor abdominal e febre de 2 a 5 dias após a exposição de um indivíduo ao organismo.
A Campylobacter jejuni é uma das causas bacterianas mais comuns da diarreia. A maioria dos casos de Campylobacter jejuni resulta do contato ou ingestão de carne de ave crua ou mal cozida.
Mesmo que frangos e outras aves não sejam afetados pela bactéria, outros animais podem ser. Por esse motivo, é possível que uma pessoa adquira a infecção pelo contato com solo infectado ou com um cão ou gato doente. Esta é a aparência de organismos Campylobacter no microscópio. (Imagem cortesia dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças - Centers for Disease Control and Prevention.)
A intoxicação alimentar e a diarreia dos viajantes são outras duas causas comuns da diarreia. Ambas ocorrem como resultado da ingestão de alimentos ou água contaminados com bactérias ou parasitas.
Os medicamentos, especialmente antibióticos, os laxantes, que contêm magnésio, e a quimioterapia para o tratamento do câncer também podem causar diarreia.
As seguintes enfermidades também podem causar diarreia:
Outras causas menos comuns da diarreia incluem:
  • Síndrome carcinoide
  • Distúrbios nervosos como neuropatia autonômica ou neuropatia diabética
  • Remoção parcial do estômago (gastrectomia)
  • Radioterapia
  • Síndrome de Zollinger-Ellison

Cuidados em casa

  • Beba muito líquido para evitar a desidratação. Comece tomando apenas alguns goles de qualquer líquido, exceto bebidas cafeinadas. O leite pode prolongar a diarreia, mas também fornece líquidos e nutrientes necessários. Beber leite pode ser benéfico em casos de diarreia leve. Em casos de diarreia moderada e severa, as soluções de eletrólitos à venda em farmácias costumam ser a melhor solução
  • A cultura ativa de bactérias benéficas (probióticos) ajuda a diminuir a diarreia e sua duração. Os probióticos podem ser encontrados em suplementos e em iogurtes que contêm culturas ativas ou vivas
  • Alimentos como arroz, torradas e banana também podem ajudar a combater a diarreia
  • Evite medicamentos antidiarreicos de venda livre, a menos que tenham sido prescritos pelo médico. Algumas infecções também podem ser agravadas por esses medicamentos. Quando você tem diarreia, o organismo tenta se livrar da causa do problema (alimentos contaminados, vírus etc.). Os remédios podem interferir nesse processo
  • Procure descansar
Se você apresenta uma forma crônica de diarreia, como aquela causada pela síndrome do intestino irritável, tente enriquecer a dieta alimentar para dar consistência às fezes e regular os intestinos. Esse tipo de alimento inclui grãos e farelo integrais. Os produtos que contêm Psyllium, como Metamucil e semelhantes, também podem engrossar as fezes.

Ligue para seu médico se:

  • Você apresentar sangue ou pus nas fezes
  • As fezes estiverem escuras
  • Você sentir dores abdominais não aliviadas após a evacuação
  • Você apresentar sintomas de desidratação, como sensação de desmaio quando se senta ou fica de pé
  • Você ou seu filho apresentar febre acima de 38 °C, além da diarreia
  • As fezes apresentarem aspecto oleoso ou odor muito forte
  • Você tiver viajado recentemente para outro país
  • Você tiver comido com outras pessoas que também estão com diarreia
  • Você tiver começado a tomar um novo medicamento
  • A diarreia não tiver melhorado após 5 dias (2 dias, em caso de crianças ou bebês) ou tiver piorado
  • Você ou seu filho estiverem vomitando há mais de 12 horas (no caso de um recém-nascido com menos de 3 meses, você deve procurar um médico logo após o início do vômito ou da diarreia)

O que esperar da consulta médica


Foto: ADAM
Sistema digestivo
O médico fará um histórico médico completo e um exame físico, com atenção especial ao abdome.
O médico poderá fazer perguntas como:
  • Quando a diarreia começou?
  • Qual é a cor e a consistência das fezes?
  • Você apresenta sangue nas fezes?
  • Você tem expelido uma quantidade muito grande de muco nas fezes?
  • Que outros sintomas você apresenta?
  • Você sente dores abdominais ou cólicas fortes com a diarreia?
  • Você tem tido febre ou calafrios?
  • Algum outro membro da família está doente também?
  • Você viajou para outro país recentemente?
  • Você pode ter se exposto a água imprópria para o consumo ou comida estragada?
  • O que faz a dor piorar? Estresse? Alimentos específicos?
  • Você foi submetido a alguma cirurgia abdominal?
  • Você tem tomado antibióticos recentemente?
  • Que remédios você toma? Houve alguma mudança nos medicamentos?
  • Você costuma beber café? Em que quantidade?
  • Você bebe álcool? Em que quantidade? Com que frequência?
  • Você fuma? Quantos cigarros por dia?
  • Você está seguindo alguma dieta especial?
O médico poderá solicitar uma ou mais amostras de fezes em recipientes especiais para realizar exames em busca de sinais de inflamação e infecção e para identificar algum organismo que possa estar causando o problema.
Se houver sinais de desidratação além da diarreia, o médico poderá solicitar:
  • Perfil metabólico básico (para verificar os níveis de eletrólitos no sangue)
  • Nitrogênio ureico no sangue (BUN) e depuração da creatina
  • Gravidade específica na urina

Prevenção

  • Lave as mãos com frequência, especialmente após ir ao banheiro e antes de comer
  • Ensine às crianças a não levarem objetos à boca
  • Ao tomar antibióticos, tente comer alimentos com Lactobacillus acidophilus; uma bactéria benéfica. Com isso, você ajudará a repor as bactérias benéficas que os antibióticos podem eliminar. Iogurte com culturas vivas ou ativas são uma boa fonte dessa bactérias benéficas
  • Use álcool em gel para desinfetar as mãos com frequência
Ao viajar para áreas subdesenvolvidas, siga as medidas abaixo para evitar a diarreia:
  • Beba somente água mineral e NÃO use gelo
  • NÃO ingira vegetais não cozidos ou frutas com casca
  • NÃO coma frutos do mar crus ou carne mal passada
  • NÃO consuma laticínios

Referências

Semrad CE, Powell DW. Approach to the patient with diarrhea and malabsorption. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders; 2007:chap 143.
Proctor DD. Approach to the patient with gastrointestinal disease. In: Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders; 2007:chap 134.
Atualizado em 16/2/2011, por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

Fonte: IG